FEITO HISTÓRICO: João Fonseca derrota Djokovic após quase 5 horas e segue vivo em Roland Garros
29/05/2026

Foto: Clive Brunskill/Getty Images João Fonseca escreveu um capítulo histórico no tênis brasileiro nesta sexta-feira (29). O carioca de 19 anos venceu Novak Djokovic por 3 sets a 2, de virada, e garantiu vaga nas oitavas de final de Roland Garros.

Foto: Clive Brunskill/Getty Images A reação brasileira começou no terceiro set. João aproveitou uma queda de rendimento do adversário, abriu vantagem nos games iniciais e manteve o controle nos pontos decisivos para diminuir a diferença. A virada f
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Governo acerta ao apoiar motoristas, mas erra na ordem das prioridades
29/05/2026

Governo acerta ao apoiar motoristas, mas erra na ordem das prioridades - Foto: STTU/Reprodução
É positiva a iniciativa do Governo Federal de lançar uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para taxistas e motoristas de aplicativo adquirirem veículos novos. Trata-se de uma categoria que movimenta diariamente milhões de brasileiros, presta um serviço essencial e, em muitos casos, trabalha sem qualquer rede de proteção social, submetida a jornadas exaustivas e às regras rígidas das plataformas digitais. Dar acesso a financiamento com juros subsidiados é uma forma de reconhecer a importância desses profissionais e de melhorar suas condições de trabalho.
O programa “Move Aplicativos” permitirá o financiamento de veículos de até R$ 150 mil, com prazo de até seis anos e carência de seis meses.
Não há dúvida de que a iniciativa atende a uma demanda real. Muitos motoristas dependem do aluguel de veículos, comprometendo parte significativa da renda mensal.
O problema não está aí, e sim na prioridade escolhida.
O Brasil vive uma crise prolongada no transporte coletivo urbano. A perda de passageiros, o aumento das gratuidades, a concorrência dos aplicativos e a ausência de fontes permanentes de financiamento colocaram em xeque a sustentabilidade do sistema em praticamente todas as grandes cidades do País. O resultado é conhecido: tarifas elevadas, frota envelhecida, redução de linhas e um serviço cada vez menos atrativo.
Os números da Confederação Nacional do Transporte são eloquentes. Em 2017, o transporte coletivo respondia por 49,8% das viagens urbanas no país. Em 2024, essa participação caiu para 31,7%. No mesmo período, os deslocamentos individuais passaram a representar 68,3% das viagens realizadas nas cidades brasileiras.
Esse movimento tem efeitos concretos e negativos. Mais carros e motos nas ruas significam mais congestionamentos, mais poluição, mais acidentes e maior pressão sobre uma infraestrutura urbana já saturada. É um modelo de mobilidade que encarece as cidades e piora a qualidade de vida.
O transporte coletivo, por sua vez, continua sendo o principal meio de deslocamento da população de menor renda. É ele que garante acesso ao trabalho, à escola, aos hospitais e aos serviços públicos. Além disso, é a modalidade mais eficiente para transportar grandes contingentes de pessoas, ocupando menos espaço viário e emitindo menos poluentes por passageiro.
Por isso, antes de direcionar R$ 30 bilhões ao transporte individual, o governo poderia ter priorizado um sistema que atende milhões de brasileiros diariamente e que cumpre função social e ambiental estratégica, mais alinhada aos compromissos que o próprio País assume perante o mundo.
Essa possibilidade já está em debate. O próprio governo estuda a criação de um novo modelo de financiamento para o transporte público, apelidado de “SUS do Transporte Público”, com o objetivo de reduzir ou até zerar as tarifas em todo o país. Estudos apontam que o custo de uma política dessa natureza seria de aproximadamente R$ 65 bilhões por ano.
Seria um investimento com potencial de transformar a mobilidade urbana brasileira. Ao aliviar o custo da passagem, fortaleceria o transporte coletivo, reduziria a dependência do automóvel e beneficiaria diretamente as camadas mais vulneráveis da população.
Mas o governo preferiu, neste momento, apostar fichas nos motoristas de app e taxistas.
Por todos os motivos já expostos, o que parece é que o governo age movido mais pelo interesse eleitoral do que pelo interesse de fazer a boa política pública. Afinal, é notório que a categoria dos motoristas de app e taxistas é resistente ao PT. Quem não quer um cabo eleitoral que transporta dezenas, ou até centenas, de passageiros por dia?
É natural que qualquer governo busque ampliar pontes com grupos específicos da sociedade. O problema surge quando a formulação de políticas públicas parece orientada mais pelo calendário eleitoral do que pela lógica do interesse coletivo.
A mobilidade urbana exige visão de longo prazo. Cidades mais eficientes e sustentáveis dependem de transporte coletivo forte, financeiramente equilibrado e capaz de oferecer qualidade à população. Esse é o caminho adotado pelas metrópoles que conseguiram reduzir congestionamentos e melhorar o ambiente urbano.
O crédito para motoristas de aplicativo é uma medida legítima e socialmente defensável. Mas o País continuará atacando apenas os efeitos, e não as causas, enquanto não enfrentar com prioridade a crise do transporte coletivo.
Políticas públicas devem ser guiadas por critérios de eficiência, equidade e impacto social duradouro. Em matéria de mobilidade, isso significa colocar o transporte de massa no centro das decisões. O apoio aos motoristas é importante. Mas o ônibus, que carrega a maior parte da população e sustenta o funcionamento das cidades, deveria vir primeiro.
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Turismo exige mais que promessa
29/05/2026

Turismo exige mais que promessa - Foto: Sandro Menezes
Confira o editorial do Agora RN desta sexta-feira 29
Diante do que se anuncia para a disputa eleitoral de 2026 no Rio Grande do Norte, qualquer iniciativa que tente elevar o nível do debate público merece registro. A pré-campanha, até aqui, tem sido marcada muito mais por tentativas de polarização, troca de críticas, disputas de imagem e exploração de falhas discursivas entre pré-candidatos do que propriamente pela apresentação concreta de propostas para destravar economicamente o Estado. Nesse cenário de pobreza de ideias e escassez de planos objetivos, ganha relevância a iniciativa da Fecomércio RN e da Câmara Empresarial do Turismo de cobrar que compromissos com o setor sejam incorporados formalmente aos planos de governo dos futuros candidatos ao Executivo estadual.
A proposta é simples, mas extremamente necessária: retirar o turismo do terreno vago das promessas genéricas de campanha e levá-lo para o campo das metas concretas, dos compromissos públicos e das cobranças permanentes. Segundo o que foi apresentado pelo setor, a intenção é entregar aos candidatos um documento com propostas estruturantes para o período de 2027 a 2030, incluindo temas como licenciamento ambiental, ampliação da malha aérea, concessões, PPPs, promoção turística, interiorização do turismo, infraestrutura e atração de investimentos. Mais do que um gesto simbólico, trata-se de uma tentativa legítima de fazer com que o turismo deixe de ser apenas peça de marketing eleitoral para se transformar efetivamente em política de Estado.
Nunca é demais lembrar a importância do turismo para o Rio Grande do Norte. Um estado historicamente dependente de atividades primárias, pouco industrializado e fortemente movido pelo setor de serviços e pelo funcionalismo público encontra no turismo uma de suas atividades econômicas mais estratégicas. O turismo representa cerca de 7% do PIB potiguar, movimenta dezenas de atividades econômicas paralelas e gera algo em torno de 40 mil empregos diretos e indiretos.
O impacto do turismo sobre a economia potiguar vai muito além dos números diretos do setor. Poucas atividades possuem capacidade semelhante de irradiar efeitos sobre tantas cadeias econômicas simultaneamente. O turista que chega ao Rio Grande do Norte movimenta hotéis, pousadas, bares, restaurantes, comércio, transporte, eventos, artesanato, agricultura, pesca, construção civil, cultura, entretenimento e serviços dos mais variados tipos. O turismo ativa desde grandes empreendimentos até pequenos negócios familiares espalhados pelo litoral e pelo interior. Trata-se de uma atividade que distribui renda de maneira capilarizada e ajuda a dinamizar regiões inteiras da economia potiguar.
E o potencial do RN vai muito além do tradicional turismo de sol e praia. O Estado possui um litoral competitivo, reconhecido nacionalmente e internacionalmente, mas também reúne condições para expandir o turismo religioso, histórico, cultural e interiorano. Basta observar o potencial de municípios ligados à religiosidade popular, aos santos e às manifestações de fé espalhadas pelo interior potiguar, além das serras, trilhas, gastronomia regional e experiências ligadas ao turismo rural e ecológico. Há um patrimônio turístico muito mais amplo do que frequentemente se explora.
O problema é que potencial sozinho não produz desenvolvimento. E talvez esse seja justamente o principal mérito da iniciativa da Fecomércio: reconhecer que o turismo não crescerá apenas por inércia ou pela beleza natural do Estado. O setor privado investe, amplia serviços, melhora equipamentos e profissionaliza operações. Mas existem áreas em que a atuação do poder público é decisiva. O próprio documento preparado pelo trade aponta gargalos históricos que atravessam governos sem solução adequada.
O primeiro deles é o licenciamento ambiental. Não se trata de defender flexibilização irresponsável da legislação, como corretamente ressalta o setor, mas de cobrar eficiência, capacidade técnica e agilidade compatível com o ritmo dos investimentos privados. Também é impossível discutir crescimento turístico sem tratar de conectividade aérea. Turismo sem voo simplesmente não existe. O RN precisa ampliar frequências, consolidar rotas nacionais e internacionais e manter política permanente de atração de companhias aéreas.
A discussão sobre a Via Costeira também é inevitável. É difícil aceitar que o principal corredor hoteleiro da capital esteja há cerca de duas décadas sem receber investimentos relevantes em novos equipamentos enquanto outros estados nordestinos avançaram fortemente na ampliação da oferta turística. O setor também acerta ao defender concessões e PPPs para equipamentos públicos estratégicos, como o Centro de Convenções, Fortaleza dos Reis Magos, Cajueiro de Pirangi e Parque das Dunas.
Tudo isso chega em boa hora porque o tempo de campanha ficou cada vez menor, reduzindo também o espaço para amadurecimento das propostas perante o eleitorado. As eleições brasileiras se transformaram progressivamente em disputas de marketing, imagem e narrativa, muitas vezes esvaziadas de debate real sobre projetos de desenvolvimento. Esperar que planos concretos surjam espontaneamente dos próprios pré-candidatos talvez seja, hoje, um exercício excessivo de otimismo.
Por isso, seria desejável que outras entidades econômicas e setores estratégicos do Estado adotassem postura semelhante. O turismo está fazendo sua parte ao tentar pautar o debate com propostas objetivas. O Rio Grande do Norte precisa discutir mais do que slogans eleitorais. Precisa discutir caminhos concretos para crescer, gerar renda, atrair investimentos e criar oportunidades. E o turismo, sem dúvida, é um desses caminhos.
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Mais de 49 mil candidatos fazem provas do Concurso Unificado do RN neste domingo
29/05/2026

Provas do Concurso Público Unificado do RN serão aplicadas neste domingo em Natal, Mossoró e Caicó - Foto: José Aldenir/Agora RN
Certame oferece 175 vagas para Detran, Ipern e Ceasa e será realizado em Natal, Mossoró e Caicó
Mais de 49 mil candidatos participam neste domingo 31 das provas do Concurso Público Unificado do Governo do Rio Grande do Norte. Com 49.093 inscrições homologadas, o certame é o segundo maior já realizado pelo Estado em número de participantes, ficando atrás apenas do concurso da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), que contabilizou cerca de 55 mil inscritos.
Coordenado pela Secretaria de Estado da Administração (Sead), o concurso oferece 175 vagas para cargos de níveis médio e superior no Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran-RN), no Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Rio Grande do Norte (Ipern) e nas Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Norte (Ceasa-RN).
As provas serão aplicadas nas cidades de Natal, Mossoró e Caicó. Do total de inscritos, 38.044 concorrem pela ampla concorrência, 1.578 estão inscritos nas vagas destinadas a pessoas com deficiência (PCD), 9.455 participam pelas cotas para pessoas pretas ou pardas, seis candidatos concorrem nas vagas destinadas a indígenas e dez nas vagas reservadas para quilombolas.
As oportunidades abrangem áreas administrativas, técnicas e especializadas. O concurso terá validade de dois anos a partir da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado por igual período. As convocações serão realizadas conforme a necessidade da administração pública estadual durante o prazo de vigência do certame.
Horários das provas
Os candidatos devem ficar atentos aos horários de aplicação, que variam de acordo com o bloco de cargos escolhido.
Para os candidatos do Bloco 1, as provas serão realizadas pela manhã. Os portões serão abertos às 6h e fechados às 7h. Já os participantes dos Blocos 2 e 3 farão as provas no período da tarde, com abertura dos portões às 13h e fechamento às 14h.
Segundo o cronograma, as provas terão início 15 minutos após o fechamento dos portões. O tempo de duração será de cinco horas para os Blocos 1 e 3 e de seis horas para o Bloco 2, já incluído o período destinado ao preenchimento da folha de respostas.
Orientações aos candidatos
A organização recomenda que os candidatos cheguem aos locais de prova com pelo menos uma hora de antecedência. É obrigatório apresentar documento oficial original com foto, além de portar caneta esferográfica de tinta azul ou preta fabricada em material transparente.
Também é recomendável levar o cartão de informação do candidato, documento que contém dados como local de prova e orientações para participação no concurso.
Mais informações sobre o certame podem ser consultadas junto à banca organizadora por meio do portal oficial do concurso.
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Caminhoneiros suspendem greve no RN e aguardam nova proposta das empresas
29/05/2026

Caminhoneiros suspenderam temporariamente a greve iniciada na segunda-feira - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Paralisação fica interrompida até domingo; categoria cobra reajuste de 7% e admite retomada do movimento em todo o estado
A greve dos caminhoneiros no Rio Grande do Norte foi suspensa temporariamente nesta quarta-feira 27, mas a categoria afirma que o movimento pode ser retomado já na próxima segunda-feira 1º caso não haja avanço nas negociações com o setor patronal. A informação foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Cargas do Estado do Rio Grande do Norte (Sintrocern), Edson Negrão.
Segundo o dirigente sindical, a paralisação, iniciada na última segunda-feira 25, ficará suspensa pelo menos até o próximo domingo 31, período em que os representantes das empresas deverão avaliar as reivindicações dos trabalhadores e apresentar uma resposta à categoria.
Em vídeo divulgado nesta quarta-feira, Edson Negrão afirmou que a suspensão não significa o encerramento do movimento. “A greve dos caminhoneiros não acabou, apenas fizemos essa suspensão, pelo menos até domingo”, declarou.
De acordo com ele, o sindicato patronal se comprometeu a discutir as propostas junto às empresas do setor e apresentar uma posição até a manhã desta sexta-feira 29. Caso a resposta não atenda às expectativas da categoria, uma nova paralisação poderá ser iniciada.
“Sexta-feira à tarde, se eles não tiverem nenhum posicionamento, trazendo o mínimo de dignidade que foi exigido pelo sindicato e pela classe trabalhadora, daremos início à nossa atividade de greve e paralisação a partir de segunda-feira”, afirmou Negrão.
A mobilização dos caminhoneiros começou na BR-101, em Parnamirim, onde os trabalhadores realizaram um ato com bloqueio parcial da rodovia no sentido Parnamirim–Natal. A manifestação provocou impactos no trânsito da região. Durante o protesto, a categoria utilizou simbolicamente um caixão como forma de pressionar o setor empresarial por avanços nas negociações.
Os caminhoneiros reivindicam reajuste salarial de pelo menos 7%, além de melhorias em benefícios como vale-alimentação e plano de saúde. A pauta também inclui auxílio-medicamento e medidas de inclusão para trabalhadores LGBTs e profissionais que possuem filhos atípicos.
Segundo Edson Negrão, a reivindicação inicial previa reajuste de 16%, mas a categoria aceitou reduzir o percentual para 7% durante audiência de conciliação realizada na semana passada no Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN). A proposta patronal apresentada até o momento é de 4,11%.
“Há uma intransigência e um desrespeito com a nossa categoria. Já aceitamos receber um reajuste de 7%, conforme nos foi sugerido pelo TRT, mas estamos pedindo também melhorias no plano de saúde, para que a gente consiga ser atendido, pelo menos, em algumas cidades do estado, além de melhorias no vale alimentação de forma linear ao reajuste salarial”, detalhou Negrão.
De acordo com os representantes das empresas, seria necessário um prazo de aproximadamente 20 dias para avaliar os impactos financeiros da proposta e consultar as transportadoras. A ausência de uma definição levou a categoria a iniciar a paralisação.
Após o ato realizado na BR-101, os caminhoneiros seguiram em carreata até a sede do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado do Rio Grande do Norte (Setcern), localizada no bairro do Alecrim, em Natal.
Durante a greve, o TRT-RN determinou a manutenção mínima de 40% das atividades da categoria. A decisão também assegurou a circulação de cargas vivas, medicamentos, insumos hospitalares e oxigênio, considerados serviços essenciais.
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DE NOVO: Só 2 de 4 elevadores funcionam no Walfredo Gurgel e defeito atrasa transferência de pacientes do centro cirúrgico
29/05/2026

Foto: Reprodução
Pacientes do Hospital Walfredo Gurgel, em Natal, enfrentaram novos transtornos nesta quinta-feira (28) após mais um elevador apresentar defeito na unidade. Segundo a direção do hospital, dos quatro equipamentos existentes no complexo, apenas dois estavam funcionando, afetando principalmente a transferência de pacientes do centro cirúrgico para as enfermarias.
O diretor-geral do hospital, Geraldo Neto, confirmou o problema em entrevista à TV Tropical. Segundo ele, um dos elevadores usados no acesso às enfermarias parou recentemente. Outro já estava fora de operação há mais tempo por causa de problemas no sistema de freios.
Ele disse que há um elevador em funcionamento no Pronto-Socorro Clóvis Sarinho e outro na estrutura principal do hospital. No entanto, apenas um deles comporta camas hospitalares. “Um dos elevadores que está funcionando, que dá acesso às enfermarias, não entra cama, só cabe a maca”, afirmou.
Com isso, pacientes que passaram por cirurgia e haviam sido levados em camas precisaram permanecer no centro cirúrgico até a conclusão do reparo no elevador maior.
Segundo o diretor, técnicos da empresa responsável pela manutenção estavam no hospital tentando identificar a causa da falha. Ele disse ainda que o defeito pode estar tanto na cabine quanto na estrutura dos andares do prédio.
A direção informou ainda que tenta reorganizar o fluxo interno para priorizar o transporte de pacientes em macas e reduzir o uso de camas nos elevadores. Geraldo Neto disse ainda que o uso frequente de camas pode provocar danos nos sensores dos equipamentos.
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Reajuste da Petrobras praticamente anula benefício da subvenção
29/05/2026

Foto: Reprodução
A Petrobras anunciou reajuste de R$ 0,48/litro na gasolina A a partir desta sexta, 29, acompanhado de desconto de R$ 0,44/litro referente à subvenção federal anunciada em 13 de maio — deixando impacto residual de apenas R$ 0,04 nas distribuidoras e R$ 0,03 ao consumidor final. Sem a subvenção, o reajuste seria de 17,12%.
No diesel, a subvenção de R$ 1,20/litro incide apenas sobre o produto importado — que representa pouco mais de 20% do mercado do Rio Grande do Norte. Mais de três quartos do diesel consumido no estado não é diretamente alcançado pela medida.
Além disso, quando qualquer combustível sobe, toda a cadeia recalibra suas referências de custo: frete, distribuição e margens varejistas absorvem pressão mesmo quando a subvenção cobre apenas parte do mercado.
Os dados do ciclo 2026 já revelam esse fenômeno: as nove ondas de reajuste da Refinaria Clara Camarão (Brava Energia) acumularam +R$ 1,71/litro na gasolina A (+68,12%) entre fevereiro e maio, enquanto a bomba em Natal registrou alta de apenas R$ 0,45 a R$ 0,50/litro segundo a ANP. Os postos absorveram cerca de R$ 0,75/litro ao longo do ciclo, operando com margem comprimida ou negativa — foram eles, não a subvenção, que seguraram os preços ao consumidor.
A subvenção da gasolina tem prazo: a Portaria MF nº 1.496, de 25 de maio de 2026, prevê vigência de dois meses, com vencimento projetado para o final de julho. Com o reajuste de hoje consumindo praticamente toda a folga criada pela medida, sua renovação torna-se condição para evitar repasse abrupto ao consumidor.
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PRF apreende 1,5 tonelada de lagosta transportada irregularmente no RN
29/05/2026

Carga de aproximadamente 1,5 tonelada de lagosta foi apreendida durante fiscalização na BR-406 - Foto: PRF
Carga foi interceptada na BR-406, em São Gonçalo do Amarante; veículo já havia sido flagrado outras três vezes por infrações semelhantes
Uma carga de aproximadamente 1,5 tonelada de lagosta foi apreendida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na madrugada desta sexta-feira 29, durante fiscalização na BR-406, em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal. Segundo a corporação, o transporte apresentava irregularidades na documentação e descumpria regras ambientais para comercialização das espécies.
A abordagem ocorreu por volta das 2h, no km 80 da rodovia. Durante a inspeção de um caminhão que transportava lagosta verde e lagosta vermelha, os policiais identificaram inconsistências nas notas fiscais apresentadas pelo condutor.
Além das irregularidades documentais, a análise preliminar apontou que a carga não atendia aos percentuais permitidos pela legislação para comercialização das espécies. As normas estabelecem que o carregamento deve conter pelo menos 70% de lagostas vivas e, no máximo, 30% de lagostas limpas ou congeladas.
De acordo com os documentos apresentados durante a fiscalização, a carga totalizava cerca de 1,5 tonelada de lagosta. A pesagem oficial será realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável pela análise detalhada do material apreendido.
Outro ponto observado pelos policiais foi a reincidência da infração. Segundo a PRF, esta é a quarta vez que o mesmo caminhão é flagrado transportando pescado em desacordo com a legislação ambiental.
Diante das irregularidades constatadas, o veículo e toda a carga foram encaminhados para a sede do Ibama, em Natal, onde serão adotadas as medidas administrativas cabíveis e realizada a apuração das infrações.
A fiscalização do transporte e da comercialização da lagosta tem como objetivo garantir o cumprimento das normas ambientais e contribuir para a preservação dos estoques pesqueiros, além de assegurar que a exploração das espécies ocorra dentro dos parâmetros definidos pela legislação.
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CBF ganha prazo para decidir sobre Neymar
29/05/2026

Neymar Jr e o médico da Seleção Brasileira, Rodrigo Lasmar, após exames - Foto: Reprodução/Internet
Regulamento da Fifa permite substituição até 24 horas antes da estreia do Brasil na Copa; entidade aposta na recuperação do atacante para a fase de grupos
A lesão de grau dois na panturrilha direita sofrida por Neymar abriu uma janela de avaliação para a comissão técnica da Seleção Brasileira às vésperas da Copa do Mundo de 2026. Apesar do diagnóstico que o afastará das atividades por pelo menos duas semanas, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) optou por manter o atacante do Santos na lista definitiva e utilizar o prazo previsto no regulamento da Fifa para acompanhar sua recuperação antes de decidir sobre um eventual corte.
Pelas regras da Copa do Mundo de 2026, as seleções devem entregar a lista definitiva de convocados até 1º de junho. A partir dessa data, alterações só podem ser realizadas em casos de lesão grave ou doença devidamente comprovadas. Ainda assim, a substituição de atletas permanece autorizada até 24 horas antes da estreia de cada equipe no torneio.
O regulamento estabelece que qualquer jogador substituído deve ser trocado por um nome previamente incluído na lista preliminar enviada à Fifa. “Um jogador indicado na lista final poderá ser substituído por um jogador da lista prévia apenas em caso de lesão grave ou doença, até 24 horas antes do início da primeira partida da sua equipe na Copa do Mundo FIFA 26. Quaisquer exceções deverão ser aprovadas pela FIFA”, prevê o documento da entidade.
No caso da Seleção Brasileira, o prazo final para uma eventual substituição será 12 de junho. O Brasil estreia no Mundial contra o Marrocos em 13 de junho, no MetLife Stadium, nos Estados Unidos. Até lá, a comissão técnica comandada por Carlo Ancelotti poderá acompanhar diariamente a evolução clínica do camisa 10.
A decisão da CBF foi tomada após exames realizados na Granja Comary, em Teresópolis. O chefe do departamento médico da entidade, Rodrigo Lasmar, confirmou que Neymar não apresenta apenas um edema, como havia sido inicialmente informado pelo Santos, mas uma lesão muscular de grau dois na panturrilha.
Segundo Lasmar, a previsão de recuperação varia entre duas e três semanas a partir desta quinta-feira, 28. Na hipótese mais otimista, o atacante poderia estar apto para a estreia diante do Marrocos. Internamente, porém, a avaliação é de que esse cenário é pouco provável, fazendo com que o foco passe a ser a segunda partida da fase de grupos, contra o Haiti, marcada para 19 de junho, na Filadélfia.
A lesão ocorreu durante a derrota do Santos por 3 a 0 para o Coritiba, em 17 de maio, pelo Campeonato Brasileiro. No dia seguinte, a convocação para a Copa foi anunciada com base em documento enviado pelo clube paulista à CBF informando que o jogador apresentava apenas um edema muscular e teria condições de participar normalmente da preparação para o Mundial.
O episódio gerou desconforto nos bastidores da entidade após os exames complementares realizados em Teresópolis apontarem um quadro mais grave do que o inicialmente comunicado. Ainda assim, a comissão técnica decidiu preservar a possibilidade de contar com Neymar ao longo da primeira fase da competição.
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Desemprego sobe a 5,8%, mas renda recorde resiste
29/05/2026

Desemprego sofre leve alta no País - Foto: Marcelo Frazão / Agência Brasil
IBGE aponta que cerca de 6,3 milhões de brasileiros procuravam emprego sem conseguir ocupação no período
A taxa de desemprego no Brasil subiu para 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, interrompendo a trajetória de queda observada nos meses anteriores. Apesar do avanço de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre móvel encerrado em janeiro, o indicador permaneceu abaixo do registrado um ano antes e foi acompanhado pela manutenção da renda média em nível recorde, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) aponta que cerca de 6,3 milhões de brasileiros procuravam emprego sem conseguir ocupação no período. O contingente representa aumento de 8% em relação ao trimestre encerrado em janeiro, quando havia 5,9 milhões de desocupados, o equivalente a mais 471 mil pessoas. Na comparação anual, porém, houve redução de 11,3%, com 809 mil pessoas a menos em busca de trabalho.
O movimento ocorreu em um contexto de acomodação do mercado de trabalho após o forte aquecimento observado no fim de 2025. A população ocupada somou 102,3 milhões de pessoas, queda de 0,3% frente ao trimestre anterior, o que representa menos 338 mil trabalhadores. Em relação ao mesmo período do ano passado, entretanto, o número de ocupados cresceu 1,1%, com elevação de aproximadamente 1,07 milhão de pessoas.
O nível de ocupação, indicador que mede a proporção de pessoas empregadas em relação à população em idade de trabalhar, ficou em 58,4%, abaixo dos 58,7% registrados no trimestre encerrado em janeiro. Apesar da retração trimestral, o IBGE destaca que o mercado de trabalho permanece em patamar historicamente elevado.
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Receita paga nesta sexta maior lote de restituição do IR da história
29/05/2026

Quase 9 milhões de contribuintes recebem nesta sexta-feira (29) o maior lote de restituição do Imposto de Renda da história - Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
Cerca de 8,7 milhões de contribuintes receberão R$ 16 bilhões
Quase 9 milhões de contribuintes recebem nesta sexta-feira 29 o maior lote de restituição do Imposto de Renda da história. Ao longo do dia, a Receita Federal pagará R$ 16 bilhões a 8.749.992 pessoas. O pagamento contempla o primeiro lote da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2026 e restituições residuais de anos anteriores.Receita paga nesta sexta maior lote de restituição do IR da história - Agora RNReceita paga nesta sexta maior lote de restituição do IR da história - Agora RN
Em nota, a Receita informou que o lote recorde se deve à agilidade no processamento das declarações e do avanço das ferramentas de modernização e automação adotadas pelo órgão. O primeiro lote de 2026, informou o órgão, representa 40% das restituições previstas para serem pagas este ano, tanto em valores quanto em número de contribuintes.
Dos R$ 16 bilhões desse lote, R$ 8,64 bilhões vão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.
As restituições estão distribuídas da seguinte forma:
4.959.431 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix (prioridade não determinada por lei)
2.256.975 contribuintes de 60 a 79 anos (prioridade legal)
1.054.789 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério (prioridade legal)
256.697 contribuintes acima de 80 anos (prioridade legal);
222.100 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave (prioridade legal).
Neste lote, que coincide com o último dia de entrega da Declaração do Imposto de Renda deste ano, não há o pagamento a contribuintes sem prioridade.
A consulta pode ser feita desde o último dia 22, na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.
O recorde anterior tinha sido registrado no primeiro lote de 2025, que contemplou créditos de R$ 11 bilhões para 6,2 milhões de contribuintes. Neste ano, a Receita reduziu de cinco para quatro o número de lotes regulares de restituições da declaração, com pagamentos no fim de maio, de junho, de julho e de agosto.
Pagamento
O pagamento será feito ao longo do dia na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes.
Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).
Caso o contribuinte não resgate o valor da restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.
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Economia RN amarga 3º pior resultado do país em empregos formais; agro, indústria e comércio puxam queda
29/05/2026

Foto: Reprodução
O RN apareceu entre os piores desempenhos do país na geração de empregos formais em abril de 2026. Segundo dados do Novo Caged, o estado terminou o mês com saldo negativo de 156 vagas com carteira assinada, ocupando o 3º pior resultado do Brasil.
Os números mostram uma mudança brusca em relação a março, quando o RN havia registrado saldo positivo de 1.127 empregos, conforme informações da Tribuna do Norte.
De acordo com o levantamento, o recuo foi puxado principalmente por três setores: agropecuária (-1.050 vagas), comércio (-354) e indústria (-152).
Por outro lado, serviços (+1.218) e construção (+185) registraram saldo positivo e evitaram uma perda maior.
O relatório mostra que apenas três estados brasileiros fecharam abril no vermelho: Alagoas, RS e RN.
No acumulado de 2026, o RN ainda mantém saldo positivo, com 242 empregos formais criados, resultado de 83.142 contratações e 82.900 desligamentos.
No cenário nacional, o Brasil abriu 85.888 vagas formais em abril, mas o desempenho ficou abaixo do registrado um ano antes. Segundo os dados oficiais, a criação de empregos no país caiu 63,9% na comparação com abril de 2025.
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Adilson Brito recebe homenagem na Assembleia Legislativa do RN
28/05/2026

O presidente da Associação Cultural Junina Paixão Multicor e marcador de quadrilha, Adilson Brito, foi homenageado nesta quinta-feira (28), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, em Natal.
Reconhecido por sua dedicação à cultura popular e ao fortalecimento do movimento junino no estado, Adilson recebeu a homenagem em reconhecimento ao trabalho desenvolvido junto às quadrilhas juninas e à valorização das tradições nordestinas.
À frente da Paixão Multicor, Adilson Brito tem contribuído para o crescimento cultural e artístico das festividades juninas, incentivando jovens, promovendo eventos e mantendo viva a essência do São João potiguar.
A homenagem destaca a importância dos agentes culturais que atuam diretamente na preservação da cultura popular, fortalecendo a identidade cultural do Rio Grande do Norte.
Emocionado, Adilson agradeceu o reconhecimento e destacou a importância do trabalho coletivo realizado por todos que fazem parte do movimento junino.
Equipe Netinho Faustino
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TCE aponta falhas de transparência em R$ 11,8 milhões de emendas Pix no RN
28/05/2026

Auditoria apresentada agora pelo TCE-RN integrou uma ação nacional da Rede Integrar - Foto: José Aldenir
Auditoria do tribunal identifica fragilidades na rastreabilidade de recursos enviados ao Estado e a Nova Cruz por meio de emendas parlamentares
As chamadas emendas PIX são transferências especiais criadas pela Emenda Constitucional nº 105/2019. Elas permitem que recursos federais indicados por parlamentares sejam enviados diretamente a estados e municípios, sem a necessidade de convênio tradicional. A agilidade do modelo, porém, ampliou a preocupação dos órgãos de controle porque a aplicação do dinheiro passa a depender fortemente da transparência, dos planos de trabalho, dos relatórios de gestão e da capacidade de rastrear a despesa no ente beneficiado.
O tema ganhou força nacional após decisões do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, na discussão sobre transparência das emendas parlamentares. Em março de 2025, o STF homologou um plano de trabalho conjunto entre Executivo e Legislativo para aprimorar a transparência e a rastreabilidade das emendas, especialmente as de bancada, comissão e relator.
Depois, novas decisões passaram a alcançar também estados e municípios. Em outubro de 2025, Dino determinou que entes federados adotassem modelo de transparência e rastreabilidade semelhante ao federal na execução de emendas locais. No caso das emendas PIX, o cerco aumentou porque parte dos repasses foi feita sem plano de trabalho cadastrado.
No Rio Grande do Norte, o TCE já vinha tratando o assunto como prioridade. Em janeiro de 2026, o Tribunal manteve exigências para execução de emendas parlamentares e negou pedidos de flexibilização apresentados por entidades como Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte, Federação das Câmaras Municipais do Estado do Rio Grande do Norte e Aspcon-RN. A Corte também realizou curso para orientar prefeituras e câmaras sobre as normas mais recentes e a adequação dos portais da transparência.
A dimensão dos repasses no Estado ajuda a explicar a preocupação. Levantamento anterior do próprio TCE-RN apontou que os municípios potiguares receberam R$ 270 milhões em emendas Pix entre 2020 e 2023, com crescimento de 774% em quatro anos. O volume saiu de R$ 17,8 milhões em 2020 para R$ 155,8 milhões em 2023. Ao todo, 154 municípios foram beneficiados, enquanto 13 não receberam esse tipo de transferência.
A auditoria apresentada agora pelo TCE-RN integrou uma ação nacional da Rede Integrar, com participação de 29 Tribunais de Contas e coordenação do Tribunal de Contas da União. Em âmbito nacional, a fiscalização analisou cerca de R$ 497 milhões em transferências especiais, alcançando 42 municípios, 21 estados e o Distrito Federal, com foco em planejamento, transparência, rastreabilidade e regularidade da execução dos recursos.
No recorte potiguar, o TCE apontou falhas relevantes nas plataformas de transparência estadual e municipal e recomendou o aprimoramento dos mecanismos de controle interno. O Tribunal também destacou a necessidade de implantação de rotinas de fiscalização preventiva, para que problemas sejam identificados antes da consolidação de irregularidades.
Outro ponto considerado importante foi a recomendação para manutenção de contas bancárias específicas e individualizadas na movimentação de recursos de obras de valor atípico ou oriundos de emendas parlamentares. A medida busca evitar mistura de recursos, facilitar a identificação da origem do dinheiro e permitir controle mais eficiente da execução.
Encerrada a fase coordenada da fiscalização, o TCE-RN encaminhou ao Tribunal de Contas da União (TCU) relatórios, papéis de trabalho e evidências coletadas no Estado. Os resultados nacionais foram submetidos ao Plenário do Tribunal de Contas da União em 6 de maio de 2026 e resultaram no Acórdão nº 1132/2026, que consolidou as conclusões da auditoria no país.
No âmbito local, a Secretaria de Controle Externo do TCE-RN propôs que os resultados fossem levados ao conhecimento do Pleno e comunicados formalmente a instituições estaduais e municipais. A providência foi aprovada por unanimidade.
Com a decisão, o Tribunal enviará comunicação à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, à Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte e à Federação das Câmaras Municipais do Estado. A intenção é dar ciência aos órgãos e entidades diretamente ligados à formulação, execução e fiscalização de emendas parlamentares.
A auditoria não individualizou, na sessão, nomes de parlamentares autores das emendas analisadas nem detalhou valores por político, ministério, obra ou ação. O dado concreto apresentado pelo TCE-RN foi o total de R$ 11,85 milhões fiscalizados, os destinatários institucionais, Governo do Estado e Nova Cruz, e as falhas de transparência e rastreabilidade encontradas.
Na prática, a auditoria não apontou apenas um problema pontual em repasses ao Governo do Estado e a Nova Cruz. O relatório expôs uma fragilidade estrutural no acompanhamento desse tipo de transferência. Para o Tribunal, a melhoria dos sistemas de transparência e dos controles preventivos é condição para garantir que os recursos sejam aplicados de forma regular, eficiente e alinhada ao interesse público.
Uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte identificou fragilidades de transparência e rastreabilidade na aplicação de recursos de emendas de transferência especial — conhecidas como emendas Pix — destinados ao Governo do Estado e ao Município de Nova Cruz.
A fiscalização analisou R$ 11.850.865,31 repassados por meio desse tipo de emenda, no período de 2 de junho a 31 de outubro de 2025. O objetivo foi avaliar se os recursos estavam sendo aplicados com regularidade, transparência e possibilidade de acompanhamento adequado desde a entrada do dinheiro até sua destinação final.
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Turismo dos EUA aposta na Copa
28/05/2026

Copa do Mundo de 2026 e celebrações dos 250 anos da independência americana são vistos como possíveis impulsos para o turismo - Foto: José Aldenir
Executivos esperam que Mundial ajude a recuperar demanda internacional
Apesar das recentes tensões envolvendo medidas do governo Donald Trump e do impacto delas na percepção internacional sobre os Estados Unidos, representantes do setor de turismo americano afirmaram que o país continua receptivo aos visitantes estrangeiros. A mensagem foi reforçada durante a IPW, considerada a maior feira de turismo dos Estados Unidos, realizada entre os dias 17 e 21 de maio, em Fort Lauderdale, na Flórida.
O encontro reuniu mais de cinco mil participantes, entre representantes de destinos turísticos e empresas norte-americanas, além de agentes de viagem e comunicadores de mais de 60 países. Ao longo do evento, um dos principais temas debatidos foi justamente a recuperação do interesse de turistas internacionais em visitar os Estados Unidos, em um momento considerado decisivo para o setor.
A preocupação ocorre em meio à preparação do país para sediar sua segunda edição da Copa do Mundo e às comemorações pelos 250 anos da independência americana, além de outros eventos previstos para os próximos anos. Segundo lideranças do turismo, esses marcos podem ajudar a impulsionar novamente o fluxo de visitantes estrangeiros.
CEO e presidente da U.S. Travel Association, entidade que representa empresas do setor e uma das organizadoras da IPW ao lado do Brand USA, Geoff Freeman reconheceu o cenário de retração vivido pelo turismo americano em 2025. Segundo ele, os Estados Unidos foram o único país do mundo a registrar queda no número de turistas internacionais no período.
“Os Estados Unidos foram o único país do mundo a registrar a diminuição no número de visitantes internacionais em 2025. Nosso superávit comercial de viagens, que antes era de US$ 50 bilhões, agora se transformou em um déficit de US$ 70 bilhões. Num mundo onde o turismo internacional cresceu 10%, nós tivemos uma queda de 5%”, afirmou Freeman.
O executivo admitiu que parte dessa retração está relacionada à repercussão de medidas anunciadas pelo governo americano, mesmo aquelas que não chegaram a ser implementadas. Entre elas estão propostas de ampliação da fiscalização das redes sociais dos visitantes e a possibilidade de cobrança de uma taxa adicional de US$ 250 após a emissão do visto.
Freeman classificou essas iniciativas como “danosas” para a imagem do país no exterior, mas ressaltou que a experiência prática dos visitantes ainda é positiva. “Ainda assim, quatro entre cinco visitantes que recebemos vão embora dizendo que se sentiram seguros e bem-vindos. E espero que a experiência que terão na Copa do Mundo ajude a desfazer essa impressão ruim”, declarou.
Como parte da tentativa de melhorar a percepção internacional sobre os Estados Unidos, o Brand USA lançou uma nova ferramenta de checagem de fatos em seu site oficial. Batizada de “Get facts, get going”, a plataforma reúne respostas objetivas para dúvidas frequentes de turistas estrangeiros, especialmente sobre vistos e procedimentos de entrada no país.
O CEO e presidente do Brand USA, Fred Dixon, explicou que a iniciativa busca enfrentar informações equivocadas e centralizar dados oficiais para os viajantes internacionais. “Num ambiente complexo e que muda rapidamente, é preciso dar aos viajantes as informações de que precisam para seguir adiante”, afirmou.
“A proposta é reunir num só lugar as informações oficiais, precisas e atualizadas, para combater percepções equivocadas sobre a visita ao país”, acrescentou Dixon.
Mesmo diante da retração recente, os Estados Unidos receberam 68 milhões de turistas estrangeiros em 2025, ficando atrás apenas de França e Espanha no ranking global de destinos mais visitados. A expectativa do setor é que a combinação entre grandes eventos internacionais e novas ações de comunicação permita uma retomada gradual do crescimento.
Segundo as projeções apresentadas durante a IPW, o país poderá fechar 2026 com 70,5 milhões de visitantes internacionais e atingir um recorde histórico de 85,2 milhões em 2030.
As maiores preocupações do setor turístico americano atualmente estão concentradas nos mercados canadense e europeu. Já entre os países latino-americanos, os Estados Unidos seguem em alta. O Brasil, por exemplo, ocupa a quinta posição entre as nacionalidades que mais visitam Nova York.
Em Orlando, principal destino de parques temáticos do país, os brasileiros aparecem em terceiro lugar entre os visitantes internacionais, atrás apenas de canadenses e britânicos. Em 2025, mais de 736 mil brasileiros visitaram a cidade, número considerado recorde histórico.
De olho nesse mercado, Porto Rico também participou da feira com uma ofensiva voltada ao público latino-americano. O território caribenho, que ganhou ainda mais projeção internacional após o sucesso recente do cantor Bad Bunny, pretende ampliar sua presença entre turistas da América Latina e da Europa.
Diretora de marketing do Discover Puerto Rico, Storm Tussey afirmou que o objetivo é fortalecer a conectividade aérea e promover a ilha como uma alternativa dentro do território americano. “Nosso objetivo agora é aumentar a conexão aérea especialmente com Europa e América Latina. E mostrar que é possível explorar a ilha a partir da capital, San Juan, em direção ao interior e ao litoral, mostrando que combinamos o melhor do Caribe com a infraestrutura americana”, disse.
A IPW também serviu de vitrine para a apresentação de novas atrações turísticas e investimentos em diferentes cidades americanas. Em Nova York, um dos principais focos está na abertura de novos hotéis, como o Kimpton Era Midtown, próximo ao Rockefeller Center, e o The Livingston, primeiro hotel da rede Hyatt no Brooklyn. Washington DC, por sua vez, prepara uma série de novidades ligadas às celebrações dos 250 anos da independência americana.
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Brasil deve reduzir tabagismo, mas obesidade seguirá em alta
28/05/2026

Taxa de fumantes pode cair de 9,8% para 4,7% da população até 2030, conforme projeções - Foto: JOSÉ ALDENIR
Pesquisa publicada na revista The Lancet Regional Health aponta melhora em indicadores ligados ao consumo de cigarro e bebidas açucaradas, enquanto doenças crônicas devem crescer no País
Um estudo publicado na revista científica The Lancet Regional Health aponta que o Brasil deverá atingir até 2030 as metas relacionadas à redução do tabagismo e ao consumo regular de bebidas adoçadas com açúcar. Em contrapartida, indicadores ligados à obesidade, hipertensão, diabetes e consumo abusivo de álcool devem continuar em crescimento no País.
A pesquisa foi desenvolvida por pesquisadores do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (NUPENS/USP), em parceria com o Ministério da Saúde, e utilizou dados do sistema Vigitel, levantamento telefônico realizado anualmente nas capitais brasileiras entre 2009 e 2023.
Os pesquisadores fizeram projeções com base nas metas previstas no Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos Não Transmissíveis no Brasil 2021-2030, tomando como referência os índices observados em 2019.
Entre os objetivos estabelecidos estão a redução de 30% no consumo de bebidas adoçadas, queda de 40% no tabagismo e diminuição de 10% no consumo abusivo de álcool. O plano também prevê aumento da prática de atividade física no lazer e crescimento de 30% no consumo recomendado de frutas e hortaliças. De acordo com as projeções do estudo, o país deverá superar a meta relacionada ao tabagismo. A taxa de fumantes, que era de 9,8% em 2019, deve cair para 4,7% em 2030, o que representa redução de 30,1%.
A queda no consumo de bebidas açucaradas também deve ocorrer em ritmo superior ao previsto inicialmente. Segundo o levantamento, o percentual de consumo regular desse tipo de bebida deverá passar de 15% para 3,2%, superando em 162% a meta traçada. Apesar disso, outros indicadores apresentaram projeções negativas. O consumo episódico excessivo de álcool deverá subir de 18,8% para 21,3%, ficando 133% acima da meta estabelecida. Entre as mulheres, o crescimento proporcional é ainda maior.
O levantamento também mostra que o consumo de frutas e hortaliças deve avançar de 22,9% para 24,5%, o equivalente a apenas 23,3% da meta prevista. Já a prática de atividade física no lazer deve crescer de 39% para 45,3%, alcançando somente 53,8% do objetivo definido. Os pesquisadores alertam que esses resultados podem contribuir para o aumento das doenças crônicas não transmissíveis no país ao longo da próxima década.
A obesidade é uma das condições que devem seguir em expansão. Segundo o estudo, a taxa deve crescer de 20,3% para 28,3% da população brasileira até 2030, índice superior à meta nacional de 29,4%, que previa interrupção do avanço da doença.
As projeções relacionadas ao diabetes também indicam crescimento. A prevalência da doença deve passar de 7,4% para 10,9%, aumento de 47,3%. No caso da hipertensão arterial, a taxa poderá subir de 24,5% para 27,3%, crescimento de 11,4%, também acima das metas estabelecidas.
Os autores destacam que, embora o cenário geral ainda seja de preocupação, políticas públicas implementadas nos últimos anos tiveram impacto positivo em alguns indicadores, principalmente no combate ao tabagismo e na redução do consumo de bebidas açucaradas.
Segundo Jacqueline Wahrhaftig, autora do estudo, doutoranda em Saúde Coletiva na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e pesquisadora do CRÔNICAS/Unifesp, medidas adotadas ao longo dos anos contribuíram diretamente para a redução do número de fumantes. “Em relação às bebidas, citam que políticas públicas como tributação, rotulagem frontal, proibições de publicidade e restrições de venda em escolas podem ter contribuído para a melhora, além de uma maior conscientização sobre os danos dos produtos”, afirmou.
Ela ressaltou, porém, que os dados mais recentes indicam desaceleração na tendência de queda observada anteriormente. “No entanto, a análise mostrou que o período mais recente, de 2015 a 2023, apresentou sinais de estagnação na tendência”, disse.
A pesquisadora também avaliou o cenário do tabagismo no país. “O mesmo vale para o tabagismo. Eles citam que políticas de controle do tabaco de longa data no Brasil, como proibição de publicidade, tributação, ambientes livres de fumo e advertências sanitárias com imagens, contribuíram para a queda ao longo do tempo. No entanto, evidências recentes sugerem uma possível estabilização”, afirmou. Jacqueline destacou ainda que as projeções representam uma estimativa baseada em dados passados e podem sofrer alterações de acordo com mudanças sociais e econômicas.
“Esse é um estudo de predição, que usa dados do passado. Então o cenário pode mudar dependendo de mudanças na sociedade”. Fatores ligados ao ambiente urbano e às condições econômicas também influenciam a alimentação e a prática de exercícios.
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Brasil perde centenas de grávidas por ano
28/05/2026

Brasil registra 1.347 mortes maternas em 2024 e maioria dos casos poderia ser evitada - Foto: Reprodução
País tenta reduzir índice de óbitos durante gestação e pós-parto para 30 a cada 100 mil nascidos vivos até 2030
O Brasil ainda perde centenas de mulheres por ano durante a gestação ou em um período de 42 dias após o fim da gravidez. A razão de mortalidade materna no país é de 56,4 a cada 100 mil nascidos vivos, segundo os últimos dados disponíveis, de 2024. Isso significa que, apenas neste ano, foram registrados 1.347 óbitos. A meta do país é chegar a 30 mortes a cada 100 mil nascidos vivos até 2030.
Os dados são do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM-Datasus), consultados no Observatório da Saúde Pública. A maioria dessas mortes, nove em cada dez, é evitável, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). O dia 28 de maio é o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, data que tem como objetivo reforçar a importância de ações sobre a saúde das mulheres em sua integralidade e de reforçar os direitos da gestante e puérpera.
A chefe da Unidade da Saúde da Mulher da Maternidade Escola Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Maria Isabel Peixoto, reforça que um atendimento de qualidade oferece mais segurança à gestante. “A gente sabe que com um pré-natal bem feito, de qualidade, de preferência o mais precoce possível para pegar todas as variáveis, conseguimos, na grande maioria das vezes, entregar uma paciente pronta para um parto monitorizado num local com boa assistência e com um desfecho favorável”.
As quatro principais causas de morte materna no Brasil, entre as obstétricas diretas, são as síndromes hipertensivas, hemorragias, infecções puerperais e complicações do aborto. As causas obstétricas diretas são responsáveis por 66% das mortes maternas no País.
A técnica de enfermagem Fernanda Lopes de Almeida, 41 anos, é uma das pacientes da maternidade. Grávida de 18 semanas, ela é acompanhada por causa de um quadro de hipertensão e pelo histórico de diabetes gestacional em gravidez anterior.
Na maternidade, foi orientada a mudar os hábitos de alimentação, fez exames e faz acompanhamento constante. “Sou muito bem atendida, me sinto segura”, diz. “Foi difícil essa adaptação [da alimentação] e até a conscientização. Agora, acho que estou curtindo bem melhor a gestação, uma fase mais tranquila”.
Além dos médicos, uma equipe de diferentes profissionais é importante para garantir o atendimento adequado às mulheres, defende o enfermeiro obstétrico Renné Costa, membro do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). “A gente precisa acreditar muito na multidisciplinaridade das profissões. Cada uma no seu quadrado, cada uma fazendo o seu papel, mas todo mundo centrado nos objetivos que, nesse caso , são a mãe e o bebê”. Renné Costa diz que tem assistido e participado de muitas experiências positivas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Como enfermeiro obstétrico, Renné Costa já fez mais de 5 mil partos desde 2009.
No âmbito federal, em 2024, o governo federal lançou programa para reduzir a mortalidade materna em 25% até 2027. Em relação a mulheres pretas, a intenção é reduzir a mortalidade em 50% no mesmo período. Chamado de Rede Alyne, a iniciativa é uma reestruturação da antiga Rede Cegonha, de cuidados a gestantes e bebês na rede pública. A iniciativa homenageia a jovem negra Alyne Pimentel, que morreu aos 28 anos, grávida de seis meses, por falta de atendimento adequado na rede pública de saúde do município de Belford Roxo (RJ), em 2002.
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Goiaba ajuda no combate à anemia
28/05/2026

Pesquisadores observaram melhora na hemoglobina com consumo de suco de goiaba - Foto: José Aldenir
Pesquisa indica melhora nos níveis de hemoglobina em mulheres que consumiram a bebida junto com suplementação de ferro
A combinação de suco de goiaba com suplementação de ferro pode ser mais eficaz no combate à anemia do que o uso isolado de suplementos. A conclusão faz parte de um estudo publicado na revista científica BMJ Nutrition Prevention & Health, que avaliou os efeitos da bebida em mulheres com risco de anemia, especialmente adolescentes e gestantes.
Segundo os pesquisadores, o consumo regular do suco pode representar uma alternativa acessível e de baixo custo para auxiliar na redução dos casos de anemia, principalmente em países de baixa e média renda. A deficiência de ferro é considerada uma das principais causas da doença e afeta milhões de pessoas no mundo.
A anemia por deficiência de ferro é especialmente frequente entre adolescentes e mulheres grávidas, grupos que apresentam maior necessidade nutricional. Os pesquisadores destacam que, em muitos países asiáticos, a goiaba é amplamente consumida e possui alto teor de vitamina C, substância que ajuda na absorção do ferro proveniente de alimentos vegetais e suplementos. Além disso, a fruta contém folato, fibras alimentares e quantidades moderadas de ferro.
O estudo aponta ainda que a goiaba possui até quatro vezes mais vitamina C do que a laranja, além de também fornecer vitamina A. Esses nutrientes são considerados importantes para o fortalecimento do sistema imunológico e para o metabolismo do ferro no organismo.
Embora pesquisas menores realizadas anteriormente na Indonésia já tenham mostrado aumento nos níveis de hemoglobina após o consumo da bebida, os cientistas afirmam que os dados disponíveis ainda eram insuficientes para comprovar a eficácia geral da estratégia. Por isso, foi realizada uma análise mais ampla reunindo resultados de estudos publicados em inglês a partir dos anos 2000.
Os pesquisadores revisaram bases de dados científicas em busca de ensaios clínicos e estudos quase-experimentais relacionados ao consumo de suco de goiaba associado à suplementação de ferro. Ao todo, foram identificados 17 estudos elegíveis para análise.
Desses, seis envolveram adolescentes e 11 foram realizados com gestantes. A maior parte das pesquisas analisadas avaliou os efeitos do consumo da bebida combinado com suplementação de ferro. A síntese dos resultados de 12 estudos quantitativos, que reuniram 235 mulheres e adolescentes, apontou melhora significativa nos níveis de hemoglobina entre as participantes que consumiram o suco.
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Nova terapia corta colesterol ruim
28/05/2026

Terapia experimental de edição genética reduziu em até 62% os níveis de colesterol LDL - Foto: Freepik
Pesquisa com 35 pacientes mostrou redução prolongada do colesterol ruim após aplicação única de terapia experimental
Um estudo preliminar publicado no The New England Journal of Medicine mostrou resultados considerados promissores para o tratamento do colesterol alto por meio de edição genética. A pesquisa testou uma terapia experimental capaz de reduzir de forma prolongada os níveis de LDL, conhecido como colesterol ruim, após apenas uma aplicação intravenosa. O ensaio clínico envolveu 35 pacientes e reacendeu o debate sobre o uso da edição genética como ferramenta de prevenção de doenças cardiovasculares.
Os participantes do estudo apresentavam níveis muito elevados de colesterol LDL ou doença cardíaca. Segundo os pesquisadores, alguns pacientes registraram redução de até 62% nos níveis de LDL após o tratamento. Parte dos voluntários já foi acompanhada por 18 meses, período em que a queda permaneceu estável. A pesquisa será ampliada e deve incluir cerca de 200 pacientes na próxima etapa, enquanto o total previsto do estudo chega a 85 participantes.
A tecnologia utilizada atua diretamente no gene PCSK9, responsável pela produção de uma proteína ligada ao controle do colesterol no sangue. O tratamento usa uma “máquina” de edição genética transportada por partículas revestidas de gordura até o fígado. Ao chegar ao órgão, o material entra nas células hepáticas e localiza o gene-alvo. A partir disso, ocorre a substituição de uma “letra” do DNA por outra, processo que desativa o gene PCSK9 e reduz a produção da proteína associada ao aumento do LDL.
Sem a atuação dessa proteína, o organismo consegue retirar mais colesterol da corrente sanguínea, mantendo níveis menores de LDL ao longo do tempo. A proposta é que a alteração genética produza um efeito permanente, dispensando aplicações frequentes de medicamentos tradicionais utilizados atualmente para controle do colesterol.
O estudo foi liderado por Sekar Kathiresan, CEO da Verve Therapeutics, empresa subsidiária da farmacêutica Eli Lilly responsável pelo desenvolvimento da terapia. Segundo os cientistas envolvidos, a intenção é oferecer uma alternativa para pacientes que apresentam dificuldade de manter tratamentos contínuos contra colesterol elevado.
“Temos esse debate sobre novas diretrizes que indicam que devemos tratar pessoas mais cedo”, afirmou o médico John P. Alexander, cardiologista da Universidade Duke, nos Estados Unidos, que não participou do estudo. “Uma terapia curativa mudaria o jogo.”
Apesar dos resultados considerados positivos, especialistas alertam que ainda são necessários estudos maiores e um período mais longo de observação antes de qualquer aprovação regulatória. Michael Gaziano, diretor de cardiologia preventiva do sistema de saúde VA Boston, afirmou que “precisamos de muito mais dados de segurança”.
Nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora norte-americana, exige que pacientes submetidos a terapias genéticas sejam acompanhados por até 15 anos para monitoramento de possíveis efeitos a longo prazo. A preocupação está relacionada principalmente à segurança do processo de edição genética e aos impactos permanentes da alteração no DNA humano.
As doenças cardiovasculares seguem entre as principais causas de morte no mundo. Apenas nos Estados Unidos, essas enfermidades provocam cerca de 800 mil mortes por ano. O colesterol elevado é um dos principais fatores de risco para infartos, AVCs e outras complicações cardíacas.
Hoje, os níveis altos de LDL são tratados principalmente com medicamentos de uso contínuo, como as estatinas. Também existem terapias injetáveis mais recentes que bloqueiam a proteína produzida pelo gene PCSK9, mas esses tratamentos exigem aplicações periódicas.
Além das limitações médicas, especialistas apontam dificuldades relacionadas à adesão dos pacientes. Muitos abandonam o tratamento ao longo do tempo. Segundo o texto publicado pelo The New England Journal of Medicine, entre um terço e metade dos pacientes interrompem o uso de medicamentos para redução do colesterol em até um ano após o início do tratamento, mesmo após sofrerem problemas cardíacos.
A norte-americana Kristy Faulkner, de 45 anos, moradora de Guilford, Connecticut, participou do estudo. Ela relatou resistência ao uso contínuo de medicamentos, apesar do histórico familiar de doenças cardíacas e de já ter sofrido um ataque cardíaco aos 42 anos.
“Existe uma espécie de negação interna, como se eu não pudesse tomar esses remédios todos os dias da minha vida”, disse. “Eu entendo a importância e me sinto envergonhada.” A cardiologista Erica Spatz, da Universidade Yale, afirmou que o plano de saúde de Faulkner passou a cobrir um inibidor de PCSK9 administrado apenas a cada seis meses. Segundo a médica, “não há margem para erro”.
Outro desafio apontado envolve o custo das terapias genéticas. Os tratamentos baseados em edição genética podem atingir valores milionários. Daniel Skovronsky, cientista-chefe da Eli Lilly, afirmou que esse não seria o objetivo caso o medicamento seja aprovado. “Não é isso que buscamos”, declarou. “Buscamos um medicamento que um dia possa fazer parte da atenção primária à saúde.”
Outra participante do estudo foi Alice Thomas, de 64 anos, moradora de Lexington, na Carolina do Norte. Ela contou que desejava reduzir os níveis de colesterol, mas não conseguia manter os medicamentos devido aos custos. Segundo Thomas, sua aposentadoria era a única fonte de renda e os remédios disponíveis apresentavam preços elevados ou causavam efeitos colaterais.
O plano de saúde da paciente não aprovou medicamentos injetáveis para redução do colesterol. Ela já havia sofrido um AVC e, em alguns momentos, chegou a registrar LDL em 190. “Eu não tinha nada a fazer”, afirmou Thomas. “Então descobri este estudo.” Alice Thomas recebeu a infusão da terapia experimental em 30 de março. Duas semanas depois, seu colesterol caiu para 50. “Isso é ótimo”, comemorou. “Uma única aplicação.”
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Dieta bíblica viraliza nas redes sociais
28/05/2026

Alimentação inspirada em passagens bíblicas cresce nas redes e reúne milhões de views - Foto: Reprodução
Influenciadores compartilham receitas inspiradas em passagens bíblicas enquanto especialistas alertam para falta de comprovação científica ampla
Uma alimentação baseada em referências bíblicas tem ganhado espaço nas redes sociais e atraído milhares de adeptos em diferentes países. Conhecida como “dieta bíblica”, a prática reúne hábitos alimentares inspirados em passagens das escrituras, incluindo consumo de alimentos naturais, jejuns e restrição de produtos industrializados. O movimento tem crescido especialmente em plataformas como TikTok e Instagram, onde influenciadores compartilham receitas, relatos pessoais e orientações ligadas ao tema.
A norte-americana Mary Bundy está entre os nomes que ajudaram a popularizar a tendência. Moradora de Bali, na Indonésia, ela afirma ter mudado completamente a alimentação após conhecer conteúdos relacionados à dieta bíblica. Segundo Bundy, a mudança incluiu o abandono do açúcar refinado e a adoção de alimentos considerados mais naturais.
“Eu nunca tinha pensado em procurar receitas na Bíblia”, afirmou Bundy, que nasceu nos Estados Unidos. Ela relata que passou a observar o que as pessoas comiam na antiguidade em busca de uma alimentação considerada mais saudável.
Mary Bundy mantém uma conta no TikTok com cerca de 500 mil seguidores. Nos vídeos, compartilha receitas e relatos sobre mudanças na saúde mental e física após alterar a alimentação. Ela diz ter enfrentado problemas de pele, cabelo e depressão e afirma que encontrou nos conteúdos bíblicos uma nova forma de encarar a alimentação.
A influenciadora vende um guia digital com receitas e orientações ligadas ao tema. Segundo ela, o interesse crescente do público transformou o assunto em uma tendência de grande alcance nas plataformas digitais.
Outro nome ligado ao movimento é Bri McKoy, autora de livros de culinária e criadora de conteúdo sobre alimentação natural. Ela afirma que passou a preparar receitas inspiradas em ingredientes mencionados na Bíblia como alternativa aos alimentos ultraprocessados.
McKoy conta que o objetivo não é seguir rigidamente uma lista de alimentos permitidos ou proibidos, mas estimular uma alimentação baseada em ingredientes naturais e menos industrializados.
No TikTok, vídeos relacionados ao tema acumulam milhões de visualizações. Em uma das hashtags ligadas à alimentação bíblica, usuários compartilham refeições consideradas semelhantes às descritas nas escrituras, além de rotinas de jejum e dicas de organização alimentar.
Parte dos conteúdos também menciona práticas como o “jejum de Daniel”, inspirado em passagens do livro bíblico de Daniel, no Antigo Testamento. Segundo o relato religioso, Daniel teria recusado alimentos considerados inadequados e adotado uma alimentação baseada em vegetais e água.
Além da alimentação, muitos influenciadores associam a dieta bíblica à busca por equilíbrio espiritual, disciplina e saúde mental. Alguns conteúdos relacionam o hábito alimentar à redução da ansiedade e à melhora do bem-estar emocional.
Especialistas, porém, alertam que muitos dos conceitos divulgados nas redes sociais não possuem comprovação científica ampla e frequentemente misturam religião, estilo de vida e interpretações pessoais sobre saúde.
Jennifer A. Reyes, professora de Educação Religiosa na Universidade Emory, nos Estados Unidos, afirma que o crescimento desse tipo de conteúdo está ligado à forte presença da religião no ambiente digital. “A análise mais coletiva e ambiental do que está acontecendo em nosso sistema alimentar está ausente de alguns dos diálogos nas redes sociais”, declarou.
Segundo ela, parte do público busca na alimentação uma forma de conexão espiritual e pertencimento. A pesquisadora observa que o tema costuma ganhar força em períodos de maior preocupação com saúde física, alimentação industrializada e qualidade de vida.
A nutricionista e pesquisadora Abby Stasion, que também produz conteúdos sobre alimentação cristã, afirma que costuma orientar pacientes e seguidores a refletirem sobre hábitos alimentares presentes em referências religiosas. “Ele consome carboidratos e proteínas — diz Stasion, de 31 anos.”
Ela destaca que muitos dos alimentos citados em textos bíblicos fazem parte de padrões alimentares considerados saudáveis, incluindo frutas, vegetais, peixes, azeite e grãos.
Ainda assim, especialistas alertam que a adoção de qualquer dieta deve considerar acompanhamento profissional e necessidades individuais de saúde. Também apontam que interpretações literais de práticas alimentares antigas podem desconsiderar diferenças culturais, científicas e nutricionais do mundo atual. A professora Jennifer Reyes afirma que a discussão sobre alimentação e religião vai além da nutrição e envolve questões culturais e emocionais. “A questão do bem-estar que ele se baseia na experiência pessoal, e não na ciência. A dieta tem a ver com crença. As pessoas estão desesperadas por significado em suas vidas.”
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