Ministério Público apura racismo em manequins pretos servindo brancos em vitrine de loja
06/11/2026

Foto: Reprodução/Redes Sociais
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) avalia uma representação contra uma loja de luxo na capital paulista por uma vitrine em que manequins negros apareciam posicionados como se estivessem servindo manequins brancos. O caso envolve a loja Arthur Caliman, na zona sul da cidade.
Na exposição, os manequins negros estavam em posições inferiores e usavam roupas neutras, enquanto os brancos ocupavam o centro da vitrine com vestidos de festa. A disposição foi interpretada como uma representação de hierarquia racial.
Para a especialista em diversidade e inclusão Gabriela Augusto, a composição remete a estereótipos históricos. “Brancos no lugar da celebração e do consumo, negros no lugar do serviço”, afirmou ao Metrópoles.
A loja negou qualquer intenção racista e explicou que a escolha dos manequins considera o contraste entre suas cores e as roupas expostas. Segundo o estabelecimento, vitrines anteriores já utilizaram exclusivamente manequins negros.
Após a repercussão, a empresa substituiu um dos manequins negros por outro de cor prata e lamentou o desconforto causado. O Ministério Público analisa a representação apresentada sobre o caso.
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