FESTA DA LIBERDADE - Prefeitura de Mossoró

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Pisa 2025: só 28% dos estudantes brasileiros chegam ao nível básico em Matemática

12/09/2026


Aplicado a cada três anos, o Pisa avalia os conhecimentos de alunos de 15 anos — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Brasil fica em 71º lugar entre 91 países e economias; na média da OCDE, 65% atingem o patamar, e o aprendizado no País quase não avança em uma década

Uma década inteira, uma pandemia que fechou escolas, a chegada definitiva das ferramentas digitais à sala de aula e o começo da inteligência artificial mudando o jeito de pesquisar, escrever e resolver problemas — e o aprendizado do adolescente brasileiro quase não saiu do lugar. É o retrato do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, o Pisa, prova que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aplica a estudantes de 15 anos, na edição de 2025: o País segue preso a um patamar baixo nas competências que o mundo usa para comparar sistemas de ensino.

Entre os 91 países e economias que fizeram a prova em 2025, o Brasil terminou em 71º lugar em Matemática, em 52º em Leitura, em 67º em Ciências e em 69º em Computação — nas quatro áreas, portanto, na metade de baixo da tabela. Na América Latina, a comparação põe o País no meio do caminho: ficou atrás do Uruguai, dono do melhor resultado entre os latino-americanos, do Chile e do México, e à frente de Peru, Argentina e Equador.

O ranking, porém, conta só uma parte da história — e não a mais grave. O dado mais preocupante está naquilo que os alunos conseguem de fato fazer com o conteúdo aprendido. Em Matemática, apenas 28% dos brasileiros chegaram ao nível básico de proficiência — o grau de domínio da competência — esperado aos 15 anos, ou foram além dele. Na média das nações que integram a OCDE, grupo formado sobretudo por economias desenvolvidas, essa fatia foi de 65%. Significa que mais de sete em cada dez estudantes brasileiros avaliados não alcançaram nem o segundo degrau, o nível 2, numa escala de proficiência de seis níveis, do mais elementar ao mais avançado.

E o nível básico está longe de pedir contas sofisticadas. A OCDE espera que, nessa etapa, o aluno saiba interpretar uma situação simples e reconhecer, sem que alguém lhe diga como, de que forma ela pode ser traduzida em termos matemáticos. “Por exemplo, comparar a distância entre duas rotas alternativas ou converter preços para uma moeda diferente”, exemplifica a organização.

O problema vai além da Matemática e aparece nas outras áreas. Em Ciências, 48% dos brasileiros atingiram pelo menos o básico, contra 74% na OCDE. Em Leitura, a proporção foi de 49% no Brasil e de 69% na média dos países da organização. Nas duas áreas, portanto, menos da metade dos brasileiros chegou ao básico.

Frente à edição anterior, de 2022, o quadro é de estagnação. Ciências teve alta de seis pontos, de 403 para 409; Leitura desceu de 410 para 408; e Matemática, de 379 para 377. De uma edição para a outra, as variações ficaram entre dois e seis pontos. As oscilações pequenas de uma rodada para outra escondem um cenário persistente: o aprendizado no Brasil está parado há cerca de dez anos e continua longe do que obtêm os países mais ricos.

Em Matemática, os 377 pontos obtidos pelos brasileiros ficam 92 abaixo dos 469 da média da OCDE. Pela régua do Pisa, isso corresponde a algo entre três anos e meio e quatro anos de aprendizagem — um adolescente brasileiro de 15 anos chega à prova com um atraso equivalente a vários anos de escola em relação a um estudante da mesma idade num país desenvolvido. Em Leitura, a distância é menor, mas ainda grande: 408 pontos contra 466, uma diferença de 58 pontos, o que equivale a cerca de dois anos de estudo.

Há quase 20 anos, os abismos eram maiores — chegaram a 131 pontos em Matemática e a 102 em Leitura, bem acima dos 92 e 58 pontos de agora. Só que a redução não veio principalmente de um avanço rápido do Brasil. Boa parte dela se explica por um fenômeno que inquieta países que foram referência em educação por décadas: também nas economias ricas os estudantes estão aprendendo menos. Os 23 países presentes no Pisa desde que a prova foi criada chegaram ao pior patamar da história nas três competências. A crise de aprendizagem deixou, portanto, de ser exclusividade de sistemas educacionais historicamente frágeis.

“Nunca tivemos tanta tecnologia e nunca foi tão importante saber ler profundamente, interpretar evidências, resolver problemas e formar julgamentos próprios. Só que essas competências estão se deteriorando em muitos países”, avalia o superintendente executivo do Instituto Unibanco, organização dedicada à educação, Ricardo Henriques.

Poucos exemplos mostram essa virada com tanta clareza quanto a Finlândia. Durante anos apresentado ao mundo como referência em educação, o país nórdico viu sua média em Matemática cair de 548 para 469 pontos entre 2006 e 2025, uma perda de quase 80 pontos. Em Leitura, recuou 73 pontos, de 547 para 474. Foram as maiores quedas registradas nas duas áreas no período — e, em Matemática, a média finlandesa de 2025 ficou igual à da OCDE, de 469 pontos.

O Brasil andou no sentido contrário, mas num ritmo muito mais lento do que seria preciso para fechar a diferença: no mesmo intervalo, subiu 15 pontos em Leitura e sete em Matemática. E, apesar do tombo, os finlandeses continuam à frente dos brasileiros nas duas áreas.

Para explicar a piora, sobretudo em Leitura, o relatório da OCDE aponta um conjunto de fatores. Nos próprios estudantes, há sinais de mais dificuldade com tarefas que exigem concentração prolongada, de menos disposição para se empenhar em provas escolares e de enfraquecimento de traços como a curiosidade e a perseverança. Nas escolas, a disciplina e o clima em sala de aula podem ter piorado, encurtando o tempo que sobra de fato para ensinar e aprender. Fora da escola, os hábitos também mudaram, e o relatório lista vários deles: uso mais intenso de telas e de dispositivos digitais, outra maneira de ler, mais faltas às aulas e menos apoio da família aparecem entre os fatores ligados à queda.

Daí nasce um paradoxo educacional. Nunca houve tanto acesso instantâneo a textos, informações, calculadoras, vídeos explicativos e ferramentas que respondem perguntas em segundos. Ainda assim, as avaliações internacionais registram dificuldade crescente justamente nas habilidades necessárias para interpretar informação, manter a atenção e resolver problemas.

A queda geral não apagou a distância entre os sistemas de ensino. A Ásia manteve a liderança: as províncias chinesas de Xangai, Pequim, Zhejiang e Jiangsu ficaram na frente em Matemática e em Ciências, e Cingapura liderou em Leitura. Mesmo entre os primeiros colocados houve perda — Cingapura recuou nas três áreas. Na outra ponta da tabela, os países latino-americanos seguem entre os piores resultados, ao lado de nações da África e do Oriente Médio.

Para a especialista em América Latina Romina Durán, chefe de Pesquisa e Dados do Instituto de Evidência Educacional, a piora em Leitura é global, mas a região encara o problema a partir de níveis de aprendizagem mais baixos do que os das economias desenvolvidas.

Ao todo, participaram da avaliação cerca de 760 mil estudantes de 91 países e economias, 30.140 deles brasileiros, vindos de escolas da rede pública e da particular. Aqui, a diferença em relação à média da OCDE em Matemática corresponde a quase quatro anos de aprendizagem.

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Concurso da PMRN: Justiça suspende prova marcada para 20 de setembro

12/09/2026


Concurso da PMRN para Praças da Saúde e Praças Músicos teve a prova objetiva suspensa pela Justiça — Foto: Divulgação/PMRN

Decisão alcança seleção para Praças da Saúde e Praças Músicos e vale até julgamento de recursos sobre cotas raciais e vagas para pessoas com deficiência

A Justiça suspendeu a prova objetiva do concurso da Polícia Militar do Rio Grande do Norte marcada para 20 de setembro de 2026. A decisão alcança a seleção para os cargos de Praças da Saúde e Praças Músicos da PMRN.

A medida foi determinada pela magistrada responsável pelos recursos que tramitam na 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. Também foi suspenso o Edital nº Retomada/2026, publicado em 28 de agosto, que havia definido a nova data da avaliação.

A suspensão permanecerá válida até que a 2ª Câmara Cível julgue de forma colegiada os recursos relacionados às cotas raciais e à reserva de vagas para pessoas com deficiência.

Segundo a Defensoria Pública do Estado, autora da ação civil pública que deu origem ao processo, o edital de retomada remarcou a prova sem cumprir integralmente mudanças anteriormente determinadas pela Justiça.

O documento não teria restabelecido as regras sobre cotas para candidatos pretos, pardos, indígenas e quilombolas nem criado a reserva de vagas para pessoas com deficiência. O prazo de inscrições também não foi reaberto.

Diante disso, a Defensoria pediu o cumprimento integral das determinações judiciais ou, alternativamente, a suspensão da prova até o julgamento definitivo dos recursos.

Entenda a disputa judicial

O Edital nº 001-2026/PMRN previa inicialmente a reserva de 30% das vagas para candidatos pretos, pardos, indígenas e quilombolas. Posteriormente, uma retificação reduziu o percentual para 20% e retirou indígenas e quilombolas da reserva.

O concurso também impedia inicialmente a participação de pessoas com deficiência sob o argumento de que os cargos exigiriam aptidão física plena por integrarem a carreira militar.

A Defensoria contestou essas regras por considerar que elas violavam direitos de grupos sociais vulneráveis. A ação foi apresentada contra o Estado do Rio Grande do Norte e o Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional, responsável pela organização do concurso.

Na primeira decisão sobre o caso, a 2ª Vara da Fazenda Pública de Natal determinou que o edital restabelecesse a reserva de 30% e destinasse pelo menos 10% das vagas às pessoas com deficiência. A Justiça também mandou reabrir as inscrições por um período mínimo de 15 dias.

Ao analisar o novo pedido, a relatora citou entendimento do Supremo Tribunal Federal segundo o qual pessoas com deficiência não podem ser excluídas de forma genérica de concursos militares.

A decisão considera que as vagas em disputa são destinadas às áreas técnicas de saúde e música e não envolvem diretamente atividades de policiamento ostensivo. A magistrada também apontou o risco de as etapas do concurso serem anuladas posteriormente caso a prova fosse realizada antes do julgamento dos recursos.

Com a suspensão, a avaliação não será realizada em 20 de setembro. Uma nova data dependerá do andamento do processo e das providências adotadas pela comissão responsável pelo concurso.

 

Os candidatos devem acompanhar as atualizações divulgadas nos canais oficiais da PMRN, da banca organizadora e dos órgãos envolvidos no processo.

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FELIPE CEL - CELULARES E ACESSÓRIOS

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Brasileirão tem seis jogos neste sábado; veja horários e onde assistir

12/09/2026


Neymar em campo pelo Santos, que enfrenta o Cruzeiro no encerramento dos jogos deste sábado — Foto: Raul Baretta/Santos FC

Palmeiras e São Paulo fazem clássico pela 27ª rodada; programação começa às 16h e termina com Santos x Cruzeiro, às 21h

Seis partidas movimentam a 27ª rodada do Campeonato Brasileiro neste sábado 12. O destaque é o clássico entre Palmeiras e São Paulo, às 18h30, no Nubank Parque, na capital paulista. A programação também inclui Grêmio x Vasco e Santos x Cruzeiro, com transmissões na TV aberta, por assinatura e no streaming.

Os primeiros confrontos acontecem às 16h. Na Arena MRV, em Belo Horizonte, o Atlético-MG recebe o Fluminense. No mesmo horário, Grêmio e Vasco se enfrentam na Arena do Grêmio, em Porto Alegre. As duas partidas serão transmitidas pelo Premiere.

Às 17h, a Chapecoense enfrenta o Internacional na Arena Condá, em Chapecó. O duelo terá exibição na Record, na CazéTV e no Premiere, sendo a opção do sábado para quem pretende acompanhar o Brasileirão pela TV aberta.

Na sequência, Palmeiras e São Paulo disputam o clássico paulista, às 18h30, com transmissão pelo Premiere.

 

A programação noturna começa às 20h30, quando o Botafogo recebe o Red Bull Bragantino no estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro. A partida será exibida pelo Prime Video. Às 21h, Santos e Cruzeiro encerram os jogos do dia na Vila Belmiro, com transmissão pelo sportv e pelo Premiere.

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CANTINHO DO AÇAI

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Fugitivo Bartogaleno é recapturado pela PM em Mossoró

12/09/2026


Bartogaleno Alves Saldanha foi recapturado neste sábado 12 após fugir do Complexo Penal Mário Negócio, em Mossoró — Foto: Divulgação/PMRN

Fugitivo do Complexo Penal Mário Negócio foi localizado pela Força Tática no bairro Bom Pastor, em Mossoró

A Polícia Militar do Rio Grande do Norte recapturou, na manhã deste sábado 12, em Mossoró, Bartogaleno Alves Saldanha, que estava foragido do sistema prisional.

O homem havia fugido na sexta-feira 11 do Complexo Penal Estadual Agrícola Mário Negócio. Segundo a Polícia Penal do Rio Grande do Norte, ele foi localizado no bairro Bom Pastor durante diligências realizadas pela Força Tática da Polícia Militar.

Após a recaptura, Bartogaleno foi reconduzido à unidade prisional para os procedimentos legais cabíveis.

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SAMIR BARBER - CABELO E BARBA

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Homem é condenado a 22 anos por homicídio encomendado

12/09/2026


Sede do Tribunal de Justiça do RN em imagem de arquivo; júri do caso ocorreu em Mossoró — José Aldenir/Agora RN

Júri condena Elino Paiva pelo assassinato de Josean Oliveira da Rocha dentro de uma barbearia em Alto do Rodrigues

Elino da Silva Lima Paiva foi condenado a 22 anos, 7 meses e 15 dias de prisão pelo homicídio de Josean Oliveira da Rocha, morto após ser baleado dentro de uma barbearia em Alto do Rodrigues, no interior do Rio Grande do Norte. Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), o réu confessou ter recebido pagamento para matar a vítima. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.

O crime aconteceu em 9 de janeiro de 2025. De acordo com o processo, Elino entrou na barbearia usando boné e máscara e simulou um assalto. Ele ordenou que as pessoas presentes se deitassem no chão e, em seguida, atirou contra a cabeça de Josean. Nenhum objeto foi levado do estabelecimento ou das pessoas que estavam no local.

Josean recebeu atendimento médico e foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte. Após o ataque, o autor fugiu em uma motocicleta.

A Polícia Civil identificou o suspeito, que posteriormente foi preso com autorização judicial. Durante o interrogatório, Elino confessou a ação e afirmou que havia recebido pagamento para executar Josean.

Segundo a investigação, a motivação estaria relacionada a uma promessa de recompensa feita pelo pai de uma mulher. Havia uma alegação, não comprovada, de que Josean teria divulgado um vídeo íntimo.

Testemunhas que presenciaram o crime reconheceram o acusado por meio de fotografias e vídeos. As investigações também apontaram que o homicídio foi cometido com um revólver calibre 38.

A denúncia foi apresentada pelo MPRN na Comarca de Pendências, mas o processo acabou desaforado para julgamento em Mossoró. No Tribunal do Júri, os jurados reconheceram que o homicídio foi cometido por motivo torpe, mediante pagamento, além do emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e do uso de arma de fogo.

Com a decisão do Conselho de Sentença, a Justiça aplicou as qualificadoras reconhecidas pelos jurados e estabeleceu a pena de 22 anos, 7 meses e 15 dias. A sentença também determinou a execução imediata da prisão, em regime inicial fechado.

 

A apuração sobre a participação de outras pessoas e a identificação e responsabilização do possível mandante do homicídio continua em inquérito policial separado.

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Setor de serviços cresce 7,1% e põe RN entre destaques do País

12/09/2026


Restaurantes estão entre os segmentos que impulsionaram os serviços no RN — José Aldenir

Restaurantes, teleatendimento, coleta de resíduos e terceirização puxam o terceiro maior avanço do País em julho; turismo potiguar sobe 11,4% e contraria retração nacional

O setor de serviços do Rio Grande do Norte voltou a crescer em julho, impulsionado principalmente por restaurantes, empresas de teleatendimento, coleta de resíduos, facilities e terceirização de mão de obra. O volume de serviços prestados no Estado avançou 7,1%, em termos reais, na comparação com julho de 2025, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisados pelo Instituto Fecomércio RN.

O resultado colocou o Rio Grande do Norte na terceira posição entre as 27 unidades da Federação e na segunda colocação do Nordeste. O crescimento potiguar ficou atrás apenas da Bahia, com alta de 9,7%, e do Amapá, com 7,9%. Na média brasileira, o setor avançou 0,9% em relação ao mesmo mês do ano passado.

A alta representa uma mudança de direção para os serviços no Estado, depois de duas quedas consecutivas na comparação anual. Parte da intensidade do avanço, no entanto, está relacionada à base de referência mais baixa: em julho de 2025, o volume de serviços havia recuado 5,1% no Rio Grande do Norte. Ainda assim, os números indicam uma retomada distribuída entre atividades voltadas ao consumo das famílias e segmentos contratados por empresas e pelo poder público. A combinação inclui alimentação fora do lar, atendimento remoto, manejo de resíduos e serviços terceirizados de limpeza, conservação, manutenção, segurança e apoio administrativo.

Setor potiguar supera ritmo nacional

A diferença entre o desempenho estadual e o nacional foi de 6,2 pontos porcentuais em julho. Enquanto o Rio Grande do Norte registrou alta de 7,1% na comparação anual, o crescimento brasileiro ficou limitado a 0,9%.

No País, o setor permaneceu estável na passagem de junho para julho, considerando a série com ajuste sazonal. Foi o segundo mês consecutivo sem crescimento nessa base de comparação. O nível de atividade ficou 0,2% abaixo do recorde da série histórica, alcançado em outubro de 2025, mas permaneceu 20% acima do patamar de fevereiro de 2020, período anterior à pandemia de covid-19.

A estabilidade nacional ocorreu apesar de quatro das cinco grandes atividades pesquisadas pelo IBGE terem apresentado crescimento mensal. O resultado foi pressionado pela queda de 2,5% nos serviços de informação e comunicação. Os transportes avançaram 0,4%, com altas de 2,9% no transporte de passageiros e de 1% no transporte de cargas. O desempenho territorial também foi desigual: 14 das 27 unidades da Federação registraram retração na comparação com junho. Esse cenário reforça o contraste entre a desaceleração nacional e a expansão observada no Rio Grande do Norte na comparação anual.

Acumulado do ano cresce 1,8%

Entre janeiro e julho de 2026, o setor potiguar acumulou crescimento real de 1,8%, resultado próximo da média brasileira, de 1,9%. As maiores contribuições vieram das atividades de coleta de resíduos, restaurantes, hotelaria, teleatendimento e facilities.

Embora inferior aos 4,4% registrados no mesmo intervalo de 2025, o avanço deste ano colocou o Rio Grande do Norte com a décima maior taxa entre os Estados e a quarta do Nordeste. A diferença entre os dois períodos também deve considerar o efeito estatístico da base de comparação. O setor já havia crescido em ritmo elevado nos sete primeiros meses de 2025, tornando mais difícil a manutenção de taxas semelhantes em 2026.

A composição do crescimento mostra a importância dos serviços prestados às famílias, especialmente alimentação e hospedagem, mas também revela participação relevante das atividades intermediárias, contratadas por outras empresas. Teleatendimento, coleta de resíduos e terceirização não dependem exclusivamente do consumo direto das famílias. Esses segmentos acompanham contratos empresariais e governamentais e, por isso, podem sustentar a atividade mesmo em períodos de menor expansão das despesas domésticas.

Restaurantes têm impacto em duas frentes

Os restaurantes aparecem entre as principais influências positivas tanto no resultado geral dos serviços quanto no desempenho específico das atividades turísticas. A presença nas duas frentes está relacionada à metodologia da pesquisa, que considera parte dos serviços de alimentação no cálculo do índice de turismo. O movimento pode refletir o aumento da circulação de consumidores, a demanda de visitantes e a realização de eventos, além do funcionamento da cadeia formada por fornecedores, transportadores e empresas de apoio. A hotelaria também contribuiu para os dois indicadores. No turismo, o segmento foi acompanhado pela locação de automóveis, atividade diretamente relacionada ao deslocamento de visitantes dentro do Estado.

Turismo avança 11,4% no Estado

O principal resultado setorial de julho veio das atividades turísticas. O volume desses serviços cresceu 11,4% no Rio Grande do Norte em relação ao mesmo mês de 2025. Restaurantes, hotéis e locadoras de veículos exerceram as maiores influências sobre a expansão.

 

O índice potiguar foi o segundo maior entre os 17 Estados acompanhados pelo indicador regional de turismo do IBGE. Apenas a Bahia apresentou desempenho superior, com crescimento de 18,6%. O contraste com o cenário brasileiro foi amplo. Enquanto o turismo potiguar avançou 11,4%, a média nacional recuou 1,6% na comparação anual. Dez das 17 unidades da Federação investigadas apresentaram resultados negativos. A diferença de 13 pontos porcentuais entre o Rio Grande do Norte e o índice nacional reforça o peso do turismo na retomada dos serviços locais. A atividade movimenta não apenas meios de hospedagem e alimentação, mas também transporte, comércio, locação de veículos, passeios, eventos e serviços pessoais.

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Congresso articula reforma do Judiciário e fim da indicação exclusiva de ministros

12/09/2026


Foto: Divulgação / STF

A crise institucional no Supremo Tribunal Federal (STF) pavimentará o caminho para que o Congresso Nacional aprove uma minirreforma do Judiciário logo após as eleições de 2026, com chances reais de alterar o modelo de indicação dos ministros da Corte. Líderes do Centrão e figuras influentes do próprio Judiciário avaliam nos bastidores que, independentemente de quem assuma a Presidência da República, a votação de mudanças estruturais nos tribunais superiores tornou-se inevitável ainda este ano.

A investida legislativa é vista como um mecanismo para reequilibrar os poderes da República, reduzindo o protagonismo político acumulado pelo Judiciário frente ao Legislativo e ao Executivo nos últimos anos, além de funcionar como uma resposta institucional às demandas da sociedade. Magistrados de tribunais superiores reconhecem reservadamente que, diante do cenário atual, o STF perdeu a capacidade de resistência política necessária para barrar alterações em suas regras na Câmara e no Senado.

A profundidade da reforma, no entanto, varia conforme o cenário eleitoral. A avaliação predominante é de que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) resultaria em mudanças mais drásticas e céleres. Embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também defenda publicamente alterações no Judiciário, fontes do Congresso e do STF estimam que o petista adotará um tom menos incisivo que seu opositor sobre o assunto.

Mandato fixo e novas regras na PEC

Aproveitando o momento de desgaste gerado pelo Caso Master, parlamentares do Centrão intensificaram a articulação de propostas. Um dos principais textos em debate é a PEC de autoria do deputado federal Danilo Forte (PP-CE), que estabelece mandatos de oito anos para os ministros do STF.

Para atrair apoio político, Forte incluiu no texto o fim da exclusividade do presidente da República na indicação de magistrados, dividindo o poder de escolha entre o Executivo, o Legislativo e o próprio Judiciário. Na justificativa da proposta, o deputado argumenta que a prerrogativa unipessoal gera distorções na composição da Corte ao longo das sucessões presidenciais.

Além da limitação de mandato e da alteração nas nomeações, a PEC incorpora restrições diretas impulsionadas pelo atual escândalo, como a proibição de eventos: que se propõe a vetar a participação de ministros em eventos patrocinados por empresas com litígios pendentes no tribunal, além do fim de decisões monocráticas: que proíbe que um único magistrado emita decisões com o poder de suspender eficácia de leis.

 

A iniciativa de Danilo Forte já ganha tração nos bastidores políticos. Na próxima segunda-feira (14/9), a Frente Parlamentar do Empreendedorismo oficializará o seu apoio à Proposta de Emenda à Constituição apresentada pelo parlamentar.

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SAMIR BARBER - CABELO E BARBA

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Investimento na indústria extrativa cresce 1.366% em 27 anos, 15 vezes mais que na de transformação, aponta FGV

12/09/2026


Aportes na extração de minério e petróleo passam de R$ 630,2 milhões para R$ 9,4 bilhões, a preços de 1995; estudo vê investimento concentrado em recursos naturais

O dinheiro aplicado na expansão da indústria extrativa brasileira — a de minério e petróleo — multiplicou-se entre 1997 e 2024: cresceu 1.366,42%, segundo um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV). No mesmo período, os investimentos na indústria de transformação, a que fabrica bens a partir de matérias-primas, aumentaram 88,02%. A expansão proporcional da extração foi, portanto, 15 vezes maior. Para os autores, os números mostram que o investimento produtivo no Brasil ficou cada vez mais concentrado nas atividades de exploração de recursos naturais.

Batizado de “O destino dos investimentos”, o levantamento tem como autores os pesquisadores Ana Letícia Branco, Bruno Tozzi Grandidier e Claudio Considera. Eles acompanharam quase três décadas para descobrir quais setores receberam recursos e medir o efeito dessa distribuição sobre a produtividade da economia.

A alta da extração deixou para trás, com folga, o crescimento do investimento total no País, que no mesmo intervalo de 27 anos foi de 60,02%. Nos demais grupos, as compras de máquinas e equipamentos subiram 88,61%, e a construção, 26,62%. Já a categoria “outros” — que junta bens tangíveis e intangíveis, como bancos de dados, programas de computador e outros produtos de propriedade intelectual — avançou 141,99%.

Os pesquisadores da FGV enxergam nesses dados uma divisão desigual do investimento entre as principais atividades econômicas. Essa concentração, na avaliação deles, limita a capacidade de a taxa de investimento do País crescer de forma contínua — e ela está abaixo de 20% há 12 anos. A média calculada pela FGV para o período de 1996 a 2025 é de 17,9% do Produto Interno Bruto (PIB). O indicador mostra quanto da riqueza produzida no Brasil vai para ampliar a capacidade de produção, seja em máquinas e instalações, seja em obras ou em ativos de propriedade intelectual. “É uma taxa muito baixa”, resumiu Considera.

Embora a extração tenha crescido mais em termos percentuais, a transformação ainda recebe mais dinheiro em valores absolutos. A preços constantes de 1995, a extração recebeu R$ 9,4 bilhões em 2024, e a transformação, R$ 41,2 bilhões. No começo da série, porém, a distância era muito maior: em 1997, a transformação recebeu R$ 21,9 bilhões, e a extrativa, R$ 630,2 milhões. Naquele ano, a manufatura levava quase 35 vezes o que ia para a extração; em 2024, pouco mais de quatro vezes. É esse salto de patamar da extração que explica por que as taxas acumuladas de crescimento ficaram tão distantes.

“A indústria da transformação, em algum momento, parou de investir, de alocar mais recursos, principalmente em novas tecnologias”, disse Considera. O ritmo mais fraco de investimento coincidiu com a perda de espaço da manufatura na economia. “A transformação chegou a ter fatia de 35% do PIB [nos anos 80] e atualmente tem 13% [13,7% até 2025]”, afirmou o pesquisador. A participação do setor, portanto, encolheu para menos da metade.

Segundo ele, a carga tributária, os juros altos e a pouca inserção internacional ajudaram a travar o investimento na indústria de transformação. A falta de procura lá fora por produtos brasileiros de maior valor agregado — aqueles que embutem mais tecnologia e trabalho na fabricação — também tirou das empresas o estímulo para aumentar a capacidade de produção e adotar novas tecnologias.

Com a indústria extrativa, o quadro é o oposto. Ela está ligada ao mercado internacional pela exportação de commodities — as matérias-primas negociadas em escala mundial —, sobretudo minério de ferro e petróleo. A demanda externa garante escala aos produtores e sustenta novos aportes, mesmo quando a economia interna desacelera.

“O que direciona o investimento é o lucro”, disse Considera. “Porque está se plantando muita soja? Porque você está ganhando muito dinheiro plantando soja. Você investe no que está dando lucratividade. Temos demanda externa enorme por nossas commodities.” Na explicação do pesquisador, a transformação brasileira não vive o mesmo movimento “porque ela não consegue competir com o exterior”.

O desequilíbrio aparece também na produtividade. Pelos cálculos da FGV, a indústria extrativa ficou 120,2% mais produtiva de 1995 a 2021, enquanto a da transformação caiu 7,2%. A construção recuou ainda mais, 16,7%, e a indústria como um todo perdeu 5,3%.

A agropecuária seguiu um caminho bem diferente do da indústria. O estudo não detalha o investimento feito no campo, mas os pesquisadores calcularam que a produtividade do setor subiu 216,8% entre 1995 e 2021 — mais que triplicou. O indicador foi obtido dividindo-se o valor adicionado, isto é, a riqueza gerada pela atividade, pelo número de pessoas ocupadas nela.

Para os autores do estudo, o salto de produtividade na extração reforça a ligação entre o dinheiro recebido pelo setor, a adoção de tecnologia e o aumento do que cada trabalhador consegue produzir.

O estudo chegou a esses números cruzando três fontes: o Monitor do PIB, mantido pela própria FGV; as Contas Nacionais; e pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre cada setor, que são a Pesquisa Industrial Anual, que cobre as indústrias extrativa e de transformação, a Pesquisa Anual da Indústria da Construção, a Pesquisa Anual de Comércio e a Pesquisa Anual de Serviços. Como cada uma dessas pesquisas tem um ano de referência diferente na edição mais recente, os pesquisadores levaram todos os valores para preços de 1995. Esse procedimento tira da conta a inflação e torna possível acompanhar quanto o investimento cresceu de verdade.

Com essa metodologia, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que nas Contas Nacionais representa o investimento produtivo, chegou a R$ 251,4 bilhões em 2024 e a R$ 258 bilhões em 2025. O número de 2025 já existe porque o IBGE divulgou o PIB daquele ano, mas o detalhamento por atividade industrial para em 2024, último ano coberto pelas pesquisas anuais usadas no estudo.

Os dados mais recentes mostram que o investimento continua oscilando. De abril a junho de 2026, a FBCF aumentou 1,2% em relação aos três meses anteriores, menos que os 3,4% do primeiro trimestre. Frente ao mesmo período do ano passado, a alta foi de 1,4%, puxada pelas importações de bens de capital, as máquinas e os equipamentos usados para produzir, e pelo desenvolvimento de softwares, segundo as Contas Nacionais do IBGE.

 

Na leitura dos autores, a trajetória de longo prazo indica que uma retomada firme do investimento não depende só de mais dinheiro, mas também de distribuí-lo de modo a elevar a produtividade de um leque maior de atividades. Sem essa diversificação, a economia fica mais presa aos setores que exportam matérias-primas e com menos fôlego para expandir a indústria de transformação.

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CANTINHO DO AÇAI

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Após pedido da Defensoria, o TJRN suspende prova do concurso da PM do RN que estava marcada para o próximo dia 20

12/09/2026


Decisão da juíza relatora da 2ª Câmara Cível suspende o edital de retomada até que o Tribunal julgue os recursos que tratam das cotas raciais e das vagas para pessoas com deficiência | Foto: Divulgação/Ilustrativa

O concurso público para os cargos de Praças da Saúde (QPS) e Praças Músicos (QPM) da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, regido pelo Edital nº 001-2026/PMRN, teve mais uma decisão na Justiça. A magistrada relatora dos recursos na 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do RN (TJRN) determinou a suspensão do “Edital nº Retomada/2026”, publicado em 28 de agosto. O documento havia remarcado a prova objetiva para 20 de setembro, mas não cumpria as mudanças no edital que já haviam sido determinadas pela Justiça sobre as cotas para candidatos pretos, pardos, indígenas e quilombolas e sobre a reserva de vagas para pessoas com deficiência (PcD).

Segundo a Defensoria Pública do Estado (DPE-RN), autora da ação civil pública que deu origem ao caso, o novo edital havia sido publicado sem que a Comissão do Concurso alterasse as regras do edital e sem reabrir o prazo de inscrições. Diante disso, a Defensoria pediu ao TJRN que a decisão judicial fosse cumprida integralmente, com a alteração do edital, ou, caso isso não ocorresse, que a nova prova fosse suspensa até o julgamento final dos recursos.

A Defensoria Pública ressalta que, se o edital tivesse sido alterado para garantir os direitos das pessoas com deficiência, pretas, pardas, indígenas e quilombolas, não haveria impedimento para a remarcação da prova objetiva.

A Magistrada citou uma decisão anterior do Supremo Tribunal Federal na ADI nº 7.401 (relator ministro Nunes Marques, Plenário, julgada em 18/05/2026). Segundo esse entendimento, pessoas com deficiência não podem ser impedidas de participar de concursos militares de forma genérica, principalmente quando se trata de cargos técnicos, como os das áreas de saúde e música do concurso da PMRN, que não envolvem policiamento ostensivo.

Com base nesses fundamentos e no risco de uma eventual anulação posterior das etapas do concurso, a relatora aceitou o pedido da Defensoria para suspender o “Edital nº Retomada/2026” e a realização da prova objetiva marcada para 20 de setembro. A suspensão vale até que a 2ª Câmara Cível julgue, de forma colegiada e definitiva, os agravos de instrumento em tramitação.

Entenda o caso

O Edital nº 001-2026/PMRN previa inicialmente, por meio da Retificação nº 04/2026, a reserva de 30% das vagas para candidatos pretos, pardos, indígenas e quilombolas. Depois, quando as inscrições já haviam sido encerradas, uma nova retificação, a de nº 05/2026, reduziu essa cota para 20% e retirou a reserva de vagas para indígenas e quilombolas. Desde o início, o edital também impedia a participação de pessoas com deficiência no concurso, sob o argumento de que os cargos exigiriam aptidão física plena por se tratar de uma carreira militar.

Diante do que considerou uma violação de direitos fundamentais de grupos sociais vulneráveis, a 10ª Defensoria Cível de Natal entrou com uma ação civil pública contra o Estado do Rio Grande do Norte e o Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (IDECAN).

A Justiça de primeira instância, na 2ª Vara da Fazenda Pública de Natal, concedeu uma decisão provisória suspendendo a prova objetiva, que estava marcada para 14 de junho de 2026. Também determinou que o edital fosse alterado em dez dias para restabelecer a cota de 30% e criar uma reserva mínima de 10% das vagas para pessoas com deficiência. A decisão também determinou a reabertura das inscrições por pelo menos 15 dias, sob pena de multa diária.

Essa decisão foi confirmada pela Desembargadora, então relatora do caso na 2ª Câmara Cível, que em 12 de junho de 2026 negou o pedido do Estado para suspender os efeitos da decisão provisória. Com isso, foram mantidas as obrigações de alteração do edital.

 

Como não houve nenhuma decisão do colegiado que tenha mudado o entendimento da então relatora, a Magistrada concluiu que a suspensão de segurança, por sua natureza político-administrativa, não substitui o recurso adequado nem pode alterar uma decisão já tomada por uma das Câmaras do Tribunal. Por isso, entendeu que a realização da prova em 20 de setembro, sem a alteração prévia do edital, não teria respaldo em uma decisão judicial.

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Diabético que sobreviveu à Covid grave se recupera pior sete meses depois, mostra estudo da USP

11/09/2026


Pesquisa acompanhou 870 pacientes de um grupo de mais de 3 mil pessoas — Foto: Pexels

Queda após a alta atingiu 21,1% dos pacientes com diabetes contra 11,1% dos demais, e 7,3% dos não diabéticos desenvolveram a doença após a infecção

Para quem tem diabetes, escapar de um quadro grave de Covid-19 pode significar apenas o início de uma recuperação bem mais demorada. É o que conclui uma pesquisa feita na Universidade de São Paulo: meses depois da infecção, o paciente diabético enfrenta mais dificuldade, corre risco maior de complicação, tem limitação nas atividades e qualidade de vida pior.

O trabalho acompanhou 870 pessoas ao longo de sete meses, contados a partir da internação por Covid-19, e pôs lado a lado dois grupos — 320 pacientes que tinham a doença metabólica e 550 que não tinham. O que os números indicam é que a infecção deixa marca mais intensa em quem é diabético, inclusive sobre a mobilidade e sobre o sistema cardiovascular.

Fechados os sete meses, 94,3% dos que não tinham diabetes relataram recuperação plena. No grupo diabético, essa fatia caiu para 89,8%.

A diferença de percentual, porém, conta só parte da história. Sete meses depois de deixar o hospital, quem tinha diabetes exibia índice mais alto de fragilidade, sofria mais queda e vivia com qualidade de vida inferior. Esse grupo também penou mais para dar conta das tarefas do dia a dia, teve resultado pior nos aspectos físico e cognitivo e encontrou mais barreira de mobilidade.

A queda foi um dos sinais mais claros desse descompasso. No grupo com diabetes, 21,1% dos pacientes contaram ter caído depois da alta hospitalar. Entre quem não tinha a doença, o índice ficou em 11,1% — pouco mais da metade da proporção do outro grupo.

O coração também entrou na lista de preocupações. Segundo o estudo, o paciente diabético teve risco maior de complicação como infarto e angina, na comparação com quem não convivia com a doença metabólica. E a explicação que a pesquisadora Maria Elizabeth oferece é a seguinte: ao infectar, o SARS-CoV-2 submete o sistema cardiovascular desses pacientes a um estresse muito grande.

Os participantes saíram de um conjunto bem maior: mais de 3 mil internados no Hospital das Clínicas ao longo de sete meses de 2020, de março a setembro, na primeira fase da pandemia brasileira. Naquele momento, ainda não havia vacina contra a Covid-19 disponível. Para a etapa que comparou diabéticos e não diabéticos, cada participante passou por avaliação presencial, que incluiu exame físico e exame laboratorial. Foi assim que os pesquisadores conseguiram enxergar consequências que sobreviveram à fase aguda da infecção.

Do material saiu ainda uma segunda questão, que é a ligação entre a doença respiratória e o surgimento do próprio diabetes. Dos participantes que não tinham o quadro metabólico antes, 7,3% passaram a tê-lo depois de contrair o SARS-CoV-2. Isso não quer dizer que o vírus tenha necessariamente provocado o diabetes nessas pessoas.

A pesquisadora pondera que não dá para descartar uma atuação do vírus diretamente sobre as células do pâncreas — só que existem outros caminhos possíveis para explicar o fenômeno. A infecção pode ter trazido à tona caso que já existia e não tinha diagnóstico. Ou o processo inflamatório provocado por uma Covid grave pode ter servido de gatilho em quem já era predisposto.

A recuperação de quem tem diabetes depois da Covid-19 também sofre influência de fator socioeconômico. Estresse, dificuldade de acesso a atendimento médico, alimentação pouco saudável e ausência de tempo para a atividade física estão entre as condições capazes de atrapalhar o tratamento — e ajudam a entender por que parte dos pacientes evolui de forma mais difícil.

 

O conjunto dos achados reforça uma recomendação: acompanhar esses pacientes por mais tempo, já que problema de mobilidade, fragilidade e alteração cardiovascular podem seguir presentes depois da alta. A pesquisa não parou. Ela continua acompanhando os internados do Hospital das Clínicas daquela primeira fase da pandemia e agora analisa dado colhido três anos após a infecção, para avaliar o efeito da doença no longo prazo.

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Indústria do RN acumula queda de 12,4% no ano, a maior retração do país

11/09/2026


Produção industrial do Rio Grande do Norte acumulou retração de 12,4% entre janeiro e julho de 2026 - Foto: Reprodução/SESI

Produção recuou 4,5% em julho na comparação anual; segmento de derivados de petróleo acumula queda de 23,8% entre janeiro e julho

A produção industrial do Rio Grande do Norte acumulou retração de 12,4% entre janeiro e julho de 2026, a maior perda registrada no País no período. Somente em julho, a atividade industrial potiguar caiu 4,5% na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo dados divulgados nesta quinta-feira 10 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os números fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) Regional. No resultado de julho, o Rio Grande do Norte apresentou o terceiro pior desempenho entre os 17 estados pesquisados, ficando à frente apenas do Maranhão, onde a produção recuou 6,3%, e do Pará, que teve queda de 8,9%.

Entre as atividades industriais potiguares analisadas, duas conseguiram aumentar a produção em julho. A confecção de artigos do vestuário e acessórios avançou 22,3%, enquanto as indústrias extrativas cresceram 1,4%.

Em sentido contrário, a fabricação de produtos alimentícios registrou retração de 3,9%. A fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis caiu 11,7%. Nos dois segmentos, julho representou o sétimo mês consecutivo de resultados negativos.

Queda no RN supera resultado nacional

O desempenho da indústria potiguar ficou abaixo do registrado pelo setor no conjunto do Brasil. Nacionalmente, a produção industrial apresentou queda de 0,5% em julho de 2026 diante do mesmo período de 2025.

Dos 18 locais considerados pelo IBGE no indicador nacional, 11 tiveram redução da atividade industrial. A comparação não sofreu influência de diferenças no calendário de dias úteis, uma vez que julho de 2025 e julho de 2026 tiveram, cada um, 23 dias úteis.

Derivados de petróleo pressionam resultado

No acumulado dos sete primeiros meses de 2026, a queda de 12,4% da indústria do Rio Grande do Norte foi influenciada principalmente pela fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, cuja produção diminuiu 23,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Também houve retração nas indústrias extrativas, de 2%, e na fabricação de produtos alimentícios, de 6,9%.

O segmento de vestuário seguiu na direção oposta. A confecção de artigos do vestuário e acessórios cresceu 43,1% entre janeiro e julho e foi a única das atividades analisadas a apresentar resultado positivo no acumulado do ano.

Vestuário cresce 57,1% em 12 meses

Quando considerado o período de 12 meses, a produção industrial potiguar acumula queda de 8,1%.

Nesse intervalo, a fabricação de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis recuou 19,6%, enquanto a produção de alimentos apresentou redução de 3,5%.

 

As indústrias extrativas, por outro lado, acumulam crescimento de 3%. O maior avanço foi novamente observado na confecção de artigos do vestuário e acessórios, cuja produção aumentou 57,1% nos 12 meses considerados pela pesquisa do IBGE.

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Quedas causam quase 7 em cada 10 internações de crianças por acidente no RN

11/09/2026


Criança com a perna engessada é carregada no colo por uma mulher — José Aldenir

São 861 de 1.278 hospitalizações de até 14 anos em 2025, fatia 24 pontos acima da média nacional; o trânsito vem em segundo, com 15% dos casos

Quase sete em cada dez crianças e adolescentes internados por acidente no Rio Grande do Norte em 2025 foram parar no hospital por causa de uma queda. O Estado contabilizou no ano passado 1.278 internações por acidente na faixa de 0 a 14 anos, e 861 delas decorreram de quedas — 67,4% do total. Nenhuma outra unidade da Federação incluída no levantamento apresentou fatia tão alta. O estudo é do Projeto Criança Segura, iniciativa da organização Aldeias Infantis SOS, e foi feito com base em dados do Ministério da Saúde.

Cair da cama, da escada, do brinquedo do parquinho ou no meio de uma brincadeira faz parte da infância. O que destoa, no caso potiguar, é a frequência incomum com que esse tipo de acidente aparece entre os casos graves o bastante para exigir internação.

O número ganha outra dimensão quando é posto ao lado do cenário brasileiro. No Brasil inteiro, foram 128.466 hospitalizações de crianças e adolescentes de até 14 anos por acidente em 2025, e as quedas explicaram 43,4% delas. No Rio Grande do Norte, onde a fatia foi de 67,4%, a participação das quedas ficou 24 pontos percentuais acima dessa média nacional.

Esse dado revela uma característica própria do Estado. Em volume absoluto, o Rio Grande do Norte não está entre os que mais internam crianças e adolescentes por acidente — as 1.278 hospitalizações correspondem a cerca de 1% do total do País, que somou 128.466. Levando em conta o tamanho da população, também fica abaixo da média: a taxa potiguar é de 39 internações por 100 mil habitantes, contra 63 no Brasil. Esse tipo de taxa é o que permite comparar lugares de tamanhos diferentes, porque divide o número de casos pela população.

Em outras palavras, o Estado hospitaliza proporcionalmente menos por acidente de modo geral. Mas, entre as crianças e os adolescentes que chegam ao hospital, a queda tem um peso muito maior do que no restante do País — é essa concentração em determinadas causas que diferencia o perfil local.

“As quedas fazem parte do dia a dia de crianças e adolescentes e podem ocorrer em diferentes ambientes, muitas vezes em situações que parecem corriqueiras. Quando mais de dois terços das hospitalizações por acidentes no Estado estão relacionadas a esse tipo de ocorrência, temos um sinal importante para ampliar a prevenção e tornar os espaços frequentados pelas crianças, como suas casas, escolas e praças, mais seguros”, afirma o cientista social José Carlos Sturza de Moraes, pesquisador do Criança Segura, projeto da Aldeias Infantis SOS.

Justamente por estar em toda parte, a queda é um risco difícil de prevenir. Ao contrário de perigos ligados a situações específicas, ela pode acontecer em casa, na escola, na área de lazer ou numa atividade qualquer da rotina. O levantamento recomenda olhar com cuidado para esses lugares e descobrir o que, em cada um deles, é capaz de transformar um tropeço ou uma brincadeira numa lesão que termine em internação.

O trânsito vem em segundo lugar entre os acidentes que mais internam crianças e adolescentes no Estado. Foram 192 hospitalizações de crianças e adolescentes causadas por sinistros de trânsito — o termo técnico para os acidentes nas vias — em 2025, o equivalente a 15% dos registros potiguares. De novo, o índice ficou acima do nacional: no Brasil, os sinistros de trânsito responderam por 11,3% das internações por acidente na faixa de até 14 anos.

“Os dados do Projeto Criança Segura nos convocam a transformar informação em prevenção e prevenção em políticas públicas. No Rio Grande do Norte, 861 das 1.278 hospitalizações de crianças e adolescentes de 0 a 14 anos por acidentes, em 2025, decorreram de quedas — 67,4% do total e a maior proporção registrada entre todas unidades federativas analisadas. O trânsito também exige atenção, respondendo por 15% dessas internações, acima da média nacional de 11,3%”, diz o coordenador de Desenvolvimento Programático da Aldeias Infantis SOS, Francisco de Assis Santiago Júnior.

“Esses números não podem ser naturalizados como simples fatalidades do cotidiano. Prevenir acidentes é proteger vidas e exige corresponsabilidade das famílias, da sociedade e do poder público. O desafio do Criança Segura no Rio Grande do Norte é fortalecer uma cultura permanente de prevenção e cuidado, capaz de produzir ambientes mais seguros e de fazer da proteção integral e da prioridade absoluta da criança uma realidade concreta nas políticas públicas e na vida cotidiana”, completa o coordenador.

Se quedas e trânsito pesam mais no Rio Grande do Norte do que no restante do País, outros acidentes seguem o caminho inverso. As queimaduras levaram ao hospital 96 crianças e adolescentes potiguares de até 14 anos em 2025, o que corresponde a 7,5% das internações por acidente no Estado. No Brasil, essa causa respondeu por 16,6% — mais que o dobro da fatia registrada no Estado.

Nas intoxicações, a distância em relação ao País se repete. O Estado teve 18 internações de crianças e adolescentes por intoxicação, 1,4% do total potiguar, enquanto a proporção nacional chegou a 4,3%. Os acidentes com arma de fogo foram ainda mais raros na faixa de até 14 anos: duas hospitalizações por essa causa no Rio Grande do Norte em 2025, diante de 70 ocorrências contabilizadas em todo o País.

O quadro mostra que olhar só para o total de internações pode esconder particularidades importantes. A taxa potiguar de internações é menor que a brasileira, mas algumas causas ocupam uma parte muito maior dos registros do Estado.

“O resultado chama atenção porque, apesar de o volume geral de hospitalizações estar abaixo da média nacional quando considerado o tamanho da população, determinadas causas apresentam peso proporcional significativo. No caso das quedas, a diferença é particularmente expressiva: elas representam quase sete em cada dez internações estaduais”, observa Sturza. O pesquisador acrescenta que muitos desses casos deixam sequelas para a vida toda e exigem atenção redobrada dos serviços de saúde, porque podem indicar violência e pedir outras medidas de proteção às crianças e às famílias.

O alerta do pesquisador leva o assunto para além da prevenção de acidentes. Uma criança que volta seguidas vezes a um serviço de saúde com lesões de queda, por exemplo, pode precisar de uma avaliação que vá além do tratamento do corpo. Em alguns casos, os profissionais terão de redobrar a atenção para perceber se há outros riscos envolvidos e se a criança e a família precisam de algum tipo de proteção.

As internações mostram quais acidentes levam crianças ao serviço de saúde; as mortes revelam um perfil de risco diferente. O estudo da Aldeias Infantis SOS também examinou as mortes de meninos e meninas de até 14 anos ocorridas no País em 2024. Somadas as oito categorias de acidente que a pesquisa considera, foram 3.341 óbitos naquele ano.

Nesse recorte nacional, a liderança não é da queda, como nas internações potiguares, e sim da sufocação — a obstrução acidental da respiração —, com 1.039 óbitos por essa causa, 31,1% do total. O trânsito aparece logo atrás, com 922 mortes, ou 27,6%, e os afogamentos vêm em terceiro, com 850, o equivalente a 25,4%. Juntas, as três causas respondem por cerca de 84,1% dos óbitos contabilizados nessas categorias.

A idade também muda o risco. Entre as faixas etárias analisadas, a de 1 a 4 anos concentrou o maior número de óbitos: 1.095 crianças, ou 32,8% do total de 3.341. Os bebês com menos de 1 ano vêm em seguida, com 930 mortes, o equivalente a 27,8% do total. Eles são especialmente vulneráveis à sufocação: segundo o levantamento, três em cada quatro vítimas desse tipo de acidente — 75% — ainda não tinham completado 1 ano de vida. Nos afogamentos, a maior parte das mortes se concentrou na faixa de 1 a 4 anos, a mesma que lidera o total de óbitos. Os acidentes de trânsito atingiram perfis mais variados: pedestres, ciclistas, motociclistas e ocupantes de carros e caminhonetes.

Essa variação entre as faixas etárias mostra que prevenir não significa aplicar a mesma receita para toda a infância. Os riscos da rotina de um bebê não são os mesmos que corre uma criança que já circula por ruas, praças, escolas, piscinas e veículos. Na visão da Aldeias Infantis SOS, compreender essas diferenças faz parte do caminho para transformar números em ação concreta.

 

No Rio Grande do Norte, a organização quer levar essa discussão adiante. Lideranças locais articulam um encontro de reflexão coletiva na capital potiguar, previsto para setembro ou outubro, dedicado à prevenção e à proteção de crianças e adolescentes.

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KAIO CLIMATIZAÇÃO

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Homem é preso após pilotar moto embriagado e sem capacete em Extremoz

11/09/2026


Fiscalização do CPRE durante a Operação Zero Álcool em Extremoz - Foto: PMRN

Motociclista de 32 anos transportava passageiro sem capacete, não possuía CNH e apresentou 0,61 mg/l no teste de alcoolemia

Um homem de 32 anos foi preso por embriaguez ao volante na noite desta quinta-feira 10, em Extremoz, na Grande Natal. Segundo o Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE), ele foi abordado enquanto pilotava uma motocicleta sem capacete e transportava um passageiro que também estava sem o equipamento de segurança.

A abordagem ocorreu na avenida Pedro Vasconcelos, durante uma ação da Operação Zero Álcool. O motociclista foi submetido ao teste de alcoolemia, que apontou 0,61 mg/l de álcool por litro de ar expelido, índice que configura crime de trânsito.

Motociclista não possuía CNH

Durante a fiscalização, os policiais também constataram que o homem não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Após a prisão, o homem foi conduzido à Central de Flagrantes, onde foram realizados os procedimentos legais. A motocicleta foi removida para o depósito.

 

A ação faz parte das fiscalizações realizadas pelo CPRE por meio da Operação Zero Álcool, que busca combater a combinação entre consumo de bebidas alcoólicas e direção.

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ABC renova com Igor Bahia e negocia permanência de mais três jogadores

11/09/2026


Igor Bahia renovou com o ABC para a temporada 2027 após ser um dos destaques do time no acesso à Série C - Foto: Divulgação

Atacante marcou 13 gols e deu nove assistências pelo Alvinegro; clube também negocia permanências e encaminha primeira contratação

O ABC renovou o contrato do atacante Igor Bahia para a temporada 2027. O jogador terminou 2026 como artilheiro do Alvinegro ao lado de Wallyson, com 13 gols, e seguirá no clube após o fim do empréstimo ao Londrina.

Igor Bahia pertence ao Inter de Lages e está emprestado ao Londrina para a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro. Após o término da competição, o atacante retornará ao ABC.

A renovação foi confirmada pelo executivo de futebol do clube, Gustavo Cartaxo. Em 2026, Igor disputou 33 partidas, marcou 13 gols e deu nove assistências, sendo o segundo jogador do elenco com mais participações diretas em gols, atrás apenas de Wallyson.

ABC negocia com outros três jogadores

Além de Igor Bahia, a diretoria do ABC iniciou conversas para renovar os contratos do goleiro Matheus Alves, do zagueiro Wellington Carvalho e do meia Luiz Fernando.

Os três jogadores têm vínculo com o Alvinegro até o fim de setembro. No momento, porém, as negociações estão travadas por questões financeiras.

Luiz Fernando está no ABC por empréstimo e tem os direitos econômicos ligados ao Primavera, de São Paulo.

O clube também encaminhou a permanência dos atacantes Brunão e Rikelmi e iniciou conversas para renovar o empréstimo do volante Jonathan, que pertence ao Santa Cruz de Natal.

ABC encaminha primeira contratação para 2027

O Alvinegro também está próximo de fechar a primeira contratação para a próxima temporada. O clube tem negociações encaminhadas com o lateral-direito Pedro Costa, que defendeu o ABC em 2020 e passou por Volta Redonda e Santa Cruz em 2026.

Após o fim da participação na Série D, dois jogadores já deixaram o clube: o zagueiro Régis Potiguar e o lateral-esquerdo Thallyson.

 

Outro nome que não deve permanecer é o meia Jhosefer, que tem acordo para defender o Primavera na próxima temporada, no Campeonato Paulista. Pelo ABC, o jogador disputou 21 partidas, marcou quatro gols e deu três assistências.

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Operação prende dois suspeitos de tráfico de drogas e associação criminosa em Patu

11/09/2026


Segunda fase da Operação Reincidivus investiga tráfico de drogas no Alto Oeste potiguar - Foto: PC/RN

Mulher de 23 anos e homem de 25 anos são investigados por tráfico e associação para o tráfico; celulares, maconha e cocaína foram apreendidos

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu uma mulher de 23 anos e um homem de 25 anos suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas e de abastecer uma casa de entretenimento em Patu, no Alto Oeste potiguar. As prisões ocorreram nesta sexta-feira, 11, durante a segunda fase da Operação Reincidivus.

A ação cumpriu dois mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. Durante as buscas, os policiais apreenderam aparelhos celulares e porções de substâncias com características semelhantes à maconha e à cocaína.

Segundo as investigações, os dois suspeitos teriam participação direta na venda de entorpecentes e em uma associação voltada ao tráfico de drogas na região. Parte do material comercializado pelo grupo seria destinada a uma casa de entretenimento localizada no município.

A Polícia Civil não informou o nome nem o endereço do estabelecimento que, conforme a investigação, receberia os entorpecentes. Também não foram divulgadas a quantidade e o peso das drogas encontradas durante a operação.

Após o cumprimento dos mandados, os dois investigados foram levados à delegacia para a realização dos procedimentos legais. Em seguida, foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão à disposição da Justiça.

A investigação prossegue para identificar outros possíveis integrantes do grupo e apurar a participação de cada suspeito nos crimes investigados.

 

Informações que possam auxiliar o trabalho policial podem ser repassadas anonimamente pelo Disque Denúncia 181.

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FELIPE CEL - CELULARES E ACESSÓRIOS

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Trabalhadores dos Correios entram em greve por tempo indeterminado em todo o país

11/09/2026


Trabalhadores dos Correios iniciaram greve nacional por tempo indeterminado nesta sexta-feira 11 - Foto: Reprodução

Paralisação começou nesta sexta-feira 11 após impasse nas negociações do acordo coletivo; movimento pode afetar atendimento e entrega de encomendas

Trabalhadores dos Correios iniciaram uma greve por tempo indeterminado em todo o país nesta sexta-feira 11. A paralisação ocorre após um novo impasse nas negociações entre a categoria e a estatal sobre o acordo coletivo de trabalho.

A mobilização reúne sindicatos de diferentes estados e pode afetar o funcionamento de agências, além dos serviços de entrega de encomendas e correspondências. A paralisação foi aprovada na noite desta quinta-feira 10, após novas rodadas de negociação.

Trabalhadores cobram reajuste e manutenção de benefícios

Entre as reivindicações da categoria estão o reajuste salarial, a manutenção de direitos previstos em acordos anteriores e mudanças na proposta relacionada ao plano de saúde.

Durante as negociações, os Correios apresentaram uma proposta de reposição integral da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), estimada em 4,35%, com efeito retroativo a 1º de agosto.

O principal impasse permanece relacionado ao custeio do plano de saúde e à preservação de benefícios. Os trabalhadores também defendem a manutenção da gratificação de férias de 70%.

Greve ocorre durante negociação mediada pelo TST

As negociações entre os Correios e os representantes dos trabalhadores contam com mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A categoria também se posiciona contra pontos do plano de reestruturação apresentado pela estatal.

O programa prevê medidas para redução de despesas, reorganização da estrutura, venda de imóveis e adesão a um Programa de Desligamento Voluntário.

A duração da greve dependerá das próximas negociações entre os Correios e as entidades que representam os trabalhadores.

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Concurso da Seap acontece neste domingo com mais de 40 mil candidatos

11/09/2026


Concurso da Seap-RN terá provas aplicadas neste domingo 13 em quatro cidades do Rio Grande do Norte - Foto: Agora RN

Provas para 260 vagas serão aplicadas em Natal, Mossoró, Pau dos Ferros e Caicó; candidatos devem conferir com antecedência o local de realização

O concurso público da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte (Seap-RN) acontece neste domingo 13 e reúne 40.080 candidatos. As provas objetivas serão aplicadas em quatro cidades do estado para o preenchimento de 260 vagas, além da formação de cadastro de reserva.

A seleção oferece 200 vagas para o cargo de Policial Penal e outras 60 para Especialista em Assistência Penitenciária, distribuídas entre as áreas de Assistência Social, Medicina Psiquiátrica, Psicologia e Terapia Ocupacional.

Provas serão realizadas em quatro cidades

Os candidatos poderão fazer a prova em Natal, Mossoró, Pau dos Ferros e Caicó, conforme a cidade escolhida no momento da inscrição. O Cartão de Informação do Candidato, com o endereço e o horário da avaliação, deve ser consultado individualmente no site do Instituto Avalia, banca responsável pelo concurso.

A prova para o cargo de Policial Penal será realizada no período da manhã. Já os candidatos às vagas de Especialista em Assistência Penitenciária farão a avaliação à tarde.

Concurso oferece 260 vagas

Do total de oportunidades, 200 são destinadas ao cargo de Policial Penal, sendo 140 para ampla concorrência, 20 para pessoas com deficiência e 40 para candidatos autodeclarados negros e pardos.

As outras 60 vagas são para Especialista em Assistência Penitenciária, contemplando as áreas de Assistência Social, Medicina Psiquiátrica, Psicologia e Terapia Ocupacional. O edital também prevê reserva de vagas para PcD e candidatos autodeclarados negros e pardos.

A remuneração inicial varia de R$ 3.500 a R$ 5.681,78, conforme o cargo escolhido.

O que os candidatos precisam saber

A prova objetiva terá 100 questões de múltipla escolha, com cinco alternativas cada. Para o cargo de Policial Penal, os candidatos ainda passarão por outras etapas, como teste de aptidão física, avaliação psicológica, exame toxicológico, investigação social e curso de formação.

O concurso é o primeiro realizado após a reestruturação do quadro de pessoal da Seap-RN, promovida pela Lei Complementar nº 793, de setembro de 2025, que reorganizou os cargos da secretaria.

SERVIÇO

Concurso: Seap-RN 2026

Data da prova: domingo 13 de setembro

Candidatos: 40.080

Vagas: 260 + cadastro de reserva

Cidades: Natal, Mossoró, Pau dos Ferros e Caicó

Banca: Instituto Avalia

Policial Penal: prova pela manhã

 

Especialista em Assistência Penitenciária: prova à tarde

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INUSITADO: Bebê nasce dentro de casa com ajuda de policiais após chamado de emergência em Natal

11/09/2026


Foto: PMRN

Uma ocorrência de emergência terminou de forma inusitada na manhã desta quinta-feira (11), em Natal. Policiais militares do 16º Batalhão foram acionados durante um patrulhamento após um motociclista pedir ajuda porque a esposa estava em trabalho de parto.

A equipe da viatura B16-17 seguiu até uma residência na Rua Anum, no bairro Guarapes, Zona Oeste de Natal. Os policiais acionaram o Samu, mas o bebê não esperou pela chegada da equipe médica.

 

Com o apoio dos policiais, a mulher deu à luz uma menina dentro da própria residência. A recém-nascida aparentava estar saudável. Na sequência, equipes do Samu realizaram os primeiros atendimentos e levaram mãe e filha para a Maternidade Municipal Arakém Pinto, onde passaram por avaliação médica.

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CANTINHO DO AÇAI

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BRUTALIDADE: Homem é condenado a 27 anos de prisão por tentar matar ex-companheira a tesouradas em Macaíba

11/09/2026


Foto: Reprodução

Um homem foi condenado a mais de 27 anos de prisão por tentar matar a ex-companheira com diversos golpes de tesoura em Macaíba. O ataque aconteceu em julho de 2024, dentro da residência da vítima e na presença das duas filhas dela, de três e sete anos. A mulher recebeu atendimento médico no hospital e sobreviveu aos ferimentos em várias partes do corpo.

De acordo com o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), Liedson Teixeira de Lima invadiu a casa da vítima após o fim do relacionamento com ela e desferiu 24 tesouradas contra a mulher. Um vizinho entrou no imóvel para socorrer a vítima e as crianças e também foi ferido pelo agressor com uma faca.

Após fugir do local, o homem ainda cometeu outros crimes, incluindo o roubo de uma motocicleta com um facão e o assalto a uma mulher em uma parada de ônibus. Ele foi preso no mesmo dia, na Paraíba, quando tentava fugir.

 

O Tribunal do Júri reconheceu qualificadoras como motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A Justiça determinou regime inicial fechado e negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade.

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Rio Grande do Norte é líder do Nordeste no Pisa 2025 em Leitura, Ciências e Matemática

11/09/2026


Rio Grande do Norte alcançou 400 pontos em Leitura, 398 em Ciências e 366 em Matemática no Pisa 2025 e ficou na 11ª posição nacional nas três áreas avaliadas. / Foto: Agência Brasil

Resultado ocorre em meio à ampliação das ações de recomposição das aprendizagens, educação integral e profissional e melhoria da infraestrutura escolar

O Rio Grande do Norte alcançou a maior média do Nordeste nas três áreas avaliadas pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2025. O RN aparece na 11ª posição entre as 27 unidades da Federação em Leitura, Ciências e Matemática e também registra o melhor resultado entre os 16 estados das regiões Norte e Nordeste. A comparação com a edição de 2015 reforça a mudança no posicionamento potiguar ao longo da última década.

Em 2025, os estudantes participantes do Rio Grande do Norte obtiveram média de 400 pontos em Leitura, 398 em Ciências e 366 em Matemática. Nas três áreas, o estado ficou à frente dos demais estados nordestinos.

O resultado de 2025 ganha dimensão quando colocado ao lado dos dados de dez anos atrás. Em 2015, o Rio Grande do Norte havia registrado 384 pontos em Leitura, 377 em Ciências e 353 em Matemática. Na comparação entre as duas edições, as médias potiguares cresceram 16 pontos em Leitura, 21 em Ciências e 13 em Matemática. Ciências apresentou, portanto, o maior aumento absoluto entre as três áreas avaliadas.

A mudança também aparece na posição ocupada pelo Estado no cenário nacional. Em 2015, o RN estava entre os piores, ocupando a 21ª posição em Leitura, a 22ª em Ciências e a 23ª em Matemática. Em 2025, passou para a 11ª colocação nas três áreas. Isso representa avanço de dez posições em Leitura, 11 em Ciências e 12 em Matemática ao longo da década.

No Nordeste, há dez anos, o Rio Grande do Norte aparecia no quarto pior lugar regional em Leitura, quinto em Ciências e sexto em Matemática. Agora, ocupa a primeira posição nas três áreas. Em 2015, por exemplo, o Ceará registrava médias superiores às potiguares em 25 pontos em Leitura, 24 em Ciências e 29 em Matemática. Em 2025, o RN aparece numericamente à frente do estado cearense nos três domínios.

Para a secretária de Estado da Educação do Rio Grande do Norte, professora Socorro Batista, o desempenho deve ser compreendido como parte de uma trajetória de fortalecimento das políticas educacionais. “O resultado do Rio Grande do Norte no Pisa 2025 é muito significativo. Alcançar a liderança do Nordeste nas três áreas avaliadas e avançar no cenário nacional mostra que o estado está construindo uma trajetória consistente na educação. Esse desempenho dialoga com um conjunto de ações que o Governo do Estado vem desenvolvendo, com foco na recomposição das aprendizagens, no acompanhamento pedagógico, na ampliação da educação em tempo integral e profissional, na melhoria da infraestrutura das escolas e no fortalecimento do trabalho de professores e gestores. É um resultado que reconhecemos com muita satisfação, mas também com a responsabilidade de seguir avançando, especialmente nos desafios que os próprios dados nos apresentam”, afirma.

No âmbito da rede estadual, o resultado ocorre em um contexto de ampliação das políticas voltadas à aprendizagem e à permanência dos estudantes. O Governo do Estado intensificou ações de recomposição das aprendizagens, especialmente em Língua Portuguesa e Matemática, fortaleceu o acompanhamento pedagógico e as avaliações da rede e ampliou a oferta de educação em tempo integral e de Educação Profissional e Tecnológica. A estratégia também reúne iniciativas de busca ativa escolar, formação de professores, conectividade e investimentos na infraestrutura das unidades de ensino, compondo uma agenda destinada a enfrentar defasagens de aprendizagem e melhorar as condições de ensino.

SOBRE O PISA

O Pisa, realizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), avalia a capacidade dos estudantes de aplicar conhecimentos e habilidades a situações e problemas do cotidiano. Em Leitura, a avaliação considera a capacidade de compreender, usar, avaliar e refletir sobre textos.

Em Matemática, são avaliadas capacidades relacionadas ao raciocínio matemático e à habilidade de formular, empregar e interpretar conhecimentos matemáticos para resolver problemas. Em Ciências, o foco está na capacidade de se envolver em discussões fundamentadas sobre ciência, sustentabilidade e tecnologia e utilizar conhecimentos científicos para embasar ações.

 

No Rio Grande do Norte, 1.033 estudantes, matriculados no Sistema Estadual de Ensino, participaram da edição de 2025, dentro de uma amostra brasileira de 30.140 participantes. A escolha dos estudantes para o PISA ocorreu por meio de um processo de amostragem estatística em duas etapas, coordenado pela OCDE globalmente e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) no Brasil. O objetivo é garantir que os jovens selecionados representem fielmente toda a população estudantil do país.

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