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Dormir mal depois dos 50 encurta a vida profissional, e o estudo mede em meses quanto

22/08/2026


Estudo finlandês estimou em meses quanto as perturbações do sono depois dos 50 anos encurtam o tempo de permanência de uma pessoa no mercado de trabalho — Foto: Acervo Agora RN

Quem tem distúrbio grave do sono trabalha oito meses a menos, segundo pesquisa com 76 mil adultos

Um estudo publicado em 18 de agosto na revista Occupational and Environmental Medicine, do grupo BMJ, colocou número no que até agora era intuição: perturbações do sono depois dos 50 anos reduzem, em meses, o tempo que a pessoa ainda vai passar trabalhando.

A pesquisa acompanhou duas coortes finlandesas. A Finnish Public Sector reuniu 70.339 servidores públicos entre 2000 e 2016, 80% deles mulheres. A Health and Social Support acompanhou 6.071 adultos em idade ativa entre 1998 e 2013. O objetivo foi estimar a expectativa de vida laboral — o número de anos que a pessoa deve permanecer na força de trabalho — dos 50 aos 68 anos.Os resultados separam três situações. Quem não relatou perturbações do sono somou 13 anos e 5 meses de expectativa de vida profissional. Com perturbações moderadas, o tempo caiu para 13 anos. Com perturbações graves, para 12 anos e 10 meses — cerca de oito meses a menos que o primeiro grupo.

A duração também pesou, e não só para menos. Dormir nove horas ou mais apareceu associado a reduções que vão de nove a trinta meses, dependendo da combinação com as perturbações. O estudo classificou como sono curto menos de sete horas, médio entre sete e oito horas e meia, e longo nove horas ou mais.

O artigo é assinado por Saana Myllyntausta, Katriina Heikkilä, Jaana Pentti, Holendro Singh Chungkham, Sakari Suominen, Mika Kivimaki, Jussi Vahtera, Paola Zaninotto, Jenni Ervasti e Sari Stenholm, e está registrado sob o DOI 10.1136/oemed-2025-110766.

O achado conversa com a discussão brasileira sobre riscos psicossociais no trabalho, que desde maio deixou de ser recomendação e virou item fiscalizável pela NR-1. Sono ruim aparece nos dois lados da conta: como sintoma de sobrecarga e como fator que antecipa a saída do mercado.

 

Para quem já passou dos 50, a distinção prática importa. O Agora RN publicou em agosto orientações sobre quantas horas os idosos precisam dormir e sobre os exercícios que mais ajudam a combater a insônia. O estudo finlandês foi apresentado por O Correio de Hoje na edição desta sexta-feira 21.

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