Na Semana de Relações Públicas, Narcóticos Anônimos leva ao RN a mensagem de que a recuperação é possível
05/06/2026

Foto: Divulgação
Narcóticos Anônimos (NA) realiza até domingo (07) a Semana Mundial de Relações Públicas, um esforço coordenado globalmente para abrir canais de comunicação entre a irmandade e a sociedade. No Rio Grande do Norte, grupos presentes em oito cidades participam da mobilização, com reuniões abertas, palestras e ações de rua.
Como NA se baseia no princípio do anonimato pessoal, parte da população desconhece como a irmandade funciona. A semana existe justamente para mudar isso, com um objetivo simples: fazer com que o dependente que ainda sofre saiba que a recuperação é possível — e descubra onde encontrar ajuda.
NA é uma sociedade sem fins lucrativos, formada por homens e mulheres para quem as drogas se tornaram um problema. O programa propõe abstinência total e tem um único requisito de adesão: o desejo de parar de usar. Não há taxas, matrícula ou vínculo com qualquer grupo religioso, político ou policial, e a irmandade está aberta a qualquer pessoa, independentemente de idade, renda, raça, orientação sexual ou crença.
Durante a semana, os membros promovem mutirões de cartazes em espaços públicos, palestras em escolas e hospitais, reuniões abertas e encontros virtuais. As ações também buscam informar profissionais que costumam ter o primeiro contato com quem precisa de ajuda — médicos, juízes, assistentes sociais, psicólogos e agentes penitenciários —, para que saibam encaminhar pessoas às reuniões.
O alcance do trabalho vai além das salas de reunião. Ao levar histórias de recuperação ao público, NA ajuda a reduzir o estigma em torno da dependência química. Por ser totalmente gratuita e autofinanciável, a irmandade alivia a demanda sobre hospitais, CAPS e sistema prisional, sem custo para os cofres públicos.
A política de comunicação de NA segue o princípio da atração, e não da promoção: a proposta não é fazer propaganda nem arrecadar recursos, mas manter visível o caminho para quem ainda procura uma saída. No Rio Grande do Norte, são 20 grupos e 43 reuniões semanais, além de uma linha de ajuda permanente.
Essa publicação é um oferecimento
















