Construção civil movimenta R$ 5,9 bi por ano no RN, e setor pede mais infraestrutura
11/06/2026

Números mostram um espelho de 2024, de acordo com pesquisa realizada pelo IBGE e trazem importância do setor no RN - Foto: José Aldenir
Setor foi responsável pela manutenção de mais de 32 mil empregos no RN em 2024; presidente da entidade defende ampliação de obras estruturantes para elevar competitividade do Estado
A indústria da construção civil movimentou R$ 5,92 bilhões em incorporações, obras e serviços no Rio Grande do Norte em 2024, segundo dados da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (Paic), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira,10. O desempenho representou 7,1% de toda a atividade do setor no Nordeste e reforçou o peso da construção na economia potiguar, mas também evidenciou uma característica que preocupa o setor produtivo: a baixa participação das obras de infraestrutura em comparação com a média nacional.
Na avaliação do presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Sinduscon-RN), Sérgio Azevedo, esses números do IBGE mostram um retrato da relevância econômica da atividade, mas também um indicativo da necessidade de ampliar investimentos públicos e privados em obras estruturantes.
“Os dados divulgados pelo IBGE reforçam a importância da construção civil para a economia do Rio Grande do Norte”, afirma. Segundo ele, é importante observar que a Paic não mede o desempenho conjuntural do mercado, mas sim a estrutura da atividade econômica em determinado período. “É importante destacar que a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (Paic) não mede o momento atual do mercado. Trata-se de uma pesquisa estrutural, que retrata a dimensão e a composição do setor em determinado período e serve de referência para análises econômicas e formulação de políticas públicas”, ressalta.
O levantamento mostra que o setor mantinha 976 empresas em atividade no Estado, responsáveis pela ocupação de 32.551 trabalhadores. Juntas, elas desembolsaram mais de R$ 1,01 bilhão em salários, retiradas e outras remunerações ao longo do ano. A remuneração média foi equivalente a 1,7 salário mínimo.
Para Azevedo, os dados confirmam a relevância da construção civil na geração de emprego e renda. “Em 2024, a construção civil gerou cerca de R$ 5,9 bilhões em obras, incorporações e serviços no Estado e manteve mais de 32 mil empregos formais, confirmando seu papel como um dos principais motores da geração de renda e desenvolvimento no RN”, afirma.
Entre os resultados da pesquisa, um dos aspectos que mais chamaram a atenção do Sinduscon-RN foi a predominância da construção de edifícios no Estado. O segmento respondeu por 45,8% de todo o valor gerado pela construção civil potiguar em 2024, à frente das obras de infraestrutura, que representaram 39,9%, e dos serviços especializados, com 14,3%.
No Brasil, o cenário é diferente. As obras de infraestrutura lideraram a atividade da construção civil nacional, respondendo por 38,4% do valor total gerado pelo setor. Para o presidente do Sinduscon-RN, essa diferença revela tanto a força do mercado imobiliário local quanto uma deficiência histórica em investimentos públicos estruturantes.
“Um aspecto que chama atenção é que, diferentemente do cenário nacional, onde as obras de infraestrutura lideram a atividade da construção, no Rio Grande do Norte a maior participação está na construção de edifícios. Isso demonstra a força do mercado imobiliário potiguar, mas também evidencia uma carência histórica de investimentos em infraestrutura.
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