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Política

É amanhã! São João da Gente promete reunir cultura, música e tradição em Jardim de Angicos

17/06/2026


A expectativa está tomando conta de Jardim de Angicos. Acontece amanhã mais uma edição do São João da Gente, evento que promete reunir moradores e visitantes em uma grande celebração da cultura nordestina, marcada por muita música, dança, alegria e valorização das tradições juninas.

A divulgação oficial destaca o convite para que a população participe de um dia especial de confraternização, reforçando a importância do São João como uma das manifestações culturais mais fortes e representativas do Nordeste. Com decoração temática, clima festivo e atrações voltadas para toda a família, a cidade entra definitivamente no ritmo junino.

O evento também representa uma oportunidade para fortalecer a cultura local, movimentar a economia e proporcionar momentos de lazer para a população. Entre sanfonas, bandeirolas e o tradicional forró, a promessa é de uma festa que celebra as raízes e a identidade do povo nordestino.

Com tudo preparado para receber o público, a organização reforça o convite: é hora de vestir o traje junino, reunir os amigos e a família e aproveitar mais uma edição do São João da Gente, uma festa que busca manter viva a tradição e o espírito das festividades de junho.

 

Amanhã é dia de viver, cantar, dançar e celebrar o melhor do nosso São João.

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Flávio Sami apresenta requerimentos e beneficia moradores da Assunção, São Francisco e região do Açude Grande em João Câmara

17/06/2026


Preço do barril de petróleo caiu e bolsas estão em alta em todos os mercados - Foto: Reprodução

Reabertura do Estreito de Ormuz reduz temor de crise energética global, impulsiona bolsas internacionais e reforça incertezas sobre a trajetória da Selic

A suspensão temporária das hostilidades entre Estados Unidos e Irã provocou uma forte reprecificação dos mercados globais nesta segunda-feira 15, ao reduzir os temores de interrupção no fornecimento de petróleo e diminuir a percepção de risco geopolítico que vinha dominando os investidores desde o início do conflito no Oriente Médio.

A reação mais imediata ocorreu no mercado de energia. O barril do petróleo Brent, referência internacional, caiu 4,76%, encerrando o dia cotado a US$ 83,17, o menor nível desde os primeiros dias da guerra. O movimento ocorreu após o anúncio de um acordo que prevê uma trégua de 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa parcela significativa do petróleo comercializado globalmente.

A queda da commodity alimentou um ambiente de maior apetite por risco nos mercados internacionais. As bolsas da Ásia, Europa e Estados Unidos registraram ganhos expressivos, impulsionadas pela expectativa de menor pressão inflacionária e de um cenário econômico mais previsível.

Em Nova York, o índice Nasdaq avançou 3,07%, impulsionado principalmente pelas empresas de tecnologia. O S&P 500 subiu 1,65%, enquanto o Dow Jones ganhou 0,9% e renovou máxima histórica em pontos.

No Brasil, porém, o movimento positivo foi mais contido. O Ibovespa encerrou o pregão em queda de 0,42%, aos 170.415 pontos, pressionado sobretudo pelo desempenho das ações ligadas ao setor de petróleo. Os papéis preferenciais da Petrobras recuaram 5,15%, refletindo a perspectiva de menor receita com exportações da commodity.

A reação distinta dos ativos brasileiros evidencia uma característica recorrente da economia nacional. Embora a queda do petróleo reduza pressões inflacionárias e beneficie setores consumidores de energia, o País também é um importante exportador de petróleo bruto. Assim, preços mais baixos significam menor entrada de dólares na economia e redução das receitas do setor.

O câmbio refletiu esse equilíbrio delicado. O dólar perdeu força frente às principais moedas globais, mas avançou 0,06% perante o real, encerrando o dia cotado a R$ 5,06.

Para Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor do Banco Central e conselheiro da Jubarte Capital, o alívio externo foi parcialmente neutralizado por preocupações domésticas relacionadas à política fiscal.

Na avaliação do economista, o aumento recente dos gastos públicos reduz o espaço para cortes mais agressivos da taxa básica de juros, mesmo diante de um cenário internacional mais favorável.

O debate ganha relevância em uma semana decisiva para a política monetária. O Comitê de Política Monetária (Copom) anuncia sua decisão sobre a Selic na quarta-feira 17, em meio a sinais contraditórios da economia. Os dados mais recentes do Boletim Focus mostram deterioração das expectativas inflacionárias. A projeção para o IPCA de 2026 subiu de 5,11% para 5,30% em apenas uma semana, ampliando a distância em relação ao teto da meta de inflação. Para 2027, a expectativa passou de 4,03% para 4,10%.

As previsões para a Selic também foram revisadas. O mercado passou a projetar taxa de 13,75% no fim deste ano e de 12% ao final de 2027, indicando um ciclo de flexibilização monetária mais lento do que se imaginava há alguns meses.

Ainda assim, a trégua no Oriente Médio reabriu discussões sobre a possibilidade de cortes adicionais dos juros. Nos contratos futuros, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 caiu de 14,36% para 14,24%, refletindo a redução dos riscos associados à energia. Economistas, porém, recomendam cautela. Para Alberto Ramos, diretor de pesquisa econômica para a América Latina do Goldman Sachs, os efeitos da guerra sobre os preços ainda não desapareceram completamente.

Segundo ele, a normalização do fluxo de navios no Estreito de Ormuz deve ocorrer gradualmente, e os preços do petróleo dificilmente retornarão aos níveis observados antes do início do conflito.

Visão semelhante tem Tiago Berriel, estrategista-chefe da BTG Asset Management e ex-diretor do Banco Central. Para ele, o encerramento provisório das hostilidades não elimina as incertezas que cercam a economia global.

Além da questão geopolítica, permanecem no radar fatores como reorganização das cadeias produtivas, riscos climáticos, mudanças regulatórias e a situação fiscal brasileira. Nesse contexto, a recomendação predominante entre gestores é evitar conclusões precipitadas sobre a trajetória futura da inflação e dos juros.

 

Outro fator que ajuda a explicar a reação moderada dos ativos brasileiros é a mudança no fluxo global de capitais. O forte entusiasmo em torno da inteligência artificial e a retomada das ofertas públicas de ações nos Estados Unidos têm atraído recursos que anteriormente buscavam oportunidades em mercados emergentes. Desde meados de abril, investidores estrangeiros retiraram cerca de R$ 32 bilhões da Bolsa brasileira. Parte desse movimento está associada ao interesse renovado por empresas ligadas à tecnologia e inteligência artificial.

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Trégua entre EUA e Irã alivia mercados e derruba petróleo

17/06/2026


Preço do barril de petróleo caiu e bolsas estão em alta em todos os mercados - Foto: Reprodução

Reabertura do Estreito de Ormuz reduz temor de crise energética global, impulsiona bolsas internacionais e reforça incertezas sobre a trajetória da Selic

A suspensão temporária das hostilidades entre Estados Unidos e Irã provocou uma forte reprecificação dos mercados globais nesta segunda-feira 15, ao reduzir os temores de interrupção no fornecimento de petróleo e diminuir a percepção de risco geopolítico que vinha dominando os investidores desde o início do conflito no Oriente Médio.

A reação mais imediata ocorreu no mercado de energia. O barril do petróleo Brent, referência internacional, caiu 4,76%, encerrando o dia cotado a US$ 83,17, o menor nível desde os primeiros dias da guerra. O movimento ocorreu após o anúncio de um acordo que prevê uma trégua de 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa parcela significativa do petróleo comercializado globalmente.

A queda da commodity alimentou um ambiente de maior apetite por risco nos mercados internacionais. As bolsas da Ásia, Europa e Estados Unidos registraram ganhos expressivos, impulsionadas pela expectativa de menor pressão inflacionária e de um cenário econômico mais previsível.

Em Nova York, o índice Nasdaq avançou 3,07%, impulsionado principalmente pelas empresas de tecnologia. O S&P 500 subiu 1,65%, enquanto o Dow Jones ganhou 0,9% e renovou máxima histórica em pontos.

No Brasil, porém, o movimento positivo foi mais contido. O Ibovespa encerrou o pregão em queda de 0,42%, aos 170.415 pontos, pressionado sobretudo pelo desempenho das ações ligadas ao setor de petróleo. Os papéis preferenciais da Petrobras recuaram 5,15%, refletindo a perspectiva de menor receita com exportações da commodity.

A reação distinta dos ativos brasileiros evidencia uma característica recorrente da economia nacional. Embora a queda do petróleo reduza pressões inflacionárias e beneficie setores consumidores de energia, o País também é um importante exportador de petróleo bruto. Assim, preços mais baixos significam menor entrada de dólares na economia e redução das receitas do setor.

O câmbio refletiu esse equilíbrio delicado. O dólar perdeu força frente às principais moedas globais, mas avançou 0,06% perante o real, encerrando o dia cotado a R$ 5,06.

Para Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor do Banco Central e conselheiro da Jubarte Capital, o alívio externo foi parcialmente neutralizado por preocupações domésticas relacionadas à política fiscal.

Na avaliação do economista, o aumento recente dos gastos públicos reduz o espaço para cortes mais agressivos da taxa básica de juros, mesmo diante de um cenário internacional mais favorável.

O debate ganha relevância em uma semana decisiva para a política monetária. O Comitê de Política Monetária (Copom) anuncia sua decisão sobre a Selic na quarta-feira 17, em meio a sinais contraditórios da economia. Os dados mais recentes do Boletim Focus mostram deterioração das expectativas inflacionárias. A projeção para o IPCA de 2026 subiu de 5,11% para 5,30% em apenas uma semana, ampliando a distância em relação ao teto da meta de inflação. Para 2027, a expectativa passou de 4,03% para 4,10%.

As previsões para a Selic também foram revisadas. O mercado passou a projetar taxa de 13,75% no fim deste ano e de 12% ao final de 2027, indicando um ciclo de flexibilização monetária mais lento do que se imaginava há alguns meses.

Ainda assim, a trégua no Oriente Médio reabriu discussões sobre a possibilidade de cortes adicionais dos juros. Nos contratos futuros, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 caiu de 14,36% para 14,24%, refletindo a redução dos riscos associados à energia. Economistas, porém, recomendam cautela. Para Alberto Ramos, diretor de pesquisa econômica para a América Latina do Goldman Sachs, os efeitos da guerra sobre os preços ainda não desapareceram completamente.

Segundo ele, a normalização do fluxo de navios no Estreito de Ormuz deve ocorrer gradualmente, e os preços do petróleo dificilmente retornarão aos níveis observados antes do início do conflito.

Visão semelhante tem Tiago Berriel, estrategista-chefe da BTG Asset Management e ex-diretor do Banco Central. Para ele, o encerramento provisório das hostilidades não elimina as incertezas que cercam a economia global.

Além da questão geopolítica, permanecem no radar fatores como reorganização das cadeias produtivas, riscos climáticos, mudanças regulatórias e a situação fiscal brasileira. Nesse contexto, a recomendação predominante entre gestores é evitar conclusões precipitadas sobre a trajetória futura da inflação e dos juros.

 

Outro fator que ajuda a explicar a reação moderada dos ativos brasileiros é a mudança no fluxo global de capitais. O forte entusiasmo em torno da inteligência artificial e a retomada das ofertas públicas de ações nos Estados Unidos têm atraído recursos que anteriormente buscavam oportunidades em mercados emergentes. Desde meados de abril, investidores estrangeiros retiraram cerca de R$ 32 bilhões da Bolsa brasileira. Parte desse movimento está associada ao interesse renovado por empresas ligadas à tecnologia e inteligência artificial.

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Primeira caneta emagrecedora produzida no Brasil chega às farmácias

17/06/2026


Produção do Ozivy ocorre na unidade da EMS em Hortolândia, no interior de São Paulo - Foto: Divulgação

Medicamento aprovado pela Anvisa chega ao mercado após o fim da patente da substância e amplia a concorrência em um dos segmentos mais promissores da indústria farmacêutica

A farmacêutica EMS iniciou nesta semana a comercialização do Ozivy, primeiro medicamento produzido no Brasil com semaglutida sintética aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento do diabetes tipo 2. O lançamento ocorre poucos meses após o vencimento da patente da substância no país, encerrada em março deste ano, abrindo espaço para que empresas nacionais passassem a desenvolver e fabricar versões próprias do princípio ativo

A chegada do novo medicamento representa um marco para a indústria farmacêutica brasileira, que passa a disputar um mercado impulsionado pela crescente procura por tratamentos voltados ao controle glicêmico e à perda de peso. A semaglutida ganhou notoriedade nos últimos anos por integrar a fórmula de medicamentos como Ozempic e Wegovy, utilizados no tratamento do diabetes e da obesidade.

Segundo a EMS, o Ozivy começou a ser distribuído às farmácias de todo o país nesta segunda-feira. O medicamento será oferecido inicialmente por meio do programa Vida + Leve, criado pela fabricante para facilitar o acesso ao tratamento. Nesse formato, um kit com duas canetas multidose de 1 mg, suficiente para os três primeiros meses de uso, será comercializado por R$ 863,23, o equivalente a aproximadamente R$ 287 por mês.

Nas farmácias, os valores variam conforme a dosagem prescrita. As apresentações iniciais de 0,25 mg e 0,5 mg terão preço unitário de R$ 452 por mês, enquanto a versão de 1 mg custará R$ 497. A empresa informou ainda que, a partir de julho, disponibilizará uma embalagem com duas canetas voltadas à fase de manutenção do tratamento na dose de 1 mg.

Para atender à demanda esperada, a EMS colocou no mercado um lote inicial de 500 mil canetas. A projeção da companhia é alcançar uma capacidade anual de produção de 40 milhões de unidades, resultado de investimentos superiores a R$ 1,2 bilhão em infraestrutura, tecnologia e ampliação da capacidade industrial.

A semaglutida integra a classe dos medicamentos conhecidos como agonistas do receptor GLP-1. Essas substâncias atuam reproduzindo os efeitos do hormônio GLP-1, produzido naturalmente pelo organismo após as refeições. O mecanismo de ação contribui para aumentar a liberação de insulina pelo pâncreas, retardar o esvaziamento gástrico e promover sensação prolongada de saciedade.

Na prática, a ação simultânea nesses três sistemas auxilia tanto no controle da glicemia quanto na redução do apetite e da ingestão alimentar. Por essa razão, os medicamentos à base de semaglutida passaram a ser amplamente utilizados também em estratégias de tratamento da obesidade.

Estudos clínicos apontam resultados expressivos na redução de peso corporal. No estudo STEP-4, por exemplo, pacientes que utilizaram semaglutida na dose de 2,4 mg registraram perda média de aproximadamente 17,4% do peso corporal após 68 semanas de tratamento, período equivalente a cerca de um ano e quatro meses.

O Ozivy deve ser administrado por meio de aplicação subcutânea uma vez por semana, preferencialmente sempre no mesmo dia. As regiões indicadas para aplicação incluem abdômen, coxa ou braço, sem restrições específicas de horário.

Uma das diferenças em relação ao Ozempic está nas condições de armazenamento. De acordo com a fabricante, o Ozivy precisa permanecer refrigerado entre 2°C e 8°C antes e após o início da utilização. Já o medicamento de referência pode permanecer fora da geladeira por até seis semanas, desde que mantido em temperatura inferior a 30°C após o primeiro uso.

Entre os efeitos adversos mais frequentemente observados estão náusea, diarreia, vômitos, dores abdominais, azia, refluxo, prisão de ventre, gases, perda de apetite, tontura, fadiga, dor de cabeça e redução de peso. Também podem ocorrer reações no local da aplicação, alteração do paladar e episódios de hipoglicemia, especialmente quando utilizado em conjunto com insulina ou medicamentos da classe das sulfonilureias.

A entrada do Ozivy no mercado brasileiro tornou-se possível após o encerramento da proteção patentária da semaglutida. As patentes garantem exclusividade temporária para exploração comercial de uma invenção e, quando expiram, permitem que outras empresas desenvolvam produtos com o mesmo princípio ativo.

Foi justamente o que ocorreu em março deste ano, quando terminou a exclusividade relacionada à molécula que tornou o Ozempic um dos medicamentos mais procurados do país. Com isso, laboratórios nacionais passaram a investir em versões produzidas a partir de síntese química, utilizando matéria-prima sintética para reproduzir a molécula original.

A autorização da Anvisa para comercialização do Ozivy foi concedida em maio. A fabricação ocorre na unidade da EMS em Hortolândia, no interior de São Paulo, onde a empresa implantou uma plataforma dedicada à produção de peptídeos sintéticos.

Segundo a farmacêutica, a mesma estrutura também é utilizada para a fabricação das canetas Olire e Lirux, medicamentos à base de liraglutida, outro princípio ativo pertencente à classe dos agonistas do GLP-1 e que antecedeu a popularização da semaglutida.

Atualmente, o Ozivy é a primeira caneta de semaglutida sintética autorizada para venda no mercado brasileiro. Já os medicamentos Ozempic e Wegovy utilizam semaglutida de origem biológica. O mesmo ocorre com os produtos Extensior e Poviztra, fabricados pela Eurofarma por meio de acordo com o laboratório dinamarquês responsável pelo desenvolvimento original da molécula.

A expectativa do setor é que o aumento da concorrência contribua para ampliar a oferta e facilitar o acesso aos tratamentos à base de semaglutida nos próximos anos.

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Volkswagen prepara lançamento do ID.Cross para ampliar ofensiva no mercado de SUVs elétricos

17/06/2026


Volkswagen prepara lançamento do ID.Cross para ampliar ofensiva no mercado de SUVs elétricos

O vazamento repete um fenômeno recente enfrentado pela fabricante. O próprio ID.Polo teve imagens divulgadas nas redes sociais antes da apresentação oficial, evidenciando a dificuldade das montadoras em manter sigilo sobre novos produtos em uma indústria cada vez mais conectada.

O ID.Cross representa uma mudança importante no posicionamento da Volkswagen. Nesse contexto, o T-Cross permanecerá em produção na Europa como opção entre os utilitários esportivos compactos convencionais, competindo com modelos como Peugeot 2008, Toyota Yaris Cross e Ford Puma. O ID.Cross, por sua vez, ocupará uma faixa superior dentro da gama elétrica da marca.

Visualmente, o novo SUV segue a linguagem de design que a Volkswagen denomina “Pure Positive”. A dianteira traz faróis estreitos integrados a uma barra horizontal de LED que percorre toda a largura do veículo, característica presente nos lançamentos mais recentes da fabricante.

O para-choque apresenta linhas robustas, com elementos verticais de iluminação nas extremidades e acabamento que reforça a proposta aventureira do modelo. Nas laterais, destacam-se os para-lamas pronunciados e detalhes em preto brilhante nas colunas, enquanto a traseira incorpora lanternas horizontais interligadas e o logotipo iluminado da Volkswagen.

O ID.Cross será um dos primeiros veículos da marca construídos sobre a plataforma MEB+, evolução da base utilizada nos atuais modelos elétricos do grupo. A principal novidade está na adoção de tração dianteira, substituindo a configuração tradicional da plataforma MEB original. A mudança permitiu reposicionar componentes do conjunto elétrico e ampliar o aproveitamento interno da cabine.

Os ganhos aparecem especialmente na capacidade de carga. O porta-malas acomoda 450 litros, volume superior aos 373 litros oferecidos pelo T-Cross europeu. O modelo também conta com compartimentos adicionais sob o banco traseiro e um pequeno porta-objetos dianteiro, conhecido como frunk, solução cada vez mais comum entre veículos elétricos.

Embora a Volkswagen ainda não tenha divulgado as dimensões definitivas da versão de produção, o conceito apresentado anteriormente media 4,16 metros de comprimento e possuía entre-eixos de 2,60 metros, dimensões ligeiramente superiores às do T-Cross europeu.

No interior, a fabricante busca elevar a percepção de qualidade para competir em um segmento onde os consumidores têm valorizado acabamento e tecnologia tanto quanto desempenho. O ambiente incorpora materiais revestidos em tecido, iluminação ambiente configurável, bancos com múltiplas possibilidades de rebatimento e um novo console central suspenso. O painel combina soluções digitais modernas com referências visuais ao passado da marca.

O quadro de instrumentos de 11 polegadas adota elementos inspirados no Golf GTI original da década de 1970, enquanto a central multimídia de 13 polegadas concentra a maior parte dos comandos do veículo. A Volkswagen afirma que a interface foi desenvolvida para oferecer menus mais intuitivos e reduzir a complexidade de operação observada em gerações anteriores de seus sistemas.

Na parte mecânica, o ID.Cross utiliza um conjunto elétrico inteiramente novo. O motor instalado no eixo dianteiro entrega 211 cavalos de potência, alimentado por uma bateria posicionada sob o assoalho.

Segundo dados preliminares da fabricante, a autonomia pode alcançar até 420 quilômetros no ciclo WLTP, padrão utilizado na Europa. O modelo também oferece velocidade máxima de 175 km/h, capacidade de reboque de até 1.200 quilos e suporte para o transporte de bicicletas elétricas.

 

A chegada do ID.Cross ocorre em um momento decisivo para a Volkswagen.

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Brasil busca respostas após estreia

17/06/2026


Pela primeira vez na história, nenhum jogador da seleção brasileira foi destaque em nenhum quesito da Fifa - Foto: rafael ribeiro / cbf

Rankings da Fifa expõem dificuldades criativas da Seleção no empate com Marrocos e reforçam pressão sobre Carlo Ancelotti por mudanças para enfrentar o Haiti

O empate por 1 a 1 com o Marrocos, na estreia da Copa do Mundo de 2026, deixou o Brasil em situação administrável no Grupo C, mas os números divulgados pela Fifa após os primeiros dias do torneio reforçam uma avaliação que já havia surgido dentro e fora da comissão técnica: a Seleção teve dificuldades para transformar posse de bola em produção ofensiva efetiva. Nos chamados “Power Rankings”, sistema de avaliação individual da entidade baseado nos quesitos ataque, criatividade e defesa, nenhum jogador brasileiro apareceu na liderança das estatísticas.

O melhor desempenho brasileiro foi registrado por Vinícius Júnior no critério ofensivo. Autor do gol que evitou a derrota diante dos marroquinos, o atacante recebeu nota 8,88, a quarta maior entre todos os jogadores avaliados até o dia 15 de junho. Além do gol, o camisa 7 finalizou apenas uma vez, criou duas oportunidades para companheiros e apresentou índice de acerto de passes de 84%. Ainda assim, ficou atrás do equatoriano Quinónez, que alcançou nota 9,16 após marcar um dos gols da vitória dos anfitriões sobre a África do Sul.

Os dados mais preocupantes para o Brasil aparecem no quesito criatividade. Apesar de ter controlado a posse de bola durante boa parte do confronto em Nova Jersey, a equipe produziu apenas uma chance clara de gol ao longo da partida. O brasileiro mais bem colocado foi Luiz Henrique, com nota 7,02, suficiente apenas para a 49ª posição geral no ranking da Fifa. Acionado no segundo tempo por Carlo Ancelotti, o atacante do Zenit contribuiu com um passe decisivo em 28 minutos em campo. A liderança da categoria ficou com o iraniano Ramin Razaeian, protagonista do empate do Irã com a Nova Zelândia ao participar diretamente dos dois gols de sua equipe.

Na defesa, Marquinhos foi o brasileiro mais bem avaliado, com nota 6,96. O zagueiro acumulou cinco ações defensivas e três recuperações de bola, mas apareceu apenas na 37ª colocação entre todos os participantes do Mundial. O líder da estatística foi o sul-coreano Kim Min-jae, que recebeu nota 8,34 após atuação destacada na vitória da Coreia do Sul sobre a Tchéquia. Embora o sistema defensivo brasileiro não tenha sido amplamente dominado, os números mostram vulnerabilidades relevantes: o Marrocos finalizou 14 vezes e criou situações de perigo principalmente nos momentos em que encontrou espaço entre as linhas de marcação.

Os rankings ajudam a explicar a percepção deixada pela estreia. O Brasil teve mais posse, trocou mais passes e permaneceu mais tempo no campo adversário, mas encontrou dificuldades para romper a organização marroquina. Em diversos momentos, a equipe circulou a bola sem conseguir acelerar o jogo ou encontrar jogadores entre as linhas. A dependência das ações individuais de Vinícius Júnior tornou-se evidente, especialmente durante um primeiro tempo em que a equipe produziu pouco ofensivamente.

O cenário aumenta a expectativa em torno das decisões de Carlo Ancelotti para a segunda rodada. Desde que assumiu a Seleção, o treinador italiano construiu a reputação de adaptar a equipe às circunstâncias de cada partida. Em aproximadamente um ano de trabalho, utilizou 13 escalações diferentes em 13 jogos, sem repetir uma formação inicial. A estratégia reflete sua convicção de que o desempenho coletivo e as características dos adversários devem orientar as escolhas.

Diante do Haiti, na sexta-feira 19, na Filadélfia, a tendência é que novas alterações sejam consideradas. O empate contra o Marrocos não comprometeu a classificação brasileira, mas reduziu a margem para experimentações. Mais do que buscar uma vitória, Ancelotti precisará encontrar mecanismos para aumentar a capacidade criativa da equipe e dar maior fluidez ao meio-campo, setor que teve dificuldades para conectar a posse de bola à criação de oportunidades.

 

Os rankings divulgados pela Fifa não determinam resultados nem resumem integralmente o desempenho coletivo, mas oferecem um retrato complementar do que ocorreu em campo. E, nesse retrato, a Seleção aparece distante dos protagonistas do torneio nos principais indicadores individuais. Para um time que chegou ao Mundial cercado por expectativas, o desafio imediato é transformar domínio territorial em produção ofensiva consistente e evitar que a estreia seja o prenúncio de problemas mais profundos ao longo da competição.

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Peptídeos viram tendência, mas acendem novo alerta

17/06/2026


Substâncias divulgadas para longevidade, estética e performance física ganham espaço nas redes sociais, mas Anvisa alerta para riscos e falta de comprovação científica

A popularização dos peptídeos nas redes sociais, em clínicas de estética e em grupos voltados à longevidade, performance física e emagrecimento tem despertado preocupação entre especialistas e autoridades sanitárias. Apresentados frequentemente como soluções capazes de retardar o envelhecimento, acelerar a recuperação muscular, melhorar a qualidade da pele e promover mudanças na composição corporal, muitos desses produtos vêm sendo comercializados sem aprovação regulatória e sem evidências científicas robustas que comprovem sua eficácia e segurança. As informações constam em reportagem da Folha de S.Paulo.

O tema ganhou ainda mais visibilidade após a divulgação de um vídeo da criadora de conteúdo e divulgadora científica Mari Krüger. Na publicação, que ultrapassou 5,6 milhões de visualizações, a influenciadora utiliza humor para abordar a crescente oferta de peptídeos voltados para fins estéticos e de performance. Segundo ela, o objetivo foi chamar atenção para os riscos envolvidos no uso indiscriminado dessas substâncias.

“Eu fiz o vídeo em um formato que já é conhecido no meu perfil que é o dos Anjos e Deus, em que eu mostro em tom de humor como as notícias, os absurdos da Terra chegam ao céu. A repercussão desse vídeo foi completamente inesperada. Não é uma bobagem, é um assunto muito sério. A gente trouxe o humor sem tirar a seriedade do assunto para conseguir explicar isso melhor para as pessoas. Esse perigo [do uso indiscriminado] e o quão urgente é falar sobre isso”, diz Mari.

Os peptídeos são moléculas formadas por pequenas cadeias de aminoácidos, os mesmos elementos que constituem as proteínas. A diferença está na complexidade e no tamanho dessas estruturas. Produzidos naturalmente pelo organismo, desempenham funções fundamentais na comunicação celular, na regulação hormonal, na cicatrização, no metabolismo, no crescimento e na resposta imunológica.

“Esses peptídeos, resumindo, funcionam como mensageiros biológicos e enviam uma mensagem para a célula realizar determinada função”, explica Elisa Minami, cirurgiã plástica e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Nas últimas décadas, pesquisadores passaram a desenvolver versões sintéticas dessas moléculas para reproduzir ou potencializar funções naturais do organismo. Alguns desses compostos deram origem a medicamentos amplamente utilizados e aprovados por órgãos reguladores em todo o mundo. Entre os exemplos mais conhecidos está a insulina, considerada o primeiro peptídeo descoberto e utilizada no tratamento do diabetes. Outro grupo que ganhou notoriedade nos últimos anos é o dos agonistas do receptor GLP-1, como semaglutida e tirzepatida, substâncias presentes em medicamentos indicados para diabetes e obesidade. Esses fármacos passaram por extensos testes clínicos antes de receberem autorização para comercialização.

No Brasil, a Anvisa autoriza o uso de medicamentos peptídicos como insulina, semaglutida, liraglutida e tirzepatida, além de cosméticos tópicos que utilizam peptídeos em suas formulações. No entanto, a agência alerta que existe um mercado paralelo composto por substâncias injetáveis e produtos vendidos como suplementos que não possuem aprovação regulatória nem comprovação científica suficiente.

Entre os peptídeos mais difundidos nesse mercado estão GHK-Cu, BPC-157 e TB-500. Essas moléculas são frequentemente anunciadas como capazes de estimular a produção de colágeno, acelerar a cicatrização de tecidos, reduzir inflamações, combater rugas e até reverter sinais do envelhecimento. Contudo, especialistas destacam que a maior parte das alegações está baseada em pesquisas preliminares realizadas em laboratório ou em modelos animais.

Em nota, a Anvisa afirma que esses produtos não possuem regularização para nenhuma finalidade em saúde.

“Estes produtos não estão regularizados na Anvisa em nenhuma categoria, sendo ilegais para qualquer uso em saúde, inclusive estético. Produtos como estes não têm qualquer garantia de segurança, origem e composição”, informou a agência.

O GHK-Cu, conhecido como peptídeo de cobre, ilustra bem essa distinção. Embora possa ser utilizado em cremes e séruns para a pele, seu uso injetável não é autorizado devido à falta de estudos que garantam segurança e eficácia. O mesmo ocorre com BPC-157 e TB-500, cujos resultados positivos observados em animais ainda não foram confirmados por pesquisas robustas em seres humanos.

“Embora existam estudos laboratoriais e em animais mostrando resultados interessantes, as evidências clínicas em seres humanos ainda são limitadas. Isso significa que precisamos seguir estudando e informar a nossos pacientes sobre este tipo de medicina sempre com segurança”, diz Patricia Erazo, Coordenadora Científica Cosmiatria da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e membro da Federação Ibero Latinoamericana de Cirurgia Plástica (FILACP).

A própria Anvisa reforça que não localizou registros de medicamentos contendo esses princípios ativos.

“Os produtos que se apresentam como ‘peptídeos’ denominados ‘GHK-CU, BPC-157, TB500’, que prometem melhoras estéticas, não se encontram registrados perante a Anvisa. Da mesma forma não foram localizados registros de medicamentos contendo estes princípios ativos. Portanto, não há informações sobre a segurança de uso desses supostos produtos”, afirmou o órgão.

A agência também esclarece que produtos aplicados por injeção não podem ser classificados como cosméticos.

“Apesar de suposta finalidade estética, esses produtos também não são cosméticos. Produtos cosméticos são unicamente para uso externo. Não existem cosméticos injetáveis e se o produto for oferecido desta forma, trata-se, com certeza, de produto irregular”, acrescentou a Anvisa.

Os especialistas alertam que a ausência de regulamentação representa mais do que uma questão burocrática. Ela indica que os benefícios alegados ainda não superaram, cientificamente, os riscos potenciais envolvidos.

“Os riscos dos injetados são muito sérios. Pode haver contaminação, reação inflamatória ou infecção. A pessoa não sabe usar a dose certa, então usa a dose errada e também há ausência de estudos robustos e segurança. Por isso são ilegais”.

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Força Integrada cumpre 35 mandados contra organização criminosa no RN

17/06/2026


Uma operação integrada de combate ao crime organizado mobilizou cerca de 200 agentes de segurança nesta quarta-feira, 17/06/2026, e cumpriu 35 mandados judiciais em municípios do Rio Grande do Norte, Ceará e Santa Catarina. A ação, denominada Operação Recovery, foi deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio Grande do Norte (FICCO/RN), por meio da unidade de Mossoró, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa atuante na região Oeste potiguar.

Foram expedidos pela Justiça do Rio Grande do Norte 28 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão preventiva contra investigados por suposta participação em atividades criminosas. A decisão judicial visa aprofundar as apurações sobre o alcance e a estrutura do grupo.

As medidas judiciais foram executadas nos municípios de Mossoró, Natal, Baraúna, Areia Branca, Assú, Caicó, São Gonçalo do Amarante e Macaíba, no Rio Grande do Norte; Fortaleza, Eusébio e Icapuí, no Ceará; e Itajaí, em Santa Catarina. A ampla atuação geográfica demonstra a complexidade da investigação.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais efetuaram uma prisão em flagrante. Foram apreendidos uma arma de fogo, munições, peças de armamentos e dinheiro em espécie. Materiais considerados relevantes para o avanço das investigações também foram recolhidos, fortalecendo as provas contra os suspeitos.

 

Segundo a FICCO/RN, as apurações buscam identificar e responsabilizar os envolvidos em crimes relacionados ao tráfico de drogas, organização criminosa e outros delitos que surgiram durante o processo investigativo. A responsabilização criminal visa garantir a segurança e a ordem pública.

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Processo de desertificação atinge 62 municípios e 5 novas áreas no RN, aponta estudo

17/06/2026


Um estudo inédito de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da Universidade Federal do Ceará (UFC) identificou cinco novas Áreas em Processos de Desertificação (APD) no Rio Grande do Norte, o que faz o fenômeno atingir pelo menos 62 municípios do estado. Segundo o levantamento, isso representa cerca de 15% do território potiguar – 8.359 km².

Historicamente, o Rio Grande do Norte sempre considerou a existência de apenas uma área em processo de desertificação: o chamado Núcleo do Seridó – ou Seridó Oriental – com seis municípios. Essa APD tem território de 696 km² .

Nesta quarta-feira (17) é celebrado o Dia Mundial do Combate à Seca e à Desertificação.

Os dados se referem a territórios delimitados pelo estudo: as bacias hidrográficas do Apodi-Mossoró e Piranhas-Açú, as duas maiores áreas hidrográficas do estado.

Segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), a desertificação é definida como um processo de degradação ambiental causado pelo manejo inadequado dos recursos naturais nos espaços áridos, semiáridos e subúmidos secos, que compromete os sistemas produtivos das áreas.

As cinco novas áreas apontadas na pesquisa são:

APD Pau dos Ferros: 1.061 km²;

APD Rodolfo Fernandes: 680 km²;

APD Caraúbas: 1.500 km²;

APD Sertão Central: 2.580 km²;

APD Seridó Ocidental: 1.842 km²;

 

Os dados são resultado de uma pesquisa e monitoramento de quase 10 anos dos geógrafos Anny Catarina Nobre de Souza e Sérgio Domiciano Gomes de Souza. No estudo, eles investigam a ocorrência e a distribuição espacial da desertificação no RN.

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FELIPE CEL - CELULARES E ACESSÓRIOS

Política

STF tranca inquérito contra Abraão Lincoln aberto após depoimento à CPMI do INSS

17/06/2026


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, concedeu habeas corpus para trancar o Inquérito Policial nº 018/2025, instaurado contra Abraão Lincoln Ferreira da Cruz após depoimento prestado à CPMI do INSS. A decisão foi proferida em 17 de junho de 2026.

O inquérito havia sido aberto a partir de prisão em flagrante determinada pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, que apura fraudes relacionadas a descontos indevidos em benefícios previdenciários. Abraão Lincoln havia comparecido à CPMI na condição formal de testemunha, mas, segundo a defesa, já era alvo de medidas investigativas, como quebras de sigilo e requisições de dados, o que indicaria sua condição material de investigado.

A defesa, patrocinada pelos advogados Erick Wilson Pereira e Marília Castellano Pereira de Souza, sustentou que não havia justa causa para a investigação criminal, pois o auto de prisão teria utilizado como fundamento situações protegidas pelo direito ao silêncio, respostas imprecisas posteriormente esclarecidas e episódios de ausência de recordação ou certeza.

Ao analisar o caso, Alexandre de Moraes destacou que o próprio Supremo já havia assegurado ao paciente, em habeas corpus preventivo anterior, o direito ao silêncio e a garantia de não autoincriminação durante sua oitiva na CPMI.

Para o advogado Erick Wilson Pereira, “a proteção constitucional contra a autoincriminação não pode ficar sujeita a uma avaliação posterior sobre o acerto ou desacerto do uso do silêncio.”

Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes concordou com os argumentos da defesa e afirmou que o auto de prisão em flagrante levou em consideração, em diversas passagens, o exercício do direito ao silêncio por Abraão Lincoln, qualificando-o como alguém que teria “calado a verdade”. Para o relator, essa interpretação esvaziaria o conteúdo prático da garantia constitucional.

Segundo o ministro, não é juridicamente admissível que comportamentos abrangidos pelo direito fundamental ao silêncio sejam posteriormente utilizados como fundamento para prisão em flagrante ou instauração de persecução penal. A decisão ressalta que o exercício de uma prerrogativa constitucional previamente assegurada pelo STF não pode gerar consequências jurídicas desfavoráveis ao depoente.

Com esse fundamento, o Supremo reconheceu a ausência de justa causa para a continuidade da investigação e determinou o trancamento do inquérito policial que tramitava perante a 15ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal.

Além do arquivamento do inquérito, Alexandre de Moraes determinou a revogação das medidas cautelares impostas a Abraão Lincoln e a exclusão de qualquer referência ao procedimento em sua folha de antecedentes.

 

“A decisão reforça o entendimento de que comissões parlamentares de inquérito possuem poderes investigatórios relevantes, mas devem exercê-los com respeito às garantias fundamentais, especialmente o direito ao silêncio, a ampla defesa e a vedação à autoincriminação”, defendeu o advogado Erick Wilson Pereira.

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SAMIR BARBER - CABELO E BARBA

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Cinthia é a mulher mais citada em nova pesquisa para Deputada Estadual do RN

17/06/2026


Pesquisa Metadata/Grupo Dial: na estimulada para governo, Allyson tem 34,8%, Álvaro 22,8% e Cadu 8,7%A pré-candidatura de Cinthia Pinheiro à Deputada Estadual tem crescido por todo Rio Grande do Norte e o nome da pedagoga, esposa de Allyson Bezerra, aparece novamente entre os mais lembrados pelos eleitores potiguares na mais recente pesquisa Metadata/98 FM. Os números mostram que Cinthia é a mulher mais citada entre os dez primeiros nomes. O resultado confirma o crescimento no cenário eleitoral de 2026 e reforça sua competitividade na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa.

“Recebo esse resultado com muita gratidão e responsabilidade. É um reconhecimento que me motiva a continuar caminhando, ouvindo as pessoas e conhecendo de perto as realidades e os desafios de cada região do nosso estado. Tenho um propósito muito claro de defender causas que fazem parte da minha trajetória, como a inclusão, a valorização das mulheres e a ampliação de oportunidades para os jovens. Seguiremos com o pé no chão, olho no olho, dialogando com a população e aprendendo a cada passo dessa caminhada”, declarou Cinthia.

 

A pesquisa Metadata/Grupo Dial divulgada pela Rádio 98 FM de Natal está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números RN-04028/2026 e BR-01576/2026. Foram 1550 entrevistados, em 62 municípios das 4 mesorregiões e nas 19 microrregiões entre os dias 12 e 14 de junho de 2026. O nível de confiança é de 95% com margem de erro de 2,5%.

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Pesquisa Metadata/Grupo Dial: na estimulada para governo, Allyson tem 34,8%, Álvaro 22,8% e Cadu 8,7%

17/06/2026


O terceiro levantamento feito pela Metadata/Grupo Dial mostrou eque divulgada nesta terça-feira (16) que o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), lidera a pesquisa estimulada com 34.8%.

Em segundo lugar está o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL), com 22.8%. Ex-secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT) tem 8,7% das intenções de voto ocupando o terceiro lugar.

Em seguida aparecem Dário Barbosa (0.9%), Robério Paulino (0.9%) e Karlo Rodrigo Lúcio Vieira (0.6%).

Os eleitores que afirmaram votar em branco/nulo/nenhum candidato representam 12.8% do total entrevistado. Outros 18.5% disseram não sabe/não respondeu.

Metodologia

 

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números RN-04028/2026 e BR-01576/2026. Foram 1550 entrevistados, em 62 municípios das 4 mesorregiões e nas 19 microrregiões entre os dias 12 de 14 de junho de 2026. O nível de confiança é de 95% com uma margem de erro 2,5%.

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PERFECTTY - DR. ERLON FRANCO

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Turismo e aviação temem aumento de impostos após reforma tributária

17/06/2026


Alta no preço da aviação afetará toda cadeia produtiva do turismo no País - Foto: José Aldenir

Avaliação da CNC é que o encarecimento das operações aéreas tende a elevar o preço das passagens

O aumento da carga tributária sobre o transporte aéreo previsto no contexto da regulamentação da reforma tributária tem gerado preocupação entre representantes do turismo, do comércio e dos serviços. Em audiência pública realizada na Câmara dos Deputados, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) defendeu ajustes nas regras para evitar impactos econômicos que, segundo a entidade, podem se estender muito além do setor de aviação.

A avaliação da CNC é que o encarecimento das operações aéreas tende a elevar o preço das passagens, afetando diretamente a competitividade do turismo brasileiro, a mobilidade entre regiões e a dinâmica econômica de diversos segmentos que dependem da conectividade aérea.

O tema foi debatido na Comissão de Turismo da Câmara, que discutiu os efeitos da reforma tributária sobre o transporte aéreo internacional. Representando a entidade, o consultor tributário Gilberto Alvarenga argumentou que os reflexos do aumento de custos no setor possuem caráter transversal e atingem atividades estratégicas para a economia nacional.

Segundo ele, o turismo aparece entre os setores mais sensíveis às mudanças. “O custo do deslocamento é determinante na escolha do destino. O aumento das passagens aéreas tende a reduzir a atratividade do Brasil e, consequentemente, o fluxo de turistas”, afirmou.

A preocupação ocorre em um momento em que o País tenta ampliar sua participação no mercado global de turismo. Embora o Brasil tenha registrado crescimento na entrada de visitantes estrangeiros nos últimos anos, o fluxo continua fortemente concentrado em países da América do Sul, o que evidencia desafios para atrair turistas de mercados mais distantes.

Na avaliação da CNC, qualquer aumento relevante no custo das viagens pode reduzir a competitividade do País diante de destinos concorrentes na América Latina, Caribe, Europa e América do Norte. O impacto, porém, não se restringe ao turismo internacional.

Em um País com dimensões continentais, o transporte aéreo desempenha papel importante na integração econômica e social entre regiões. Para muitas cidades, especialmente em áreas mais afastadas dos grandes centros, a aviação representa o principal meio de conexão rápida para atividades empresariais, prestação de serviços, circulação de profissionais e acesso a mercados.

“O encarecimento do transporte aéreo afeta diretamente o funcionamento do comércio e dos serviços, principalmente em regiões que dependem da aviação para conexões mais ágeis. Isso tem reflexos no desenvolvimento regional e na dinâmica econômica local”, destacou Alvarenga.

A entidade aponta que os efeitos podem ser mais intensos em regiões como Norte e Nordeste, onde a oferta de voos é mais limitada e a malha aérea possui menor densidade em comparação com o Sudeste e o Sul do País.

Nessas localidades, políticas de estímulo à conectividade são frequentemente apontadas como instrumentos de desenvolvimento regional. Um aumento de custos decorrente da tributação, segundo representantes do setor, pode dificultar a expansão das rotas e reduzir a atratividade econômica de determinados mercados.

 

A discussão ocorre em meio à implementação da reforma tributária aprovada pelo Congresso Nacional, que substituirá tributos federais, estaduais e municipais por um novo modelo baseado no Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e na Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).

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KAIO CLIMATIZAÇÃO

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Messi vira maior artilheiro das copas e lidera Argentina em estreia

17/06/2026


Com três do craque, hermanos fazem 3 a 0 na Argélia em Kansas City

Os atuais campeões iniciaram a busca pelo tetra da Copa do Mundo em noite histórica para Lionel Messi. Com três gols do craque, o chamado hat-trick, a Argentina venceu a Argélia por 3 a 0 nessa terça-feira (16), em Kansas City, pela abertura do Grupo J, que ainda tem Áustria e Jordânia.Messi vira maior artilheiro das copas e lidera Argentina em estreia - Agora RNMessi vira maior artilheiro das copas e lidera Argentina em estreia - Agora RN

Convocado para a sexta Copa da carreira, assim como o goleiro mexicano Guillermo Ochoa e o o atacante português Cristiano Ronaldo, Messi foi o primeiro a ir a campo. Atleta com mais jogos em mundiais, agora com 27 presenças, o camisa 10 chegou a 16 gols no torneio e se igualou ao ex-centroavante alemão Miroslav Klose como maior artilheiro da história do evento entre os homens.

Em sua sexta copa, Messi chegou a 16 gols no torneio e se igualou ao ex-centroavante alemão Miroslav Klose - Foto: Reprodução/ Redes Sociais

O triunfo ainda deu fim a um jejum incômodo para os argentinos. Nas duas ocasiões anteriores em que estrearam em uma Copa como detentores do título, os sul-americanos tinham sido derrotados. Em 1982, quatro anos depois da primeira conquista, os hermanos perderam da Bélgica na primeira rodada. Em 1990, o tropeço da seleção campeã em 1986 foi para Camarões. Agora, foi bem diferente.

Os argentinos, com três pontos, seguem nos Estados Unidos para a segunda rodada do Grupo J. Na próxima segunda-feira (22), às 14h (horário de Brasília), eles enfrentam a Áustria. Os argelinos, zerados, vão para o Canadá. Na terça-feira (23), a partir de meia-noite, eles encaram a Jordânia em Santa Clara, buscando a reabilitação.

Noite de craque

Antes de o cronômetro marcar nove minutos, a rede já tinha balançado duas vezes em Kansas City, mas nenhuma valeu. Primeiro com Messi, aos cinco. Depois com o volante Fares Chaibi, aos sete. Os gols foram anulados por impedimentos milimétricos.

Aos 16, não teve detalhe ou marcador que parasse Messi. O camisa 10 foi lançado pelo volante Rodrigo de Paul pelo meio, carregou a bola até a meia-lua e chutou no ângulo esquerdo da meta defendida por Luca Zidane. O arqueiro, que é filho do ex-meia Zinedine Zidane, francês de ascendência argelina, encostou na bola, mas não conseguiu defender.

Era tudo que a Argentina esperava para cadenciar a velocidade do jogo e administrar a posse da bola, trocando passes com tranquilidade e paciência. Aos 30 minutos, Messi escapou de ser expulso após uma solada em Aïssa Mandi. O zagueiro cobrou a intervenção do árbitro de vídeo, mas nada foi marcado além da falta.

A partida esteve sob total controle dos argentinos até os minutos finais do primeiro tempo, quando a Argélia conseguiu equilibrar as ações e teve em Chaibi o principal escape para assustar o goleiro Dibu Martínez. Faltou qualidade na finalização do time africano.

 

O segundo tempo foi o recital de Messi. Aos 14 minutos, o meia Alexis Mac Allister finalizou de longe e Zidane deu rebote nos pés do camisa 10, que aproveitou para marcar o segundo. Por fim, aos 30, o craque de 38 anos recebeu do atacante Nico González na entrada da área e chutou forte e rasteiro, no canto direito do goleiro, fechando o placar e colocando, mais uma vez, o nome na história.

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ÓTICA VENÂNCIO

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Estoques de sangue caem nas férias e festas juninas, e Hemonorte pede doações

17/06/2026


Estoques de sangue caem nas férias e festas juninas, e Hemonorte pede doações

Hemonorte reforça campanha de solidariedade e alerta para a redução de voluntários em um período de aumento da demanda transfusional

O Hemocentro do Rio Grande do Norte (Hemonorte) está promovendo uma campanha especial durante o mês de junho para incentivar a doação de sangue e reforçar os estoques da instituição, que atualmente são considerados abaixo do ideal. A mobilização inclui ações de acolhimento aos doadores e distribuição de brindes.

A campanha ocorre em um período em que a unidade registra necessidade de reposição dos estoques e busca ampliar a participação da população. Segundo o Hemonorte, a ajuda dos doadores é essencial para garantir o atendimento à demanda transfusional. O Junho Vermelho, campanha de conscientização sobre a importância da doação de sangue, ganha destaque.

Em entrevista ao Jornal da Cidade, da 94 FM Natal, o doador de sangue Paulo Neris destacou a necessidade de ampliar o número de voluntários e alertou para a redução das doações durante o mês de junho, marcado por férias escolares e festas juninas.

Segundo Paulo Neris, a campanha foi criada justamente para chamar a atenção da população em um período em que a demanda por sangue tende a aumentar, enquanto as doações diminuem. “E queira ou não queira, acontecem muitos acidentes com fogos”, afirmou.

Ele explicou que as férias contribuem para a redução das doações, o que impacta diretamente os estoques dos bancos de sangue. Paulo Neris também falou sobre sua trajetória como doador e atribuiu o elevado número de doações ao compromisso permanente com a causa.

“As pessoas perguntam: Paulo, por que seu número de doações é tão alto? Eu sempre pensei em salvar a vida doando sangue. Eu acho que a única coisa que eu sou bom mesmo é doando sangue”, declarou.

Outro ponto abordado foi a doação de plaquetas, considerada fundamental para o tratamento de pacientes com câncer. “A vantagem das plaquetas é porque as plaquetas, em uma doação de sangue, o número de plaquetas é muito pequeno. E os doentes acometidos do câncer tomam plaquetas, com bastante plaquetas”, disse.

Paulo Neris informou ainda que existem mais de 44.846 doadores cadastrados no Rio Grande do Norte. Atualmente com 60 anos, Paulo Neris disse acumular 42 anos de doações e planeja continuar contribuindo até atingir o limite permitido pela legislação.

Na avaliação de Paulo, ainda existe falta de informação sobre quem pode doar e com qual frequência. “Tem pessoas que gostam de boa saúde, mas não têm o conhecimento de quem pode doar, quando se pode doar”, disse.

Questionado sobre a frequência de suas doações, ele explicou que realiza principalmente doações de plaquetas. “No mínimo, doze vezes. No mínimo, doze vezes. Porque a plaqueta se doa todo mês”, afirmou.

Ele também esclareceu os intervalos recomendados para a doação de sangue. Segundo Paulo, as mulheres podem realizar até três doações de sangue por ano, com intervalo de quatro meses entre cada uma.

O Hemonorte também reforça as orientações para quem pretende doar sangue. É necessário estar em boas condições de saúde, ter entre 16 e 69 anos de idade, pesar mais de 50 quilos, ter dormido bem na noite anterior e não ter ingerido bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação. Também é recomendado estar bem alimentado.

 

Para realizar a doação, o candidato deve apresentar um documento oficial com foto. O atendimento ocorre na sede do Hemonorte, localizada na Avenida Alexandre de Alencar, em Natal.v

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KAIO CLIMATIZAÇÃO

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Aumento do tarifaço dos EUA ameaça mais uma vez sal e pescado potiguares

17/06/2026


Proposta de sobretaxa de até 37,5% sobre produtos brasileiros amplia preocupação de exportadores potiguares; setores salineiro e pesqueiro alertam para perda de competitividade e risco a mercados estratégicos

A possibilidade de os Estados Unidos elevarem para até 37,5% as tarifas sobre parte das exportações brasileiras acendeu um sinal de alerta em setores estratégicos da economia do Rio Grande do Norte. Entre os segmentos mais preocupados estão a indústria salineira e a cadeia do pescado, que já vinham acompanhando com apreensão os desdobramentos da política comercial adotada pelo governo norte-americano.

Levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 31,6% das exportações brasileiras para os Estados Unidos poderão ser submetidas a uma tarifa adicional de 37,5% caso sejam implementadas as medidas propostas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), sigla em inglês. Atualmente, muitos desses produtos estão sujeitos a uma tarifa de 10%.

Se confirmadas, as novas cobranças elevarão significativamente os custos de acesso ao mercado americano e poderão atingir setores exportadores que dependem da competitividade internacional para manter operações e empregos.

A preocupação é ainda maior porque os Estados Unidos figuram entre os principais destinos de exportações de produtos industrializados e de maior valor agregado do Brasil. Para o Rio Grande do Norte, os reflexos podem alcançar especialmente dois setores que possuem forte presença no comércio exterior: o sal marinho e o pescado.

 

O Estado responde por mais de 95% da produção nacional de sal marinho e possui uma das principais cadeias exportadoras de pescados do País, com destaque para atum, peixe fresco, lagosta e outros produtos destinados aos mercados internacionais.

 

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Fim da escala 6×1 pode acabar com 18 milhões de empregos no Brasil, aponta estudo

17/06/2026


Foto: Getty Images

O debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1 voltou a ganhar força no Congresso Nacional, enquanto especialistas e entidades do setor produtivo discutem os possíveis impactos da medida sobre a economia e o mercado de trabalho.

Um estudo da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) estima que a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas poderá provocar, ao longo de dez anos, uma queda de até 16% no Produto Interno Bruto (PIB) e a eliminação de 18 milhões de postos de trabalho.

A proposta é discutida por meio de projetos que tramitam na Câmara dos Deputados e no Senado.

Em entrevista à CNN Money, a gerente trabalhista da Fiemg, Fernanda Ribas, afirmou que empresas intensivas em mão de obra teriam de ampliar suas equipes para manter o mesmo nível de operação.

Segundo ela, o aumento dos custos poderia ser repassado aos consumidores por meio de reajustes de preços. Ribas também argumenta que os efeitos alcançariam serviços públicos que dependem de escalas contínuas de trabalho.

Na mesma linha, o pesquisador associado do FGV Ibre, Daniel Duque, avaliou que o aumento dos custos trabalhistas e a menor flexibilidade na distribuição das jornadas podem pressionar o mercado formal de trabalho.

Entre as alternativas que poderiam ser adotadas pelas empresas, ele cita redução de quadros, investimentos em automação e a ampliação de modalidades mais flexíveis de contratação.

A proposta de redução da jornada tem sido defendida por seus apoiadores sob o argumento de que pode ampliar a qualidade de vida dos trabalhadores e incentivar ganhos de produtividade.

Já críticos da medida alertam para possíveis efeitos sobre custos, emprego e competitividade.

Enquanto o debate segue em andamento, o governo federal retirou o pedido de urgência para a tramitação da proposta, atendendo a uma solicitação do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

 

Com isso, a pauta da Casa foi destravada e o tema passará a seguir o rito normal de discussão no Congresso Nacional.

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ZARPELLON RESTAURANTE

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OPERAÇÃO RECOVERY: força integrada cumpre 28 buscas e 7 prisões no RN, CE e SC contra facção criminosa

17/06/2026


Foto: Divulgação/PF

Foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão preventiva no Rio Grande do Norte, Ceará e Santa Catarina durante a Operação Recovery, deflagrada nesta quarta-feira (17) pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no RN (FICCO/RN).

No território potiguar, as ações ocorreram em municípios como Mossoró, Natal, Baraúna, Areia Branca, Assú, Caicó, São Gonçalo do Amarante e Macaíba. Também houve cumprimento de ordens judiciais em cidades do Ceará e de Santa Catarina, todas expedidas pela Justiça do Rio Grande do Norte.

Durante a operação, foi registrada uma prisão em flagrante, com apreensão de arma de fogo, munições e peças de armas. Materiais considerados de interesse investigativo também foram recolhidos, incluindo dinheiro em espécie.

Cerca de 200 policiais de diferentes forças de segurança participaram da ação, envolvendo Polícia Federal, Polícia Penal Federal, Polícia Penal Estadual, Polícia Militar, Polícia Civil e unidades especializadas, além de apoio aéreo e tático.

 

As investigações seguem em andamento para apurar a atuação de organização criminosa e crimes como tráfico de drogas e outros delitos relacionados identificados ao longo da apuração.

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ZARPELLON RESTAURANTE

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Chuvas provocam dois pontos de alagamento em vias da zona Oeste de Natal

17/06/2026


STTU monitora vias afetadas pelas chuvas registradas em Natal nesta quarta-feira. - Foto: José Aldenir / Agora RN

STTU registrou acúmulo de água no Planalto e na Avenida Solange Nunes e orienta motoristas a redobrarem a atenção

As chuvas registradas em Natal na manhã desta quarta-feira 17 provocaram pontos de alagamento em vias da zona Oeste da capital. O monitoramento foi realizado pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), que identificou ocorrências no bairro Planalto e na Avenida Solange Nunes.

De acordo com a STTU, a Rua Antônio Freire de Lemos, no Planalto, apresentou acúmulo de água e registro de alagamento na pista.

Já na Avenida Solange Nunes, uma das principais vias da região, foi constatado alagamento parcial. Apesar da presença de água na pista, o trecho permanece liberado para circulação de veículos, com recomendação de tráfego em baixa velocidade.

A secretaria informou que equipes seguem acompanhando as condições do trânsito e monitorando os pontos afetados pelas chuvas.

A orientação aos motoristas é reduzir a velocidade, manter distância segura dos demais veículos e redobrar a atenção ao passar pelas áreas com acúmulo de água.

 

Segundo a STTU, novas informações poderão ser divulgadas ao longo do dia conforme a atualização do monitoramento das vias da cidade.

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CANTINHO DO AÇAI

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Via de acesso a Genipabu acumula problemas

16/06/2026


Moradores dizem que pedidos por melhorias na estrada são frequentes - Foto: Reprodução

Mato alto, lixo, placas encobertas e buracos preocupam comunidade e aumentam riscos de acidentes na principal via para um dos destinos turísticos mais visitados do RN

Moradores e trabalhadores da região de Genipabu, no litoral Norte do Rio Grande do Norte, denunciam a falta de manutenção da rodovia que liga Natal ao destino turístico. Segundo relatos da comunidade, a via apresenta mato alto às margens da pista, placas encobertas pela vegetação, acúmulo de lixo e buracos, problemas que têm gerado preocupação com a segurança de motoristas, motociclistas e pedestres.

A situação foi alvo de reclamações feitas por moradores, que afirmam conviver diariamente com riscos de acidentes e dificuldades de mobilidade. De acordo com os relatos, o crescimento da vegetação tem comprometido a visibilidade em trechos da estrada e até mesmo nas entradas de comunidades e estabelecimentos localizados às margens da via.

“Nem a saída da praia pista, a gente está conseguindo mais sair de tanto mato. Toda hora é acidente. Ultimamente teve um acidente aqui recentemente na entrada do Portal do Sol. E aqui está acontecendo a mesma história. Então eu queria que os órgãos públicos se responsabilizassem por isso, tomassem uma solução”, afirmou uma moradora, em entrevista à TV Tropical.

Além dos problemas relacionados à vegetação, os moradores também reclamam do acúmulo de lixo em alguns pontos da rodovia. Para quem depende do turismo para obter renda, a situação afeta diretamente a imagem da região e a circulação de visitantes.

“A pessoa vai fazer aniversário, vai passar por um lixão. Imagine só, você vai casar e tem que passar por um lixão. Você vai fazer aniversário, todos os convidados vão passar por esse lixão. Sem contar que corre o risco de sofrer um acidente gravíssimo aqui”, relatou outra moradora.

Segundo os relatos, as placas de sinalização também estão parcialmente ou totalmente encobertas pela vegetação, dificultando a orientação dos condutores. A preocupação aumentou após um acidente registrado recentemente na via.

De acordo com informações da comunidade, um dos acidentes mais recentes ocorreu na semana passada, quando um carro em alta velocidade atingiu dois motociclistas. O caso deixou uma pessoa morta e outra gravemente ferida.

Quem vive na região afirma que o problema é antigo e cobra maior atenção do poder público para a área, que recebe grande fluxo de turistas ao longo do ano. Os moradores afirmam que as cobranças aos órgãos responsáveis têm sido frequentes, mas relatam que ainda não houve solução definitiva para os problemas apontados.

Procurado para comentar a situação, o Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER-RN) informou que o caso envolve dois tipos de serviços distintos. Segundo o órgão, apenas parte das demandas está sob sua responsabilidade.

O DER explicou que a vegetação que avançou sobre a via não é de sua responsabilidade direta, mas garantiu que já acionou a equipe competente para realizar a limpeza da área o mais rápido possível.

Já em relação à retirada do lixo acumulado às margens da estrada, o departamento informou que a atribuição é do município, por meio dos serviços de limpeza urbana.

 

A comunidade aguarda a execução dos serviços e cobra providências para reduzir os riscos de acidentes e melhorar as condições da principal via de acesso a Genipabu, um dos destinos turísticos mais visitados do Rio Grande do Norte.

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