Cadu deixou o Estado “quebrado” e não tem capacidade de governar, afirma Allyson
17/10/2026

Candidato atribui crise financeira à gestão do adversário, promete atrair investimentos privados e reafirma proposta de construir terceira ponte em Natal
O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Allyson Bezerra (União) acusou o adversário Cadu de Lula (PT) de ter deixado o Estado “quebrado” e afirmou que o ex-secretário de Fazenda não tem capacidade de administrar o Executivo estadual, em razão da delicada situação financeira da gestão da governadora Fátima Bezerra (PT).
“Quem passou oito anos administrando as finanças do Estado e deixou o Estado quebrado, com dívidas, e nessa situação de insegurança, até para os servidores, como a gente está vendo as matérias todo santo dia, não tem capacidade de gerir o Estado”, declarou. O candidato citou bloqueio de empréstimos consignados, dificuldades previdenciárias e atrasos nos pagamentos a médicos. “O Estado está vivendo um caos. O Estado tem que mudar.”
Cadu integrou a equipe econômica durante toda a gestão de Fátima, inicialmente como secretário de Tributação e, depois, como secretário de Fazenda — pasta responsável pela arrecadação e pelos pagamentos do Estado. Ele deixou o cargo em março deste ano para ficar apto à disputa eleitoral.
Allyson declarou que, se eleito governador, pretende ampliar a arrecadação por meio de novos empreendimentos, buscar recursos federais e emendas parlamentares e recuperar a capacidade de investimento estadual.
Como referência, apresentou sua passagem pela Prefeitura de Mossoró (2021-2026). Destacou que, quando assumiu, o município tinha nota C na avaliação da Capacidade de Pagamento (Capag) do Tesouro Nacional e passou à nota A após a reorganização financeira. O candidato contrapôs esse resultado à situação estadual, que tem nota C, e afirmou que o equilíbrio das contas depende de mudanças administrativas. “Como é que se faz isso? Com organização financeira, organizando o Estado estruturalmente.”
Allyson também associou as dificuldades fiscais a entraves à atividade econômica. Criticou o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) e disse que a demora no licenciamento prejudica a instalação de negócios. “O Estado do Rio Grande do Norte está travado”, afirmou. “Nós precisamos desburocratizar o Estado. Para isso, eu trago a liberdade econômica.”
O candidato prometeu aproximar o governo da iniciativa privada e facilitar investimentos de empresários potiguares, de outras regiões e do exterior. Na avaliação dele, a expansão dos negócios permitirá aumentar a receita pública. “Está fechando as portas para quem quer investir no Estado”, disse, sobre a administração atual. “No nosso governo, todos aqueles que são empresários, de todo o País e do mundo, vão ter a condição de investir no nosso Estado.”
Terceira ponte sobre o Rio Potengi
Na infraestrutura, Allyson reafirmou a promessa de construir uma terceira ponte em Natal sobre o Rio Potengi, ligando a Avenida Itapetinga, na Zona Norte, à Zona Leste. Questionado sobre custo, financiamento e prazo, disse que contratará estudos no início do mandato para definir o projeto e o orçamento. A análise deverá incluir condições geológicas, traçado, trânsito e impactos da intervenção.
“A gente precisa ter um projeto detalhado com um traçado”, afirmou. A partir desses levantamentos, pretende buscar apoio da bancada federal e do governo federal, além de recursos estaduais. “Nós queremos fazer essa grande obra e vamos fazer.” Embora questionado sobre a possibilidade de concluir a ponte em quatro anos, não apresentou cronograma nem estimativa de custo.
O candidato reiterou que pretende homenagear a ex-governadora Wilma de Faria no nome da estrutura, pelo papel dela na construção da Ponte Newton Navarro, que liga a Redinha a Santos Reis. Para sustentar sua capacidade de execução, citou a formação em engenharia civil e afirmou ter realizado mais de R$ 350 milhões em obras como prefeito.
Allyson também mencionou uma parceria com a iniciativa privada para a construção da Arena Nogueirão e um novo centro administrativo em Mossoró, com investimento superior a R$ 215 milhões. “Para outros grandes projetos, nós vamos chamar a iniciativa privada”, declarou.
Neutralidade na disputa presidencial
Na discussão eleitoral, Allyson reafirmou que não apoiará um candidato à Presidência e sustentou ter condições de governar com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL). “Sou o único candidato que tem a capacidade de conversar em Brasília, seja qual for o presidente da República que seja eleito”, afirmou.
O candidato citou a experiência como prefeito durante os governos Jair Bolsonaro e Lula e disse que manterá interlocução com os três senadores e os oito deputados federais do Estado. “Eu vou governar bem, seja qual for o presidente eleito no domingo, dia 25”, declarou. Segundo ele, a avaliação dos eleitores deve considerar os resultados administrativos.
A neutralidade foi questionada diante do apoio do prefeito de Natal, Paulinho Freire (União), que defendeu o voto em Allyson e Flávio e falou em “varrer o PT” durante um ato na última quinta-feira 15. Allyson respondeu que sua aliança reúne lideranças dos dois campos presidenciais. “O nosso Estado não é formado por pessoas que pensam necessariamente igual. Nós temos pessoas que pensam diferente.”
Também questionado sobre possíveis dificuldades com Flávio por não apoiá-lo, o candidato disse manter a mesma posição desde sua eleição para deputado. “Eu não quero impor, eu não quero induzir, eu não quero dizer que só vou governar bem se tal presidente for eleito.”
Fonte: Agorarn
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