Mulher é presa com 113 bolsas de luxo furtadas avaliadas em R$ 260 mil
18/08/2026

Bolsas da grife Serpui apreendidas pela Polícia Civil em São Paulo — Foto: Divulgação/Polícia Civil
Polícia Civil apreendeu peças da grife Serpui em São Paulo; carga integra lote furtado no Aeroporto de Guarulhos em 2025
Uma mulher de 34 anos foi presa em flagrante por receptação após a Polícia Civil apreender 113 bolsas da grife Serpui em sua residência, na zona leste de São Paulo. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, as peças estão avaliadas em R$ 260 mil e fazem parte de uma carga furtada no Aeroporto Internacional de Guarulhos em setembro de 2025.
A investigação apura o furto qualificado de um lote com 844 bolsas. Durante o cumprimento de mandados em 13 de agosto, os policiais encontraram as peças embaladas e etiquetadas, além de dois celulares e R$ 8.015 em dinheiro.
Prisão foi mantida após audiência de custódia
De acordo com a apuração divulgada pela Polícia Civil, a mulher negou inicialmente conhecer as bolsas e os celulares. Depois, permaneceu em silêncio durante o interrogatório. Um representante da marca reconheceu os itens como parte da carga furtada.
O marido da investigada teria fugido pelos fundos durante a operação e é procurado pela Justiça. A prisão da mulher foi mantida após audiência de custódia.
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Mudança na Lei Seca: blitz terá procedimento para álcool, drogas e até bombom de licor
18/08/2026

Foto: Divulgação
O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) aprovou nesta segunda-feira (17) uma nova regulamentação para os procedimentos de fiscalização à chamada Lei Seca — as blitz — que estabelece regras para coibir a condução de veículos sob influência de álcool.
A noticia é do Estadão. Entre outros pontos, em situações envolvendo produtos que podem deixar temporariamente resíduos de álcool na boca, como bombons de licor e enxaguantes bucais, a norma estabelece que, diante de uma indicação positiva no teste passivo, será realizada uma avaliação posterior antes de qualquer conclusão.
A resolução entra em vigor a partir de sua publicação no DOU (Diário Oficial da União), mas há um prazo de 60 dias para que entidades integrantes do SNT (Sistema Nacional de Trânsito) realizem as adaptações necessárias em suas ferramentas.
A norma atualiza procedimentos vigentes desde 2013 e também inclui a identificação de outras substâncias psicoativas.
A resolução institui uma fase de triagem nas operações de fiscalização realizadas pelos diferentes órgãos de trânsito do país. Nessa etapa, poderá ser utilizado o pré-teste ou teste passivo de alcoolemia, destinado a identificar possíveis indícios da presença de álcool.
O resultado dessa primeira verificação terá caráter exclusivamente orientativo e, isoladamente, não poderá fundamentar autuação ou caracterizar a condução sob influência de álcool.
A medida regulamenta condutas já adotadas na maioria dos estados, como Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, além das operações nacionais da PRF (Polícia Rodoviária Federal).
A nova regulamentação prevê o uso de equipamentos para identificar substâncias além do álcool.
O texto regulamenta uma possibilidade que já está prevista no CTB (Código de Trânsito Brasileiro), que admite testes toxicológicos e outros meios técnicos ou científicos para constatar a condução sob influência de substâncias psicoativas.
– Avaliação psicomotora: o agente responsável pela fiscalização deverá registrar, no auto de infração ou em termo específico, pelo menos dois sinais observados que confirmem a alteração da capacidade psicomotora do condutor;
– Recusa: o Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito também será atualizado para detalhar e padronizar a atuação em casos de recusa ao teste. Para o condutor que não realizar o procedimento, a regulamentação diferencia os enquadramentos, disciplina como cada situação deve ser registrada e determina que, em uma mesma abordagem, não sejam lavrados simultaneamente autos de infração por dirigir sob influência de álcool ou outras substâncias psicoativas e por se recusar ao exame comprobatório destinado a verificar essa condição, conforme os artigos 165 e 165-A do CTB.
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Coerção on-line: os sinais que antecedem a crise e o que mudou na lei brasileira
18/08/2026

Após a morte de uma adolescente de 13 anos, o Discord suspendeu as transmissões ao vivo no Brasil por ordem da ANPD; especialistas listam o que observar em casa e alertam contra as reações que fecham o diálogo
O Discord suspendeu na segunda-feira 17 as transmissões ao vivo da plataforma no Brasil, cumprindo determinação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados. A agência anunciou a medida em 12 de agosto e concedeu três dias úteis para o cumprimento. A suspensão é preventiva, alcança especificamente o recurso Go Live, usado para transmissões em servidores fechados, e não afeta as funções de texto e áudio em mensagens diretas, grupos e servidores. As transmissões devem permanecer suspensas até que a empresa demonstre a adoção de medidas efetivas de proteção a crianças e adolescentes.
A decisão tem origem na morte de uma adolescente de 13 anos em 22 de julho, em Naviraí, município a 355 quilômetros de Campo Grande (MS). Segundo a investigação da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, a menina teria sido induzida por um grupo à automutilação durante uma transmissão. A polícia cumpriu sete mandados judiciais em cinco estados — seis de busca e apreensão contra adolescentes e um de prisão contra um adulto — e identificou ao menos uma segunda vítima.
Os sinais que merecem atenção
Para Juliana Prates, psicóloga, professora da Universidade Federal da Bahia e doutora em estudos da criança, quatro mudanças de comportamento pedem atenção: queda abrupta nas notas, aumento do isolamento além do esperado para a adolescência, perda de interesse em atividades que antes davam prazer e o hábito de esconder a tela ou desligar o computador quando é interrompido.
Karen Scavacini, doutora em psicologia e fundadora do Instituto Vita Alere, de prevenção e posvenção do suicídio, aponta sinais mais específicos de situações de coerção: ansiedade ou pânico diante de mensagens, medo de uma pessoa ou grupo específico, necessidade de responder imediatamente a notificações e despertar de madrugada para atender alguém.
Também chamam atenção comportamentos como apagar conversas repetidamente, trocar de plataforma com frequência, pedir dinheiro sem justificativa e demonstrar terror diante da possibilidade de uma imagem ou vídeo ser divulgado.
Segundo Scavacini, não é necessário que o adolescente tenha depressão, ansiedade ou histórico de comportamento suicida para que uma situação de coerção grave provoque uma crise aguda. Ela alerta ainda para a tendência de, após uma morte, buscar retroativamente uma doença mental que explique todo o episódio — o que pode minimizar o peso da violência sofrida.
O que não fazer
Um erro comum, segundo as duas especialistas, é reagir com discursos alarmistas ou acusações. Prates cita a tendência de dizer que, se o filho usar determinada rede social, “vai acontecer uma tragédia”: o adolescente desmente o argumento ao observar colegas usando a mesma plataforma sem problemas.
Scavacini alerta contra frases como “eu avisei que isso ia acontecer” e contra a proibição imediata do celular. Essas reações podem fazer com que o filho se feche justamente quando mais precisa falar. A alternativa é iniciar a conversa demonstrando preocupação e disponibilidade.
“Percebi que alguma coisa está acontecendo e estou preocupado com você. Você não precisa me contar tudo de uma vez, mas, se alguém estiver te ameaçando ou fazendo você sentir medo, eu quero ajudar”, exemplifica.
O próprio caso do Discord pode servir de ponto de partida, já que muitos adolescentes provavelmente já ouviram falar do episódio. A orientação é perguntar primeiro o que o filho já sabe e, depois, se algo parecido já aconteceu com ele.
As duas psicólogas defendem ainda um acordo prévio em casa: pedidos para manter situações em segredo devem ser tratados como sinal de alerta, e os pais vão ajudar antes de punir. Isso reduz uma das principais armas de quem pratica coerção — convencer a vítima de que contar vai piorar tudo.
A responsabilidade não é só das famílias
Prates defende que a resposta não se limite à vigilância técnica. Scavacini considera que o controle parental ajuda, principalmente com crianças menores, mas é “apenas uma camada” de proteção: nenhum responsável consegue supervisionar todos os ambientes digitais o tempo todo. Ela defende que as plataformas identifiquem padrões de aliciamento, ameaça e chantagem e mantenham canais de denúncia efetivos.
Esse é justamente o eixo do novo arcabouço legal. O Estatuto da Criança e do Adolescente Digital, sancionado em 2025, responsabiliza plataformas pela prevenção de riscos a menores — dispositivo que sustenta a atuação da ANPD no caso. Em 11 de agosto, o Discord já havia entregue à Advocacia-Geral da União uma proposta para reforçar a segurança de crianças na plataforma. A reportagem sobre os sinais de alerta foi publicada originalmente por O Correio de Hoje, em texto sobre como identificar coerção de adolescentes em grupos on-line.
Havendo risco imediato à vida, os adultos precisam agir: interromper contatos e acionar a rede de proteção — Conselho Tutelar, delegacia especializada e serviços de saúde. Scavacini ressalta que é importante o adolescente entender que a medida está sendo tomada contra a violência sofrida, e não contra ele.
Se você está passando por sofrimento emocional, ligue 188, do Centro de Valorização da Vida, disponível 24 horas, ou acesse cvv.org.br. Em caso de emergência, procure uma UPA ou ligue 192.
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Defesa diz que policial militar condenado a 20 anos de prisão no ‘Caso Zaira’ tem exclusão da PM suspensa pela Justiça
18/08/2026

Fotos: reprodução
A defesa de Pedro Inácio Araújo de Maria, condenado a 20 anos de prisão pelos crimes de estupro e homicídio de Zaira Cruz, afirmou que uma liminar do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) suspendeu a exclusão do policial dos quadros da Polícia Militar.
A informação foi dada pelo advogado Adriano Maldini em entrevista à TV Ponta Negra nesta terça-feira (18). Segundo ele, a defesa questiona a legalidade da exclusão, alegando que Pedro Inácio já havia sido punido administrativamente pelos mesmos fatos.
A decisão ainda será analisada pelo Pleno do TJRN, que deverá definir se a liminar será mantida. O Estado do Rio Grande do Norte é contrário ao pedido, segundo o advogado.
Pedro Inácio foi excluído da PM em julho, após ser condenado pelo Tribunal do Júri, em dezembro de 2025. A defesa recorre da condenação e sustenta a inocência do policial.
O caso envolve a morte de Zaira Cruz, encontrada morta dentro do carro de Pedro Inácio durante o Carnaval de Caicó, em 2019. O processo criminal tramita sob segredo de Justiça.
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Tambor de óleo explode em oficina e assusta trabalhadores em Baraúna
18/08/2026

Explosão de tambor de óleo assustou trabalhadores dentro de uma oficina mecânica em Baraúna - Foto: TV Tropical
Explosão aconteceu em uma oficina mecânica na tarde desta terça-feira 18 e foi registrada em vídeo
Uma explosão em uma oficina mecânica assustou trabalhadores e moradores de Baraúna, no Oeste do Rio Grande do Norte, na tarde desta terça-feira 18. O incidente envolveu um tambor de óleo e foi registrado em vídeo.
As imagens mostram o momento em que o recipiente explode dentro do estabelecimento, surpreendendo as pessoas que estavam próximas. O impacto provocou um forte barulho e chamou a atenção de quem estava na região.
Explosão aconteceu dentro da oficina
O incidente ocorreu durante o funcionamento da oficina mecânica. O vídeo registra a explosão de forma repentina, enquanto trabalhadores estavam no local.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre pessoas feridas ou sobre danos provocados à estrutura do estabelecimento. Também não há detalhes oficiais sobre o que teria causado a explosão do tambor.
As circunstâncias do incidente deverão ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis.
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Lei Seca tem novas regras; veja o que muda no bafômetro
18/08/2026

Contran atualizou procedimentos de fiscalização, incluindo reteste do etilômetro, triagem para álcool e testes para identificar outras substâncias
O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou novas regras para os procedimentos de fiscalização da Lei Seca em todo o país. A atualização, aprovada nesta segunda-feira 17, modifica normas que estavam em vigor desde 2013 e amplia os mecanismos utilizados pelos agentes durante as abordagens.
A regulamentação não altera os limites e as penalidades já previstos no Código de Trânsito Brasileiro. As principais mudanças estão relacionadas à forma de realizar os testes, à possibilidade de repetir o bafômetro e à identificação de outras substâncias psicoativas.
Reteste poderá ser feito em situações específicas
Uma das novidades é a possibilidade de repetir o teste do etilômetro quando houver impedimento técnico ou operacional para obter um resultado válido. O procedimento também poderá ser utilizado quando houver suspeita de interferência provocada por álcool residual na boca ou nas vias respiratórias.
A medida considera situações em que o motorista tenha consumido recentemente produtos que contenham álcool, como bombons com licor, determinados alimentos ou enxaguantes bucais. Nesses casos, o álcool residual pode interferir na primeira medição.
A regulamentação também cria uma etapa de triagem com pré-testes passivos. Esses equipamentos servem para indicar uma possível presença de álcool, mas o resultado não poderá ser utilizado isoladamente como prova de infração.
Fiscalização passa a incluir testes para drogas
As novas regras ampliam os procedimentos para a identificação de outras substâncias psicoativas. A regulamentação prevê o uso de equipamentos conhecidos como drogômetros, capazes de indicar a presença dessas substâncias.
Os testes têm caráter qualitativo, ou seja, apontam a presença da substância, mas não determinam a quantidade encontrada. Os equipamentos deverão ser certificados pelo Inmetro, e a utilização dependerá da disponibilidade dos órgãos responsáveis pela fiscalização.
Para caracterizar a infração relacionada à alteração da capacidade psicomotora, o agente deverá registrar pelo menos dois sinais compatíveis com essa condição.
Exames serão obrigatórios em acidentes com morte
Outra alteração estabelece a realização obrigatória de exames para detectar álcool e drogas em acidentes de trânsito que resultem em morte. A medida busca padronizar a coleta dessas informações nas ocorrências mais graves.
A resolução também determina que não sejam aplicadas simultaneamente penalidades por recusa ao teste e por condução sob influência de álcool ou outra substância psicoativa.
Quando as novas regras começam a valer
A regulamentação passa a valer após a publicação da resolução no Diário Oficial da União. Parte das mudanças terá prazo de adaptação de 60 dias.
Com a atualização, o Contran substitui os procedimentos estabelecidos em 2013 por regras que padronizam a fiscalização e incorporam novas formas de triagem e identificação de substâncias durante as abordagens.
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GOLPE DO IMÓVEL: Suspeito de liderar esquema com mais de 19 ocorrências é preso em Natal
18/08/2026

Foto: Reprodução/PCRN
Um homem de 30 anos foi preso nesta terça-feira (18), em Natal, suspeito de liderar um esquema de estelionato envolvendo falsas vendas e financiamentos de imóveis. A Polícia Civil já identificou mais de 19 boletins de ocorrência.
Segundo a investigação, vítimas eram atraídas por anúncios de imóveis abaixo do preço de mercado e levadas a um escritório no Tirol. Lá, o suspeito simulava a aprovação de financiamento, cobrava uma entrada e apresentava contratos que, na verdade, seriam adesões a consórcios.
Os imóveis não eram entregues e os valores pagos não eram devolvidos. A Polícia Civil afirma que o investigado continuou captando clientes mesmo depois de prestar depoimento e tomar conhecimento das investigações.
Além da prisão, foram cumpridos mandados de busca e apreensão. Celulares e outros dispositivos serão analisados para identificar novas vítimas e dimensionar o prejuízo causado pelo esquema.
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BETS: Ministério da Fazenda suspende 14 sites de apostas por irregularidades; veja lista
18/08/2026

Foto: Freepik
O Ministério da Fazenda, por meio da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), determinou a suspensão imediata de 14 sites de apostas operados pelas empresas Pixbet, Zeroumbet, Enseada, Select, Nexus e RR Participações.
O motivo foi descumprimento de normas obrigatórias, como a ausência de mecanismos para identificar jogadores compulsivos e a falha no envio de dados para a fiscalização.
Com a decisão, as plataformas estão proibidas de ofertar novos jogos, devendo manter o acesso liberado apenas para que os apostadores resgatem os valores já depositados.
A punição permanece vigente até que as empresas comprovem a regularização das exigências e os processos sejam concluídos.
O governo já finalizou 39 processos administrativos contra bets desde o início da regulamentação do setor, em janeiro de 2025. A maioria terminou em advertências aos sites.
A Pixbet, uma das empresas que teve o site suspenso, também é alvo da “Operação Arena”, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e evasão de divisas.
Veja a lista completa de sites suspensos:
pix.bet.br
ganhei.bet.br
betdasorte.bet.br
zeroum.bet.br
sportvip.bet.br
energia.bet.br
kbet.bet.br
mmabet.bet.br
betvip.bet.br
papigames.bet.br
megaposta.bet.br
multi.bet.br
rico.bet.br
brx.bet.br
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Babá e criança são atropeladas em faixa de pedestres em Parnamirim
18/08/2026

Acidente ocorreu na Avenida Deputado Gastão Mariz, em Cidade Verde, Parnamirim Foto: Reprodução/Tv Ponta Negra
Vítimas foram socorridas após acidente na Avenida Deputado Gastão Mariz, em Cidade Verde; criança teve escoriações
Uma babá e uma criança de um ano foram atropeladas no fim da tarde de segunda-feira, 17, enquanto atravessavam uma faixa de pedestres na Avenida Deputado Gastão Mariz, no bairro Cidade Verde, em Parnamirim.
De acordo com reportagem da TV Ponta Negra, dois veículos pararam para a travessia. Um terceiro carro, que vinha logo atrás, teria passado entre os automóveis e atingido as vítimas.
A criança já estava próxima ao canteiro central quando foi atingida de raspão. A mulher sofreu o impacto mais forte, caiu sobre o veículo e precisou de atendimento médico.
Testemunha ouvida pela emissora relatou que os condutores dos dois primeiros carros haviam parado para permitir a passagem da babá e da criança. Segundo o relato, o terceiro automóvel colidiu com os veículos parados, perdeu o controle, subiu a calçada e atingiu as duas.
Vítimas foram socorridas
As duas vítimas foram atendidas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência no local. A criança teve escoriações e foi levada a um hospital particular em Natal. Já a mulher foi encaminhada ao Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel.
Segundo as informações apuradas pela TV Ponta Negra, nenhuma das vítimas corre risco de morte.
Ainda conforme a reportagem, o motorista envolvido tem 85 anos e estaria com a Carteira Nacional de Habilitação vencida desde 2023. A legislação de trânsito prevê infração para conduzir com o documento vencido há mais de 30 dias.
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Petrobras confirma descoberta de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas
18/08/2026

Sonda NS-42, utilizada pela Petrobras na perfuração do poço Morpho, em águas profundas da costa do Amapá — Reprodução
Poço Morpho fica a 175 quilômetros da costa do Amapá; estatal ainda avaliará dimensão e viabilidade econômica da acumulação
A Petrobras confirmou a descoberta de petróleo no poço exploratório Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas. A área integra a Margem Equatorial brasileira e fica em águas profundas da costa do Amapá.
Identificado tecnicamente como 1-BRSA-1405-APS, o poço está situado a aproximadamente 175 quilômetros do litoral amapaense. A perfuração ocorre em uma lâmina d’água de cerca de 2.886 metros.
A descoberta representa a primeira identificação de petróleo pela Petrobras em águas profundas da costa do Amapá. A companhia considera a Margem Equatorial uma nova fronteira exploratória relevante para a recomposição de suas reservas e para a segurança energética do Brasil.
“Nosso otimismo em relação à Margem Equatorial brasileira se confirma hoje. Essa primeira descoberta na costa do Amapá é resultado da dedicação e da competência da Petrobras, que está comprometida com a recomposição das reservas de petróleo e com a segurança energética do país”, afirmou a presidente da estatal, Magda Chambriard.
Petrobras ainda avaliará descoberta
A identificação de petróleo não significa que a área esteja pronta para entrar em produção. O poço Morpho permanece em fase exploratória, destinada à obtenção de informações geológicas e à avaliação das características do reservatório.
Os dados recolhidos durante a perfuração serão analisados pela equipe técnica da Petrobras. Os estudos deverão indicar a dimensão da acumulação, as condições dos fluidos encontrados e a eventual viabilidade econômica de um projeto de produção.
Até a conclusão dessa avaliação, não há estimativa oficial sobre o volume de petróleo existente no local nem previsão para o início de uma possível exploração comercial.
Poço fica distante da foz do rio Amazonas
Apesar de estar localizado na bacia sedimentar denominada Foz do Amazonas, o poço Morpho não fica na desembocadura do rio. Segundo informações divulgadas pela Petrobras durante o processo de licenciamento, o bloco está a aproximadamente 500 quilômetros da foz do Amazonas.
A perfuração foi autorizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis após o processo de licenciamento ambiental. A Petrobras recebeu a licença de operação em 20 de outubro de 2025 e iniciou os trabalhos exploratórios na mesma data.
Antes da emissão da licença, a estatal realizou uma Avaliação Pré-Operacional para demonstrar a capacidade de resposta a emergências e de atendimento à fauna. O exercício foi acompanhado pelo Ibama.
Margem Equatorial está nos planos da Petrobras
A Margem Equatorial brasileira compreende áreas marítimas entre o Amapá e o Rio Grande do Norte. A região reúne as bacias da Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar.
No Plano de Negócios 2026-2030, a Petrobras indicou a intenção de perfurar 15 poços na Margem Equatorial. O Morpho é o primeiro de um compromisso de oito perfurações em águas profundas do Amapá.
A continuidade dos projetos dependerá dos resultados técnicos obtidos, dos processos de licenciamento ambiental e da avaliação econômica de cada área.
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Diagnósticos de Aids aumentam mais de 50% no RN após a pandemia
18/08/2026

Sandra Raissa e o infectologista Igor Thiago Queiroz discutiram o avanço dos casos e a importância do diagnóstico no Ponta Negra Manhã
Os diagnósticos de Aids no RN aumentaram mais de 50% após a pandemia de Covid-19. O crescimento foi abordado nesta segunda-feira 17 no programa Ponta Negra Manhã, da TV Ponta Negra, com a participação de Sandra Raissa, secretária adjunta de Saúde de Natal, e do infectologista Igor Thiago Queiroz.
Durante o programa, os convidados trataram do cenário da doença no Rio Grande do Norte. A discussão chamou a atenção para o aumento dos registros depois do período da pandemia, quando o acesso da população a consultas, exames e outros serviços de saúde sofreu impactos.
Dados divulgados anteriormente pela Secretaria de Estado da Saúde Pública mostram que o avanço dos casos já era observado no estado. Entre 2011 e 2021, o Rio Grande do Norte contabilizou 6.470 casos de Aids, além de 6.906 registros de infecção pelo HIV.
No mesmo período, foram contabilizados 1.404 óbitos por Aids. A taxa de detecção passou de 15,5 casos por 100 mil habitantes em 2011 para 19,1 em 2021, segundo boletim estadual noticiado pelo Agora RN.
O HIV é o vírus que ataca o sistema imunológico. A Aids corresponde ao estágio mais avançado da infecção quando ela não é tratada adequadamente. Por isso, os registros de infecção pelo HIV e os diagnósticos de Aids representam indicadores diferentes e não devem ser tratados como equivalentes.
Prevenção e atendimento
A rede pública de saúde oferece testes rápidos para HIV, além de preservativos e acompanhamento das pessoas diagnosticadas. O tratamento com medicamentos antirretrovirais reduz a presença do vírus no organismo e ajuda a impedir a evolução da infecção para a Aids.
Em Natal, ações de prevenção também são realizadas em períodos de grande circulação de pessoas. Durante o Carnaval de 2026, por exemplo, a Secretaria Municipal de Saúde anunciou testagem rápida para HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis, além da distribuição de preservativos.
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RN busca regras objetivas para atrair investimentos em energia eólica no mar
18/08/2026

Coere busca soluções para trazer investimentos em energia eólica no RN — Foto: Fiern/Assessoria
Setor cobra regras para leilões de energia eólica offshore; confiança dos empresários potiguares atinge menor nível em quatro anos
O avanço dos projetos de geração eólica no mar depende da conclusão de regras para leilões, cessão de áreas e consultas prévias, apesar de o marco geral do setor já oferecer orientação inicial aos investidores. A avaliação foi apresentada durante reunião da Comissão Temática de Energias Renováveis (Coere), da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), realizada na sexta-feira 14.
Presidido pelo empresário Sérgio Azevedo, o encontro tratou da segurança jurídica e do licenciamento ambiental de empreendimentos eólicos offshore no litoral potiguar. A comissão também analisou a regulamentação estadual de data centers e sistemas de armazenamento de energia, além da queda da confiança dos empresários do setor renovável.
O Rio Grande do Norte ocupa a quarta posição entre os estados com projetos eólicos offshore pretendidos. Ao todo, 59 empreendimentos estão em tramitação na costa de oito unidades da Federação, segundo dados apresentados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Até o momento, o único projeto eólico marítimo licenciado no litoral potiguar é a planta-piloto do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), em Areia Branca.
A instalação tem finalidade de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e preparação da cadeia produtiva. Para Sérgio Azevedo, o Estado possui uma vantagem geográfica pela ocorrência de ventos regulares e pela possibilidade de implantação de equipamentos em áreas de menor profundidade.
“Temos um potencial eólico de excelente qualidade e uma característica geográfica que pode beneficiar o Estado. É preciso aproveitar esse potencial, respeitando o meio ambiente, para que a região usufrua desse desenvolvimento e as empresas recolham os impostos, beneficiando a todos”, afirmou.
A analista ambiental do Ibama Simone Ribeiro informou que servidores de diferentes estados trabalham desde 2018 na preparação do processo de licenciamento. O trabalho incluiu treinamentos e intercâmbio de informações com órgãos da União Europeia e do Reino Unido, regiões com maior experiência na implantação de parques eólicos marítimos. “Fizemos tratativas, treinamentos e troca de conhecimento, inclusive na União Europeia e no Reino Unido, enquanto agências governamentais, com o Ibama”, disse.
O licenciamento dos projetos no mar fica sob responsabilidade do órgão federal porque os empreendimentos ocupam águas sob domínio da União. A análise precisa considerar efeitos sobre a fauna marinha, rotas de aves migratórias, pesca artesanal e industrial, navegação, turismo, comunidades costeiras e atividades de petróleo e gás.
Simone explicou que o regramento geral está estabelecido, mas ainda precisa de normas complementares para permitir que os projetos saiam da fase inicial. Entre as definições pendentes estão os órgãos e grupos sociais que deverão ser consultados, os critérios dos futuros leilões e as condições para cessão das áreas marítimas.
“O regramento geral já está posto e já deu um norte para os investidores sobre o tema. Contudo, precisamos da complementação dessa regulamentação para que o empreendedor possa colocar em prática os seus projetos”, explicou.
A conclusão dessas normas é aguardada por empresas interessadas em instalar parques no litoral brasileiro. Sem a definição sobre a cessão das áreas, o licenciamento ambiental pode avançar em estudos preliminares, mas os investimentos não chegam à etapa de implantação.
Além da autorização ambiental, os projetos exigem conexão ao Sistema Interligado Nacional, linhas de transmissão, estruturas portuárias capazes de receber componentes de grande porte e uma cadeia de fornecedores para montagem, operação e manutenção.
O litoral do Rio Grande do Norte reúne áreas de águas rasas, condição que pode reduzir a complexidade das fundações e o custo da instalação das turbinas. Quanto maior a profundidade, maior tende a ser o investimento nas estruturas de sustentação e na montagem dos equipamentos.
A posição geográfica também aproxima os projetos de portos, áreas industriais e regiões onde já existe geração eólica em terra. O aproveitamento dessas condições, entretanto, depende da capacidade de escoamento da energia.O Estado e o Nordeste enfrentam cortes forçados na geração, conhecidos como curtailment. A medida é determinada quando a produção supera a capacidade disponível de transmissão ou quando há necessidade de manter o equilíbrio do sistema elétrico.
Na prática, parques eólicos e solares são obrigados a produzir abaixo de sua capacidade, embora tenham condições climáticas para gerar mais energia. A redução afeta a receita das empresas e aumenta a percepção de risco para novos investimentos.
Sérgio Azevedo afirmou que as instituições participantes da Coere procuram formular propostas comuns para o setor. “Estamos em uma união de propósitos em busca de soluções, e não de potencializar problemas”, declarou.
A comissão também acompanhou a tramitação das normas ambientais estaduais para sistemas de armazenamento de energia em baterias, conhecidos pela sigla BESS, e data centers. O consultor jurídico Kepler Brito, relator do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Conema), informou que a resolução sobre baterias já foi publicada. Esses sistemas armazenam eletricidade produzida em horários de maior oferta e podem devolvê-la à rede quando o consumo aumenta ou a geração diminui.
O armazenamento pode reduzir oscilações provocadas pela natureza intermitente das fontes eólica e solar. Também permite aproveitar parte da energia que, em determinadas situações, deixaria de ser produzida por restrições no sistema. A norma para data centers, por outro lado, permanece na fase de minuta. As discussões estão concentradas na classificação do porte dos empreendimentos e no potencial poluidor.
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Em Natal, mulher condenada por matar adolescente é presa após nove anos
18/08/2026

Maria Raquel tinha apenas 15 anos — Foto: PMRN/PF/Reprodução
Captura foi realizada pela Polícia Federal em Natal, nove anos depois do crime contra Maria Raquel Silva de Almeida
Uma mulher condenada pelo assassinato de Maria Raquel Silva de Almeida, de 15 anos, foi presa nesta segunda-feira 17. A captura foi realizada pela Polícia Federal em Natal, nove anos depois do crime. Contra ela havia mandado expedido pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Natal. A condenação também inclui uma tentativa de homicídio contra a mãe da adolescente.
O crime ocorreu na noite de 18 de fevereiro de 2017, durante a festa carnavalesca Nazaré Folia. O evento era realizado no bairro Nossa Senhora de Nazaré, na Zona Oeste da capital potiguar. Segundo a Polícia Civil, Maria Raquel envolveu-se em uma briga e foi atacada por duas jovens. A adolescente recebeu uma facada na barriga e não resistiu ao ferimento.
A mãe da vítima tentou intervir durante a agressão contra a filha. Ela também foi atacada e sofreu uma pancada na cabeça.
A mulher presa pela PF tinha 19 anos quando o crime ocorreu.
As investigações levaram a Justiça a expedir um mandado de prisão ainda em 2017.
A suspeita foi localizada pela Polícia Militar de Pernambuco em março daquele ano.
A prisão ocorreu no Alto Sertão pernambucano, cerca de um mês depois do homicídio.
Segundo a polícia, um soldado reconheceu a jovem após vê-la em uma reportagem sobre o caso. Ela foi então detida em cumprimento à ordem judicial expedida durante a investigação.
A Polícia Federal não divulgou a identidade da condenada nem o local exato da prisão desta segunda-feira, 17. O órgão também não informou a pena aplicada ou a data em que ocorreu o julgamento. Não foi esclarecido há quanto tempo a mulher estava na condição de condenada. Após a captura, ela ficou à disposição da Justiça para o cumprimento da sentença.
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Zenaide Maia lança espaço “Geração Z” para ouvir novas gerações e discutir melhorias
18/08/2026
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Ícone da TV e do teatro brasileiro, Laura Cardoso morre aos 98 anos.
18/08/2026

A teledramaturgia brasileira perdeu um de seus maiores ícones. A atriz Laura Cardoso falava aos 98 anos, na madrugada desta terça-feira (18). A confirmação do falecimento foi feita pelas redes sociais oficiais da artista, geridas por seu bisneto, Fernando Faria.
“Nossa grande estrela se despediu de nós. Laura Cardoso estará para sempre em nossos corações. Obrigada por tudo, nossa amada e eterna Laura Cardoso”, destacou a nota oficial. A causa da morte não foi informada pela família.
O velório ocorre na manhã desta terça-feira, das 8h às 14h, na Funeral Home, localizada no bairro da Bela Vista, na região central de São Paulo.
Nascida em São Paulo, em 13 de setembro de 1927, Laurinda de Jesus Cardoso Balleroni se tornou uma das atrizes de maior trajetória da dramaturgia brasileira. Ela começou a se interessar pela arte ainda criança, quando já brincava de representar com uma amiga do bairro da Bela Vista.
O gosto pela interpretação também aparecia na escola e em casa. Laura gostava de ler e recitar para familiares e colegas. Aos 15 anos, decidiu seguir a carreira artística e começou a atuar em radionovelas na Rádio Cosmos.
A estreia na televisão aconteceu em 1952, no programa “Tribunal do Coração”, da TV Tupi. Depois, participou de novelas e produções de diferentes emissoras, como Tupi, Excelsior, Record e Cultura.
Com uma trajetória marcante no rádio, teatro, cinema e televisão, Laura Cardoso teve sua contribuição às artes reconhecida nacionalmente em 2006, quando foi condecorada com a Ordem do Mérito Cultural pelo Governo Federal.
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Denúncias de assédio moral e sexual crescem mais de 500% em 5 anos na UFRN
18/08/2026

Foto: Cícero Oliveira Agecom/UFRN
A evolução dos casos de assédio moral apresentou um crescimento contínuo ao longo do período, registrando 16 ocorrências em 2022, 22 em 2023 e 30 em 2024. Do total acumulado nesse quinquênio, 31 processos acabaram arquivados, sendo 14 por falta de materialidade. Já as queixas de cunho sexual atingiram o topo em 2023, com 18 registros, após contarem 13 casos em 2022. Nos anos seguintes, houve uma leve queda, com 15 casos em 2024 e 12 em 2025. A maioria dos relatos de natureza sexual, num total de 28, acabou arquivada, com 13 encerramentos motivados por falta de provas. No total, as apurações resultaram na instauração de nove Processos Administrativos Disciplinares para apurar assédio sexual e dois para assédio moral, culminando em duas sanções efetivas: uma suspensão e uma expulsão.
Em nota oficial, a UFRN ressaltou que atua diariamente para garantir um ambiente seguro e livre de violências. Como resposta ao avanço das notificações, a universidade destacou a implementação do Programa de Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação em 2023, a criação do Espaço Acolher, a reativação do Comitê UFRN com Diversidade e a recente assinatura do Pacto Institucional em Defesa das Mulheres. A instituição dispõe ainda de comissões de humanização voltadas para as relações de trabalho e discentes, além de promover capacitações contínuas.
As vítimas e testemunhas podem registrar manifestações diretamente na Ouvidoria da UFRN ou buscar amparo externo nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher e delegacias comuns. Perante a legislação, o assédio sexual é crime previsto no artigo 216-A do Código Penal, caracterizado pelo constrangimento com o objetivo de obter vantagem ou favorecimento sexual prevalecendo-se de hierarquia ou posição de chefia. Por sua vez, o assédio moral configura-se pela conduta abusiva que viole a dignidade ou a integridade física e psíquica da pessoa, degradando o ambiente de trabalho e o convívio acadêmico.
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PMRN endurece regras contra uso político da corporação nas eleições
18/08/2026

Portaria Normativa nº 142 proíbe uso de agentes, viaturas, quartéis e canais oficiais em benefício de candidaturas; norma prevê responsabilização por omissão
A Polícia Militar do Rio Grande do Norte publicou uma norma específica para impedir que a estrutura da corporação seja usada em benefício de candidatos durante as eleições de 2026. A Portaria Normativa nº 142/CG/PMRN, de 14 de agosto, reúne 13 condutas proibidas e prevê responsabilização administrativa, civil e penal.
O ato foi publicado no Diário Oficial do Estado de 15 de agosto e é assinado pelo comandante-geral da PMRN, coronel Alarico José Pessoa Azevêdo Júnior. A portaria determina que policiais mantenham neutralidade político-partidária no exercício da função e veda a associação da imagem institucional da corporação a campanhas.
Entre as proibições estão usar policiais militares em atividades de campanha, empregar viaturas, fardamentos, armamentos, equipamentos ou instalações da PM em benefício eleitoral e permitir gravações de candidatos em quartéis ou durante operações. Também não podem ser utilizados perfis oficiais, símbolos, bancos de dados ou canais internos da corporação para promover ou atacar candidaturas.
A norma proíbe ainda que agentes façam manifestações político-partidárias durante o serviço, concedam tratamento privilegiado a candidatos em ocorrências ou transformem ações policiais em material de propaganda. Diretores, chefes e comandantes ficam responsáveis por fiscalizar o cumprimento das regras. A omissão diante de irregularidade conhecida também pode gerar punição.
A edição da portaria encerra uma sequência de alertas iniciada em junho. Naquele mês, a 19ª Promotoria de Justiça de Natal abriu procedimento para acompanhar a neutralidade política das forças de segurança depois de dois vereadores pré-candidatos aparecerem em operações policiais divulgadas nas redes sociais.
Em um dos episódios, ocorrido em Natal, um parlamentar acompanhou e filmou uma prisão em flagrante conduzida pelas polícias Civil e Científica. Em Mossoró, outro vereador apareceu de colete balístico e afirmou ter participado de uma operação da Polícia Militar. O Ministério Público não divulgou os nomes dos envolvidos no comunicado oficial.
O MPRN sustentou a atuação no artigo 6º da Constituição do Estado, que proíbe o favorecimento de partidos ou grupos políticos por autoridades e servidores. As corregedorias das polícias Militar, Civil e Científica foram notificadas para informar quais providências haviam adotado.
Em 12 de junho, o órgão também recomendou regras para o uso de redes sociais por policiais militares, com o objetivo de separar manifestações pessoais da imagem institucional da corporação.
As novas restrições dialogam com o artigo 73 da Lei das Eleições, que veda o uso de bens, materiais, serviços e servidores públicos em benefício de candidaturas. Dependendo do caso, a infração pode resultar em multa e, para o candidato beneficiado, cassação do registro ou do diploma.
Com a campanha em andamento e o primeiro turno marcado para 4 de outubro, a portaria transforma o princípio de neutralidade em obrigações objetivas dentro da PMRN. Além de listar o que agentes não podem fazer, o texto amplia a responsabilidade dos comandos pela fiscalização e pelo registro de eventuais desvios.
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Eleições 2026: total de candidatos despenca 30% e registra maior queda da história
18/08/2026

Foto: Reprodução
O número de postulantes a cargos eletivos nas eleições gerais de 2026 sofreu um recuo histórico, marcando a maior queda de candidaturas já registrada pelo Tribunal Superior Eleitoral desde 1994. Dados consolidados após o fim do prazo de registros indicam a presença de 20.524 candidatos no pleito deste ano, o que representa um encolhimento de aproximadamente 30% em relação a 2022 e significa cerca de 8.700 postulantes a menos na disputa.
O movimento interrompe um ciclo contínuo de expansão no país, visto que, desde o início das medições do tribunal, a única retração havia ocorrido em 2006, com um recuo pontual de 3%. Nas duas últimas disputas gerais, de 2018 e 2022, o volume de candidatos havia se mantido estável na casa dos 29 mil. A Justiça Eleitoral ressalta que o número final ainda pode sofrer pequenas alterações decorrentes de eventuais indeferimentos, desistências ou substituições.
O impacto mais severo desse encolhimento ocorreu na disputa pelos cargos legislativos. O contingente de candidatos a deputado federal caiu de 10.630 em 2022 para 7.632 em 2026, reduzindo a relação de concorrência de 21 para 15 postulantes por vaga. Já entre as vagas para deputado estadual e distrital, o total de concorrentes despencou de 17.347 para 11.521, reduzindo a disputa média de 16 para 11 nomes por cadeira. Segundo analistas políticos, a retração é o resultado direto das minirreformas eleitorais aprovadas em 2015 e 2017. As novas regras impuseram critérios mais rígidos de cláusula de barreira e restrição ao fundo partidário, estimulando fusões e a formação de federações que passam a atuar sob as mesmas cotas de candidaturas.
Para este pleito, 30 legendas disputam as urnas — duas a menos do que em 2022 —, fruto de fusões como a que gerou o PRD e da formação de novas federações, a exemplo de União com PP e PRD com Solidariedade. Na análise individual dos partidos, a maior queda foi registrada pelo PRTB, que despencou de 939 candidatos em 2022 para apenas 10 em 2026 por conta de disputas judiciais pelo comando da sigla. Em contrapartida, o Novo foi a legenda com maior expansão absoluta, somando 817 novos postulantes, seguido pela Unidade Popular. Regionalmente, a retração atingiu todas as unidades da Federação, com reduções acima de 40% em estados como Alagoas, Amapá, Paraíba e Rio Grande do Norte.
Especialistas apontam que a redução no número de nomes traz impactos mistos para o sistema político brasileiro. Por um lado, a diminuição de legendas com representatividade tende a simplificar as negociações do presidencialismo de coalizão no Congresso e a dificultar a inserção de candidaturas ligadas ao crime organizado. Por outro lado, a concentração de recursos públicos e emendas parlamentares na mão de quem já detém mandato eleva a barreira de entrada para novos concorrentes, o que elitiza o processo eleitoral e impõe entraves à renovação política no país.
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Anvisa proíbe cápsulas e chás que prometiam efeito de Mounjaro; confira quais
14/08/2026

Foto: Pexels
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta sexta-feira (14/08) a proibição de cápsulas e chás comercializados irregularmente com promessas de emagrecimento semelhantes às atribuídas às chamadas canetas emagrecedoras. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e inclui produtos vendidos sem registro, notificação ou cadastro na agência.
Segundo a Anvisa, parte dos itens tinham fabricantes não identificados pela autoridade sanitária. Por conta disso, a resolução determina a retirada dos produtos do mercado e proíbe fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso de todos os lotes citados. A restrição também alcança pessoas físicas, empresas e veículos de comunicação que divulguem ou comercializem os produtos.
Entre os itens proibidos estão oito versões do “Milagroso Ervas Mounjaro” e o Mounfor X Emagrecedor. Os produtos utilizavam o nome “Mounjaro” em embalagens e anúncios para se associar às chamadas canetas emagrecedoras, mas não eram medicamentos autorizados pela Anvisa.
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Remédios para dormir podem causar Alzheimer?
14/08/2026

O uso do medicamento não seria necessariamente o responsável pelo início da doença
Pesquisadores alertam que uso prolongado de benzodiazepínicos está associado a prejuízos cognitivos, dependência, quedas e outros efeitos adversos
Quase toda família conhece alguém que toma um comprimido para dormir ou utiliza algum medicamento para controlar a ansiedade. Para algumas pessoas, o remédio é usado durante uma fase específica. Para outras, o tratamento passa a fazer parte da rotina por meses ou até anos.
Clonazepam, alprazolam, diazepam, zolpidem e medicamentos semelhantes estão entre os remédios utilizados para tratar diferentes condições relacionadas ao sono e à ansiedade. No Brasil, o clonazepam, conhecido pelo nome comercial Rivotril, figura há anos entre os medicamentos mais consumidos.
Ao mesmo tempo em que esses medicamentos são amplamente utilizados, estudos científicos vêm investigando uma possível relação entre seu uso e o desenvolvimento da doença de Alzheimer. Manchetes sobre o assunto podem dar a impressão de que já existe uma resposta definitiva, mas as evidências disponíveis ainda não permitem afirmar que esses medicamentos causem a doença.
Uma revisão recente de 13 grandes estudos observacionais, da qual participaram os pesquisadores responsáveis pela análise, reforça justamente essa incerteza. O trabalho reuniu dados de mais de 720 mil participantes e encontrou uma associação entre o uso de benzodiazepínicos e medicamentos conhecidos como Z-drugs, como o zolpidem, e uma maior chance de desenvolver Alzheimer.
No entanto, os resultados apresentaram diferenças entre os estudos analisados. Por isso, segundo a revisão, ainda não é possível estabelecer uma relação causal entre o uso desses medicamentos e o desenvolvimento da doença.
A preocupação com uma possível relação entre benzodiazepínicos, medicamentos para dormir e Alzheimer surgiu a partir de estudos publicados nas últimas duas décadas. Diversas pesquisas observaram que pessoas que utilizavam esses medicamentos apresentavam maior frequência de doença de Alzheimer anos depois.
A princípio, esse resultado pode parecer indicar que o medicamento aumenta o risco da doença. Em estudos médicos, porém, a presença de uma associação não significa necessariamente que uma situação tenha provocado a outra.
Um dos motivos é a chamada causalidade reversa.
Uma pessoa pode começar a dormir mal, apresentar mais ansiedade ou desenvolver sintomas depressivos muitos anos antes de receber um diagnóstico de Alzheimer. Essas alterações podem levá-la a procurar atendimento médico e, consequentemente, receber uma prescrição de benzodiazepínicos ou de medicamentos para dormir.
Nesse caso, o uso do medicamento não seria necessariamente o responsável pelo início da doença. Ele poderia estar relacionado a sintomas que já faziam parte de um processo neurodegenerativo que havia começado anteriormente. A causalidade reversa é um dos fatores que dificultam a interpretação dos resultados de estudos observacionais e a identificação de relações de causa e efeito na medicina.
Foi justamente essa questão que motivou a realização da revisão sistemática com meta-análise que reuniu os principais estudos publicados sobre o uso de benzodiazepínicos e Z-drugs e o risco de doença de Alzheimer.
As Z-drugs, como o zolpidem, induzem o sono de forma mais seletiva do que os benzodiazepínicos. Apesar dessa diferença, o uso prolongado também está associado a riscos como dependência, abstinência, quedas e fraturas.
Na revisão, foram analisados dados de mais de 720 mil participantes de estudos observacionais. Nesses trabalhos, os pesquisadores acompanham as pessoas ao longo do tempo, mas não determinam quem recebe ou não determinado tratamento.
Quando os estudos foram analisados em conjunto, foi encontrada uma associação entre o uso desses medicamentos e uma maior chance de desenvolver Alzheimer.
O resultado, porém, não foi uniforme. Os pesquisadores observaram diferenças consideráveis entre os estudos analisados. Essa variação é uma das razões pelas quais os dados disponíveis não permitem afirmar que os medicamentos sejam responsáveis pelo desenvolvimento da doença.
Assim, encontrar uma associação entre o uso de benzodiazepínicos e Z-drugs e a doença de Alzheimer não significa que os medicamentos causem a doença.
A ausência de uma conclusão sobre a relação com o Alzheimer não significa que o uso prolongado desses medicamentos seja considerado seguro.
Há décadas, diferentes estudos demonstram que o uso contínuo de benzodiazepínicos pode estar associado a prejuízos de memória, atenção, velocidade de processamento das informações e outras funções cognitivas, especialmente entre pessoas idosas.
Os medicamentos também estão associados a dependência, tolerância, sonolência durante o dia, quedas, fraturas e acidentes.
Esses efeitos estão entre os motivos pelos quais diferentes diretrizes nacionais e internacionais recomendam evitar, sempre que possível, o uso prolongado dos medicamentos.
A principal questão científica, portanto, não é saber se os benzodiazepínicos podem produzir efeitos sobre a cognição. Esses efeitos já são conhecidos. A dúvida que permanece é outra: se os medicamentos participam diretamente do desenvolvimento da doença de Alzheimer ou se o uso deles identifica pessoas que já apresentavam alterações relacionadas ao processo neurodegenerativo antes mesmo da prescrição.
A discussão também envolve uma questão anterior: por que tantas pessoas recorrem a medicamentos para dormir?
A insônia e outros problemas relacionados ao sono não afetam apenas a qualidade de vida. Durante o sono, especialmente nas fases mais profundas, o cérebro realiza funções relacionadas à sua manutenção. Entre elas está a eliminação de proteínas e metabólitos que se acumulam ao longo do dia.
Distúrbios crônicos do sono também estão associados à inflamação, alterações metabólicas, pior controle da pressão arterial e maior risco cardiovascular. Esses fatores podem contribuir para o declínio cognitivo ao longo do envelhecimento.
A própria insônia pode ser um fator de risco independente para alterações cognitivas em muitos casos. Em outras situações, porém, ela pode representar um dos primeiros sintomas de doenças neurodegenerativas ainda não diagnosticadas.
Por isso, identificar a causa das alterações no sono é parte importante do cuidado.
Benzodiazepínicos e medicamentos para dormir continuam sendo ferramentas utilizadas pela medicina. Em situações específicas, como crises intensas de ansiedade, insônia aguda, algumas doenças neurológicas e determinadas condições psiquiátricas, eles podem oferecer benefícios e melhorar a qualidade de vida.
O problema não está necessariamente na prescrição do medicamento, mas na possibilidade de um tratamento inicialmente planejado para durar dias ou algumas semanas permanecer por meses ou anos sem reavaliação periódica.
As recomendações atuais indicam que esses medicamentos devem ser utilizados na menor dose eficaz e pelo menor período possível, sempre que isso for viável. O tratamento também deve estar associado à abordagem da causa da insônia ou da ansiedade e ser acompanhado por um profissional de saúde.
A revisão não estabelece que benzodiazepínicos ou Z-drugs provoquem a doença de Alzheimer. Os resultados mostram uma associação entre o uso desses medicamentos e uma maior chance de desenvolver a doença, mas não permitem determinar que exista uma relação de causa e efeito.
Os estudos disponíveis são observacionais, apresentam diferenças entre si e estão sujeitos a fatores de confusão e à causalidade reversa. Por isso, os resultados precisam ser interpretados com cautela. Enquanto novas pesquisas buscam esclarecer se esses medicamentos participam diretamente do desenvolvimento do Alzheimer, os riscos associados ao uso prolongado dos benzodiazepínicos já são conhecidos.
A orientação, portanto, envolve cuidar da qualidade do sono, investigar e tratar adequadamente suas alterações e reavaliar periodicamente a necessidade do uso desses medicamentos com acompanhamento profissional.
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