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Confiança industrial do RN avança e atinge 55,6 pontos

27/05/2026


Gráfico elaborado por equipe técnica da Fiern mostra a evolução do Icei - Foto: Reprodução

Indicador avança pelo 37º mês consecutivo e mostra retomada do otimismo entre empresários da construção e da indústria de transformação

A confiança do empresariado industrial do Rio Grande do Norte voltou a avançar em maio e atingiu o maior nível dos últimos 12 meses, segundo levantamento divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern). O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) subiu 2,7 pontos no mês, passando de 52,9 para 55,6 pontos, mantendo o Estado acima da linha de confiança pelo 37º mês consecutivo.

O resultado reforça a percepção de melhora gradual do ambiente de negócios no setor industrial potiguar, impulsionada principalmente pela expectativa de crescimento da atividade econômica nos próximos seis meses.

Indicadores acima de 50 pontos revelam confiança dos empresários, enquanto números abaixo desse patamar indicam falta de confiança.

Segundo a sondagem, realizada entre os dias 4 e 13 de maio, o Icei potiguar ficou 5 pontos acima do registrado no mesmo período de 2025, quando o índice marcava 50,6 pontos. O indicador também superou a média histórica estadual, atualmente em 54,3 pontos.

O avanço da confiança foi sustentado tanto pela melhora na percepção das condições atuais quanto pelo aumento do otimismo em relação ao futuro. O índice de Condições Atuais subiu de 48,9 para 49,3 pontos, embora ainda permaneça abaixo da linha divisória de 50 pontos, indicando que os empresários continuam avaliando de forma moderadamente negativa o cenário corrente dos negócios.

Já o índice de Expectativas registrou crescimento mais expressivo, avançando 3,7 pontos, de 55 para 58,7 pontos, refletindo perspectivas mais positivas para os próximos seis meses.

Na comparação anual, o componente de Condições Atuais cresceu 3 pontos, enquanto o de Expectativas aumentou 5,9 pontos.

O levantamento aponta comportamento positivo em todos os segmentos industriais pesquisados. Na Indústria da Construção, o Icei avançou de 48,8 para 50,8 pontos, fazendo o setor retornar ao campo da confiança após a perda de otimismo observada na pesquisa anterior.

Já nas Indústrias Extrativas e de Transformação, o índice subiu de 55,3 para 59,5 pontos, consolidando um cenário de confiança mais disseminada entre os empresários desses segmentos.

Em relação a maio do ano passado, o índice da Construção avançou 6,3 pontos, enquanto o das Indústrias Extrativas e de Transformação cresceu 3,6 pontos.

O levantamento também mostrou melhora entre empresas de diferentes portes. Médias e grandes indústrias ampliaram o nível de confiança em relação ao mês anterior, enquanto as pequenas empresas voltaram a demonstrar otimismo após oito meses consecutivos de indicadores abaixo de 50 pontos.

O desempenho do Rio Grande do Norte contrasta com o cenário nacional. Segundo dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Icei brasileiro avançou 2 pontos em maio, passando de 45,2 para 47,2 pontos, mas permaneceu abaixo da linha de confiança pelo 17º mês consecutivo.

Apesar da recuperação mensal, o indicador nacional segue 1,7 ponto abaixo do nível registrado em maio de 2025 e 6,2 pontos inferior à média histórica do país, atualmente em 53,4 pontos.

No Nordeste, o índice também mostrou melhora relevante. O Icei regional subiu de 49,3 para 51,9 pontos, retornando ao campo da confiança empresarial. Em relação a maio do ano passado, o indicador nordestino avançou 0,2 ponto.

A diferença entre os indicadores regionais e nacionais reflete, segundo analistas do setor, um ambiente relativamente mais resiliente nas economias estaduais do Nordeste, especialmente em segmentos ligados à construção civil, alimentos, mineração, energias renováveis e indústria de transformação.

 

No Rio Grande do Norte, a retomada da confiança industrial ocorre em um contexto de expansão dos investimentos em energia eólica, solar, construção civil e projetos ligados à cadeia de petróleo e gás, além da recuperação gradual do consumo interno e da atividade turística.

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