Datafolha: 37% defendem prisão em regime fechado para Bolsonaro
13/04/2026

Uma pesquisa Datafolha, divulgada no domingo, 12 de maio, revelou que 59% dos brasileiros defendem que o ex-presidente Jair Bolsonaro permaneça em prisão domiciliar. Essa modalidade de cumprimento de pena foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 27 de março, após Bolsonaro ter sido condenado por unanimidade pela corte a 27 anos e três meses de prisão por planejar um golpe de Estado após perder as eleições de 2022. O resultado da pesquisa destaca a complexidade do cenário político e a divisão da sociedade brasileira em relação à justiça aplicada a uma figura pública de grande impacto.
O levantamento, que buscou captar o pulso da opinião pública sobre a situação do ex-presidente, mostrou que, embora a maioria apoie a prisão domiciliar, 37% dos entrevistados acreditam que ele deve cumprir a pena em regime fechado. Outros 5% não souberam ou preferiram não responder. A pesquisa foi realizada com 2.004 pessoas em 134 cidades, entre a terça-feira, 7 de maio, e a quinta-feira, 9 de maio, oferecendo um retrato recente das percepções nacionais.
A análise dos dados por grupos políticos revela nuances importantes. Entre os eleitores de centro, por exemplo, 53% defendem a continuidade da prisão domiciliar, enquanto 41% preferem o regime fechado e 6% não se posicionaram. A preferência pela prisão em casa é esmagadora entre os bolsonaristas: 94% apoiam a medida, com apenas 3% desejando seu retorno à prisão e 2% sem opinião.
Contudo, a visão se inverte entre os eleitores que se declaram petistas. Para este grupo, a maioria absoluta de 68% defende que Bolsonaro deve retornar ao regime fechado, enquanto 28% aceitam a prisão domiciliar e 4% não souberam responder. Essa clareza na divisão ideológica sublinha o quão polarizado o debate sobre o destino do ex-presidente permanece.
A condenação de Bolsonaro pelo STF, por unanimidade, a 27 anos e três meses de prisão, marca um capítulo significativo na história jurídica e política do Brasil. O ex-presidente passou 125 dias em regime fechado, passando por instalações da Superintendência da Polícia Federal e pelo Complexo da Papuda, ambos em Brasília. Durante esse período, ele também necessitou de internação hospitalar por duas semanas, após ser diagnosticado com broncopneumonia bilateral.
Em 27 de março, Bolsonaro recebeu alta médica e foi transferido para a prisão domiciliar. A autorização para essa mudança de regime partiu do ministro Alexandre de Moraes, que também impôs o uso de uma nova tornozeleira eletrônica ao ex-presidente. Este não foi seu primeiro período em prisão domiciliar: ele já havia cumprido essa medida entre agosto e novembro de 2025, antes de ser transferido para o regime fechado. Naquela ocasião, a mudança ocorreu após tentativas de remover a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda e por suposto risco de fuga do país, segundo a Polícia Federal. A complexidade do caso e as idas e vindas de seu regime de prisão continuam a pautar discussões sobre a aplicação da lei e a responsabilidade de figuras públicas.
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