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Petrobras ajusta preços do diesel em R$ 1,12

02/06/2026


Petrobras ajusta preços do diesel em R$ 1,12 - Foto: José Aldenir

Estatal aprovou adesão à subvenção adotada pelo governo federal

O Conselho de Administração da Petrobras, em reunião nesta segunda-feira 1º, aprovou a adesão da companhia à subvenção econômica aos produtores e importadores de óleo diesel de uso rodoviário no país, no valor de R$ 1,12 por litro comercializado, instituída pela Medida Provisória (MP) nº 1.363, de 30 de maio. O ajuste nos seus preços de venda de óleo diesel valem a partir desta terça-feira 2.

“Diante do caráter facultativo e do potencial benefício, entende-se que essa adesão é compatível com o interesse da companhia e preserva a flexibilidade da Petrobras na implementação da sua estratégia comercial”, explica a estatal.

A adesão à nova subvenção é complementar à adesão anteriormente autorizada pela Medida Provisória nº 1.358/2026, de 13 de maio.  

 

A estatal disse que mantém sua estratégia comercial levando em consideração sua participação no mercado, a otimização dos seus ativos de refino e a rentabilidade de maneira sustentável, evitando o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio.

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Procrastinação está ligada a mecanismos de defesa do cérebro

02/06/2026


rocrastinação pode estar ligada ao medo e à ansiedade - Foto: Freepik

omportamento de adiar tarefas vai além da falta de disciplina e pode estar relacionado a mecanismos psicológicos de proteção

Em uma rotina marcada pelo excesso de informações, notificações constantes e múltiplas demandas, manter o foco em uma única tarefa se tornou um desafio para muitas pessoas. A dificuldade de iniciar atividades, cumprir compromissos ou colocar projetos em prática é frequentemente associada à falta de disciplina ou de motivação. No entanto, especialistas apontam que a procrastinação pode ter origens mais profundas e estar relacionada a mecanismos psicológicos ligados à percepção de ameaça, medo e ansiedade.

O comportamento de adiar tarefas, compromissos ou decisões importantes é conhecido como procrastinação. Embora muitas vezes seja interpretado como simples preguiça ou desorganização, estudos recentes e análises de especialistas indicam que o fenômeno envolve processos emocionais e cognitivos mais complexos.

Segundo Charlie Heriot-Maitland, psicólogo clínico e autor do livro Controlled Explosions in Mental Health (“Explosões Controladas em Saúde Mental”, em tradução livre), a procrastinação pode ser entendida como uma forma de autossabotagem que opera, em muitos casos, de maneira inconsciente.

“É um padrão que aplicamos a nós mesmos, muitas vezes de forma inconsciente, e que nos impede de seguir com nossas vidas, planos e objetivos.”

De acordo com o especialista, adiar tarefas nem sempre significa falta de interesse ou de comprometimento. Em muitos casos, a atitude surge como uma tentativa do cérebro de evitar situações percebidas como desconfortáveis ou ameaçadoras.

O medo de fracassar, a ansiedade diante de novos desafios e a pressão para alcançar resultados podem fazer com que determinadas atividades sejam interpretadas como fontes de sofrimento emocional. Como consequência, o indivíduo busca evitá-las, mesmo sabendo que isso poderá gerar problemas futuros.

Para Heriot-Maitland, a procrastinação pode estar relacionada a mecanismos ancestrais de proteção desenvolvidos ao longo da evolução humana. Mais do que uma simples falha de organização pessoal, o comportamento pode representar uma resposta automática do cérebro diante de ameaças percebidas.

O especialista explica que esse padrão tende a ser reforçado por experiências anteriores, traumas, medos e hábitos adquiridos ao longo da vida.

“Pode vir de mecanismos evolutivos de sobrevivência, reforçados por traumas, medo e padrões aprendidos.”

Essa interpretação ajuda a compreender por que muitas pessoas adiam justamente atividades consideradas importantes para seu crescimento pessoal ou profissional. Quanto maior a relevância da tarefa, maior também pode ser a ansiedade associada a ela.

Em alguns casos, o receio de não atingir as próprias expectativas ou de enfrentar julgamentos externos faz com que a pessoa evite iniciar a atividade, mesmo reconhecendo sua importância.

O contexto atual também contribui para o aumento da procrastinação. Smartphones, redes sociais, aplicativos de mensagens e plataformas digitais oferecem estímulos permanentes que competem pela atenção do usuário.

Diante de uma tarefa complexa ou desagradável, recorrer a distrações rápidas e acessíveis pode parecer uma alternativa mais confortável, ainda que temporária. Essa dinâmica acaba criando ciclos de adiamento que frequentemente geram culpa, frustração e aumento da ansiedade, fatores que, por sua vez, alimentam novas procrastinações.

Especialistas destacam que o primeiro passo para lidar com o problema é compreender suas causas. Identificar os motivos que levam ao adiamento de determinadas tarefas permite adotar estratégias mais eficazes para enfrentá-las.

Entre os fatores mais comuns estão o medo do fracasso, o perfeccionismo, a falta de interesse pela atividade ou a sensação de estar sobrecarregado.

Outra recomendação é evitar a autocrítica excessiva. Segundo especialistas, sentir culpa por procrastinar costuma aumentar os níveis de estresse e dificultar ainda mais a retomada das atividades.

Uma estratégia frequentemente indicada é dividir grandes tarefas em etapas menores e mais administráveis. Quando uma atividade parece menos intimidadora, torna-se mais fácil dar o primeiro passo.

A organização das prioridades também é considerada importante. Uma das técnicas sugeridas consiste em classificar as tarefas em quatro grupos: urgente e importante, importante mas não urgente, urgente mas não importante, e nem urgente nem importante.

Essa divisão ajuda a identificar aquilo que realmente merece atenção imediata e o que pode ser planejado, delegado ou até eliminado.

Criar um cronograma realista também está entre as recomendações dos especialistas. A ideia é evitar agendas excessivamente carregadas, que acabam gerando frustração e sensação constante de atraso.

 

Reduzir distrações é outro ponto considerado fundamental. Limitar notificações, restringir o uso de redes sociais durante períodos de trabalho e evitar interrupções desnecessárias podem contribuir para melhorar a concentração. Algumas pessoas recorrem a aplicativos que bloqueiam temporariamente determinados sites ou aplicativos, facilitando o foco em tarefas específicas.

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Estudo associa insônia a maior risco de câncer antes dos 50 anos

02/06/2026


Insônia primária é caracterizada pela dificuldade persistente para dormir sem relação com outras doenças ou uso de medicamentos - Foto: Freepik

Pesquisa analisou mais de 400 mil adultos e encontrou associação entre distúrbio do sono e maior incidência de tumores de mama, útero, ovário e intestino

Um estudo apresentado na última semana durante o Congresso Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO, na sigla em inglês), considerado o principal evento mundial da área, identificou uma associação entre o diagnóstico de insônia primária e um risco mais elevado de desenvolvimento de alguns tipos de câncer antes dos 50 anos. A pesquisa foi conduzida por cientistas do Centro de Câncer MD Anderson, nos Estados Unidos, e utilizou dados de mundo real extraídos de um dos maiores bancos de informações médicas.

Os resultados chamaram a atenção da comunidade científica por apontarem uma possível relação entre alterações do sono e o aumento da incidência de tumores em adultos mais jovens, faixa etária que já vem registrando crescimento expressivo nos diagnósticos oncológicos nas últimas décadas. Para chegar às conclusões, os pesquisadores recorreram ao TriNetX, plataforma que reúne informações de prontuários eletrônicos provenientes de mais de 70 organizações de saúde norte-americanas. Foram avaliados dados de 413.116 adultos com idade entre 18 e 50 anos que receberam diagnóstico de insônia primária entre 25 de janeiro de 2021 e 25 de janeiro de 2026.

A insônia primária é caracterizada pela dificuldade persistente para dormir sem que o problema esteja relacionado a fatores externos ou a outras condições médicas, como uso de medicamentos, transtornos psiquiátricos ou doenças associadas. Os pesquisadores acompanharam os registros para identificar casos de câncer diagnosticados entre um e cinco anos após o relato da insônia.

Os resultados foram comparados aos de um grupo muito maior, formado por 18.437.709 pessoas da mesma faixa etária que não apresentavam histórico de problemas relacionados ao sono. Ao analisar os dados acumulados ao longo de cinco anos, os cientistas identificaram diferenças relevantes entre os dois grupos. Entre os pacientes diagnosticados com insônia, a probabilidade de desenvolver câncer de mama de início precoce foi mais de três vezes superior à observada entre aqueles que não tinham distúrbios do sono. O estudo também encontrou risco quase duas vezes maior para câncer de útero e câncer colorretal de início precoce.

Já em relação ao câncer de ovário, os pesquisadores verificaram um aumento aproximado de 50% no risco quando comparado ao grupo sem insônia. No resumo científico apresentado durante o congresso, os autores destacam que a associação foi observada principalmente em tumores hormonais de início precoce, mais frequentes em pacientes do sexo feminino.

Embora o estudo não estabeleça uma relação direta de causa e efeito, os resultados sugerem que alterações crônicas do sono podem representar um elemento relevante na avaliação do risco individual de câncer. Em comunicado divulgado pelos pesquisadores, os autores afirmam que os achados “sugerem que a perturbação do sono pode representar um fator de risco clinicamente relevante e potencialmente modificável na estratificação do risco de câncer de início precoce”.

Os resultados ganham relevância em um contexto de aumento global dos diagnósticos de câncer em pessoas mais jovens. Um estudo publicado anteriormente na revista científica BMJ Oncology apontou que os casos de câncer em indivíduos com menos de 50 anos cresceram 79% entre 1990 e 2019.

A análise identificou uma expansão consistente da incidência da doença em diferentes regiões do mundo e em diversos tipos de tumores. Com base nas tendências observadas nas últimas décadas, os autores estimam que, até 2030, o número de novos casos de câncer em adultos jovens poderá crescer 31%. As mortes relacionadas à doença nessa faixa etária também tendem a aumentar, com projeção de alta de 21%. Segundo os pesquisadores, pessoas na faixa dos 40 anos devem concentrar a maior parte desse crescimento.

Embora fatores genéticos continuem desempenhando papel importante no surgimento de cânceres em idades mais precoces, especialistas ressaltam que aspectos relacionados ao estilo de vida também influenciam significativamente o desenvolvimento da doença. Os autores do estudo destacam que hábitos alimentares inadequados figuram entre os principais fatores associados ao aumento do risco oncológico.

Dietas ricas em carne vermelha, excesso de sal e baixo consumo de frutas, vegetais e produtos lácteos estão entre os comportamentos apontados como potencialmente prejudiciais. Além da alimentação, os pesquisadores lembram que outros fatores já amplamente reconhecidos pela literatura científica continuam associados a uma maior probabilidade de desenvolvimento de diversos tipos de câncer. Entre eles estão: consumo de álcool; tabagismo; sedentarismo; obesidade; excesso de açúcar no sangue; e distúrbios metabólicos. Nesse contexto, a insônia surge como mais um possível elemento a ser considerado na avaliação dos riscos relacionados à saúde.

Apesar dos resultados expressivos, os próprios pesquisadores ressaltam que novas investigações serão necessárias para compreender de forma mais detalhada os mecanismos biológicos que podem explicar a relação entre o sono e o desenvolvimento do câncer. Uma das hipóteses estudadas pela comunidade científica envolve o impacto da privação crônica de sono sobre processos hormonais, inflamatórios e imunológicos do organismo.

Alterações nesses sistemas podem influenciar a capacidade do corpo de reparar danos celulares e controlar o surgimento de células anormais. Os autores também defendem estudos adicionais para confirmar os achados em diferentes populações e identificar se intervenções voltadas à melhoria da qualidade do sono podem contribuir para reduzir o risco de câncer em adultos jovens. Enquanto novas evidências são produzidas, os resultados apresentados na ASCO reforçam a importância de encarar os distúrbios do sono não apenas como um problema de qualidade de vida, mas também como um aspecto potencialmente relevante para a prevenção de doenças de longo prazo.

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Novo remédio dobra sobrevida em câncer de pâncreas

02/06/2026


Novo remédio dobra sobrevida em câncer de pâncreas - Foto: Freepik

Daraxonrasib reduziu em 60% o risco de morte e apresentou menor taxa de efeitos colaterais em comparação à quimioterapia convencional

Um novo medicamento experimental para câncer de pâncreas metastático apresentou resultados que levaram médicos e pesquisadores a aplaudirem de pé durante a reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), realizada em Chicago. O estudo RASolute 302 avaliou o daraxonrasib, comprimido desenvolvido pela farmacêutica Revolution Medicines, em pacientes que já não respondiam à quimioterapia convencional.

O ensaio clínico de fase 3, considerado o padrão mais rigoroso da pesquisa médica, envolveu 500 pacientes divididos aleatoriamente entre tratamento com o novo medicamento e quimioterapia. Entre aqueles com a mutação RAS G12, a mais comum no câncer de pâncreas, a sobrevida mediana foi de 13,2 meses com o daraxonrasib, contra 6,6 meses no grupo da quimioterapia. O risco de morte caiu 60%, enquanto o tempo até a progressão da doença aumentou de 3,5 para 7,3 meses. Além disso, 31% dos pacientes tratados apresentaram redução mensurável do tumor, ante 11,2% no tratamento convencional.

Outro dado que chamou atenção foi a baixa taxa de interrupção do tratamento por efeitos colaterais: apenas 1,2% dos pacientes que utilizaram o medicamento precisaram suspender a terapia, contra 11,2% no grupo da quimioterapia.

Os resultados foram publicados no Journal of Clinical Oncology e levaram os pesquisadores a concluir que o daraxonrasib deve se tornar o novo padrão de tratamento para pacientes com câncer de pâncreas metastático em segunda linha.

Para o oncologista Stephen Stefani, da Americas Health Foundation, que acompanhou a apresentação em Chicago, os resultados representam um avanço raro para uma das doenças mais letais da oncologia.

“Raramente celebramos um medicamento com esse perfil: baixa toxicidade, impacto real em sobrevida e um mecanismo inédito para essa doença”, afirmou.

Segundo ele, o estudo mostra que a medicina está avançando em uma área onde, até agora, havia poucas alternativas eficazes para os pacientes.

 

O próximo passo será a análise regulatória pela FDA, agência de medicamentos dos Estados Unidos. No Brasil, uma eventual chegada da terapia ainda dependerá da aprovação da Anvisa e de avaliações sobre cobertura pelos planos de saúde e incorporação ao sistema público.

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Brasil registrou 150 mil agressões contra população de rua em 10 anos

02/06/2026


População em situação de rua no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Pesquisa levantou dados de 2014 a 2023, mas alerta para subnotificação

Em abril deste ano, um homem em situação de rua foi atacado violentamente por estudantes universitários em Belém (PA). Vídeos que circularam nas redes sociais mostraram os estudantes se aproximando da vítima, que caminha de costas, para aplicar-lhe descargas elétricas. O agredido era um homem negro, que vive nas ruas há pelo menos seis anos.Brasil registrou 150 mil agressões contra população de rua em 10 anos - Agora RNBrasil registrou 150 mil agressões contra população de rua em 10 anos - Agora RN

Com repercussão nacional, o caso é apenas um dos milhares de episódios de violência sofridos por pessoas que vivem nas ruas de todo o Brasil. Entre os anos de 2014 e 2023, 150 mil episódios de violência contra a população em situação de rua foram registrados oficialmente. Esse número, no entanto, deve ser muito maior, porque muitos desses casos sequer são notificados ou chegam às autoridades.

ulo, Robson César Correia de Mendonça, a violência é uma realidade das ruas e é muito maior do que indicam os números oficiais. Ele destacou o papel de agentes do Estado nesse cenário.

“A cada dia, três pessoas em situação de rua são agredidas aqui em São Paulo. Eles são agredidos diariamente, seja nas ações da zeladoria ou sendo expulsos dos locais que escolhem para ficar”, disse.

Para Mendonça, essa violência ocorre principalmente porque o “Poder Público não quer cumprir as garantias de direitos desta população”.

“É preciso fiscalizar e fazer cumprir as leis de garantia de direitos da população, punindo com rigor quem descumpre o que as leis determinam”, reforçou.

Segundo Mendonça, entre os tipos de violência enfrentados pela população em situação de rua estão a retirada de seus pertences e materiais de trabalho e a expulsão do espaço público por meio da utilização de jatos de água. “Eles também são expulsos de bares e de prédios públicos, [locais] que dizem ser do povo, como a Câmara Municipal. Tudo isso é uma agressão ao ser humano”, disse ele.

Negros e jovens

O estudo foi desenvolvido com base no cruzamento de informações do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Sistema Único de Saúde (SUS), com denúncias registradas pelo Disque 100 entre os anos de 2014 e 2023.

Os dados apontam que as principais vítimas dessas violências são homens jovens e negros. Pretos e pardos respondem por 78% dessas notificações, e jovens entre 15 e 49 anos concentram 82% do total de ataques. Embora a maior parte das vítimas seja de homens, a letalidade das agressões é maior quando são direcionadas a mulheres ou pessoas trans.

O coordenador do estudo avalia que esse perfil reproduz e aprofunda violências estruturais, como o racismo, e desigualdades históricas já presentes na sociedade brasileira. Dias aponta que a pesquisa também demonstra que fatores como deficiência, transtornos mentais, orientação sexual e identidade de gênero ampliam ainda mais a vulnerabilização dessas pessoas, especialmente em relação às violências sexual e institucional e às diversas formas de discriminação.

“A violência atinge de forma desproporcional jovens negros que vivem em espaços públicos, refletindo a combinação entre racismo estrutural, pobreza e exclusão social. Por outro lado, mulheres e pessoas trans em situação de rua apresentam risco significativamente maior de sofrer agressões com consequências graves ou fatais”, afirmou.

Para o presidente do Movimento Estadual da População em Situação de Rua de São Paulo, a violência contra a população em situação de rua pode ser explicada por uma visão discriminatória e preconceituosa da sociedade.

“Ser pobre, negro e favelado no Brasil é ser visto como criminoso”, disse Mendonça, destacando que a realidade pode ser bem diferente.

Tipos de violência

Os dados apresentados pelo estudo mostram que a população em situação de rua está submetida a múltiplas formas de violência. O ataque físico é a forma mais recorrente, respondendo por 65% dos casos notificados. Em seguida, destacam-se a violência psicológica (42%), a negligência e o abandono (18%), a violência sexual (15%) e a violência autoprovocada (10%).

“Nesses registros, a negligência e o abandono representam 45% das denúncias, incluindo situações de omissão de socorro, ausência de acolhimento e negação de direitos básicos. Já a violência psicológica e institucional responde por cerca de 30% dos casos, envolvendo ameaças, humilhações, constrangimentos e recusas de atendimento”, relatou Dias.

“Cerca de 70% dos casos registrados ocorreram em vias públicas, evidenciando que o espaço urbano se tornou um ambiente de elevado risco para a integridade física e emocional da população em situação de rua”.

Embora as ruas sejam o espaço mais comum, o estudo demonstrou que a população em situação de rua também pode enfrentar violências em espaços que deveriam garantir sua proteção, como instituições de acolhimento e abrigos. “Esses casos evidenciam falhas graves nos mecanismos de prevenção, monitoramento e responsabilização institucional”, reforçou Dias.

Perfil do agressor

Na maior parte dos casos, as violências são praticadas por pessoas desconhecidas das vítimas. Para o coordenador do estudo, isso evidencia a presença de práticas associadas à aporofobia, termo cunhado pela filósofa espanhola Adela Cortina para descrever a aversão, rejeição ou hostilidade direcionada às pessoas pobres.

“Diferentemente do padrão observado na população em geral, em que grande parte das agressões ocorre no ambiente familiar ou doméstico, a violência contra pessoas em situação de rua é predominantemente praticada por agentes externos”, destacou Dias, que lembra que também há casos em que essa violência é cometida por agentes do Estado, principalmente durante ações de zeladoria urbana ou de remoções.

Esse agressor também pode ser um amigo ou conhecido da vítima, especialmente em casos que envolvem questões de sobrevivência no espaço público, ou um parceiro íntimo.

“Embora representem uma parcela menor dos casos totais, parceiros íntimos continuam sendo responsáveis por episódios de extrema gravidade, especialmente envolvendo mulheres em situação de rua”, pontuou Dias.

Violência em alta

O estudo indicou que a violência contra a população em situação de rua não ocorre de forma isolada ou circunstancial. Segundo o pesquisador, ela é estrutural e resulta da fragilidade das políticas públicas de proteção social, da precariedade das condições de moradia e da forma como os espaços urbanos são organizados e geridos. Além disso, a recorrência vem crescendo nos últimos anos.

“Os dados indicam um crescimento contínuo e preocupante das violências ao longo da última década. Segundo a pesquisa, as notificações vêm aumentando desde 2013, impulsionadas por crises econômicas, agravamento das desigualdades sociais, insuficiência das políticas públicas estruturantes, como moradia, trabalho e educação, e fragilização das redes de proteção social”.

“As denúncias registradas no Disque 100 passaram de aproximadamente 12,5 mil, em 2020, para 45,8 mil, em 2023, demonstrando uma expansão expressiva do problema”, disse o pesquisador.

Em alguns estados brasileiros, como São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Ceará e Rio de Janeiro, os indicadores de violência apontam para uma “aceleração crítica”, com aumentos que variam entre 127% e 206%.

Os dados apontam ainda para uma interiorização dessa violência, especialmente em Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina, onde municípios de médio porte vêm registrando crescimento acelerado dos casos.

“Nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a realidade é marcada por elevados níveis de subnotificação e fragilidade dos sistemas de registro. Ainda assim, alguns municípios apresentam crescimento expressivo dos indicadores, sinalizando a expansão do problema para territórios historicamente menos monitorados”, ressaltou o pesquisador.

Resposta integrada

Segundo Dias, este cenário aponta que a violência contra a população em situação de rua não será resolvida apenas como uma questão de segurança pública, com ações policiais ou repressivas. Entre as principais recomendações do estudo estão:

a criação de sistemas de monitoramento preditivo capazes de identificar territórios de risco antes da consolidação das violências;

a descentralização de investimentos para municípios do interior, onde a expansão do fenômeno ocorre de forma acelerada;

a implementação urgente de políticas públicas estruturantes, como moradia, trabalho e educação;

e o fortalecimento da articulação entre as políticas de saúde, assistência social, justiça e direitos humanos.

Além disso, destacou o coordenador do estudo, também é importante substituir as tradicionais abordagens centradas na criminalização da pobreza por estratégias estruturadas de acolhimento, proteção social, acesso à moradia e garantia de direitos.

“Somente por meio de políticas públicas integradas e sustentáveis será possível interromper o ciclo de exclusão e violência que afeta milhares de pessoas em situação de rua em todo o país”.

Programa Cidadania PopRua

Procurado pela Agência Brasil, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) disse acompanhar os casos de violência contra a população em situação de rua por meio do Observatório Nacional dos Direitos Humanos (ObservaDH) e da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos.

“Segundo dados do Sinan reunidos pelo ObservaDH, foram registrados 6.381 casos de violência contra pessoas em situação de rua em 2024, alta de 3,5% em relação a 2023. Entre 2015 e 2024, o sistema contabilizou 52.906 notificações de violência contra essa população”, informou o ministério.

Para enfrentar esse cenário, a pasta diz ter lançado, em março deste ano, o programa Cidadania PopRua, que reúne serviços de acolhimento, atendimento psicossocial, orientação e encaminhamento para a rede de proteção.

“A iniciativa também atua no enfrentamento das violências de gênero e institucional, além de promover ações de reinserção escolar, qualificação profissional e acesso a políticas públicas”, escreveu o ministério.

Por meio de nota, o ministério reforçou “que a proteção e a garantia dos direitos da população em situação de rua são prioridades da pasta e destaca que qualquer forma de violência ou violação de direitos contra esse público deve ser combatida e denunciada”.

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KAIO CLIMATIZAÇÃO

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Senado define próximos passos da PEC da 6×1

02/06/2026


Foto: Pedro França/Agência Senado

Proposta prevê redução gradual da carga semanal de 44 para 40 horas e aguarda início da tramitação na Comissão de Constituição e Justiça

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), deve reunir líderes partidários nos próximos dias para definir o calendário de tramitação da PEC que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de trabalho. A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados e aguarda despacho para começar a ser analisada pelos senadores, inicialmente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A expectativa é que a discussão avance ainda neste mês, embora o Congresso enfrente uma semana esvaziada por conta do feriado de Corpus Christi e de compromissos dos parlamentares em seus estados. Nos bastidores, a avaliação é que o texto dificilmente será barrado devido ao forte apoio popular à medida.

A PEC prevê a redução gradual da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais em um período de 14 meses após a promulgação. O texto também estabelece, em média, duas folgas por semana para os trabalhadores, com escalas que poderão ser ajustadas por negociação entre empresas e sindicatos.

A proposta mantém direitos já previstos na legislação, como o pagamento em dobro para trabalho em domingos e feriados. Também preserva as regras atuais para horas extras, embora permita que detalhes da transição sejam definidos por acordos coletivos.

Outro ponto do texto trata dos contratos terceirizados do setor público. União, estados e municípios terão até 12 meses para renegociar contratos de prestação de serviços que possam ser impactados pela redução da jornada.

 

Paralelamente, a oposição tenta impulsionar uma proposta alternativa, que prevê maior flexibilização da jornada de trabalho. Alcolumbre também autorizou a realização de uma sessão de debates para discutir os impactos econômicos da mudança antes da votação definitiva da matéria.

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CALIFORNIA GASTROBAR - PETISCARIA E AÇAITERIA

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Receita retém 2,2 milhões de declarações do Imposto de Renda 2026 na malha fina

02/06/2026


Contribuintes que tiveram declaração retida devem consultar o e-CAC - Foto: Bruno Peres / Agência Brasil

Número representa cerca de 5% das declarações entregues; Receita atribui parte das inconsistências à substituição da Dirf por novos sistemas de informaçãoA Receita Federal informou que cerca de 2,2 milhões de declarações do Imposto de Renda de 2026, referentes ao ano-base 2025, ficaram retidas na malha fina. O número corresponde a aproximadamente 5% das 44,39 milhões de declarações entregues dentro do prazo, encerrado em 29 de maio.

Segundo o supervisor nacional do Imposto de Renda, José Carlos da Fonseca, o percentual ficou em linha com o registrado nos últimos anos, embora o início do período de entrega tenha apresentado um volume maior de inconsistências. “No final de março, quase 11% das declarações estavam retidas em malha, quando o normal era entre 8% e 9%”, afirmou. De acordo com ele, o índice caiu ao longo dos meses após correções realizadas pelas empresas.

A principal mudança neste ano foi o fim da Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf), utilizada por décadas para informar rendimentos pagos aos trabalhadores. Com a extinção do documento, a Receita passou a utilizar dados do eSocial e da EFD-Reinf, o que gerou erros de classificação em parte das informações enviadas pelas empresas.

“Isso acabou fazendo com que muitas declarações ficassem em malha e que a declaração pré-preenchida apresentasse informações divergentes. Um bom número de empresas precisou retificar os dados enviados”, explicou Fonseca.

 

A Receita orienta os contribuintes que tiveram a declaração retida a consultar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC), utilizando uma conta Gov.br nos níveis prata ou ouro. No sistema, é possível verificar qual foi a divergência identificada pelo Fisco e quais providências devem ser adotadas para

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Seleção Brasileira chega aos Estados Unidos para fase final de preparação da Copa do Mundo

02/06/2026


Para reduzir efeitos da viagem, CBF investiu em aeronave com 96 assentos de primeira classe para transportar delegação - Foto: Nelson Terme / CBF

Delegação desembarcou em Nova Jersey após voo de 10 horas e fará primeiro treino em solo americano nesta terça-feira 2

A Seleção Brasileira chegou aos Estados Unidos na manhã desta terça-feira 2 para a etapa final de preparação para a Copa do Mundo. Após a goleada por 6 a 2 sobre o Panamá, no último amistoso realizado em solo brasileiro, a delegação desembarcou em Nova Jersey, após um voo de 10 horas partindo do Rio de Janeiro, e já tem o primeiro treinamento programado para o fim da tarde.

A chegada ocorreu às 8h45 (horário de Brasília). O técnico Carlo Ancelotti foi um dos primeiros a desembarcar e falou sobre o sentimento de chegar aos Estados Unidos como treinador do Brasil.

“Contente, feliz, motivado e animado. Tentarei fazer o melhor”, disse o treinador à imprensa logo após deixar o avião.

Ele acrescentou:

“Essa Copa do Mundo não tem um favorito. Equipes muito fortes. Brasil vai competir com todas as outras equipes.”

Em seguida, a comitiva seguiu para o hotel que servirá de base durante a primeira fase do Mundial, no bairro de Basking Ridge.

Para reduzir os efeitos da viagem entre o Rio de Janeiro e os Estados Unidos, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) investiu em uma aeronave com 96 assentos de primeira classe para transportar a delegação.

A aeronave responsável por levar a delegação foi o Boeing 767-300ER, de matrícula ZS-NEX, da companhia sul-africana Aeronexus. No entanto, apesar de pertencer à empresa estrangeira, o avião partiu com adesivagem da Azul, que atua como parceira da CBF nessa operação.

Pela primeira vez desde a convocação, o técnico Carlo Ancelotti terá à disposição os 26 jogadores chamados para a disputa da Copa. Marquinhos, Gabriel Magalhães e Gabriel Martinelli, que não participaram dos treinamentos na Granja Comary nem do amistoso contra o Panamá, se apresentaram à equipe na noite de segunda-feira.

Antes de se deslocarem para o Aeroporto Internacional Tom Jobim, jogadores e comissão técnica participaram de uma programação especial de despedida na sede da CBF, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O grupo se despediu dos colaboradores da entidade e participou de uma série de ativações preparadas para marcar o início da jornada rumo ao Mundial.

Entre as atividades, esteve uma visita ao Museu da Seleção Brasileira, celeiro de conquistas e artefatos históricos da Amarelinha, além de um corredor de recepção formado pelos colaboradores da CBF.

O primeiro treino em solo americano está marcado para as 17h30 (de Brasília), no Columbia Park Training Center, centro de treinamento do New York Red Bulls, equipe da Major League Soccer (MLS). Recentemente reformado, o local será a base da Seleção durante a competição. A atividade não será aberta à imprensa.

Antes da estreia no Mundial, o Brasil ainda disputará um último amistoso preparatório. No próximo sábado 6, a equipe enfrenta o Egito, às 19h (de Brasília), em Cleveland.

A caminhada brasileira em busca do hexacampeonato começará no dia 13 de junho, contra o Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Integrante do Grupo C, o Brasil enfrentará ainda o Haiti, em 19 de junho, na Filadélfia, e a Escócia, em 24 de junho, em Miami.

Jogos do Brasil na fase de grupos

13 de junho: Brasil x Marrocos, às 19h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey;

19 de junho: Brasil x Haiti, às 22h, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia;

 

24 de junho: Escócia x Brasil, às 19h, no Hard Rock Stadium, em Miami.

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CANTINHO DO AÇAI

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Litoral do RN está entre áreas com maior contaminação por bitucas de cigarro no Brasil

02/06/2026


Bitucas de cigarro são apontadas por levantamento da Unifesp como o resíduo mais comum do planeta - Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

Levantamento científico encontrou oito pontos da costa brasileira com níveis considerados extremamente altos

As bitucas de cigarro continuam sendo o resíduo mais encontrado no planeta e colocam o Brasil entre os países mais afetados por esse tipo de poluição. Um estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) revelou que pelo menos 4,5 trilhões de bitucas são descartadas de forma incorreta todos os anos, alcançando ambientes urbanos, praias, rios e oceanos. O levantamento também identificou oito pontos da costa brasileira classificados com contaminação extremamente alta por resíduos de cigarro, incluindo dois localizados no Rio Grande do Norte.

A pesquisa foi publicada na revista científica Environmental Chemistry Letters e é considerada uma das maiores revisões já realizadas sobre o tema. Os pesquisadores analisaram 130 estudos conduzidos em 55 países entre 2013 e 2024 para mapear a presença de bitucas em diferentes regiões do mundo e avaliar seus impactos ambientais.

Para o levantamento, a equipe do Instituto do Mar da Unifesp desenvolveu o Índice de Contaminação por Bitucas de Cigarro (ICBC), ferramenta que mede a quantidade de filtros encontrados por metro quadrado. A partir desse indicador, foi possível comparar áreas costeiras e urbanas de diversos países e identificar os locais com maior concentração desse tipo de resíduo.

Os resultados mostram que o Irã lidera o ranking mundial, com média de 38 bitucas por metro quadrado. Em seguida aparecem diversas áreas costeiras da América do Sul, especialmente no Brasil, Chile, Uruguai e Equador. Em alguns desses locais, mais da metade de todo o lixo recolhido nas praias é composta por bitucas de cigarro.

O Brasil figura entre os países com maiores níveis de contaminação identificados pelo estudo. Segundo os pesquisadores, a média registrada foi de oito bitucas por metro quadrado em oito diferentes pontos da costa nacional. Desses locais, dois estão no Rio Grande do Norte, três em Pernambuco, um no Rio de Janeiro e dois em São Paulo.

O estudo não detalha quais municípios potiguares aparecem entre os pontos de maior contaminação, mas o resultado reforça preocupações sobre a presença desse resíduo em áreas costeiras do Estado, que possui mais de 400 quilômetros de litoral e forte atividade turística ao longo do ano.

Os pesquisadores também analisaram a situação em áreas ambientalmente protegidas. Ao todo, foram avaliadas 165 unidades de conservação distribuídas em 37 países. Os dados indicaram que a densidade média de bitucas nessas áreas é até cinco vezes menor do que em regiões sem proteção ambiental. Nas categorias mais restritivas de conservação, a redução foi ainda mais expressiva.

Apesar disso, os pesquisadores alertam que a proteção legal, por si só, não impede a ocorrência da poluição.

“Mesmo assim, hotspots (pontos de alta concentração) foram encontrados dentro de áreas protegidas que incluem parques e reservas, principalmente onde há turismo intenso ou fiscalização limitada”, afirmou o engenheiro ambiental Victor Vasques Ribeiro, doutorando no Instituto do Mar da Unifesp e primeiro autor do estudo.

“A simples designação legal não basta; é crucial a redução geral do número de fumantes e também o aumento de infraestrutura de fiscalização e educação ambiental”, acrescentou.

O estudo, conforme o Estadão, destaca que os cigarros representam uma fonte relevante de contaminação química. Cada unidade contém pelo menos 7 mil compostos químicos, dos quais cerca de 150 são considerados tóxicos.

Embora o número de fumantes tenha diminuído nas últimas décadas, o consumo mundial permanece elevado. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem atualmente cerca de 1,2 bilhão de fumantes no planeta, o equivalente a quase 20% da população mundial.

Um dos principais alertas dos pesquisadores é que os filtros de cigarro não são totalmente biodegradáveis, como muitas pessoas imaginam. Eles são produzidos com um polímero plástico capaz de se fragmentar ao longo do tempo e gerar microplásticos.

Essas partículas podem ser ingeridas por organismos marinhos, acumulando-se na cadeia alimentar até chegar ao consumo humano. Além disso, os resíduos químicos presentes nas bitucas são rapidamente liberados no ambiente, principalmente quando entram em contato com a água.

Segundo os pesquisadores, em poucas semanas os compostos tóxicos presentes nos filtros podem contaminar ambientes aquáticos e provocar efeitos letais em diversas espécies.

“Se as pessoas entendessem que estão jogando uma bomba química quando descartam uma bituca, talvez não agissem com tanta normalidade”, afirmou Ribeiro.

O pesquisador lembra que o número de 4,5 trilhões de bitucas descartadas anualmente foi compilado pela Organização Mundial da Saúde. Ele destacou ainda que aproximadamente 12 trilhões de cigarros são consumidos no mundo todos os anos.

Para especialistas em controle do tabagismo, a discussão sobre a poluição plástica precisa incluir os impactos causados pelos resíduos de cigarros.

“Estamos falando do item mais descartado do mundo. Em alguns lugares, mais da metade do lixo de uma praia é composta só por bitucas. Já houve casos em que praticamente 100% dos resíduos eram filtros”, afirmou André Salem Szklo, da Divisão de Controle do Tabagismo do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

“Como pensar em um tratado global contra o plástico ignorando o fortalecimento da implementação de medidas de redução do tabagismo?”, questionou.

Os autores defendem que os dados levantados pela pesquisa sejam utilizados para subsidiar negociações internacionais, incluindo as discussões da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre um tratado global de combate à poluição plástica.

Entre as medidas sugeridas estão a proibição do fumo em praias e parques, ampliação de campanhas educativas, melhorias na gestão de resíduos sólidos, fortalecimento da fiscalização ambiental e maior responsabilização da indústria do tabaco pelos impactos causados pelos filtros descartados no meio ambiente.

Para os pesquisadores, a combinação dessas ações é necessária para reduzir a presença das bitucas em ambientes naturais e evitar que bilhões de resíduos continuem chegando todos os anos às praias, rios e oceanos.

Proibição

Os parlamentares britânicos aprovaram em abril uma legislação que proíbe indivíduos hoje menores de 17 anos de comprar cigarros comuns e eletrônicos por toda a vida. A Lei do Tabaco e dos Cigarros Eletrônicos pretende impedir que qualquer pessoa nascida a partir de 1.º de janeiro de 2009 comece a fumar.

 

Assim que for sancionada – após o consentimento real – e se tornar lei, a regulamentação dará ao governo poderes para estender a proibição de ambientes fechados a áreas ao ar livre, como parques infantis e zonas próximas a escolas e hospitais.

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PERFECTTY - DR. ERLON FRANCO

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Com ocupação perto de 70%, feriadão aquece turismo em todo o RN

02/06/2026


A chegada do feriado de Corpus Christi, na quinta-feira (4), deve aquecer o turismo de Natal e do Rio Grande do Norte. A expectativa é positiva entre agências de viagens e rede hoteleira, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do RN (ABIH-RN). A projeção é de uma taxa média de ocupação em torno de 68% no período.

O presidente da entidade, Edmar Gadelha, explicou que o índice é expressivo por ocorrer fora da alta temporada.

“O número evidencia a força do Rio Grande do Norte como destino turístico e a crescente procura por viagens de curta duração durante feriados prolongados”, avaliou.

Entre os destinos mais procurados estão Natal, Pipa (Tibau do Sul) e São Miguel do Gostoso, que concentram infraestrutura e oferta de serviços.

O turismo no interior também cresce por regiões serranas do Estado, impulsionado pelas temperaturas mais amenas e pela busca por experiências diferenciadas.

 

A possibilidade é de feriado prolongado com a sexta-feira (05) e o final de semana, aliado ao início das festividades juninas e aumento na procura por destinos de sol e praia devem impulsionar a movimentação em todo o estado, conforme prevê entidades que compõem o trade turístico.

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ZARPELLON RESTAURANTE

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A pílula para câncer que alcançou ‘o impossível’ e fez médicos chorarem no maior congresso de oncologia do mundo

02/06/2026


Daraxonrasib é um antineoplásico oral — Foto: Adobestock

O estudo sobre o medicamento daraxonrasib foi um dos destaques da reunião anual da American Society of Clinical Oncology (ASCO), nos Estados Unidos. Os resultados provocaram uma reação incomum entre médicos e pesquisadores, com aplausos de pé e até choro emocionado de alguns médicos presentes após a apresentação dos dados finais.

Um novo padrão foi estabelecido

O estudo de fase 3 RASolute 302 avaliou 500 pacientes com câncer de pâncreas metastático que já não respondiam à quimioterapia. Os participantes foram divididos entre o tratamento com daraxonrasib e a terapia convencional.

Os resultados mostraram:

Sobrevida mediana de 13,2 meses com o daraxonrasib, contra 6,6 meses com quimioterapia;

Redução de 60% no risco de morte;

Tempo de controle da doença de 7,3 meses, contra 3,5 meses no tratamento convencional;

Redução do tumor em 31% dos pacientes, ante 11,2% no grupo de quimioterapia;

Apenas 1,2% interromperam o tratamento por efeitos colaterais, contra 11,2% na quimioterapia.

Diante dos resultados, os pesquisadores concluíram que o medicamento tem potencial para se tornar o novo padrão de tratamento para pacientes em segunda linha terapêutica.

“O aplauso em pé foi merecido”

Presente na apresentação, o oncologista Stephen Stefani destacou que raramente um medicamento apresenta simultaneamente aumento expressivo da sobrevida, baixa toxicidade e um mecanismo inovador para uma doença tão agressiva.

Segundo ele, os resultados representam um avanço importante para pacientes que, até então, tinham poucas opções terapêuticas disponíveis.

Por que é tão difícil tratar o câncer de pâncreas

O câncer de pâncreas é um dos mais letais. Cerca de 80% dos casos são diagnosticados em estágio avançado, quando a doença já se espalhou para outros órgãos.

Nos Estados Unidos, aproximadamente 60 mil pessoas recebem o diagnóstico todos os anos e cerca de 50 mil morrem pela doença. No Brasil, são cerca de 13 mil novos casos anuais e 12 mil mortes.

Um dos principais desafios está na proteína RAS, presente em mais de 90% dos tumores pancreáticos. Durante décadas, cientistas tentaram bloquear essa proteína sem sucesso. O daraxonrasib conseguiu atingir esse alvo, considerado por muito tempo “intratável” pela medicina.

FDA deve aprovar em breve

A farmacêutica responsável pelo medicamento informou que solicitará a aprovação do daraxonrasib à agência reguladora dos Estados Unidos (FDA).

O remédio já recebeu a classificação de “Breakthrough Therapy”, destinada a tratamentos com potencial de oferecer benefícios significativos em relação às terapias existentes, o que acelera sua análise regulatória.

No Brasil, o processo ainda depende de avaliação da Anvisa e, posteriormente, de decisões relacionadas à incorporação do tratamento pelos planos de saúde e pelo sistema público.

 

Embora ainda não exista previsão para sua chegada ao país, especialistas consideram o daraxonrasib um dos avanços mais promissores dos últimos anos no combate ao câncer de pâncreas avançado.

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PERFECTTY - DR. ERLON FRANCO

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Relatório dos EUA acusa Pix de concorrência desleal e propõe tarifa de 25%

02/06/2026


Sistema Pix foi alvo de críticas em relatório comercial dos Estados Unidos, que questiona a atuação do Banco Central e propõe novas tarifas sobre produtos brasileiros Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Governo norte-americano afirma que sistema de pagamentos recebe tratamento preferencial no Brasil e prejudica empresas estrangeiras do setor

O sistema de pagamentos instantâneos Pix entrou no centro de uma disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos. Em relatório divulgado nesta segunda-feira 1º, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) propôs a aplicação de uma tarifa de 25% sobre importações brasileiras, alegando a existência de práticas consideradas discriminatórias contra empresas norte-americanas.

Entre os principais pontos citados pelo governo dos EUA está a atuação do Banco Central do Brasil, que, segundo o documento, exerce simultaneamente as funções de regulador e operador do Pix. Na avaliação do USTR, essa condição criaria um ambiente de concorrência desigual para empresas privadas estrangeiras que atuam no setor de pagamentos eletrônicos.

O relatório sustenta que o Pix recebe tratamento preferencial no mercado brasileiro, o que poderia prejudicar companhias norte-americanas concorrentes. O órgão afirma que o sistema possui vantagens regulatórias e operacionais que dificultariam a competição de plataformas privadas internacionais.

Apesar das críticas, o documento reconhece o sucesso da ferramenta criada pelo Banco Central. O governo norte-americano destaca que o Pix foi rapidamente adotado pela população e pelo comércio, contribuindo para a redução dos custos de transação e para a ampliação do acesso a serviços financeiros no país.

Além do Pix, a investigação também aborda outros temas considerados problemáticos pelos Estados Unidos. Entre eles estão decisões da Justiça brasileira envolvendo plataformas digitais, políticas tarifárias adotadas em acordos comerciais com México e Índia, medidas de combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e ações relacionadas ao combate ao desmatamento ilegal.

A proposta de sobretaxa ainda não está em vigor. O texto será submetido a consultas públicas e audiências antes de uma decisão definitiva. A palavra final caberá ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

 

Segundo o USTR, alguns produtos brasileiros poderão ficar fora da eventual cobrança adicional, incluindo determinadas carnes, frutas e café. A justificativa é evitar riscos de desabastecimento no mercado norte-americano.

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PERFECTTY - DR. ERLON FRANCO

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ACIDENTE: Carro derruba poste na avenida Alexandrino de Alencar

02/06/2026


Foto: Reprodução

Um carro derrubou um poste na avenida Alexandrino de Alencar, na esquina com a avenida Coronel Estevam, no bairro Alecrim, na zona Leste de Natal, na manhã desta terça-feira (2). O veículo saía da Coronel Estevam para a Alexandrino. O condutor estava sozinho e foi socorrido para o hospital militar que fica em frente ao local do acidente.

Com o poste tombado e preso apenas à fiação, a avenida Alexandrino de Alencar ficou totalmente fechada nos dois sentidos. Já a avenida Coronel Estevam ficou parcialmente bloqueada. Por causa da situação, o trânsito ficou lento nas duas vias.

 

 

Portal da Tropical

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ÓTICA VENÂNCIO

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Veja os números da pesquisa para o Governo do RN

02/06/2026


O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, aparece na liderança da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte em todos os cenários testados pela pesquisa Agorasei/96FM divulgada nesta segunda-feira (1º). O levantamento mostra o gestor à frente tanto na pesquisa espontânea quanto na estimulada, além de vencer os dois cenários de segundo turno simulados pelo instituto.

Espontânea

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados respondem sem receber uma lista de candidatos, Allyson lidera com 23,1% das citações. Em seguida aparecem o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias, com 8,5%, e o secretário estadual Cadu Xavier, com 8,1%.

Mais atrás surgem Carlos Eduardo, com 1,1%, a governadora Fátima Bezerra, com 0,6%, o senador Styvenson Valentim, com 0,4%, Francisco do PT, Garibaldi Filho, Natália Bonavides e Rogério Marinho, todos com 0,2%.

Também foram citados José Agripino, Benes Leocádio, Coronel Hélio, Mineiro, Neilton Diógenes e Zenaide Maia, com 0,1% cada.

O levantamento mostra ainda que 47,7% dos entrevistados disseram não saber em quem votariam para governador, enquanto 9,1% afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato.

Estimulada

Quando os eleitores recebem uma lista de nomes, Allyson amplia sua vantagem. No cenário estimulado, ele registra 39,8% das intenções de voto, contra 22,1% de Álvaro Dias e 11,4% de Cadu Xavier.

Na sequência aparecem Robério Paulino, com 1,1%, Rodrigo Vieira, com 0,9%, e Dário Barbosa, com 0,3%.

Entre os entrevistados, 12,3% afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos apresentados, enquanto 12% disseram não saber em quem votariam.

Cenários de segundo turno

A pesquisa também simulou três cenários de segundo turno.

No confronto entre Allyson Bezerra e Álvaro Dias, o prefeito de Mossoró alcança 48,1% das intenções de voto, enquanto o ex-prefeito de Natal registra 25,4%. A diferença entre os dois é de 22,7 pontos percentuais.

Nesse cenário, 16,6% afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 9,9% disseram não saber em quem votariam.

Em uma disputa direta entre Allyson Bezerra e Cadu Xavier, a vantagem do prefeito mossoroense é ainda maior. Allyson aparece com 54% das intenções de voto, contra 14,9% do secretário estadual.

Outros 18,3% afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos apresentados, enquanto 12,9% não souberam responder.

O levantamento também testou um cenário sem a participação de Allyson Bezerra. Nesse caso, Álvaro Dias lidera com 38,2%, enquanto Cadu Xavier aparece com 20,8%.

Nesse confronto, 27,3% dos entrevistados disseram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos e 13,7% afirmaram não saber em quem votariam.

A pesquisa Pesquisa Agorasei/96FM entrevistou 1.500 pessoas entre os dias 28 a 31 de maio. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança estimado de 95%. A pesquisa foi registrada no RN com o protocolo RN-02699/2026; e o registro nacional é o BR-05671/2026.

Veja tambe?m:

Styvenson lidera disputa ao Senado no RN; Zenaide aparece em segundo, aponta pesquisa Agorasei/96FM

 

Aprovação ao governo Lula supera 64% no RN, aponta pesquisa Agorasei/96FM

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KAIO CLIMATIZAÇÃO

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Seleção vai usar três variações de uniforme na fase de grupos da Copa

02/06/2026


Foto: Divulgação

A poucos dias da estreia na Copa do Mundo de 2026, a Seleção Brasileira já sabe quais uniformes utilizará nos compromissos da fase de grupos. A definição foi divulgada pela Fifa nesta segunda-feira (1º) e prevê três combinações diferentes para os primeiros jogos do torneio.

Segundo a CNN, o Brasil abrirá sua participação diante do Marrocos, em 13 de junho, às 19h (de Brasília), em Nova Jersey. Na partida, a equipe comandada por Carlo Ancelotti vestirá a tradicional combinação formada por camisa amarela, calção azul e meias brancas. Os goleiros atuarão com uniforme inteiramente preto. Os marroquinos entrarão em campo com camisa e meias vermelhas, além de calções verdes.

Na segunda rodada, marcada para 19 de junho, na Filadélfia, a Seleção terá uma mudança significativa no visual. Contra o Haiti, os jogadores de linha usarão uniforme totalmente azul, com camisa e calção da mesma cor, complementados por meias pretas. Os goleiros brasileiros vestirão magenta, enquanto os haitianos jogarão com conjunto completamente branco.

Já no terceiro e último compromisso da fase de grupos, diante da Escócia, em 24 de junho, em Miami, o Brasil voltará a utilizar a camisa amarela. Desta vez, porém, o uniforme será composto por calção branco e meias brancas. A principal novidade ficará por conta dos goleiros, que entrarão em campo usando um uniforme integralmente vermelho.

A definição dos trajes acontece no mesmo dia em que a delegação brasileira inicia sua viagem para os Estados Unidos, país que sediará parte da competição ao lado de Canadá e México. A chegada da equipe está prevista para terça-feira (2), quando também será realizado o primeiro treinamento em solo americano.

 

Antes da estreia no Mundial, a Seleção ainda fará um último teste. O time enfrenta o Egito no dia 6 de junho, em Cleveland, em amistoso preparatório para a competição.

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KAIO CLIMATIZAÇÃO

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Anac reduz 40% da fiscalização do setor aéreo após cortes no Orçamento

02/06/2026


Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

O bloqueio de recursos no Orçamento de 2026 começou a impactar diretamente as atividades finalísticas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com risco de prejuízos à segurança operacional e ao funcionamento do setor aéreo no país, conforme a autarquia. 40% de todas as ações de fiscalização de seus regulados serão interrompidas imediatamente.

De acordo com comunicado oficial da Anac, noticiou o Metrópoles, as restrições orçamentárias afetam ações centrais da agência, como a fiscalização de empresas aéreas, a certificação de aeronaves e operadores e a qualificação de profissionais da aviação. Essas atividades são consideradas essenciais para garantir padrões de segurança e regularidade no transporte aéreo.

O cenário ocorre em meio a um bloqueio mais amplo de gastos do governo federal. Em maio, a equipe econômica anunciou a contenção de R$ 22,1 bilhões no Orçamento deste ano, como forma de cumprir as regras do arcabouço fiscal e acomodar o aumento de despesas obrigatórias.

Impactos

A limitação de recursos pode levar à redução de inspeções e auditorias, atrasos em processos de certificação e dificuldades na execução de projetos estratégicos da agência. Em momentos anteriores de restrição orçamentária, a Anac chegou a suspender exames teóricos para pilotos e comissários, além de interromper certificações e reduzir fiscalizações.

Essas atividades são consideradas sensíveis porque impactam diretamente a segurança do setor aéreo. A diminuição da frequência de inspeções, por exemplo, pode aumentar o risco de falhas não identificadas em companhias aéreas, aeroportos e oficinas de manutenção.

“A Anac reitera que bloqueios orçamentários que implicam a atuação finalística de agências reguladoras causam prejuízos diretos a toda a sociedade brasileira, além de queda na arrecadação, como no caso da suspensão das ações de certificação. Sem certificação, não há operação de novas aeronaves no mercado de aviação civil brasileiro”, informou em nota.

Orçamento pressionado

O orçamento da Anac já vinha sendo pressionado nos últimos anos. Estimativas internas apontam que os recursos disponíveis não cobrem integralmente as necessidades da agência, o que limita sua capacidade operacional e de expansão.

Mesmo com tentativas de recomposição parcial em períodos anteriores, a agência ainda opera com restrições que afetam desde contratos até deslocamentos de servidores para atividades de fiscalização e certificação.

A Anac alerta que o impacto vai além da gestão interna e pode atingir todo o ecossistema da aviação civil. Isso inclui atrasos na entrada de novas empresas no mercado, entraves à inovação tecnológica e gargalos na formação de mão de obra qualificada.

 

Além disso, a redução da capacidade de supervisão pode gerar preocupação internacional sobre os padrões de segurança da aviação brasileira, com possíveis reflexos em acordos e operações no exterior.

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SAMIR BARBER - CABELO E BARBA

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Jovem mordida por tubarão em Boa Viagem saiu do mar sem a perna, diz primo

02/06/2026


Marcela Vitória de Lima Santos, de 19 anos, foi socorrida por familiares e banhistas após sofrer ataque de tubarão na Praia de Boa Viagem, no Recife Foto: Reprodução/Redes Sociais

Marcela Vitória, de 19 anos, foi mordida por um tubarão-tigre e segue internada em estado grave no Hospital da Restauração

Uma jovem de 19 anos ficou gravemente ferida após ser atacada por um tubarão-tigre na tarde desta segunda-feira 1º, na Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Identificada como Marcela Vitória de Lima Santos, ela sofreu a amputação traumática da perna direita e precisou ser socorrida às pressas.

O primo da vítima, o vigilante Jonas André de Lima, foi um dos primeiros a prestar ajuda. Em entrevista à TV Globo, ele contou que entrou no mar para resgatá-la quando percebeu que a jovem estava perdendo forças na água.

Segundo o relato, Marcela já estava sem a perna quando foi retirada do mar. Com a ajuda de outras pessoas que estavam na praia, ela foi levada até a faixa de areia para receber atendimento.

De acordo com testemunhas, a jovem estava na praia acompanhada de familiares e amigos. Antes do incidente, ela teria informado que iria entrar no mar para tomar banho. Pouco depois, ocorreu o ataque.

Um médico que passava o dia na praia auxiliou nos primeiros socorros até a chegada das equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Inicialmente, Marcela foi encaminhada para uma unidade hospitalar da Zona Sul do Recife e, posteriormente, transferida para o Hospital da Restauração.

A unidade de saúde informou que a paciente passou por cirurgia e permanece internada em estado grave.

Moradora de São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife, Marcela foi atacada em uma área próxima à Padaria Boa Viagem. Segundo o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), o trecho não registrava ocorrências semelhantes desde 2013, embora existam placas alertando sobre o risco de ataques.

O caso ocorreu apenas um dia após outro incidente envolvendo tubarão no litoral pernambucano. No domingo 31, um menino de 11 anos foi atacado na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, sofrendo ferimentos graves que também resultaram na amputação de uma perna.

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KAIO CLIMATIZAÇÃO

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Arrecadação do Estado sobe 21% até abril e comprometimento da receita com despesa de pessoal cai

02/06/2026


Arrecadação do Estado sobe 21% até abril e comprometimento da receita com despesa de pessoal cai - Foto: José Aldenir

Dados apontam que a receita consolidada do Estado alcançou R$ 9,24 bilhões

A arrecadação estadual cresceu nos quatro primeiros meses de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. Os resultados constam no Relatório de Gestão Fiscal (RGF) do 1º quadrimestre de 2026, publicado pelo Governo do Estado no Diário Oficial do Estado no último sábado 30.

Os dados apontam que a receita consolidada do Estado alcançou R$ 9,24 bilhões nos quatro primeiros meses do ano, representando crescimento de 21,11% em relação ao mesmo período de 2025. Descontada a inflação do período, o crescimento real da receita foi de aproximadamente 16,02%.

Entre os destaques da arrecadação própria, o ICMS registrou crescimento de 13,85%, passando de R$ 1,78 bilhão para R$ 2,03 bilhões. O governo aponta que “o resultado reforça o dinamismo da atividade econômica estadual e a efetividade das ações de modernização da administração tributária”. O ICMS permanece como a principal fonte de receita tributária do Estado, representando mais de 70% da arrecadação de impostos.

Por outro lado, a arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) apresentou redução de 8,33% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A queda está diretamente relacionada às alterações promovidas pelo Governo Federal na política de isenção do Imposto de Renda, com ampliação da faixa de renda beneficiada, reduzindo a retenção do tributo sobre os rendimentos dos trabalhadores.

Essa mudança também produziu reflexos sobre as transferências constitucionais aos estados. Como parte da arrecadação do Imposto de Renda compõe o Fundo de Participação dos Estados (FPE), a redução da base tributável impactou negativamente o desempenho do fundo. No primeiro quadrimestre, o FPE arrecadou R$ 2,39 bilhões para o Rio Grande do Norte, crescimento de apenas 3,18%, percentual inferior ao observado em outras receitas relevantes do Estado. Além disso, o acompanhamento das metas bimestrais aponta insuficiência do FPE de aproximadamente R$ 364 milhões em relação à previsão inicialmente estabelecida para o período.

O RGF indica ainda que o resultado orçamentário consolidado atingiu superávit de R$ 1,24 bilhão no primeiro quadrimestre, valor 49,88% superior ao registrado no mesmo período de 2025. As receitas cresceram em ritmo superior ao das despesas liquidadas, fortalecendo a capacidade de gestão fiscal e financeira do Estado.

Outro indicador relevante foi a redução do comprometimento da despesa com pessoal em relação à Receita Corrente Líquida Ajustada (RCL). Após encerrar o 3º quadrimestre de 2025 com índice de 56,41%, o Estado reduziu esse percentual para 56,12% no 1º quadrimestre de 2026, mesmo em um contexto de crescimento nominal da folha. O resultado foi possível graças à expansão da RCL, que alcançou R$ 20,1 bilhões no período analisado.

Na educação, o percentual aplicado em Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE) passou de 26,66% para 27,75% da Receita Líquida de Impostos e Transferências, superando o mínimo constitucional. Na saúde, a aplicação em ações e serviços públicos de saúde evoluiu de 6,35% para 6,64%, acompanhando o crescimento da arrecadação vinculada.

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CANTINHO DO AÇAI

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Pequenos negócios geraram mais de 5 mil empregos no RN em 2026

02/06/2026


Pequenos garantiram saldo positivo - Foto: Bruno Peres / Agência Brasil

Sebrae-RN aponta que desempenho reforça a relevância dos pequenos negócios

Os pequenos negócios seguem desempenhando papel decisivo na geração de empregos no Rio Grande do Norte. O Boletim do Emprego, elaborado pelo Sebrae-RN, com base nos dados do Novo Caged, revela que as microempresas foram responsáveis pela criação de 5.009 postos de trabalho formais entre janeiro e abril de 2026, garantindo o saldo positivo de empregos no segmento empresarial potiguar.

Os números mostram que, enquanto as microempresas acumularam resultado positivo expressivo, os demais portes registraram retração no período. As pequenas empresas apresentaram saldo negativo de 133 vagas, as grandes empresas encerraram o quadrimestre com menos 1.629 postos e as médias empresas registraram saldo negativo de 3.005 empregos.

O Sebrae-RN aponta que “o desempenho reforça a relevância dos pequenos negócios para a economia do Estado, especialmente em um cenário de desaceleração do mercado de trabalho”. Somente em abril, o Rio Grande do Norte contabilizou 20.089 admissões e 20.245 desligamentos, resultando em saldo negativo de 156 vagas formais.

Segundo análise de Alinne Dantas, gerente de Gestão Estratégica do Sebrae-RN, os dados mostram que os pequenos negócios continuam sendo os principais responsáveis pela geração de oportunidades no Rio Grande do Norte.

“Mesmo em um contexto de maior oscilação do mercado de trabalho, as microempresas mantêm saldo positivo e ajudam a sustentar a economia local. Isso reforça a importância de investir em ações que promovam competitividade, inovação e acesso a mercados para os empreendedores potiguares”, afirma.

Apesar do resultado do mês, o acumulado do ano “destaca a capacidade dos empreendedores de menor porte de manter a atividade econômica e gerar oportunidades de trabalho em diferentes regiões do Estado”, afirma o relatório. O segmento concentra a maior parte dos estabelecimentos empresariais potiguares e segue sendo um dos principais motores da economia local.

Os dados também apontam que a dinâmica do emprego varia entre os municípios. Em abril, Natal apresentou saldo positivo de 215 vagas, seguida por Assú, com 109, São Gonçalo do Amarante, com 90, Currais Novos, com 84, e Pau dos Ferros, com 79 novos postos formais.

Saldo de empregos por porte de empresa no RN em 2026

Microempresa: +5.009

Pequena empresa: -133

Grande empresa: -1.629

 

Média empresa: -3.005

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FELIPE CEL - CELULARES E ACESSÓRIOS

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Governo do RN amplia contingenciamento do orçamento para quase R$ 500 milhões

02/06/2026


Limitação de empenho foi publicada pelo governo após relatório da Sefaz - Foto: José Aldenir

Medida decorre da frustração de receitas no 1º bimestre; valor pode ser liberado se houver melhora da arrecadação depois

O Governo do Rio Grande do Norte ampliou o nível de contingenciamento do orçamento estadual de 2026 após constatar que a arrecadação ficou abaixo das metas previstas para o primeiro bimestre deste ano (janeiro e fevereiro). Agora, o valor congelado passa a ser de R$ 497,4 milhões — o equivalente a cerca de 1,8% de toda a despesa prevista para o ano.

A medida, assinada pela governadora Fátima Bezerra (PT), foi oficializada por decreto publicado no sábado 30 no Diário Oficial do Estado (DOE) e aumenta o congelamento que já havia sido determinado em abril, quando o governo contingenciou R$ 306 milhões do orçamento.

Do total bloqueado no novo decreto, R$ 439,9 milhões correspondem ao Poder Executivo estadual. O restante deverá ser absorvido pelos demais poderes e órgãos autônomos, como Tribunal de Justiça, Assembleia Legislativa, Ministério Público, Defensoria Pública e Tribunal de Contas, que terão de adotar medidas próprias de limitação de despesas.

A nova limitação de empenho foi determinada após a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) divulgar o Demonstrativo das Metas Bimestrais de Arrecadação referente ao período de janeiro a abril. Segundo o decreto, a frustração acumulada de receitas até o segundo bimestre tornou necessária a ampliação das medidas de contenção para adequar as despesas à arrecadação efetivamente realizada.

Na prática, o contingenciamento consiste na restrição temporária de despesas autorizadas no orçamento, sobretudo aquelas de caráter discricionário, ou seja, que não possuem execução obrigatória imediata. O objetivo é preservar o equilíbrio fiscal e cumprir as exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A medida não representa um corte definitivo, podendo ser revista caso a arrecadação volte a crescer ao longo do ano.

O decreto revoga a norma anterior, publicada em abril, que havia fixado um contingenciamento de R$ 306 milhões com base nos resultados do primeiro bimestre. Com a publicação da nova norma, passa a valer apenas o bloqueio de R$ 497,4 milhões calculado a partir dos dados atualizados da arrecadação estadual.

A Secretaria de Fazenda aponta que a frustração de receitas está relacionada à redução na arrecadação do Imposto de Renda — especialmente sobre salários de servidores — e à queda nas transferências federais, como o Fundo de Participação dos Estados (FPE), que é parcialmente composto por esse tributo.

A maior parte da contenção está concentrada no Poder Executivo e recai principalmente sobre investimentos. O órgão mais afetado é o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), responsável sozinho por R$ 334,7 milhões do contingenciamento. O valor representa quase dois terços de toda a limitação imposta ao Executivo e atinge principalmente recursos destinados a obras e infraestrutura rodoviária.

Também figuram entre os órgãos mais impactados a Secretaria Estadual da Fazenda, com R$ 20,5 milhões contingenciados; a Polícia Militar, com R$ 13,1 milhões; a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), com R$ 12,3 milhões; e a Secretaria Estadual da Infraestrutura, com R$ 8,5 milhões.

Apesar da ampliação das restrições orçamentárias, o governo manteve protegidas as despesas consideradas obrigatórias. Permanecem fora do contingenciamento os gastos com pessoal, serviço da dívida pública e as aplicações vinculadas aos percentuais mínimos constitucionais nas áreas de saúde, educação e segurança pública.

O novo decreto também distribui entre os demais poderes e órgãos independentes uma limitação proporcional de R$ 57,5 milhões. O Tribunal de Justiça concentra a maior parcela desse montante, com R$ 24,8 milhões, seguido pela Assembleia Legislativa, com R$ 14,6 milhões, e pelo Ministério Público Estadual, com R$ 8,4 milhões.

A equipe econômica do Estado continuará acompanhando o comportamento da arrecadação ao longo dos próximos meses. Caso as receitas apresentem recuperação, os limites poderão ser revistos. Por outro lado, a persistência da frustração de receitas poderá exigir novas medidas de ajuste fiscal ao longo do exercício.

Cinco áreas mais afetadas pelo contingenciamento no Executivo

Departamento de Estradas de Rodagem (DER): R$ 293,4 milhões

Secretaria da Fazenda (Sefaz): R$ 20,5 milhões

Polícia Militar: R$ 13,1 milhões

Universidade do Estado do RN (Uern): R$ 12,3 milhões

 

Secretaria da Infraestrutura: R$ 8,5 milhões

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