Acidente na Felizardo Moura deixa trânsito lento nos dois sentidos
01/06/2026

Foto: Reprodução
Um acidente registrado por volta das 9h desta segunda-feira (1º) na Avenida Felizardo Moura, em Natal, deixou o trânsito engarrafado em ambos os sentidos. A colisão ocorreu na faixa reversível no sentido zona Norte-Centro, que operava no horário para ampliar o fluxo de veículos em direção à região central da capital.
São pelo menos três veículos envolvidos no acidente. Até o momento, não há informações sobre feridos nem detalhes sobre as circunstâncias da colisão.
De acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), agentes de mobilidade foram enviados ao local para organizar o trânsito e atuar na retirada dos automóveis da via. A STTU informou que o trabalho das equipes tem como objetivo restabelecer o fluxo o mais rápido possível.
Por causa da ocorrência, motoristas que trafegam da Zona Norte em direção ao Centro enfrentam lentidão no trecho. A orientação é que os condutores redobrem a atenção ao passar pela região e, se possível, busquem rotas alternativas até a normalização do trânsito.
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Milhões para festas, mas sem ar-condicionado: alunos deixam salas e assistem aulas no pátio de escola em João Câmara
01/06/2026

Comunidade escolar questiona prioridades da gestão após relatos de problemas na climatização da Escola Municipal Professor Cícero Varela
Alunos da Escola Municipal Professor Cícero Varela, em João Câmara, estariam assistindo aulas no pátio da unidade devido às altas temperaturas registradas nas salas de aula e a relatos de problemas no funcionamento de aparelhos de ar-condicionado.
Imagens e relatos recebidos pela reportagem mostram estudantes participando de atividades em áreas externas da escola, situação que tem gerado preocupação entre pais, responsáveis e membros da comunidade escolar.
Segundo os relatos, o calor dentro de algumas salas teria dificultado a permanência de alunos e professores durante o horário das aulas, levando a escola a buscar alternativas para garantir a continuidade das atividades pedagógicas.
O caso também reacendeu o debate sobre as prioridades da administração pública. Moradores questionam como uma cidade que investe recursos significativos na realização de eventos e festividades ainda enfrenta dificuldades para garantir condições adequadas de ensino em unidades da rede municipal.
Outro ponto levantado pela população é o reconhecimento recebido pelo município na área da gestão pública. Diante da situação relatada na escola, cidadãos questionam se os indicadores que resultaram em premiações e certificações refletem a realidade vivenciada diariamente por alunos e profissionais da educação.
“Cadê o selo ouro quando estudantes precisam deixar a sala de aula para buscar um local mais suportável para aprender?”, questiona um morador ouvido pela reportagem.
A reportagem mantém espaço aberto para manifestação da Prefeitura de João Câmara, da Secretaria Municipal de Educação e da direção da Escola Municipal Professor Cícero Varela para esclarecimentos sobre a situação, as medidas adotadas e a previsão para solução dos problemas apontados pela comunidade escolar.
Enquanto uma resposta oficial não é apresentada, permanece o questionamento feito por pais, alunos e educadores: educação de qualidade começa pela garantia de um ambiente digno para ensinar e aprender.
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Governo paga R$ 12 mil a projetos para jovens em áreas vulneráveis
01/06/2026

Governo paga R$ 12 mil a projetos para jovens em áreas vulneráveis - Foto: Arquivo Agência Brasil
Iniciativa busca promoção da cidadania nessas regiões
O governo federal abriu inscrições, até o dia 9 de junho, destinadas a projetos voltados para a Plataforma Juventude Solidária. A iniciativa busca ações de promoção da cidadania em territórios vulneráveis. GoveRio Grande do Norteo paga R$ 12 mil a projetos para jovens em áreas vulneráveis - Agora RNGoveRio Grande do Norteo paga R$ 12 mil a projetos para jovens em áreas vulneráveis - Agora RN
A ideia é promover trabalhos com jovens de 16 a 29 anos. Os projetos selecionados receberão custeio para despesas necessárias à execução das atividades, no valor de até R$ 12 mil.
Os pagamentos vão ocorrer em seis parcelas mensais de R$ 2 mil. Os coordenadores dos projetos também terão bolsa de até R$ 12 mil (pagos em seis vezes). As inscrições de organizações e entidades proponentes podem ser realizadas na plataforma oficial integrada ao Brasil Participativo e ao Gov.br.
Representantes de organizações da sociedade civil, com ou sem CNPJ, além de órgãos públicos e equipamentos públicos que tenham projetos relacionados a políticas sociais e interesse em receber jovens voluntários podem fazer a inscrição.
A iniciativa é da Secretaria Nacional de Juventude da Secretaria-Geral da Presidência da República, em parceria com o Ministério da Educação e com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
De acordo com o governo federal, em uma segunda etapa, a plataforma receberá inscrição de jovens. O edital prevê ajuda de custo mensal para até cinco voluntários por projeto, desde que esses participantes estejam cadastrados no ID Jovem e atendam aos critérios estabelecidos.
Conforme a nota do governo, a secretária Nacional de Juventude, Vitória Genuíno, enfatizou que a iniciativa busca fortalecer projetos já desenvolvidos nos territórios e ampliar a participação juvenil em ações de impacto social.
“Queremos fortalecer iniciativas que já fazem a diferença nos territórios e ampliar as oportunidades para que mais jovens participem ativamente da construção de soluções para suas comunidades”, afirmou.
Os projetos inscritos devem estar em um dos oito eixos temáticos da plataforma:
Saúde e Segurança Alimentar;
Participação, Educação e Democracia;
Comunicação e Tecnologia;
Renda, Trabalho e Empreendedorismo;
Cultura, Esporte e Lazer;
Direito à Cidade, Moradia e Território;
Acesso à Justiça e Segurança Pública;
Sustentabilidade e Meio Ambiente.
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IFRN oferece 258 vagas em cursos superiores com seleção por notas do Enem
01/06/2026

Campus Natal Central do IFRN é uma das unidades que oferecem vagas no processo seletivo para ingresso em cursos de graduação no segundo semestre de 2026 Foto: José Aldenir
Inscrições seguem abertas até 14 de junho; candidatos podem utilizar resultados do exame obtidos entre 2021 e 2025
O Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) está com inscrições abertas para um processo seletivo que disponibiliza 258 vagas em cursos de graduação para ingresso no segundo semestre letivo de 2026.
Podem participar candidatos que já concluíram o ensino médio e tenham realizado pelo menos uma edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) entre os anos de 2021 e 2025. As inscrições seguem até o dia 14 de junho e a taxa de participação é de R$ 25.
De acordo com o cronograma divulgado pela instituição, o resultado final da seleção será publicado em 24 de julho. Os aprovados deverão efetuar a matrícula de forma online entre os dias 27 e 30 de julho, mediante envio da documentação exigida no edital.
As oportunidades estão distribuídas entre seis cursos ofertados em diferentes campi do IFRN.
Cursos de Licenciatura
Macau
Biologia – 9 vagas (noturno)
Natal – Centro Histórico
Educação Física – 40 vagas (noturno)
Nova Cruz
Química – 40 vagas (noturno)
Cursos Superiores de Tecnologia
Ipanguaçu
Agroecologia – 40 vagas (matutino)
Natal – Central
Gestão Ambiental – 40 vagas (noturno)
Gestão Pública – 40 vagas (vespertino)
Natal – Zona Norte
Marketing – 40 vagas (vespertino)
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Petrobras reduz preço do combustível de aviação em mais de 14% a partir de junho
01/06/2026

Queda de R$ 0,93 por litro interrompe sequência de aumentos registrada desde março e pode aliviar custos do setor aéreo
A Petrobras anunciou uma redução de 14,2% no preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras. O novo valor entrou em vigor nesta segunda-feira 1º, representando uma diminuição de R$ 0,93 por litro em relação ao preço praticado no mês anterior.
Segundo a estatal, a queda ocorre após uma sequência de reajustes para cima registrada desde março e está relacionada à redução das pressões sobre os preços internacionais do petróleo e derivados. A Petrobras atribuiu o movimento à diminuição das tensões geopolíticas no Oriente Médio, fator que havia impulsionado as cotações no mercado global nos últimos meses.
Os reajustes do querosene de aviação são realizados sempre no primeiro dia de cada mês, conforme previsto nos contratos firmados entre a companhia e as distribuidoras.
Apesar da redução anunciada para junho, o combustível utilizado pelas aeronaves ainda acumula forte alta em 2026. De acordo com a Petrobras, o preço do QAV segue 54,5% acima do registrado em dezembro de 2025, o que corresponde a um aumento acumulado de R$ 1,98 por litro no período.
O querosene de aviação é um dos principais componentes dos custos operacionais das companhias aéreas, e alterações em seu preço costumam impactar diretamente as despesas do setor.
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Menino de 11 anos é mordido por tubarão na Praia de Piedade, em Recife
01/06/2026

Menino de 11 anos é mordido por tubarão na Praia de Piedade, em Recife - Foto: Reprodução
Este é o terceiro incidente com tubarão em Pernambuco em 2026
Um menino de 11 anos foi mordido por um tubarão na tarde deste domingo 31, na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. O caso ocorreu por volta das 13h40 e mobilizou equipes de resgate.
A vítima foi identificada como João Lucas Nemézio, morador da região. De acordo com informações apuradas pelo G1, banhistas acionaram o Corpo de Bombeiros após o ataque. O menino sofreu mordidas no quadril e na mão, do lado esquerdo do corpo.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que guarda-vidas prestam socorro e transportam a criança em uma maca. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também foi acionado para o atendimento.João Lucas foi levado inicialmente ao Hospital da Aeronáutica, em Piedade. Às 14h48, ele foi transferido para o Hospital da Restauração, no bairro do Derby, área central do Recife.
Na unidade, segundo apuração da TV Globo, o menino chegou estável e foi encaminhado diretamente ao centro cirúrgico. Até a última atualização, não havia informações sobre o estado de saúde.
Este é o terceiro incidente com tubarão registrado em Pernambuco em 2026. O primeiro ocorreu com a advogada Tayane Dalazen, que foi mordida na perna enquanto mergulhava com tubarões em Fernando de Noronha, sem gravidade. Dias depois, um adolescente de 13 anos, Deivson Rocha Dantas, morreu após ser atacado na Praia Del Chifre, em Olinda, apesar de ter sido socorrido.
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Brasil goleia Panamá no Maracanã em último amistoso no país antes da Copa
01/06/2026

Equipe de Carlo Ancelotti venceu por 6 a 2 e agora segue para os Estados Unidos para a disputa do Mundial de 2026
A Seleção Brasileira encerrou sua preparação em solo nacional para a Copa do Mundo de 2026 com uma goleada sobre o Panamá. Neste domingo 31, no Maracanã, o time comandado por Carlo Ancelotti venceu por 6 a 2 em amistoso internacional e agora embarca para os Estados Unidos, onde disputará o torneio.
Os gols brasileiros foram marcados por Vinicius Júnior, Casemiro, Rayan, Lucas Paquetá, Igor Thiago e Danilo Santos. Amir Murillo e Carlos Harvey descontaram para a seleção panamenha.
O amistoso foi o último da equipe no Brasil antes da Copa do Mundo. A Seleção ainda fará mais um teste antes da estreia no torneio. O compromisso será no próximo sábado 6, às 19h, contra o Egito.
O Brasil integra o Grupo C da Copa do Mundo ao lado de Marrocos, Escócia e Haiti. A estreia está marcada para o dia 13 de junho, às 19h, diante da seleção marroquina.
Vini abre o placar e Casemiro recoloca Brasil em vantagem
Como havia antecipado no sábado 30, Carlo Ancelotti escalou a equipe em um sistema 4-2-4, com Alisson; Wesley, Bremer, Léo Pereira e Alex Sandro; Casemiro e Bruno Guimarães; Matheus Cunha, Raphinha, Vinicius Júnior e Luiz Henrique.
O Brasil precisou de poucos minutos para abrir o placar. Após erro na saída de bola do Panamá, Casemiro recuperou a posse e serviu Vinicius Júnior, que marcou de fora da área.
A Seleção teve oportunidade de ampliar na sequência, mas não aproveitou. Aos 12 minutos, o Panamá chegou ao empate. Amir Murillo cobrou falta na entrada da área e venceu Alisson.
Após o gol, o time brasileiro perdeu intensidade e passou a oferecer espaços ao adversário. O Panamá criou oportunidades com Escobar e Díaz, mas o goleiro brasileiro evitou a virada.
Aos 38 minutos, Vinicius Júnior voltou a ser decisivo. O atacante avançou pela esquerda, passou por dois marcadores e cruzou para Casemiro marcar de cabeça, recolocando o Brasil em vantagem antes do intervalo.
Reservas ampliam goleada no segundo tempo
A etapa final começou com uma formação completamente modificada por Ancelotti, que manteve apenas o zagueiro Léo Pereira entre os titulares. Entraram Ederson, Ibáñez, Douglas Santos, Rayan, Fabinho, Danilo Santos, Lucas Paquetá, Endrick e Igor Thiago.
A mudança alterou o ritmo da partida. Aos sete minutos, Igor Thiago pressionou a saída de bola do Panamá, recuperou a posse e tocou para Rayan marcar o terceiro gol brasileiro. Foi o primeiro gol do atacante com a camisa da Seleção.
O quarto gol saiu aos 14 minutos. Lucas Paquetá tabelou com Danilo Santos e Douglas Santos antes de finalizar para ampliar.
Dois minutos depois, Igor Thiago sofreu pênalti após jogada individual dentro da área. O próprio atacante cobrou e fez o quinto.
A pressão brasileira continuou. Aos 35 minutos, Paquetá lançou Danilo Santos, que dominou, passou pela marcação e marcou o sexto gol da equipe.
O Panamá ainda diminuiu aos 38 minutos, com Carlos Harvey, que fechou o placar em 6 a 2.
Com a vitória, o Brasil encerra a preparação no país com goleada e segue para a reta final dos ajustes antes da estreia na Copa do Mundo.
Com informações da Agência Brasil
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É preciso moralizar o mercado das pesquisas
01/06/2026

É preciso moralizar o mercado das pesquisas - Foto: Freepik
A proliferação de institutos em períodos eleitorais, muitos deles sem histórico conhecido pelo público, sem tradição consolidada e, em alguns casos, produzindo resultados completamente discrepantes da realidade observada posteriormente nas urnas, contribui para o desgaste de um instrumento que deveria inspirar confiança. O problema não afeta apenas candidatos ou partidos. Afeta a própria credibilidade do setor de pesquisas e, por consequência, a qualidade da informação oferecida ao eleitor.
Nesse contexto, merece atenção a proposta de criação de um sistema de credenciamento prévio dos institutos pelo Tribunal Superior Eleitoral. A ideia de Felipe consiste em exigir que empresas interessadas em realizar pesquisas eleitorais demonstrem previamente qualificação técnica, estrutura operacional e corpo profissional compatível com a responsabilidade da atividade. Não se trata de restringir a livre iniciativa nem de criar reserva de mercado. Trata-se de estabelecer critérios mínimos para uma atividade que influencia diretamente o ambiente democrático.
Outra sugestão relevante é a ampliação da capacidade técnica da própria Justiça Eleitoral. Hoje, muitas contestações de pesquisas dependem da contratação de especialistas pelas partes interessadas para identificar inconsistências metodológicas. A presença de estatísticos ou equipes técnicas permanentes auxiliando os tribunais eleitorais poderia elevar o nível da fiscalização e reduzir conflitos posteriores. A Justiça Eleitoral já desempenha papel central na organização das eleições brasileiras. Não parece irrazoável discutir formas de fortalecer sua capacidade de análise em uma área tão sensível.
Também merece reflexão a proposta de endurecimento das punições para institutos que comprovadamente atuem de má-fé. Entre as ideias apresentadas está a possibilidade de impedir temporariamente que empresas condenadas por irregularidades graves realizem novas pesquisas eleitorais. O objetivo não seria punir erros metodológicos involuntários, que podem ocorrer em qualquer atividade científica, mas sim desestimular condutas dolosas destinadas a manipular resultados ou induzir percepções.
O debate é legítimo porque a pesquisa eleitoral não pode ser transformada em instrumento de marketing político. Sua finalidade é medir a realidade, não fabricá-la. Quando levantamentos passam a ser utilizados para sustentar narrativas previamente construídas, perdem sua função original e prejudicam tanto o eleitor quanto os institutos que atuam com seriedade.
É preciso reconhecer, ainda, que a responsabilidade não recai apenas sobre os institutos. Há grupos políticos que recorrem a empresas sem compromisso técnico justamente porque desejam utilizar números como peças de propaganda. O problema começa quando a pesquisa deixa de ser uma ferramenta de aferição da opinião pública e passa a ser tratada como instrumento de persuasão eleitoral. Nesse ambiente, perde a democracia, perde o eleitor e perdem os profissionais sérios que trabalham para preservar a credibilidade do setor.
O Grupo Agora RN acompanha permanentemente a opinião pública e os cenários eleitorais do Rio Grande do Norte por meio do Instituto Exatus. Essa experiência permite observar que existem diferenças significativas entre pesquisas conduzidas com rigor técnico e levantamentos produzidos sem o mesmo compromisso metodológico.
Por isso, este grupo o aprimoramento da legislação e dos mecanismos de fiscalização relacionados às pesquisas eleitorais. Não necessariamente esta ou aquela proposta específica. O mérito de cada sugestão deve ser amplamente debatido por especialistas, juristas, estatísticos, tribunais, partidos e pela sociedade. O importante é reconhecer que existe um problema e que ele precisa ser enfrentado.
Mais transparência, maior qualificação técnica, fiscalização eficiente e responsabilização de quem age de forma irregular não enfraquecem as pesquisas eleitorais. Ao contrário. Fortalecem sua credibilidade e ajudam a preservar um instrumento que continua sendo essencial para o acompanhamento da vida democrática.
É por essa razão que o Grupo Agora RN considera salutar a abertura desse debate e manifesta apoio a iniciativas voltadas ao aperfeiçoamento das regras que regem as pesquisas eleitorais no Brasil. O objetivo não deve ser restringir a atividade, mas protegê-la. E proteger as pesquisas é, em última análise, proteger a própria democracia.
As pesquisas eleitorais são instrumentos importantes para a democracia. Quando realizadas com rigor metodológico, transparência e independência, ajudam a sociedade a compreender tendências, aferir o humor do eleitorado e acompanhar a evolução do debate político. Não elegem ninguém, nem substituem o voto popular. Mas ajudam a capturar percepções, pautam discussões e ocupam espaço relevante no processo eleitoral. Além disso, orientam estratégias eleitorais por serem um termômetro do que pensam os eleitores. Justamente por isso, devem estar cercadas do máximo de credibilidade possível.
Nos últimos anos, entretanto, tornou-se evidente a necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de controle e fiscalização desse setor. O debate voltou à tona a partir das declarações do advogado eleitoral Felipe Cortez, que, em uma entrevista à rádio Mix nesta sexta-feira, criticou o que chamou de “comércio de pesquisas” e apresentou propostas destinadas a elevar o padrão de qualidade dos levantamentos eleitorais. Independentemente de se concordar integralmente com cada uma das sugestões, é difícil discordar de um ponto fundamental: o tema precisa ser discutido.
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Produtora de Dark Horse é alvo de operação por desvio de verba pública
01/06/2026

Foto: Reprodução
A Polícia Civil realiza nesta segunda-feira (1°/6) operação que investiga suspeita de fraude envolvendo licitação entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), responsável pela produção do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, chamado Dark Horse.
As autoridades apuram possíveis irregularidades no termo de colaboração firmado entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) e o instituto, representado por Karina Ferreira da Gama, para a contratação e instalação de Wi-Fi em comunidades periféricas da cidade. As investigações apontaram uma série de falhas consideradas graves e indícios de conduta ilegal desde a origem da contratação.
Entenda as suspeitas:
Falta de capacidade técnica: a polícia apontou que o chamamento público teve a participação exclusiva do ICB, entidade considerada sem experiência no setor de telecomunicações, com atuações somente em feiras de livros e eventos religiosos.
Superfaturamento: enquanto a empresa pública Prodam cobrava R$ 306 pela manutenção mensal por ponto, o acordo com o ICB estipulou o pagamento de R$ 1.800 fixos por ponto, um valor injustificadamente superior aos parâmetros de mercado.
Descumprimento de metas e fraude em aditivos: a entidade instalou apenas 3.200 dos 5.000 pontos previstos. Para ocultar a demora, foram celebrados três termos aditivos em intervalos de poucos dias.
Pagamentos indevidos e antecipados: a administração municipal teria realizado a antecipação de R$ 26 milhões sem a devida contraprestação. Foram identificados repasses relativos a 3.200 pontos, quando, na realidade, apenas seis funcionavam no período.
As autoridades têm suspeitas de que recursos teriam sido desviados do contrato para a produtora Go Up Entertainment Ltda, controlada por Karina, para subsidiar a produção do filme Dark Horse.
Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que colabora com investigações e segue à disposição das autoridades. “Todo o material requisitado na manhã desta segunda-feira já havia sido encaminhado às autoridades e são, desde sempre, de acesso público através da prestação de contas do município”, alegou a gestão de Ricardo Nunes (MDB).
“A administração ressalta que o programa funciona normalmente na cidade e pode ser acompanhado em tempo real no link. Por volta das 9h desta segunda-feira, dos 3,2 mil pontos contratados pela prefeitura, apenas 52 estavam off-line e passavam por manutenção. Não houve pagamento por parte da administração para 5 mil pontos. O aditivo em questão é exclusivamente para manutenção dos 3,2 mil pontos já instalados nas comunidades periféricas da cidade”, acrescentou o texto.
A prefeitura também reforçou que realiza a devida prestação de contas e que o contrato com o ICB “seguiu rigorosamente os princípios da legalidade, transparência e economicidade”.
“Vale lembrar que o chamamento público, aberto por 30 dias para qualquer entidade interessada, ocorreu em 2024, quando não havia sequer produção do filme mencionado, e o processo cumpriu todas as exigências legais. Para 2026, o custo estimado na parceria com o instituto corresponde a R$ 1.280,80 por ponto/mês, significativamente menor do que as propostas recebidas em 2022 de R$ 2.026,26 por ponto/mês e R$ 5.092,14 por ponto/mês.”
Metrópoles
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Paciente em SP com suspeita de ebola testa positivo para meningite
01/06/2026

Testes para o vírus Ebola continuam em andamento - Foto: Pablo Jacob / Governo de SP
Testes para o vírus Ebola continuam em andamento
A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo informou que o homem internado com suspeita de ter contraído o vírus Ebola testou positivo para meningite meningocócica. O diagnóstico foi confirmado após a realização de um exame de sangue PCR.Paciente em SP com suspeita de ebola testa positivo para meningite - Agora RNPaciente em SP com suspeita de ebola testa positivo para meningite - Agora RN
De acordo com nota divulgada pelo órgão neste sábado (30), a suspeita de ebola segue em investigação. O paciente será avaliado por meio de análises laboratoriais e genômicas.
O caso envolve um homem de 37 anos, que viajou recentemente para a República Democrática do Congo, país que vive um surto de ebola.
Ao chegar ao Brasil, ele apresentou febre intensa e foi internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo. O paciente está em isolamento.
Protocolo
No estado de São Paulo, casos suspeitos devem ser comunicados imediatamente à vigilância epidemiológica municipal e ao Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP).
O Instituto de Infectologia Emílio Ribas é a unidade de referência estadual para atendimento de casos suspeitos ou confirmados e o Instituto Adolfo Lutz é responsável pela investigação laboratorial e pelo diagnóstico diferencial.
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Governo prorroga descontos no querosene de aviação e no biodiesel
01/06/2026

Governo prorroga descontos no querosene de aviação e no biodiesel - Foto: José Aldenir
Medida foi publicada no Diário Oficia
O governo federal prorrogou por dois meses os benefícios fiscais concedidos à importação e à venda de biodiesel e querosene de aviação. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira 29 e estende até 31 de julho os descontos que, de outra forma, seriam extintos neste domingo 31.GoveRio Grande do Norteo prorroga descontos no querosene de aviação e no biodiesel - Agora RNGoveRio Grande do Norteo prorroga descontos no querosene de aviação e no biodiesel - Agora RN
Assinado pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira, o Decreto nº 12.991 altera dois atos normativos anteriores – os decretos nº 5.059, de 2004, e nº 10.527, de 2020 – que reduzem as alíquotas das contribuições para o Programa de Integração Social e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) que incidem sobre os dois combustíveis estratégicos.
Os coeficientes de redução aplicados às contribuições que incidem sobre os produtos seguem os mesmos: 0,99987 para o querosene de aviação e um inteiro para o biodiesel. Isto significa que o governo federal manteve o desconto equivalente a 99,99% sobre o valor dos impostos que cobraria do querosene de aviação, enquanto a tributação sobre o biodiesel permanecerá zerada até pelo menos 31 de julho, pois o desconto equivale a 100%.
Os descontos integram um conjunto de medidas emergenciais anunciadas pelo governo federal no início do mês passado para tentar conter a alta dos preços dos combustíveis. Eles representam uma ajuda temporária para as empresas de transportes, principalmente da aviação comercial, afetadas pela alta dos preços dos combustíveis, que dispararam devido aos conflitos no Oriente Médio. Com este socorro, o governo tenta evitar que as companhias repassem para os consumidores o aumento de seus custos operacionais, o que teria forte impacto inflacionário.
Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o querosene de aviação já representa 45% dos custos operacionais do setor. Ao participar de uma audiência pública da Comissão de Defesa do Consumidor, da Câmara dos Deputados, no último dia 21, o presidente da entidade, Juliano Norman, defendeu que a isenção do PIS/Cofins sobre a querosene de aviação fosse prorrogada até o fim do ano. Na ocasião, especialistas apontaram que, de fevereiro para cá, o preço do produto mais que dobrou, passando de R$ 3,30 o litro para R$ 6,65/litro.
De acordo com a Abear, devido à alta do preço do querosene de aviação, as empresas aéreas estão tendo que “redesenhar” suas malhas, reduzindo inclusive a oferta de voos. A projeção para maio aponta 93 voos a menos por dia. Para junho, a previsão é de 121 voos a menos por dia. Os estados mais afetados estão nas regiões Norte e Nordeste.
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UFRN despenca oito posições em ranking mundial de universidades
01/06/2026

Foto: Reprodução
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) registrou queda de oito posições no ranking global das melhores universidades do mundo elaborado pelo Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR). Os dados da edição 2026 foram divulgados nesta segunda-feira (1º) e apontam que a instituição passou da 951ª colocação em 2025 para a 959ª posição neste ano.
Apesar do recuo no cenário internacional, a UFRN segue entre as principais instituições de ensino superior do país, ocupando a 15ª colocação entre as universidades brasileiras avaliadas.
A queda da UFRN acompanha uma tendência nacional. Das 52 universidades brasileiras presentes no ranking, 45 perderam posições em relação à edição anterior, o que representa 87% das instituições analisadas.
De acordo com o CWUR, o desempenho inferior das universidades brasileiras está relacionado, principalmente, à redução dos indicadores de pesquisa e ao aumento da concorrência internacional com instituições que contam com maior volume de investimentos.
O levantamento mostra ainda que apenas cinco universidades brasileiras conseguiram avançar no ranking, enquanto duas mantiveram suas posições.
Entre as instituições mais bem colocadas do país, a Universidade de São Paulo (USP) permanece na liderança nacional, ocupando a 119ª posição mundial. Na sequência aparecem a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na 346ª colocação, e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em 379º lugar.
O ranking do CWUR avalia universidades de diversos países com base em indicadores como qualidade da educação, qualificação do corpo docente, empregabilidade dos ex-alunos e desempenho em pesquisa científica.
96FM
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Governo detalha bloqueio de R$ 23,7 bilhões no Orçamento; Defesa, Cidades e Educação lideram cortes
01/06/2026

Ministério da Defesa foi o mais afetado pelo bloqueio orçamentário anunciado pelo governo federal, com contenção superior a R$ 4,3 bilhões
Decreto publicado pelo governo federal atinge ministérios e emendas parlamentares para cumprir regras do arcabouço fiscal
O governo federal publicou nesta sexta-feira (29) o decreto que detalha um bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões no Orçamento de 2026. Somado à contenção já anunciada anteriormente, o total de recursos bloqueados neste ano chega a R$ 23,7 bilhões.
A medida foi adotada para garantir o cumprimento das regras do arcabouço fiscal, mecanismo criado para controlar o crescimento dos gastos públicos e preservar o equilíbrio das contas federais.
Entre os ministérios, os maiores bloqueios recaíram sobre as pastas da Defesa, das Cidades e da Educação. O Ministério da Defesa lidera a lista, com R$ 4,363 bilhões contingenciados. Em seguida aparecem o Ministério das Cidades, com R$ 3,320 bilhões, e o Ministério da Educação, com R$ 1,605 bilhão.
Também sofreram cortes significativos os ministérios dos Transportes, com R$ 1,5 bilhão, da Fazenda, com R$ 1,396 bilhão, e da Saúde, que teve R$ 1,002 bilhão bloqueados.
Além das pastas do Executivo, o bloqueio alcançou as emendas parlamentares, que tiveram uma redução de R$ 4,9 bilhões nos recursos disponíveis para execução.
Segundo o governo, as despesas discricionárias — destinadas ao custeio da máquina pública e aos investimentos — concentraram a maior parte da contenção, totalizando R$ 18,7 bilhões.
Por outro lado, os ministérios do Trabalho e Emprego, da Previdência Social e da Justiça e Segurança Pública ficaram fora da medida e não tiveram recursos bloqueados.
O bloqueio foi necessário após uma nova avaliação das receitas e despesas previstas para este ano. De acordo com as regras do arcabouço fiscal, o crescimento dos gastos públicos não pode ultrapassar 2,5% ao ano acima da inflação e também deve respeitar o limite de até 70% do crescimento da arrecadação.
A equipe econômica argumenta que o objetivo da medida é evitar o aumento acelerado da dívida pública e preservar a confiança dos investidores, reduzindo pressões sobre os juros e a estabilidade fiscal do país.
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Investimentos em segurança pública salvam 5 mil vidas no RN
01/06/2026

Forças de segurança do Estado atuam de forma integrada em operações de prevenção, patrulhamento e combate à criminalidade em diferentes regiões do Rio Grande do Norte; dados oficiais apontam diminuição contínua de homicídios - Foto: Ascom/Reprodução
Até 2018, Rio Grande do Norte era um dos estados mais violentos do País. Investimento e ações planejadas reduziram mortes , além de crimes contra o patrimônio
O Estado do Rio Grande do Norte tem registrado sucessivos avanços na área da segurança, desde o ano de 2019, quando passou a tratar o enfrentamento à violência através de política pública ao atuar em várias frentes com ações de combate aos crimes contra a vida e ao patrimônio. Para a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social, o estado saiu da condição de estar entre os mais violentos do País ao patamar de unidade da federação entre aquelas com os maiores avanços.
Furtos, roubos e crimes contra a vida registram reduções sucessivas há sete anos. Indicadores que estão presentes nos mais conceituados estudos de organizações que medem e analisam a segurança pública no país. Até 2018, havia no estado do Rio Grande do Norte um cenário de escalada da violência, com recordes de assassinatos, crimes contra o patrimônio e sistema prisional colapsado.
Na avaliação do secretário de segurança pública do estado, coronel Francisco Araújo, os números refletem um trabalho incansável a partir de planejamento, que vai além dois recursos destinados, mas como foram empregados na complexa engrenagem da segurança pública. E esse é um diferencial, a busca do recurso, mas seguir uma política pública para investir de forma mais assertiva.
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Artesã transforma conchas de ostras em arte e cria nova fonte de renda no RN
01/06/2026

Miriam Ferreira transforma conchas provenientes do cultivo de ostras em objetos decorativos e peças de arte sacra - Fotos: Rebecca Alves
Material que seria descartado ganha novo uso em peças artesanais produzidas no litoral potiguar
O Rio Grande do Norte tem uma relação cada vez mais próxima com as ostras. Presentes nos estuários e manguezais do litoral potiguar, elas deixaram de ocupar espaço apenas na gastronomia e passaram a integrar uma cadeia produtiva que envolve cultivo sustentável, turismo e geração de renda para comunidades locais.
O Estado se tornou líder nacional na produção de ostras nativas e experiências ligadas à atividade ganharam reconhecimento principalmente em cidades como Tibau do Sul, Canguaretama e Georgino Avelino.
Para além da gastronomia, a concha das ostras, que muitas vezes seriam descartadas, encontram novos usos e se tornam matéria-prima nas mãos de artesãs como Miriam Ferreira, que transforma o material em belas peças de artesanato.
Tudo começou durante a pandemia, quando ela passou a produzir arte sacra em casa. Sendo uma mulher católica, tinha um desejo antigo de ter uma gruta própria e isso se tornou aos poucos um ofício.
Depois, as peças passaram a ocupar espaço em feiras e eventos de artesanato. Para Miriam, o encontro com as ostras aconteceu despretensiosamente durante uma viagem à Georgino Avelino.
“Eu estava numa feira e vi as meninas trabalhando com ostras. As cascas estavam todas em um cesto para jogar fora. Perguntei se iam descartar aquilo e disseram que sim. Aí perguntei se podia levar porque queria tentar fazer uma gruta de ostra”, conta.
Após o consumo das ostras, as conchas geralmente se acumulam como resíduo. Em locais de comercialização e beneficiamento, o descarte pode acontecer em grandes quantidades, o que abre espaço para iniciativas de reaproveitamento.
A primeira tentativa não deu certo, Miriam precisou descobrir como expressar a sua arte através do reaproveitamento das conchas das ostras. Mas ela insistiu e hoje, as peças feitas com ostras passaram a ser produzidas por encomenda e comercializadas em feiras e redes sociais, principalmente através do perfil da sua loja @santacruta, onde compartilha frequentemente suas produções.
Além de trabalhar nas peças, a artesã destaca que todo o processo exige cuidado. Depois de recolher as conchas descartadas em Georgino Avelino e na comunidade de Barreta, em Nísia Floresta, ela inicia uma longa etapa de limpeza: as cascas passam dias mergulhadas em água sanitária, são lavadas, escovadas e secas ao sol antes de virarem matéria-prima.
A estrutura das peças também surpreende. O que parece uma base rígida de madeira ou cimento, na verdade, é feita com materiais simples e recicláveis. “A base é toda de papelão. Eu vou cortando, montando o formato e colando uma ostra sobre a outra com cola quente”, explica.
Além das ostras, Miriam também utiliza conchas, pedras, garrafas PET, restos de jeans e outros materiais recicláveis. Para ela, o trabalho vai além da produção artesanal, pois tem um papel importante na sustentabilidade. “Quem trabalha com reciclado está salvando um pouco o meio ambiente”, afirma.
Apesar do potencial que enxerga nas peças produzidas com as conchas, ela acredita que o artesanato ainda enfrenta obstáculos. A principal dificuldade, segundo ela, é a falta de incentivo. “Viver 100% do artesanato é muito apertado. Pelo menos aqui no Rio Grande do Norte, a gente não sente que o artesanato recebe muito valor”, disse.
Além da produção própria, Miriam também participa da organização de espaços para outros artesãos. Junto a amigas, ela fundou o grupo Mulheres Raízes, iniciativa que busca ampliar a participação de artesãos em feiras realizadas em condomínios e outros espaços.
Apesar de não ser hoje sua principal fonte de renda, Miriam continua produzindo peças por encomenda e participando de feiras em Natal. O trabalho com conchas e materiais recicláveis representa uma alternativa de reaproveitamento de resíduos e integra possibilidades de geração de renda dentro da cadeia produtiva ligada às ostras no Estado.
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Caern prorroga campanha para negociação de dívidas até 12 de junho
01/06/2026

Campanha da Caern para negociação de débitos foi prorrogada até 12 de junho - Foto: reprodução
Campanha da Caern para negociação de débitos foi prorrogada até 12 de junho
Os clientes da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) ganharam mais tempo para regularizar débitos em atraso. A empresa prorrogou até o dia 12 de junho a campanha de negociação de dívidas, que seria encerrada neste sábado 31. Segundo a companhia, a ampliação do prazo ocorreu em razão da grande procura pelos serviços de regularização.
A iniciativa contempla consumidores com faturas vencidas até março deste ano e mantém os mesmos critérios anunciados no lançamento da campanha. Entre os benefícios oferecidos está o desconto de 100% sobre juros de mora e multa por atraso para quem optar pelo pagamento à vista.A Caern também concede redução de 50% nas multas aplicadas em casos de irregularidades identificadas pela companhia.
Os clientes que preferirem parcelar os débitos também terão direito ao abatimento integral dos juros de mora e da multa por impontualidade. Nessa modalidade, a negociação exige entrada mínima correspondente a 3% do valor total da dívida.
A campanha permite ainda que consumidores com parcelamentos em aberto incluam esses valores em uma nova negociação. Nesses casos, a entrada mínima passa para 6% do montante devido. A exceção vale para pessoas inscritas em programas sociais do Governo Federal, que poderão aderir à renegociação com entrada de 3%.
Os débitos podem ser parcelados em até 60 meses, com juros de 1% ao mês. O valor das parcelas não poderá ser inferior à média das contas do imóvel. A companhia também disponibiliza a opção de pagamento por cartão de crédito.
Nos casos em que a cobrança já esteja em fase judicial, a negociação permanece disponível. Para essas situações, a entrada mínima exigida é de 2% do valor total do débito, com possibilidade de parcelamento do saldo restante em até 96 parcelas, também com juros de 1% ao mês.
A campanha busca facilitar a regularização das contas e ampliar as opções para consumidores que desejam quitar ou renegociar pendências junto à companhia.
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FEITO HISTÓRICO: João Fonseca derrota Djokovic após quase 5 horas e segue vivo em Roland Garros
29/05/2026

Foto: Clive Brunskill/Getty Images João Fonseca escreveu um capítulo histórico no tênis brasileiro nesta sexta-feira (29). O carioca de 19 anos venceu Novak Djokovic por 3 sets a 2, de virada, e garantiu vaga nas oitavas de final de Roland Garros.

Foto: Clive Brunskill/Getty Images A reação brasileira começou no terceiro set. João aproveitou uma queda de rendimento do adversário, abriu vantagem nos games iniciais e manteve o controle nos pontos decisivos para diminuir a diferença. A virada f
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Governo acerta ao apoiar motoristas, mas erra na ordem das prioridades
29/05/2026

Governo acerta ao apoiar motoristas, mas erra na ordem das prioridades - Foto: STTU/Reprodução
É positiva a iniciativa do Governo Federal de lançar uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para taxistas e motoristas de aplicativo adquirirem veículos novos. Trata-se de uma categoria que movimenta diariamente milhões de brasileiros, presta um serviço essencial e, em muitos casos, trabalha sem qualquer rede de proteção social, submetida a jornadas exaustivas e às regras rígidas das plataformas digitais. Dar acesso a financiamento com juros subsidiados é uma forma de reconhecer a importância desses profissionais e de melhorar suas condições de trabalho.
O programa “Move Aplicativos” permitirá o financiamento de veículos de até R$ 150 mil, com prazo de até seis anos e carência de seis meses.
Não há dúvida de que a iniciativa atende a uma demanda real. Muitos motoristas dependem do aluguel de veículos, comprometendo parte significativa da renda mensal.
O problema não está aí, e sim na prioridade escolhida.
O Brasil vive uma crise prolongada no transporte coletivo urbano. A perda de passageiros, o aumento das gratuidades, a concorrência dos aplicativos e a ausência de fontes permanentes de financiamento colocaram em xeque a sustentabilidade do sistema em praticamente todas as grandes cidades do País. O resultado é conhecido: tarifas elevadas, frota envelhecida, redução de linhas e um serviço cada vez menos atrativo.
Os números da Confederação Nacional do Transporte são eloquentes. Em 2017, o transporte coletivo respondia por 49,8% das viagens urbanas no país. Em 2024, essa participação caiu para 31,7%. No mesmo período, os deslocamentos individuais passaram a representar 68,3% das viagens realizadas nas cidades brasileiras.
Esse movimento tem efeitos concretos e negativos. Mais carros e motos nas ruas significam mais congestionamentos, mais poluição, mais acidentes e maior pressão sobre uma infraestrutura urbana já saturada. É um modelo de mobilidade que encarece as cidades e piora a qualidade de vida.
O transporte coletivo, por sua vez, continua sendo o principal meio de deslocamento da população de menor renda. É ele que garante acesso ao trabalho, à escola, aos hospitais e aos serviços públicos. Além disso, é a modalidade mais eficiente para transportar grandes contingentes de pessoas, ocupando menos espaço viário e emitindo menos poluentes por passageiro.
Por isso, antes de direcionar R$ 30 bilhões ao transporte individual, o governo poderia ter priorizado um sistema que atende milhões de brasileiros diariamente e que cumpre função social e ambiental estratégica, mais alinhada aos compromissos que o próprio País assume perante o mundo.
Essa possibilidade já está em debate. O próprio governo estuda a criação de um novo modelo de financiamento para o transporte público, apelidado de “SUS do Transporte Público”, com o objetivo de reduzir ou até zerar as tarifas em todo o país. Estudos apontam que o custo de uma política dessa natureza seria de aproximadamente R$ 65 bilhões por ano.
Seria um investimento com potencial de transformar a mobilidade urbana brasileira. Ao aliviar o custo da passagem, fortaleceria o transporte coletivo, reduziria a dependência do automóvel e beneficiaria diretamente as camadas mais vulneráveis da população.
Mas o governo preferiu, neste momento, apostar fichas nos motoristas de app e taxistas.
Por todos os motivos já expostos, o que parece é que o governo age movido mais pelo interesse eleitoral do que pelo interesse de fazer a boa política pública. Afinal, é notório que a categoria dos motoristas de app e taxistas é resistente ao PT. Quem não quer um cabo eleitoral que transporta dezenas, ou até centenas, de passageiros por dia?
É natural que qualquer governo busque ampliar pontes com grupos específicos da sociedade. O problema surge quando a formulação de políticas públicas parece orientada mais pelo calendário eleitoral do que pela lógica do interesse coletivo.
A mobilidade urbana exige visão de longo prazo. Cidades mais eficientes e sustentáveis dependem de transporte coletivo forte, financeiramente equilibrado e capaz de oferecer qualidade à população. Esse é o caminho adotado pelas metrópoles que conseguiram reduzir congestionamentos e melhorar o ambiente urbano.
O crédito para motoristas de aplicativo é uma medida legítima e socialmente defensável. Mas o País continuará atacando apenas os efeitos, e não as causas, enquanto não enfrentar com prioridade a crise do transporte coletivo.
Políticas públicas devem ser guiadas por critérios de eficiência, equidade e impacto social duradouro. Em matéria de mobilidade, isso significa colocar o transporte de massa no centro das decisões. O apoio aos motoristas é importante. Mas o ônibus, que carrega a maior parte da população e sustenta o funcionamento das cidades, deveria vir primeiro.
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Turismo exige mais que promessa
29/05/2026

Turismo exige mais que promessa - Foto: Sandro Menezes
Confira o editorial do Agora RN desta sexta-feira 29
Diante do que se anuncia para a disputa eleitoral de 2026 no Rio Grande do Norte, qualquer iniciativa que tente elevar o nível do debate público merece registro. A pré-campanha, até aqui, tem sido marcada muito mais por tentativas de polarização, troca de críticas, disputas de imagem e exploração de falhas discursivas entre pré-candidatos do que propriamente pela apresentação concreta de propostas para destravar economicamente o Estado. Nesse cenário de pobreza de ideias e escassez de planos objetivos, ganha relevância a iniciativa da Fecomércio RN e da Câmara Empresarial do Turismo de cobrar que compromissos com o setor sejam incorporados formalmente aos planos de governo dos futuros candidatos ao Executivo estadual.
A proposta é simples, mas extremamente necessária: retirar o turismo do terreno vago das promessas genéricas de campanha e levá-lo para o campo das metas concretas, dos compromissos públicos e das cobranças permanentes. Segundo o que foi apresentado pelo setor, a intenção é entregar aos candidatos um documento com propostas estruturantes para o período de 2027 a 2030, incluindo temas como licenciamento ambiental, ampliação da malha aérea, concessões, PPPs, promoção turística, interiorização do turismo, infraestrutura e atração de investimentos. Mais do que um gesto simbólico, trata-se de uma tentativa legítima de fazer com que o turismo deixe de ser apenas peça de marketing eleitoral para se transformar efetivamente em política de Estado.
Nunca é demais lembrar a importância do turismo para o Rio Grande do Norte. Um estado historicamente dependente de atividades primárias, pouco industrializado e fortemente movido pelo setor de serviços e pelo funcionalismo público encontra no turismo uma de suas atividades econômicas mais estratégicas. O turismo representa cerca de 7% do PIB potiguar, movimenta dezenas de atividades econômicas paralelas e gera algo em torno de 40 mil empregos diretos e indiretos.
O impacto do turismo sobre a economia potiguar vai muito além dos números diretos do setor. Poucas atividades possuem capacidade semelhante de irradiar efeitos sobre tantas cadeias econômicas simultaneamente. O turista que chega ao Rio Grande do Norte movimenta hotéis, pousadas, bares, restaurantes, comércio, transporte, eventos, artesanato, agricultura, pesca, construção civil, cultura, entretenimento e serviços dos mais variados tipos. O turismo ativa desde grandes empreendimentos até pequenos negócios familiares espalhados pelo litoral e pelo interior. Trata-se de uma atividade que distribui renda de maneira capilarizada e ajuda a dinamizar regiões inteiras da economia potiguar.
E o potencial do RN vai muito além do tradicional turismo de sol e praia. O Estado possui um litoral competitivo, reconhecido nacionalmente e internacionalmente, mas também reúne condições para expandir o turismo religioso, histórico, cultural e interiorano. Basta observar o potencial de municípios ligados à religiosidade popular, aos santos e às manifestações de fé espalhadas pelo interior potiguar, além das serras, trilhas, gastronomia regional e experiências ligadas ao turismo rural e ecológico. Há um patrimônio turístico muito mais amplo do que frequentemente se explora.
O problema é que potencial sozinho não produz desenvolvimento. E talvez esse seja justamente o principal mérito da iniciativa da Fecomércio: reconhecer que o turismo não crescerá apenas por inércia ou pela beleza natural do Estado. O setor privado investe, amplia serviços, melhora equipamentos e profissionaliza operações. Mas existem áreas em que a atuação do poder público é decisiva. O próprio documento preparado pelo trade aponta gargalos históricos que atravessam governos sem solução adequada.
O primeiro deles é o licenciamento ambiental. Não se trata de defender flexibilização irresponsável da legislação, como corretamente ressalta o setor, mas de cobrar eficiência, capacidade técnica e agilidade compatível com o ritmo dos investimentos privados. Também é impossível discutir crescimento turístico sem tratar de conectividade aérea. Turismo sem voo simplesmente não existe. O RN precisa ampliar frequências, consolidar rotas nacionais e internacionais e manter política permanente de atração de companhias aéreas.
A discussão sobre a Via Costeira também é inevitável. É difícil aceitar que o principal corredor hoteleiro da capital esteja há cerca de duas décadas sem receber investimentos relevantes em novos equipamentos enquanto outros estados nordestinos avançaram fortemente na ampliação da oferta turística. O setor também acerta ao defender concessões e PPPs para equipamentos públicos estratégicos, como o Centro de Convenções, Fortaleza dos Reis Magos, Cajueiro de Pirangi e Parque das Dunas.
Tudo isso chega em boa hora porque o tempo de campanha ficou cada vez menor, reduzindo também o espaço para amadurecimento das propostas perante o eleitorado. As eleições brasileiras se transformaram progressivamente em disputas de marketing, imagem e narrativa, muitas vezes esvaziadas de debate real sobre projetos de desenvolvimento. Esperar que planos concretos surjam espontaneamente dos próprios pré-candidatos talvez seja, hoje, um exercício excessivo de otimismo.
Por isso, seria desejável que outras entidades econômicas e setores estratégicos do Estado adotassem postura semelhante. O turismo está fazendo sua parte ao tentar pautar o debate com propostas objetivas. O Rio Grande do Norte precisa discutir mais do que slogans eleitorais. Precisa discutir caminhos concretos para crescer, gerar renda, atrair investimentos e criar oportunidades. E o turismo, sem dúvida, é um desses caminhos.
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Mais de 49 mil candidatos fazem provas do Concurso Unificado do RN neste domingo
29/05/2026

Provas do Concurso Público Unificado do RN serão aplicadas neste domingo em Natal, Mossoró e Caicó - Foto: José Aldenir/Agora RN
Certame oferece 175 vagas para Detran, Ipern e Ceasa e será realizado em Natal, Mossoró e Caicó
Mais de 49 mil candidatos participam neste domingo 31 das provas do Concurso Público Unificado do Governo do Rio Grande do Norte. Com 49.093 inscrições homologadas, o certame é o segundo maior já realizado pelo Estado em número de participantes, ficando atrás apenas do concurso da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), que contabilizou cerca de 55 mil inscritos.
Coordenado pela Secretaria de Estado da Administração (Sead), o concurso oferece 175 vagas para cargos de níveis médio e superior no Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran-RN), no Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Rio Grande do Norte (Ipern) e nas Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Norte (Ceasa-RN).
As provas serão aplicadas nas cidades de Natal, Mossoró e Caicó. Do total de inscritos, 38.044 concorrem pela ampla concorrência, 1.578 estão inscritos nas vagas destinadas a pessoas com deficiência (PCD), 9.455 participam pelas cotas para pessoas pretas ou pardas, seis candidatos concorrem nas vagas destinadas a indígenas e dez nas vagas reservadas para quilombolas.
As oportunidades abrangem áreas administrativas, técnicas e especializadas. O concurso terá validade de dois anos a partir da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado por igual período. As convocações serão realizadas conforme a necessidade da administração pública estadual durante o prazo de vigência do certame.
Horários das provas
Os candidatos devem ficar atentos aos horários de aplicação, que variam de acordo com o bloco de cargos escolhido.
Para os candidatos do Bloco 1, as provas serão realizadas pela manhã. Os portões serão abertos às 6h e fechados às 7h. Já os participantes dos Blocos 2 e 3 farão as provas no período da tarde, com abertura dos portões às 13h e fechamento às 14h.
Segundo o cronograma, as provas terão início 15 minutos após o fechamento dos portões. O tempo de duração será de cinco horas para os Blocos 1 e 3 e de seis horas para o Bloco 2, já incluído o período destinado ao preenchimento da folha de respostas.
Orientações aos candidatos
A organização recomenda que os candidatos cheguem aos locais de prova com pelo menos uma hora de antecedência. É obrigatório apresentar documento oficial original com foto, além de portar caneta esferográfica de tinta azul ou preta fabricada em material transparente.
Também é recomendável levar o cartão de informação do candidato, documento que contém dados como local de prova e orientações para participação no concurso.
Mais informações sobre o certame podem ser consultadas junto à banca organizadora por meio do portal oficial do concurso.
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