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Confiança da indústria recua, mas Nordeste mantém otimismo

30/06/2026


Icei mostra aumento do número de segmentos pessimistas, enquanto Nordeste mantém indicador acima da linha de confiança, apesar da leve queda no mês

A confiança da indústria brasileira voltou a enfraquecer em junho, com aumento do número de segmentos que demonstram pessimismo em relação à economia e aos próprios negócios. Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 24 dos 29 setores industriais pesquisados registraram Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) abaixo da linha de 50 pontos, um a mais do que em maio. No Nordeste, apesar da queda de 51,9 para 51,5 pontos, o indicador permaneceu em território de confiança.

Os empresários mais pessimistas são os dos segmentos de biocombustíveis, metalurgia, madeira, couros e artefatos de couro. Em sentido oposto, apenas cinco setores seguem demonstrando confiança: farmoquímicos e farmacêuticos, perfumaria, limpeza e higiene pessoal, produtos diversos, impressão e reprodução e bebidas.

O levantamento também revela deterioração da confiança entre empresas de diferentes portes. Nas grandes indústrias, o Icei recuou 1,6 ponto, para 48 pontos, ampliando a distância em relação à linha dos 50 pontos, que separa confiança de falta de confiança. Entre as pequenas empresas, a queda foi de 0,5 ponto, levando o índice para 46,3 pontos.

As médias empresas foram a única faixa a apresentar melhora no mês. O indicador avançou 0,3 ponto, alcançando 47,3 pontos. Apesar da alta, o resultado permanece abaixo do nível considerado de confiança, indicando que o segmento continua avaliando de forma negativa o ambiente de negócios.

Na análise regional, o Centro-Oeste apresentou a maior deterioração. O Icei caiu de 51,7 para 49,7 pontos, fazendo com que a região deixasse o campo da confiança e retornasse ao pessimismo. No Sul, o índice recuou 0,9 ponto, para 44,4 pontos, enquanto o Sudeste registrou queda de 0,6 ponto, chegando a 46,6 pontos. Em ambos os casos, o afastamento da marca de 50 pontos reforça a percepção negativa dos empresários.

O Nordeste foi a única região, ao lado do Centro-Oeste antes da queda, a permanecer acima da linha de confiança. Embora tenha registrado leve recuo, de 51,9 para 51,5 pontos, o resultado indica que os industriais nordestinos ainda mantêm expectativa positiva para os próximos meses. Já no Norte, o Icei subiu 0,7 ponto, alcançando 45,9 pontos, mas permaneceu abaixo do nível considerado de confiança.

 

Os resultados sugerem um ambiente mais cauteloso para a atividade industrial brasileira, marcado por incertezas econômicas e expectativas menos favoráveis em grande parte dos setores e regiões. Ainda assim, o desempenho do Nordeste indica que a confiança empresarial permanece relativamente mais resiliente na região em comparação com o restante do País.

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