Ciclista morre após ser espancado por quase 9 minutos em Copacabana, no Rio de Janeiro
21/08/2026

Câmeras de segurança registraram agressão contra o ciclista Cláudio Rafael Landeiro em Copacabana, no Rio de Janeiro
Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, foi atacado por três homens após ser acusado de estar com uma bicicleta roubada; dois seguranças foram presos
O ciclista Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, morreu após ser espancado por quase nove minutos em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O ataque aconteceu na noite de 11 de agosto, depois que ele foi acusado de ter roubado uma bicicleta que, segundo a família, pertencia à irmã dele. As agressões foram registradas por câmeras de segurança.
Nas imagens, três homens aparecem cercando Cláudio. Dois utilizavam mochilas de entrega, enquanto o terceiro carregava uma vareta. Um dos envolvidos desferiu pelo menos 30 golpes contra o ciclista, que também recebeu socos e chutes.
Cláudio tentou deixar o local, mas foi impedido pelos agressores. Ele não reagiu às agressões e acabou caindo desacordado na calçada. Depois, os envolvidos revistaram os bolsos da vítima e deixaram o local.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e levou o ciclista ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. Cláudio não resistiu aos ferimentos. Segundo informações repassadas à família, a morte foi provocada por traumatismo craniano e hemorragia interna.
Dois seguranças foram presos
A Polícia Civil identificou quatro pessoas como envolvidas no episódio. Segundo as investigações, três teriam participado diretamente das agressões.
Jorge Luiz Ricardo Dias, de 56 anos, foi preso na quinta-feira 20, depois de se apresentar à polícia. Segundo as autoridades, ele não teria agredido Cláudio, mas aparece nas imagens segurando a bicicleta e o porrete utilizado durante o ataque. Em depoimento, Jorge afirmou que tentou impedir as agressões.
Outro segurança, Davi Santos Machado, também foi preso na noite de quinta-feira 20. Ele se entregou na 53ª DP, em Mesquita. As prisões foram solicitadas pela 12ª DP, em Copacabana, após a análise das imagens de segurança e dos depoimentos de testemunhas.
As investigações continuam para esclarecer a participação de cada envolvido na morte de Cláudio. Outros dois suspeitos, identificados pela polícia como entregadores, também são investigados e tiveram a prisão autorizada pela Justiça.
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