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Congresso entra em recesso e adia votação do fim da escala 6×1 e da PEC da Segurança
17/07/2026

Congresso Nacional iniciou o recesso parlamentar sem concluir a votação de projetos como o fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança Pública. - Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
Parlamentares encerram atividades sem analisar propostas consideradas prioritárias; Senado prevê duas semanas de esforço concentrado em agosto e setembro
O Congresso Nacional entrou em recesso parlamentar nesta sexta-feira 17 sem concluir a votação de projetos que estavam entre as principais pautas do semestre, como o fim da escala 6×1, a PEC da Segurança Pública e a regulamentação da inteligência artificial. Com a proximidade das eleições de outubro e a previsão de redução do ritmo de votações durante o período eleitoral, a análise dessas propostas deverá ficar para depois do pleito.
Apesar da pressão do governo federal para acelerar a tramitação de algumas matérias, líderes partidários não chegaram a consenso para levar os projetos ao plenário antes do início do recesso.
Entre as propostas que seguem sem definição está a que prevê o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e descansa um. A medida é defendida pelo governo federal, mas enfrenta resistência no Congresso e ainda não avançou no Senado.
Também permanece pendente a PEC da Segurança Pública, que altera a organização das políticas de segurança e amplia a integração entre órgãos federais e estaduais. O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e aguarda tramitação no Senado.
Outros projetos que ficaram sem votação tratam da exploração de minerais críticos e terras raras, da criminalização da misoginia e da criação de regras para o desenvolvimento e o uso da inteligência artificial no Brasil.
Davi anuncia esforço concentrado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou que o Congresso realizará duas semanas de esforço concentrado durante o período eleitoral. As sessões estão previstas para ocorrer entre 10 e 14 de agosto e 31 de agosto e 3 de setembro.
A expectativa é que, nesse intervalo, sejam analisadas apenas propostas que tenham maior consenso entre os parlamentares, deixando os temas mais controversos para depois das eleições.
Entre as matérias que também aguardam definição está a medida provisória que extinguiu a cobrança do imposto sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida como “taxa das blusinhas”. O texto ainda não começou a tramitar no Congresso e poderá perder a validade caso não seja votado dentro do prazo legal.
Com o encerramento dos trabalhos legislativos, o futuro dessas pautas dependerá do andamento das votações após as eleições e da composição do Congresso Nacional que tomará posse em 2027.
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Tarifa dos EUA ameaça exportações de sal do RN e coloca 4 mil empregos em risco
17/07/2026

Foto: Moraes Neto/Sebrae
A indústria do sal do RN entrou em alerta após o anúncio da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Segundo o Sindicato da Indústria da Extração do Sal do Estado do RN (SIESAL-RN), a medida pode “inviabilizar” as exportações para o principal mercado externo do setor e colocar em risco cerca de 4 mil empregos diretos.
Em nota técnica, o sindicato informa que os Estados Unidos responderam por 47% das exportações da indústria salineira potiguar nos últimos seis anos, conforme informações do BNews RN.
A entidade também destaca que o mercado americano absorve cerca de 27% do sal exportado pelo RN, o equivalente a uma média de 530 mil toneladas por ano.
Para o presidente do SIESAL-RN, Airton Torres, a nova tarifa pode provocar perdas em toda a cadeia produtiva.
Segundo o sindicato, os impactos também podem atingir transportadores, distribuidores, trabalhadores portuários e municípios do Semiárido que dependem da produção de sal.
O presidente da FIERN, Roberto Serquiz, disse que, após a redução da tarifa sobre o pescado, o setor salineiro passou a ser a principal preocupação da indústria potiguar.
“O sal tem uma complicação logística. Ele consegue chegar competitivo nos Estados Unidos, no oeste americano e no leste africano. Desde o primeiro momento ficamos ao lado dos dois setores mais impactados. O sal conta com um consultor em Washington e também acompanhamos esse cenário por meio da CNI. O nosso trabalho continuará sendo buscar um ambiente mais favorável para o setor”, afirmou.
O SIESAL-RN também alerta que substituir o mercado americano não será uma tarefa simples. Segundo a entidade, países como Chile, Egito, Namíbia e México passarão a disputar esse mercado em condições mais favoráveis, enquanto os custos logísticos dificultam a conquista de novos compradores.
A tarifa foi anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e tem previsão de entrar em vigor em 1º de agosto.
O governo brasileiro informou que pretende responder à medida com base na Lei da Reciprocidade Econômica, ao mesmo tempo em que mantém as negociações diplomáticas e comerciais.
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Cada R$ 1 investido na Uern gera R$ 1,45 na economia potiguar, aponta estudo
17/07/2026

Cada real investido na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) gera R$ 1,45 em produção econômica no Estado. A conclusão é de um estudo divulgado pelo Conselho Regional de Economia do Rio Grande do Norte (Corecon-RN), que mensurou os efeitos da execução orçamentária da instituição sobre a economia potiguar e concluiu que a universidade exerce um papel que vai muito além da formação de profissionais, movimentando diversos setores produtivos, ampliando a arrecadação pública e contribuindo para a redução das desigualdades regionais.
Com base na execução orçamentária de 2024, quando a Uern liquidou R$ 422,5 milhões em despesas — dos quais R$ 420,8 milhões foram considerados na análise econômica —, os pesquisadores estimaram que as ações da universidade geraram R$ 437,1 milhões em produção na economia estadual, considerando efeitos diretos, indiretos e induzidos. Somado ao retorno fiscal de R$ 118,7 milhões em receitas correntes, principalmente por meio de ICMS e Imposto de Renda, o impacto econômico agregado alcança R$ 555,8 milhões.
Segundo o levantamento, o multiplicador econômico da instituição é de 1,45. Na prática, isso significa que cada R$ 1 investido pela universidade resulta em aproximadamente R$ 1,45 em produção de bens e serviços no Rio Grande do Norte.
O estudo foi elaborado pelos economistas Adonias Vidal de Medeiros Júnior e Arthur Henrique Pinheiro Néo, utilizando dados da execução orçamentária da universidade e uma matriz de insumo-produto regionalizada para medir como os gastos da instituição se espalham pelos diferentes segmentos da economia potiguar.
Os autores destacam, porém, que os números apresentados representam uma estimativa conservadora e que a contribuição real da universidade tende a ser significativamente superior. “Os efeitos da Uern na economia do Estado do RN são significativamente maiores do que os observados nesta análise”, afirmam os pesquisadores. Eles acrescentam que os resultados atuais representam apenas um “limite mínimo (piso) dos impactos reais”, em razão da indisponibilidade de informações estatísticas que permitiriam mensurar toda a cadeia de geração de empregos, renda e consumo.
Setores da economia
O levantamento mostra que os recursos aplicados pela universidade não permanecem restritos ao ambiente acadêmico. Obras, reformas, aquisição de equipamentos, compra de materiais, contratação de serviços, bolsas estudantis, pesquisa, extensão, inovação e, principalmente, a folha de pagamento movimentam empresas e trabalhadores em praticamente todos os segmentos econômicos do Estado.
Segundo os pesquisadores, a Uern gera demanda para setores como construção civil, indústria de transformação, comércio atacadista e varejista, transporte, tecnologia da informação, telecomunicações, mercado imobiliário, saúde, educação, hotelaria, alimentação e diversos serviços especializados.
A lógica é que cada contratação realizada pela universidade desencadeia novas demandas ao longo da cadeia produtiva. Uma obra, por exemplo, exige cimento, aço, concreto, madeira, máquinas, transporte, energia elétrica e mão de obra. Os fornecedores, por sua vez, precisam adquirir novos insumos e contratar serviços, produzindo um efeito multiplicador sobre a economia.
O estudo ressalta que esse processo ocorre de maneira contínua durante todo o ano, funcionando como sucessivas injeções de recursos na economia potiguar.
Os pesquisadores também chamam atenção para a importância da estrutura descentralizada da universidade. Com seis campi presenciais distribuídos por diferentes regiões do Estado e polos de educação a distância espalhados pelo interior, a circulação de recursos não fica concentrada apenas em Mossoró ou Natal.
Na avaliação do Corecon, essa capilaridade fortalece economias locais, amplia o comércio, estimula a prestação de serviços e ajuda a reduzir desigualdades regionais. “Essa capilaridade geográfica da Universidade funciona como um polo de atração de talentos e um catalisador de oportunidades econômicas, fortalecendo a resiliência das economias municipais e promovendo a interiorização do desenvolvimento técnico-científico.”
Além do impacto imediato sobre a atividade econômica, o estudo sustenta que a universidade exerce um papel estratégico no desenvolvimento de longo prazo, ao formar profissionais qualificados, estimular inovação, desenvolver pesquisas e ampliar a produtividade da economia potiguar.
Os autores observam que a instituição mantém uma extensa atuação em ensino, pesquisa, extensão e inovação em praticamente todos os municípios do Estado. Atualmente, a universidade possui seis campi, cerca de 20 polos de educação a distância, 109 cursos de graduação e pós-graduação, mais de 1,5 mil servidores, mais de 18 mil estudantes em formação e já diplomou mais de 72,5 mil profissionais, dos quais mais de 60 mil em cursos de graduação. Segundo o levantamento, aproximadamente 90% dos professores das redes públicas de ensino do interior do Rio Grande do Norte foram formados pela Uern.
Impacto pode chegar a R$ 2,7 bilhões
Embora os resultados já apontem um efeito expressivo sobre a economia estadual, o Corecon afirma que eles ainda representam apenas parte da contribuição econômica da universidade.
Isso ocorre porque a base estatística atualmente disponível permite calcular apenas os efeitos iniciais do ciclo econômico. Ainda não é possível medir integralmente os impactos sucessivos gerados pelo aumento da renda, do consumo e do emprego decorrentes da atividade universitária.
Por esse motivo, os pesquisadores defendem uma segunda etapa do estudo, com modelos econômicos mais abrangentes. A expectativa é que essa nova fase consiga mensurar toda a cadeia de impactos produzida pela instituição.
Segundo o documento, as estimativas preliminares indicam que esse efeito poderá alcançar aproximadamente R$ 2,7 bilhões em produção econômica agregada, além de 17 mil a 22 mil empregos, revelando uma contribuição muito superior à atualmente capturada pelos cálculos.
O estudo também insere a discussão em um contexto mais amplo. Os autores afirmam que o Rio Grande do Norte vive uma janela demográfica favorável, com elevada proporção da população em idade ativa nas próximas décadas, e sustentam que o fortalecimento do ensino superior será decisivo para transformar esse potencial em crescimento econômico, produtividade e desenvolvimento regional.
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RN reforça alerta para prevenção das hepatites virais com vacinação e diagnóstico precoce
17/07/2026

O Rio Grande do Norte integra a campanha Julho Amarelo, iniciativa voltada à conscientização sobre prevenção, diagnóstico e tratamento das hepatites virais. A mobilização chama atenção para doenças que podem permanecer silenciosas durante anos e só serem identificadas quando já provocaram danos importantes ao fígado.
De acordo com o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais do Ministério da Saúde, divulgado em 2025, a Região Nordeste concentra a maior proporção de infecções pelo vírus da hepatite A no país, com 29,2% dos casos registrados entre 2000 e 2024. O levantamento contabilizou mais de 800 mil casos de hepatites virais no Brasil no período analisado.
No Rio Grande do Norte, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) mantém ações de prevenção, oferta de testes rápidos e acompanhamento dos pacientes pela rede pública de saúde, com foco na identificação precoce das infecções e na redução de complicações.
Segundo o infectologista e professor do curso de Medicina da Universidade Potiguar (UnP), Igor Queiroz, as hepatites virais são infecções que causam inflamação no fígado e podem evoluir para quadros graves.
“As hepatites A e E são transmitidas principalmente pela ingestão de água ou alimentos contaminados. Já as hepatites B, C e D estão relacionadas ao contato com sangue contaminado e às relações sexuais desprotegidas. As hepatites B e C também podem ser transmitidas da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto”, explica.
Entre os fatores de risco estão o compartilhamento de objetos perfurocortantes, como agulhas, seringas, lâminas de barbear e alicates de unha, além de procedimentos como tatuagens e piercings realizados sem a esterilização adequada dos materiais.
Vacinação é principal forma de prevenção
A vacinação continua sendo uma das principais ferramentas para evitar novos casos. No Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina contra a hepatite B está disponível para toda a população. Já a vacina contra a hepatite A integra o calendário infantil e também é indicada para grupos considerados de maior risco.
“A vacina contra a hepatite B é uma das mais importantes porque também protege contra a hepatite D e reduz o risco de complicações como cirrose e câncer de fígado”, afirma o médico.
Além da imunização, especialistas recomendam medidas como manter hábitos de higiene, consumir água tratada, utilizar preservativos nas relações sexuais e evitar o compartilhamento de materiais que possam ter contato com sangue.
Testes rápidos ajudam no diagnóstico
Um dos principais desafios no combate às hepatites virais é que muitas pessoas não apresentam sintomas. Por isso, a testagem é fundamental para descobrir a doença ainda no início e iniciar o tratamento quando necessário.
Entre os sinais que podem indicar a infecção estão pele e olhos amarelados, náuseas, vômitos, dor abdominal, urina escura e alterações nos exames que avaliam o funcionamento do fígado.
Os testes rápidos para hepatites B e C são oferecidos gratuitamente pelo SUS.
Tratamento disponível na rede pública
Após o diagnóstico, os pacientes podem ter acesso ao tratamento pela rede pública. A hepatite A geralmente apresenta cura espontânea, enquanto a hepatite B pode ser controlada com medicamentos. Já a hepatite C possui tratamentos com altas taxas de cura disponibilizados pelo SUS.
Para o especialista, a informação e o acompanhamento médico são essenciais para evitar a evolução da doença.
“As hepatites virais podem ser prevenidas e, em muitos casos, tratadas ou curadas. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de evitar complicações e preservar a saúde do fígado”, conclui.
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Potro cai em buraco após se assustar com apito de trem e é resgatado pelos bombeiros em Natal
17/07/2026

Moradores da Rua Oeste, no bairro Felipe Camarão, na Zona Oeste de Natal, viveram momentos de apreensão após um potro cair em um buraco na via. O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte foi acionado e conseguiu resgatar o animal em segurança.
Segundo relatos de moradores, o potro caminhava pela rua quando se assustou com o apito de um trem que passava nas proximidades. Desorientado, o animal acabou caindo no buraco.
A ocorrência mobilizou moradores da região, que acompanharam o trabalho dos bombeiros e torceram para que o animal fosse retirado sem ferimentos.
De acordo com a equipe de resgate, o potro estava em uma posição delicada, com a cabeça presa sob o próprio corpo, o que exigiu uma operação cuidadosa.
“Descemos ao poço, fizemos a amarração utilizando o sistema do veículo e realizamos a retirada do animal. Ele já estava um pouco debilitado, mas resistiu ao tempo em que permaneceu no buraco”, explicou um bombeiro.
Após ser retirado, o potro recebeu os primeiros cuidados da equipe e, apesar do susto, não apresentava ferimentos graves.
Moradores alertam para risco de acidentes
Além do resgate, o caso chamou atenção para as condições do local. Segundo os moradores, o buraco representa perigo constante para quem passa pela região.
Após o incidente, um sofá foi colocado sobre a abertura como forma improvisada de sinalização. No entanto, os bombeiros alertaram que o terreno ao redor está comprometido e pode ceder.
“É perigoso principalmente para as crianças, porque tem uma creche aqui ao lado, além dos motociclistas e dos caminhões que passam diariamente por essa rua”, afirmou uma moradora.
Os moradores cobram uma intervenção do poder público para eliminar o risco e evitar novos acidentes.
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Usuários de apps de transporte em Natal relatam aumento nos preços e tempo de espera
17/07/2026

Foto: Magnus Nascimento
Usuários de aplicativos de transporte em Natal têm enfrentado corridas mais caras, maior tempo de espera e cancelamentos frequentes de viagens. Passageiros relatam que as mudanças vêm sendo percebidas há vários meses, enquanto motoristas atribuem os problemas à baixa remuneração repassada pelas plataformas.
A gestora escolar Julie Rodrigues pede carro por aplicativo todos os dias para ir ao trabalho. Segundo ela, antes era comum aguardar entre três e quatro minutos pela chegada do motorista, mas atualmente a estimativa costuma ser maior.
“Hoje, por exemplo, eu pedi e estava com 14 minutos. Então, estava bem distante. E muitas vezes nesse ínterim eles acabam cancelando também”, relatou.
Carlos Cavalcanti, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Aplicativos de Transportes do Rio Grande do Norte (Sintat/RN), afirma que, enquanto os passageiros têm percebido o aumento no valor das viagens, os condutores recebem uma parcela cada vez menor do montante pago.
“As pessoas estão pagando caro na viagem do aplicativo, mas o motorista passou a ganhar menos”, alerta.
De acordo com o sindicalista, o aumento dos custos operacionais, como combustível, manutenção dos veículos e despesas do dia a dia, não foi acompanhado por um reajuste nos ganhos dos motoristas.
“Aumenta o IPVA, aumenta a tarifa de energia elétrica, aumenta o preço do pão, do café e do leite, mas não tem aumento real para o motorista por aplicativo”, disse.
O presidente do Sintat/RN também relatou que muitos profissionais têm deixado a atividade devido à dificuldade de arcar com os custos do trabalho. Segundo ele, alguns motoristas migraram para outras modalidades de transporte por aplicativo, como as motocicletas, enquanto outros desistiram da profissão
Tribuna do Norte
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Jornalista Renato Machado, ex-apresentador do Bom Dia Brasil, morre aos 83 anos
16/07/2026

Foto: Reprodução
O jornalista Renato Machado, ex-apresentador e ex-editor-chefe do Bom Dia Brasil, morreu na manhã desta quinta-feira (16), aos 83 anos, na Clínica São Vicente, localizada na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. A causa do falecimento não foi divulgada.
Renato Machado acumulou mais de quatro décadas de atuação na TV Globo. Entre 1996 e 2010, comandou o Bom Dia Brasil, período em que coordenou a reformulação do formato do telejornal matutino ao lado de Leilane Neubarth e, posteriormente, de Renata Vasconcellos, introduzindo maior dinamismo e interatividade ao vivo no estúdio. Ao longo de sua carreira na emissora, o jornalista também apresentou o Jornal da Globo e o RJTV, integrou a bancada do Jornal Nacional e atuou como repórter especial.
Sua trajetória profissional no jornalismo iniciou-se em 1969, como repórter no diário Jornal do Brasil. Em 1982, ingressou na TV Globo, onde cobriu a Guerra das Malvinas. No ano de 1983, assumiu pela primeira vez o posto de correspondente internacional em Londres, de onde reportou eventos históricos como os atentados em Paris em 1986 e o desastre nuclear de Chernobyl.
Em setembro de 2011, Renato Machado retornou à capital britânica na função de correspondente internacional. De lá, participou de coberturas jornalísticas como o ataque ao jornal francês Charlie Hebdo em 2015, a crise financeira na Grécia e as celebrações do aniversário de 95 anos de Nelson Mandela.
Durante sua permanência na Europa, o correspondente também produziu conteúdos informativos sobre culinária, comportamento e cultura. Em 2014, realizou uma série especial de reportagens para o Jornal Hoje sobre a região francesa da Provença, abordando a cadeia produtiva de vinhos locais e o impacto do vento alpino mistral no cultivo das vinícolas, tema que continuou compartilhando em suas redes sociais nos últimos anos.
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QUASE R$ 50 MILHÕES: TCE recomenda rejeitar contas de Rui Costa por respiradores não entregues do Consórcio Nordeste
16/07/2026

Foto: Reprodução
O TCE da Bahia recomendou a rejeição das contas de Rui Costa referentes à gestão do Consórcio Nordeste em 2020, período em que ele presidia a entidade.
A decisão está relacionada à compra de 300 respiradores durante a pandemia de Covid-19, em um contrato de aproximadamente R$ 48,7 milhões firmado com a empresa Hempcare.
Segundo auditoria do TCE-BA, houve pagamento antecipado pelos equipamentos, mas os respiradores não foram entregues. O relatório aponta falhas na análise de riscos, na fiscalização e nos procedimentos adotados na contratação.
O tribunal cita possíveis responsabilidades de Rui Costa e do ex-secretário executivo do Consórcio Nordeste, Carlos Gabas. O processo ainda segue os trâmites legais e poderá avaliar eventuais medidas, incluindo a possibilidade de ressarcimento de valores, conforme a análise dos órgãos de controle.
O caso também teve desdobramentos na esfera criminal. As investigações relacionadas ao episódio passaram pelo STF e foram encaminhadas ao STJ.
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VIDEO: Captação de órgãos mobiliza equipes para transplante cardíaco no Rio Grande do Norte
16/07/2026
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DÍVIDA DISPARA: Brasil tem 2ª maior alta do G20 e entra no ranking dos países mais endividados do mundo
16/07/2026

Foto: Reprodução
A dívida pública brasileira deve registrar uma das maiores altas entre as principais economias do mundo até o fim de 2026. Segundo levantamento do Farol da Oposição, do Instituto Teotônio Vilela, com base em dados do FMI, o Brasil terá a segunda maior alta da dívida entre os países do G20, ficando atrás apenas da China.
De acordo com o estudo, o endividamento bruto do país deve passar de 83,9% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2022, para 96,5% do PIB ao final de 2026, conforme informações da CNN Money.
A projeção representa um aumento de 12,6 pontos percentuais no período, segundo os dados analisados pelo instituto.
No ranking mundial, o levantamento aponta que o Brasil deve encerrar 2026 como o 22º país mais endividado entre 187 economias acompanhadas pelo FMI.
O estudo também indica que, desde 2023, o país aparece entre as economias que mais ampliaram sua dívida no período analisado.
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Todo o Rio Grande do Norte entra em alerta de vendaval até sábado
16/07/2026

Foto: Reprodução
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) colocou todos os 167 municípios do Rio Grande do Norte em alerta de perigo potencial para vendaval. O aviso começou à 0h01 desta quinta-feira (16) e permanece válido até as 23h59 de sábado (18). Durante o período, a previsão é de ventos com velocidade entre 40 km/h e 60 km/h, com baixo risco de ocorrências associadas às rajadas.
Segundo o Inmet, apesar da classificação de perigo potencial, há possibilidade de queda de galhos de árvores em decorrência da intensidade dos ventos. O instituto orienta a população a adotar medidas preventivas para evitar acidentes.
Entre as recomendações, está a de não procurar abrigo sob árvores durante as rajadas de vento, devido ao risco de queda de galhos e à possibilidade de descargas elétricas. Também é aconselhado evitar estacionar veículos próximos a torres de transmissão de energia e placas de propaganda.
O alerta abrange todos os municípios potiguares e permanecerá em vigor até o fim da noite de sábado (18). O Inmet poderá atualizar ou prorrogar o aviso conforme a evolução das condições meteorológicas.
Em caso de necessidade, a população pode acionar a Defesa Civil, pelo telefone 199, ou o Corpo de Bombeiros Militar, pelo número 193.
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Setor de serviços cresce 1,8% e RN tem o 4º melhor desempenho do Nordeste
16/07/2026

Puxada por atividades como coleta de resíduos, hotelaria e telemarketing, a receita do setor de Serviços do Rio Grande do Norte cresceu 1,8% no acumulado de janeiro a maio de 2026, praticamente em linha com a média nacional, que avançou 1,9% no mesmo período. O resultado coloca o Estado com o 4º melhor desempenho do Nordeste, atrás de Alagoas (+5,8%), Paraíba (+2,9%) e Sergipe (+2,6%). Além disso, teve o 10º maior crescimento do País. A análise é do Instituto Fecomércio RN (IFC), com base na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE, nesta quarta-feira 15.
Outro segmento que se destaca é o de “facilities”, que reúne serviços terceirizados de apoio às empresas, como limpeza, conservação, manutenção e suporte operacional. Para o IFC, o desempenho mostra que a economia de serviços potiguar segue sustentada por áreas ligadas tanto à atividade empresarial quanto ao consumo das famílias e ao fluxo turístico.
O resultado acumulado ganha ainda mais relevância porque ocorre sobre uma base elevada de comparação. Nos primeiros meses de 2025, a receita do setor já havia registrado crescimento de 6,4%. Ou seja, o RN segue avançando sobre um período que também havia sido positivo.
No recorte mensal, entretanto, a receita real dos Serviços potiguares recuou 0,9% em maio, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. A queda foi influenciada principalmente pelo transporte aéreo de passageiros e pelo transporte rodoviário de cargas, atividades mais sensíveis à alta dos combustíveis.
No caso do transporte aéreo, a retração na receita real está associada ao aumento no preço das passagens, pressionado pelo querosene de aviação. Apesar disso, o movimento de passageiros no Aeroporto Internacional de Natal cresceu 22,6% em maio, na comparação com o mesmo período de 2025.
Mesmo com o recuo mensal, o desempenho do RN ficou entre os menos negativos do país. O estado teve a segunda menor queda nacional e a menor retração do Nordeste, em um mês no qual apenas 12, das 27 unidades da Federação, registraram crescimento no setor de Serviços.
Turismo supera média nacional
O turismo potiguar também apresentou resultado positivo no acumulado de janeiro a maio. A receita das atividades turísticas no Rio Grande do Norte cresceu 0,7% no período, enquanto a média brasileira registrou leve queda de 0,1%. Com isso, o estado alcançou o 2º maior crescimento do Nordeste, atrás apenas da Bahia, e o 5º melhor desempenho do Brasil entre as unidades da Federação pesquisadas pelo IBGE.
A alta acumulada foi impulsionada por segmentos diretamente ligados à permanência e ao consumo dos visitantes no estado, como hotelaria, restaurantes e agências de viagens. O resultado reforça a importância do turismo como vetor de dinamismo para a economia potiguar, especialmente por sua capacidade de movimentar diferentes cadeias de serviços.
Em maio, a receita do Turismo no RN recuou 0,4% frente ao mesmo mês do ano anterior, no terceiro mês consecutivo de queda. Ainda assim, o resultado foi melhor que o da média nacional, que caiu 1,6%, e representou a menor retração do país entre os estados pesquisados.
A queda mensal foi puxada por transporte aéreo de passageiros, catering, artes cênicas e agências de viagens. Por outro lado, hotelaria, restaurantes e locação de automóveis cresceram no mês, sinalizando que a atividade turística local preserva pontos de força mesmo em um cenário de custos mais pressionados.
Para o IFC, os números indicam um comportamento misto, mas ainda favorável no acumulado do ano. Enquanto maio refletiu os impactos da alta dos combustíveis sobre transportes e atividades relacionadas, os resultados de janeiro a maio mostram que os Serviços e o Turismo seguem em trajetória positiva no Rio Grande do Norte.
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RN teve 89 adoções em 2025; 64% envolveram crianças de até 4 anos
16/07/2026

O Rio Grande do Norte registrou 89 adoções de crianças e adolescentes em 2025, e quase dois terços delas envolveram crianças de até 4 anos de idade. Dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mostram que 57 das 89 adoções ocorreram com crianças de até quatro anos, o equivalente a cerca de 64% do total. O cenário se repete em 2026: até 14 de julho, o estado contabilizava 32 adoções, sendo 18 delas de crianças de até dois anos.
Os números colocam o Rio Grande do Norte na quarta posição do Nordeste em quantidade de adoções realizadas em 2025. O estado ficou atrás apenas de Pernambuco (218), Bahia (131) e Ceará (108). Na sequência aparecem Paraíba (60), Alagoas (56), Piauí (48), Maranhão (31) e Sergipe (22). Em todo o Nordeste foram registradas 763 adoções no ano passado.
No Brasil, o Sistema Nacional de Adoção contabilizou 5.608 adoções em 2025, das quais 2.543 envolveram crianças de até dois anos. Apenas 11 adolescentes com mais de 16 anos foram adotados em todo o País. Em 2026, até a atualização realizada em 14 de julho, o painel registrava 2.047 adoções.
Para a presidente do Acalanto Natal, Mariana Vilanova, o predomínio das adoções de bebês está ligado a uma construção cultural que ainda influencia o perfil buscado pelas famílias. “Esse é um reflexo cultural profundo e histórico. Muitos pretendentes, ao entrarem na fila de adoção, trazem consigo o desejo de vivenciar os primeiros passos, a primeira palavra, a introdução alimentar. Há também o receio infundado de que crianças maiores já tragam ‘vícios de criação’ ou traumas difíceis de lidar, que são tabus da adoção, não necessariamente uma verdade absoluta.”, conta.
Segundo ela, o trabalho desenvolvido pelo grupo busca mostrar que a formação dos vínculos familiares não depende da idade. “Nosso papel no Acalanto Natal é desmistificar esse medo. O vínculo afetivo não se estabelece pela idade, mas pela convivência, pelo afeto e pela segurança que a família oferece.”
Perfil das crianças adotadas
Além da predominância das crianças pequenas, o levantamento mostra que 68,5% das crianças e adolescentes adotados em 2025 eram pardos, 22,5% eram brancos e 7,9%, pretos. Em 2026, os percentuais permaneceram semelhantes: 68,8% pardos, 25% brancos, cerca de 3% pretos.
Os meninos também representam a maioria das adoções. Em 2025, eles corresponderam a 53,9% dos adotados, enquanto as meninas representaram 46,1%. Neste ano, os percentuais são de 56,3% para meninos e 43,8% para meninas.
Na distribuição por idade, o levantamento mostra que, em 2025, além das 40 adoções de crianças de até dois anos, foram registradas 17 entre 2 e 4 anos, 11 entre 4 e 6 anos, seis entre 6 e 8 anos, seis entre 8 e 10 anos, quatro entre 10 e 12 anos e cinco entre 12 e 14 anos.
Em 2026, até julho, foram 18 adoções de crianças de até dois anos, cinco entre 6 e 8 anos, três entre 4 e 6 anos, duas entre 8 e 10 anos, duas entre 14 e 16 anos, uma entre 10 e 12 anos e uma entre 12 e 14 anos.
Para Mariana Vilanova, o Acalanto evita utilizar a expressão “adoção tardia”. “Preferimos falar em adoções necessárias. A barreira ainda é o preconceito e o desconhecimento. Os pretendentes costumam idealizar o filho que virá e podem acreditar que uma criança maior ou um adolescente será mais resistente ao amor ou apresentará problemas comportamentais graves, o que não é uma verdade absoluta.”
Ela afirma que adolescentes institucionalizados convivem diariamente com a diminuição das chances de ganhar uma família. “A realidade desses adolescentes é marcada por uma contagem regressiva silenciosa e dolorosa. À medida que o tempo passa e eles completam 12, 14, 16 anos dentro de uma instituição de acolhimento, a expectativa de ganhar uma família vai diminuindo.”
Segundo a presidente do grupo, muitos chegam aos 18 anos sem terem sido adotados. “Temos um trabalho voltado a prepará-los para a vida além da instituição, uma vez que, ao completarem 18 anos, seguirão para a vida em sociedade, muitas vezes sozinhos.”
O Acalanto realiza encontros periódicos com famílias habilitadas para ampliar o perfil aceito pelos pretendentes. “Realizamos bimestralmente reuniões públicas, chamadas ‘Papo em Família’, com rodas de conversa, suporte e troca de experiências. Levamos depoimentos de famílias e mostramos histórias de sucesso para desconstruir esses preconceitos.”
Irmãos e crianças com deficiência esperam mais
Os dados do CNJ mostram que a idade não é o único fator que influencia o tempo de espera por uma família. Crianças que fazem parte de grupos de irmãos ou possuem deficiência também encontram mais dificuldades para serem adotadas.
Em 2025, 56 das 89 crianças adotadas (62,9%) não tinham irmãos. Outras 13 tinham um irmão, 13 pertenciam a grupos de dois irmãos, cinco integravam grupos de três irmãos e duas faziam parte de grupos com mais de três irmãos. Até julho de 2026, 23 das 32 crianças adotadas (71,8%) não tinham irmãos, enquanto oito tinham um irmão e uma integrava um grupo de dois irmãos.
Segundo Mariana Vilanova, a preservação dos vínculos familiares faz com que muitos grupos permaneçam mais tempo nas instituições. “A existência de grupos de irmãos continua sendo um dos grandes gargalos do sistema de adoção no Brasil. A legislação brasileira prioriza, com total razão, a não separação desses grupos para preservar os vínculos biológicos e afetivos.”
Ela observa que, em alguns casos, irmãos são adotados por famílias diferentes, desde que seja garantida a convivência entre eles. Outro grupo que enfrenta uma espera prolongada é formado por crianças com deficiência, síndromes ou doenças.
No RN, em 2025, 2,2% das crianças adotadas tinham deficiência intelectual e 10,1% apresentavam algum problema de saúde. Em 2026, 6,3% possuíam deficiência intelectual e o mesmo percentual apresentava doença infectocontagiosa. Nenhuma das 32 crianças adotadas neste ano possuía outro problema de saúde registrado.
“Infelizmente, o tempo de permanência de crianças com deficiências, síndromes, paralisias ou doenças infectocontagiosas em instituições é severamente maior. Muitas sequer são adotadas. O medo dos custos com tratamentos médicos, a falta de preparo para lidar com essas condições e o preconceito fazem com que permaneçam nos abrigos até a maioridade.”, conta.
Mariana deixa um apelo às famílias habilitadas à adoção. “A mensagem que o Acalanto Natal deixa é: abram seus corações dos perfis idealizados e permitam-se surpreender pelo amor real. Quando limitamos demais o perfil, não estamos apenas fechando as portas para uma criança que espera no acolhimento. Estamos atrasando o nosso próprio encontro com o filho que nascerá para nós. O amor não escolhe idade, ele escolhe o encontro”.
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[VÍDEO] INCÊNDIO EM MACAIBA: Fogo destrói quiosque no Mercado Público e dono é levado ao hospital após inalar fumaça
15/07/2026
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Multidão recebe Noruega após campanha histórica na Copa
15/07/2026

A seleção da Noruega foi recebida por cerca de 90 mil torcedores nesta segunda-feira (14), em Oslo, após encerrar sua participação na Copa do Mundo de 2026 com a melhor campanha da história do país. Eliminada nas quartas de final pela Inglaterra, a equipe desembarcou na capital norueguesa e participou de uma celebração em frente ao Palácio Real.
A recepção contou com a presença do príncipe herdeiro Haakon, que comandou uma “remada viking” coletiva, gesto que se tornou uma das marcas da seleção durante o Mundial. A comemoração, repetida por jogadores e torcedores após as partidas, voltou a ser realizada diante da multidão que acompanhou o retorno da delegação.
Antes da homenagem no Palácio Real, o avião com atletas e comissão técnica pousou no terminal de jatos particulares do Aeroporto de Oslo às 14h06 (horário de Brasília). A aeronave foi recebida com jatos d’água e, ao entrar no espaço aéreo da Noruega, recebeu escolta de dois caças F-35 da Força Aérea do país.
Quem também chamou atenção no desembarque foi Erling Haaland. O atacante apareceu carregando um guaxinim de pelúcia que segurava uma garrafa de bebida alcoólica, imagem que rapidamente repercutiu nas redes sociais.
A campanha na Copa de 2026 encerrou um jejum de 28 anos sem participação em Mundiais. Em sua quarta presença na competição, a Noruega terminou na quinta colocação geral, o melhor resultado de sua história. Liderada por Haaland e Martin Ødegaard, a equipe chegou pela primeira vez às quartas de final, sendo eliminada pela Inglaterra.
A trajetória da Noruega nas Copas
A Copa do Mundo de 2026 marcou o retorno da Noruega ao torneio após 28 anos de ausência. Antes disso, a seleção havia participado apenas das edições de 1938, 1994 e 1998.
Na estreia, em 1938, os noruegueses foram eliminados pela Itália, que conquistaria o título daquele Mundial. Em 1994, nos Estados Unidos, terminaram a fase de grupos empatados em pontos com México, Irlanda e Itália, mas ficaram fora do mata-mata pelos critérios de desempate.
Na França, em 1998, a Noruega venceu o Brasil por 2 a 1 na fase de grupos, avançou às oitavas de final e acabou eliminada pela Itália.
Depois disso, a seleção ficou fora das Copas de 2002, 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022. O retorno aconteceu em 2026, quando alcançou pela primeira vez as quartas de final e encerrou a competição na quinta colocação geral, o melhor desempenho do país em Mundiais.
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Sebrae-RN acelera 28 negócios de impacto
15/07/2026

Pelo menos 28 negócios de impacto social e ambiental do Rio Grande do Norte iniciam neste mês a jornada de aceleração da edição 2026 do Programa Regenera, promovido pelo Sebrae-RN. A iniciativa reúne capacitações, mentorias, conexões estratégicas e acompanhamento técnico para fortalecer empreendimentos que conciliam inovação, sustentabilidade e geração de impacto positivo, ao mesmo tempo em que amplia as oportunidades de acesso a mercados e investimentos.
Como principal novidade desta edição, as empresas selecionadas passam a integrar o EU-LAC Social Accelerator, iniciativa financiada pela União Europeia e liderada no Brasil pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). A participação insere os empreendimentos potiguares em uma rede internacional de inovação social, ampliando possibilidades de cooperação, intercâmbio e acesso a futuras ações de incubação, aceleração e capacitação.
O Regenera é realizado pelo Sebrae-RN em parceria com a CACB e a Yunus Negócios Sociais e é direcionado a empresas que já possuem produtos ou serviços consolidados no mercado e geram impacto socioambiental. Nesta edição, o programa também prevê a concessão de bolsas empreendedoras de até R$ 20 mil para apoiar o desenvolvimento dos projetos selecionados.
Segundo a gerente da Unidade de Negócios de Impacto do Sebrae-RN, Mona Nóbrega, a integração ao EU-LAC Social Accelerator ocorre em um momento de fortalecimento do ecossistema nacional de negócios de impacto. A iniciativa realiza um amplo mapeamento das organizações e dos atores da inovação social no Brasil, identificando capacidades, desafios e oportunidades em diferentes regiões do país.
“A participação das empresas potiguares nesse levantamento amplia a visibilidade do estado e contribui para a construção de estratégias nacionais voltadas ao fortalecimento dos negócios de impacto”, destaca a gestora.
Entre os empreendimentos selecionados está o Parallelo Pipa, criado em 2022, em Tibau do Sul. A empresa atua na conexão entre capital privado, editais públicos e associações comunitárias para viabilizar projetos de educação, cultura e geração de renda em comunidades tradicionais do Rio Grande do Norte.
Segundo a fundadora, Giovana Teixeira, o negócio surgiu a partir da percepção das desigualdades existentes entre localidades vizinhas a um dos principais destinos turísticos do estado.
“Percebemos que existiam muitos talentos e capacidade produtiva nas comunidades, mas faltavam acesso à renda, gestão e reconhecimento. Ao mesmo tempo, empresas e editais tinham recursos disponíveis, mas encontravam dificuldades para fazer esse investimento chegar à ponta. Decidimos construir essa ponte”, afirma.
Para a empreendedora, a participação no programa representa uma oportunidade de consolidar a expansão da empresa. “Temos um modelo validado e dados que comprovam nosso impacto, mas precisamos fortalecer a área comercial, diversificar as fontes de receita e ampliar nossa atuação. O programa oferece exatamente o suporte necessário para esse próximo passo”, diz.
Outro empreendimento selecionado é a Pipa Ambiental, especializada em soluções de sustentabilidade para empresas, eventos e instituições. A empresa desenvolve projetos nas áreas de gestão de resíduos, inventários e neutralização de carbono, educação ambiental e monitoramento de indicadores de sustentabilidade.
Segundo o fundador da empresa, Felipe Teixeira, a expectativa é utilizar a aceleração para aperfeiçoar a estratégia de crescimento. “Queremos aperfeiçoar nosso modelo de negócio, validar novas estratégias e construir conexões que fortaleçam nossa atuação. Esperamos ampliar o impacto socioambiental gerado pela empresa e desenvolver soluções cada vez mais inovadoras e escaláveis”, afirma.
O fortalecimento dos chamados negócios de impacto tem ganhado espaço no Brasil à medida que investidores, organismos internacionais e instituições de fomento ampliam o interesse por empreendimentos capazes de combinar retorno financeiro com benefícios sociais e ambientais. Nesse contexto, programas de aceleração como o Regenera buscam reduzir gargalos relacionados à gestão, à captação de recursos e ao acesso a mercados.
Ao conectar os empreendedores potiguares a uma rede internacional de inovação e oferecer suporte técnico especializado, o Sebrae-RN pretende ampliar a competitividade desses negócios e consolidar o Rio Grande do Norte como um ambiente favorável ao desenvolvimento de empresas orientadas por impacto, inovação e sustentabilidade.
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Lava-jato é condenado a indenizar cliente no RN após lavagem de motor danificar veículo
15/07/2026

Um lava-jato foi condenado pela Justiça do Rio Grande do Norte a indenizar um cliente após a lavagem do motor de um automóvel provocar a queima do módulo de injeção eletrônica do veículo. A decisão é do Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Macau, que reconheceu falha na prestação do serviço e determinou o pagamento de R$ 1.760 por danos materiais e R$ 2 mil por danos morais.
De acordo com o processo, o consumidor levou o veículo ao estabelecimento para a realização de serviços de limpeza, incluindo a lavagem do motor. Assim que o procedimento foi concluído, o automóvel apresentou pane elétrica total e precisou ser rebocado para uma oficina especializada.
Conforme relatado pelo cliente, uma avaliação técnica apontou que o módulo de injeção eletrônica foi danificado em decorrência da infiltração de água durante a lavagem. Para reparar o veículo, ele informou ter gasto R$ 1.700 na compra de um novo módulo e na instalação da peça, além dos R$ 60 pagos pelo serviço de lavagem.
Em sua defesa, o proprietário do lava-jato sustentou que o consumidor autorizou a lavagem do motor mesmo após ser informado sobre os riscos do procedimento. Também afirmou que o automóvel deixou o estabelecimento funcionando normalmente.
Ao julgar o caso, o juiz Bruno Montenegro aplicou as normas do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e ressaltou que a responsabilidade do fornecedor de serviços é objetiva. Segundo o magistrado, cabia ao estabelecimento adotar todas as medidas necessárias para proteger os componentes eletrônicos do veículo durante a lavagem.
Na sentença, o juiz afirmou que eventual aviso sobre os riscos do serviço não afasta a responsabilidade da empresa, já que cláusulas destinadas a excluir esse dever são consideradas nulas pela legislação consumerista.
“A nota fiscal emitida pela oficina atesta o diagnóstico de substituição do módulo de injeção em decorrência de queima provocada por infiltração de água. Sabendo-se que o módulo de injeção é o ‘cérebro’ eletrônico do automóvel, sua exposição a jatos de água de alta pressão sem a devida proteção técnica acarreta, inevitavelmente, o curto-circuito do componente, restando patente o nexo de causalidade entre a conduta da ré e o dano experimentado pelo autor”, registrou Bruno Montenegro.
O magistrado também concluiu que a sequência dos fatos comprovou a relação direta entre a lavagem do motor e o defeito apresentado pelo veículo. “Desse modo, patenteada a grave falha na prestação do serviço e não demonstrada qualquer causa de exclusão do nexo causal (artigo 14, § 3º, do CDC), resta plenamente configurado o dever jurídico da empresa ré de reparar os danos causados às esferas patrimonial e extrapatrimonial do consumidor”, escreveu.
Com a decisão, o lava-jato foi condenado a ressarcir os R$ 1.760 gastos pelo cliente com o conserto do automóvel e o serviço de lavagem. Também deverá pagar indenização de R$ 2 mil por danos morais. Os valores serão corrigidos monetariamente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
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Espanha elimina França e volta à final da Copa
15/07/2026

A Espanha confirmou o favoritismo construído ao longo da Copa do Mundo de 2026 e garantiu vaga na decisão ao derrotar a França por 2 a 0, nesta terça-feira 14, em Arlington, no Texas. Oyarzabal, de pênalti, e Pedro Porro marcaram os gols da semifinal, em uma atuação marcada pelo controle da posse de bola, forte pressão na saída francesa e eficiência nas poucas oportunidades criadas. Com o resultado, a seleção espanhola disputará sua primeira final de Mundial desde o título conquistado em 2010.
A equipe comandada por Luis de la Fuente neutralizou o principal trunfo francês: Kylian Mbappé. Artilheiro da competição até então, o atacante encontrou poucos espaços diante da organização defensiva da Espanha e terminou a partida sem balançar as redes. O placar foi aberto após Lamine Yamal sofrer pênalti, convertido por Mikel Oyarzabal, enquanto Pedro Porro ampliou no segundo tempo em uma jogada coletiva que consolidou a superioridade espanhola.
Além da classificação, o resultado reforça o momento vivido pela seleção espanhola, que acumula uma longa sequência de partidas sem derrota no tempo regulamentar e chega à decisão respaldada por um modelo de jogo consolidado, baseado em posse de bola, intensidade na marcação e protagonismo de uma geração liderada por jovens como Lamine Yamal, ao lado de jogadores experientes como Rodri, Dani Olmo e Oyarzabal. A vitória também amplia a recente vantagem espanhola sobre a França em confrontos eliminatórios de grandes competições internacionais.
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Após derrota para o América, jogador do Trem-AP é preso em Natal por dívida de pensão alimentícia
15/07/2026

O jogador de futebol Eduardo Felipe da Silva Santos, do Trem-AP, foi preso pela Polícia Civil do RN nesta terça-feira 14, em Natal. Ele tinha uma dívida de pensão alimentícia acumulada em R$ 16.584,16.
O atleta participou da partida contra o América-RN, na Arena das Dunas, na noite de segunda-feira 13, onde o clube do Amapá perdeu para o alvinegro por 2 a 1. Com o resultado, o América confirmou a classificação para as oitavas de final da Série D.
A prisão ocorreu em um hotel localizado na Avenida das Conchas, no bairro de Ponta Negra, na Zona Sul da capital. Equipes policiais localizaram o homem no estabelecimento e cumpriram a ordem judicial, que determina o cumprimento de 60 dias de prisão, contados a partir da data da detenção.
O processo de pensão alimentícia foi movido por uma ex-esposa de Eduardo na cidade de Blumenau, em Santa Catarina, segundo a diretoria do Trem-AP ao G1RN.
A diretoria informou, ainda, que o clube realizou o pagamento dos valores devidos e agora aguarda a emissão de um alvará de soltura para liberar o jogador.
O jogador foi conduzido à unidade policial para os procedimentos legais e, em seguida, encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.
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RN registra 3.345 pessoas em situação de rua; Natal concentra 62,9% dos casos
15/07/2026

O Rio Grande do Norte registra atualmente 3.345 pessoas em situação de rua, segundo levantamento do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Desse total, 62,9% estão em Natal, município que concentra a maior parcela dessa população no Estado. Em seguida aparecem Mossoró, com 10,49% dos registros, e Parnamirim com 8,61%.
Com 3.345 registros, o Rio Grande do Norte ocupa a quinta posição no Nordeste em número de pessoas em situação de rua. O Estado fica atrás da Bahia (16.624), Ceará (14.171), Pernambuco (8.540) e Maranhão (3.700), mas supera Alagoas (2.968), Paraíba (1.963), Piauí (1.767) e Sergipe (1.723).
Além da capital, aparecem no levantamento Ceará-Mirim (0,54%), Arês (0,09%) e Bom Jesus (0,03%), com participações menores no total de pessoas em situação de rua registradas no Estado.
Procurada pelo Agora RN, a Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social de Natal (Semtas) informou que ainda não teve acesso ao levantamento completo do CNMP e, por isso, não faz uma avaliação técnica dos dados apresentados. “A Secretaria utiliza o Cadastro Único como parâmetro para acompanhar esse público e planejar suas políticas públicas”, informou a pasta.
A secretaria também pondera que parte das pessoas contabilizadas pode possuir residência, ainda que em condições precárias, utilizando os espaços públicos como local de trabalho e sustento.
“Há que se considerar que há também casos de pessoas que possuem moradias, ainda que precárias, mas utilizam as ruas para buscar seu sustento, em atividades completamente informais. E, nessa condição, identificam-se como população de rua, o que não é necessariamente aplicável a essa definição.”
Outro fator apontado pela Semtas é o deslocamento de pessoas de municípios vizinhos para Natal em busca da rede de atendimento existente na capital. “É preciso, ainda, ter em mente que Natal, por sua estrutura e oferta de diversos serviços e ações públicas para pessoas em situação de rua, dentre eles acolhimento no Centro Pop e restaurante popular, acaba por atrair uma parcela desse público oriunda de outros municípios, sobretudo da Região Metropolitana. Uma migração que contribui para amplificar os dados e as demandas da capital.”
Ao comentar os números, em entrevista recente à TV Tropical, a secretária municipal de Assistência Social de Natal, Auricéa Xavier, afirmou que a inexistência de levantamentos contínuos sobre a população em situação de rua impede comparar a evolução desse público ao longo dos anos.
“Como a gente nunca vinha fazendo um censo, não tem como ter a certeza se o dado aumentou ou se, de fato, agora que a gente conseguiu identificar essas pessoas. A gente não tinha nenhum censo, nenhuma pesquisa continuada, que todo ano a gente fizesse um levantamento para comparar um ano com o anterior.”
Para o Centro de Acesso a Direitos e Inclusão Social (CAIS) do Rio Grande do Norte, que admite um aumento da população em situação de rua nos últimos anos, o fenômeno está relacionado a fatores econômicos e sociais intensificados durante a pandemia.
“Nos últimos anos, a partir da pandemia de Covid-19 e do abandono das políticas voltadas à assistência social, habitação e educação, a sociedade assistiu a esse aumento exponencial da população em situação de rua. Isso está diretamente ligado ao agravamento das crises econômicas e ao desmonte do Estado brasileiro que assistimos até 2022.”
Segundo o órgão, a situação de rua é resultado de um conjunto de fatores que vai além da ausência de moradia. “Precisamos compreender as causas que levam alguém a estar em situação de rua. A perda ou o enfraquecimento do vínculo familiar é um dos primeiros motivos que colocam as pessoas nessa situação. A falta de orientação, de oportunidade, de educação de qualidade, uma série de fatores que, em sequência, acabam minando as possibilidades de escolha de um indivíduo. Nesse contexto, a rua fica como última saída possível.”
O CAIS também afirma que o fenômeno deve ser analisado dentro de um contexto internacional. “Não podemos nos enganar pensando que esse é um problema apenas local ou nacional, mas está sim dentro de um contexto de crise global. Nós vimos nos últimos anos aumentar as ondas migratórias para o Brasil, de pessoas que não encontram nos seus países as oportunidades para uma estruturação de vida ou que fogem de cenários de guerra e violência.”
Como resposta, o centro informou que atuará prioritariamente junto à juventude potiguar por meio da Casa da Juventude, equipamento que será implantado pelo Governo do Estado. “O CAIS será voltado ao atendimento prioritário da juventude dentro da Casa da Juventude. Teremos uma equipe multiprofissional com redutores de danos, psicólogos, assistentes sociais, antropólogos e formadores culturais. A missão será facilitar o acesso aos serviços públicos, atuar sobre as causas que levam à situação de rua e atender quem já está nessa condição para que possa reconstruir seus caminhos.”
Ranking do Nordeste (2025)
PosiçãoEstadoNúmero
1ºBahia16.624
2ºCeará14.171
3ºPernambuco8.540
4ºMaranhão3.700
5ºRio Grande do Norte3.345
6ºAlagoas2.968
7ºParaíba1.963
8ºPiauí1.767
9ºSergipe1.723
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