Aumento do tarifaço dos EUA ameaça mais uma vez sal e pescado potiguares
17/06/2026

Proposta de sobretaxa de até 37,5% sobre produtos brasileiros amplia preocupação de exportadores potiguares; setores salineiro e pesqueiro alertam para perda de competitividade e risco a mercados estratégicos
A possibilidade de os Estados Unidos elevarem para até 37,5% as tarifas sobre parte das exportações brasileiras acendeu um sinal de alerta em setores estratégicos da economia do Rio Grande do Norte. Entre os segmentos mais preocupados estão a indústria salineira e a cadeia do pescado, que já vinham acompanhando com apreensão os desdobramentos da política comercial adotada pelo governo norte-americano.
Levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 31,6% das exportações brasileiras para os Estados Unidos poderão ser submetidas a uma tarifa adicional de 37,5% caso sejam implementadas as medidas propostas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), sigla em inglês. Atualmente, muitos desses produtos estão sujeitos a uma tarifa de 10%.
Se confirmadas, as novas cobranças elevarão significativamente os custos de acesso ao mercado americano e poderão atingir setores exportadores que dependem da competitividade internacional para manter operações e empregos.
A preocupação é ainda maior porque os Estados Unidos figuram entre os principais destinos de exportações de produtos industrializados e de maior valor agregado do Brasil. Para o Rio Grande do Norte, os reflexos podem alcançar especialmente dois setores que possuem forte presença no comércio exterior: o sal marinho e o pescado.
O Estado responde por mais de 95% da produção nacional de sal marinho e possui uma das principais cadeias exportadoras de pescados do País, com destaque para atum, peixe fresco, lagosta e outros produtos destinados aos mercados internacionais.
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