Política
ATENÇÃO JOÃO CÂMARA, NÃO SE ILUDAM, OS ÔNIBUS SÃO ALUGADOS.
26/08/2025
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Bolsonaro diz querer ir a julgamento no STF, mas decisão envolve cálculo político, defesa e saúde
25/08/2025

Foto: André Borges/EPA
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) discute com aliados para definir se vai participar presencialmente do julgamento da trama golpista no STF (Supremo Tribunal Federal).
Ele disse a pessoas próximas que gostaria de estar na corte em algumas das sessões, quando ficaria frente a frente com os ministros que ele considera algozes, mas aliados têm citado a possibilidade de seu quadro de saúde ser um empecilho para esse plano.
A ideia de comparecer à corte no último capítulo do processo, que pode condená-lo a mais de 40 anos de prisão sob acusação de liderar uma tentativa de golpe de Estado, é descrita pelo entorno do ex-presidente como uma forma de demonstrar força e evitar a impressão de que estaria acuado por seus julgadores.
O STF marcou o começo do julgamento sobre a trama golpista para o dia 2 de setembro, com conclusão esperada até o dia 12. A proposta daqueles que defendem que ele vá ao tribunal não é acompanhar as duas semanas de sessões, mas ao menos comparecer ao primeiro e ao último dia.
Assim como os demais réus, Bolsonaro pode comparecer à corte para assistir ao julgamento. Como está em prisão domiciliar, terá de pedir autorização ao ministro relator Alexandre de Moraes, como determina o Código de Processo Penal.
Nas semanas que antecedem o início do julgamento, essa definição se tornou tema de conversas entre aliados de Bolsonaro e também em discussões com o próprio ex-presidente.
A decisão deve ser tomada a partir de cálculos políticos, da avaliação de sua equipe de defesa e também por critérios médicos.
Bolsonaro tem enfrentado crises de soluço, que, por vezes, levam a vômitos, segundo relatos feitos por aliados. Ainda que não ocorra todos os dias, eles citam uma preocupação com esse quadro, uma vez que as sessões no Supremo tendem a durar muitas horas.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse nesta segunda (25) que a saúde de Bolsonaro preocupa, mas que, caso não estivesse em prisão domiciliar, ele melhoraria imediatamente. “Se estivesse livre, ele sarava na hora. O estado moral dele é por causa disso.”
O ex-presidente está em prisão domiciliar desde 4 de agosto e só deixou o local no último dia 16 para realizar exames médicos. O boletim divulgado na ocasião informou que ele segue com tratamento para hipertensão arterial e refluxo e medidas preventivas de broncoaspiração.
Aliados de Bolsonaro no campo político defendem sua ida ao julgamento para exibir o que descrevem como resiliência diante do cerco do Supremo ao ex-presidente.
Eles consideram que, com esse gesto, Bolsonaro marcaria uma posição e poderia transmitir a seus apoiadores uma mensagem política de que não capitulou diante do tribunal, mesmo que sua condenação seja dada como garantida.
Esses aliados apontam, no entanto, que há um cenário de incerteza, que vai desde as múltiplas interpelações feitas por Moraes a Bolsonaro sobre o cumprimento das medidas cautelares impostas pelo Supremo até o estado físico e emocional do ex-presidente.
Se for ao Supremo, Bolsonaro repetiria uma decisão que tomou no recebimento da denúncia, em março. Na ocasião, o ex-presidente foi de surpresa ao tribunal, onde se sentou na primeira fileira. Dias depois, ele se tornou réu no processo.
Bolsonaro fez o mesmo movimento que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no ano passado, quando se sentou à mesa da defesa em julgamento em Nova York. Em casos penais, a presença do acusado é obrigatória nos EUA. No Brasil, não.
Caso decida não ir ao tribunal, Bolsonaro assistiria às sessões em casa, pela televisão, segundo a avaliação de pessoas próximas. Em prisão domiciliar, ele tem a companhia da mulher, Michelle, da filha, Laura, e da enteada Letícia. Seus filhos também têm livre acesso à residência e devem acompanhar o pai.
Diante da proximidade do julgamento, o ex-presidente e pessoas próximas estão em um estado crescente de tensão. Segundo relatos, ele está irritado e se sente injustiçado.
As visitas estão restritas a uma por dia. Elas dependem de solicitação ao STF e autorização por Moraes, mas nem sempre os solicitantes podem ir nos dias apontados pelo ministro. Alguns chegam a cancelar.
Desde o último dia 15, o magistrado não responde à defesa a respeito de novas solicitações para visitas ao ex-presidente. Eles pedem prioridade a autoridades do PL, porque Bolsonaro gostaria de conversar com lideranças como Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Valdemar Costa Neto, presidente do partido, antes do julgamento.
Apenas irmãos, filhos e cunhados podem ir sempre à casa de Bolsonaro, no Jardim Botânico, em Brasília, sem pedir autorização prévia a Moraes. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) costuma passar por lá cedo para tomar café da manhã com o pai. Como a Folha mostrou, ele se tornou o principal porta-voz do pai no mundo político.
Folhapress
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Moraes manda PGR se manifestar até quarta sobre explicações de Bolsonaro sobre descumprimento de medidas
25/08/2025

Foto: José Aldenir/Agora RN
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira 25 que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste, em até 48 horas, sobre os esclarecimentos apresentados pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a respeito de supostos descumprimentos de medidas cautelares.
A decisão ocorre após a Polícia Federal (PF) indiciar Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. O relatório da PF aponta que o ex-presidente descumpriu determinações judiciais impostas pelo Supremo e levanta indícios de uma tentativa de fuga para a Argentina, baseada em um documento de pedido de asilo político encontrado em seu celular.
Na última sexta-feira 22, a defesa entregou ao STF um documento de 12 páginas no qual nega as acusações, afirma que o ex-presidente tem cumprido todas as medidas cautelares — como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de deixar o país e comparecimento a audiências — e classifica o relatório da PF como politicamente motivado. Os advogados também pediram a revisão da prisão domiciliar do ex-presidente.
Atualmente, Bolsonaro está proibido de usar celular, manter contato com Eduardo e receber visitas sem autorização judicial, salvo em exceções previstas pela Justiça.
AGORARN
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UM BRINDE: Em Jandaíra, Reginaldo e Marina estão mais alinhados do que nunca, oposição não consegue aceitar e é desmentida mais uma vez
25/08/2025

Em Jandaíra, o cenário político está em efervescência, mas o alinhamento entre o atual prefeito Reginaldo e a ex-prefeita Marina tem se fortalecido a cada dia. Mesmo diante das tentativas da oposição de criar discórdia, a dupla tem se mostrado mais unida do que nunca, com um trabalho em conjunto que vem rendendo bons frutos para a cidade.
Recentemente, a oposição tentou espalhar rumores de que Reginaldo e Marina estariam em desacordo, tentando provocar uma divisão entre os dois. No entanto, como sempre, as mentiras foram rapidamente desmentidas. Reginaldo e Marina reafirmaram publicamente sua união e compromisso com o município, esclarecendo que esses ataques não passam de tentativas frustradas de enfraquecer o trabalho que vem sendo realizado.
Apesar das tentativas da oposição de desacreditar a administração, Reginaldo e Marina continuam recebendo o apoio crescente da população, que reconhece a seriedade e o comprometimento de ambos.
A cidade segue avançando, com o trabalho conjunto de Reginaldo e Marina, e a oposição, mais uma vez, se vê desmentida diante da verdade.
Blog do Netinho Faustino
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Dino manda PF investigar uso de R$ 694 milhões em emendas pix
25/08/2025

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um prazo de dez dias para o Tribunal de Contas da União (TCU) detalhar um total de R$ 694,6 milhões em emendas Pix que não tiveram plano de trabalho apresentado. Em decisão deste domingo, Dino determina que esses dados devem ser enviados para cada superintendência da Polícia Federal (PF), visando à instauração de inquérito policial.
Dino afirma que há “situação de parcial descumprimento de decisão judicial” pela não apresentação desses planos.
Emendas Pix são uma forma de envio de recursos por parlamentares a estados e municípios que se popularizaram no Congresso Nacional por ser mais simples execução. A partir dessa emenda, um deputado ou senador pode mandar verba diretamente para a conta de uma prefeitura ou governo estadual — nas emendas “tradicionais” o recurso é enviado para um projeto ou serviço específico.
Em uma série de decisões a respeito das emendas parlamentares, o STF determinou a apresentação de planos de trabalho para a execução das emendas Pix. Trata-se de um documento com os detalhes sobre como o recurso será usado.
Nessas decisões anteriores, o ministro também determinou o cadastramento, pelos beneficiários, dos planos de trabalho de emendas Pix referentes aos exercícios de 2020 a 2024.
Agora, o TCU informou ao ministro que restam 964 casos de planos de trabalho não cadastrados relativos ao período de 2020 a 2024.
“A despeito do avanço — tendo em vista que havia 8.263 planos não cadastrados em 13/02/2025 e 6.760 em 19/03/205 —, remanesce situação de parcial descumprimento de decisão judicial, evidenciada pela inexistência de planos de trabalho relacionados à destinação de ‘emendas ‘Pix’ que totalizam repasses na ordem de R$ 694.695.726,00”, afirmou o ministro na decisão deste domingo.
Diante disso, ele determina que o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, junte a identificação das emendas individuais referentes a esses 964 planos de trabalho não cadastrados, a fim de que as informações sejam enviadas para cada Superintendência da Polícia Federal, “visando à instauração de Inquérito Policial”. O valor total de R$ 694 milhões correspondente a tais planos de trabalho, também deve ser individualizado por estado e município.
Na decisão deste domingo, Dino ainda reforçou que é de competência do TCU a fiscalização dessas emendas, mas que isso não impede a cooperação dos tribunais de contas estaduais na apreciação das prestações de contas. Essa colaboração pode se concretizar, cita o ministro, mediante a celebração de parcerias entre o TCU e as áreas técnicas dos TCEs, bem como pela convocação excepcional de conselheiros das cortes de contas estaduais.
Na mesma decisão, Dino ainda determinou que sejam abertas contas específicas por emenda para o recebimento de recursos de emendas coletivas (bancada e comissão). Bancos públicos deverão adaptar suas tecnologias e informarem nos autos a sua operatividade no prazo de 30 dias úteis. Uma vez atestado o pleno funcionamento dos sistemas tecnológicos bancários, será fixado prazo para a regularização das situações em curso, disse o ministro.
Em outro ponto, Dino acolheu argumentos da Advocacia-Geral da União e do Congresso Nacional, e disse que um novo desvio de finalidade das emendas de relator não está, até o momento, suficientemente demonstrado. Emendas de relator são a forma técnica como se chamava o antigo orçamento secreto.
Dino se manifestou sobre isso porque entidades pediram ao ministro para analisar os repasses de recursos do Orçamento do governo que poderiam estar sendo usados como um “novo orçamento secreto”.
No entanto, a título preventivo, o ministro oficiou o titular da Saúde, Alexandre Padilha, para que seja “rigorosamente” observado o limite constitucional da emenda de relator: correção de erros e omissões.
O Globo
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Prefeito de Jandaíra tem 78% de aprovação, aponta pesquisa
22/08/2025

O prefeito de Jandaíra, no Mato Grande, Reginaldo Vitorino (PT), consolida as ações dos primeiros meses de gestão com 78,75% de aprovação na cidade. Os dados são do Instituto Sensatus e foram coletados entre os dias 19 e 20 de agosto.
“Recebo esses números com gratidão e responsabilidade. Eles mostram que estamos no caminho certo, trabalhando com seriedade para melhorar a vida do nosso povo. Essa aprovação não é apenas minha, mas fruto do esforço coletivo de toda a nossa equipe e da confiança do povo de Jandaíra”, destacou o prefeito Reginaldo Vitorino.
Já a governadora Fátima Bezerra (PT) aparece com 51,50% de aprovação no município, contra 40,25% de desaprovação.
O presidente Lula também mantém alta aprovação em Jandaíra, com 77,25%, contra 18,50% de desaprovação e 4,5% que não responderam
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Prefeito de Canguaretama pode perder mandato por suspeita de “Caixa 2”; testemunha indicada vence licitação milionária
22/08/2025

O prefeito de Canguaretama, Leandro Varela, pode ter o mandato cassado por meio de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que apura suspeita de “Caixa 2” na campanha de 2024. O caso ganhou um novo capítulo com a revelação de que uma das testemunhas indicadas pelo gestor é Francisco José da Paz, sócio-administrador da empresa Check-UP Peças e Serviços LTDA.
Na última terça-feira (19), a empresa venceu uma licitação de R$ 7.783.079,13 para fornecimento de peças e serviços, por meio do pregão eletrônico nº 018/2025. Pouco antes, já havia saído vencedora do processo nº 017/2025, no valor de R$ 926.149,72, para compra de pneus e câmaras de ar. Ao todo, Francisco da Paz e sua empresa somam contratos de R$ 8.709.228,85 com a Prefeitura de Canguaretama.
A coincidência chama atenção, sobretudo porque Francisco da Paz não apenas foi um dos coordenadores da campanha de Leandro Varela em 2024, como também aparece agora como testemunha de defesa do prefeito.
O enredo se complica ainda mais com a participação de sua esposa, Kátia Maria de Oliveira Paz, listada como parte representada na própria AIJE que pode cassar Leandro Varela e o vice, Erivan de Souza Lima (Tatá).
A ação movida pela coligação adversária acusa o prefeito e aliados de abuso de poder econômico e arrecadação ilegal de recursos por meio de doações via Pix que não teriam sido declaradas à Justiça Eleitoral. O pedido à Justiça inclui a cassação dos mandatos de prefeito e vice, a inelegibilidade dos envolvidos por oito anos e, em caráter liminar, a quebra de sigilos bancário e fiscal, além da busca e apreensão de documentos e aparelhos eletrônicos para comprovar o suposto “caixa 2”.
Com informações de Rudimar Ramon
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Justiça Eleitoral cassa mandato de Lucas Batista em Ouro Branco / RN
21/08/2025

A juíza da 23ª Zona Eleitoral de Caicó, Janaína Lobo da Silva Maia, julgou procedente e cassou o diploma do vereador Lucas Batista (PSDB), em Ouro Branco, no Seridó potiguar, por gasto ilícito na campanha eleitoral de 2024. A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) 0600365-32.2024.6.20.0023, movida pelo suplente Tiririca contra Lucas Batista, teve parecer do Ministério Público Eleitoral apontado gastos ilícitos de campanha referentes a despesas de sua campanha eleitoral e pedido a cassação do diploma do vereador.
Na sentença, a juíza reconheceu que o vereador Lucas encaminhou listas com nomes de eleitores acompanhados dos respectivos valores utilizados para a compra de votos, além de mencionar despesas com a contratação de veículos para participação em atos de campanha, distribuição de combustível e fornecimento de bebidas, o que caracteriza gravidade e relevância jurídica suficientes para comprometer a igualdade de condições entre os concorrentes, a lisura do pleito e a transparência das campanhas.
A magistrada decretou a cassação do diploma outorgado ao vereador, declarou a inelegibilidade pelo prazo de 8 (oito) contados da eleições de 2024. Da decisão cabe recurso para Natal.
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União Brasil e PP oficializam ‘superfederação’, que terá as maiores bancadas do Congresso e mais de 1,3 mil prefeitos
20/08/2025

Uma convenção conjunta entre União Brasil e Progressistas (PP) oficializou nesta terça-feira (19) a criação de uma federação partidária entre as legendas.
Antes do encontro, pela manhã, dirigentes das siglas também aprovaram, em reuniões separadas, o estatuto da aliança, documento que vai guiar o funcionamento e a atuação da federação.
A chancela ao texto era uma das etapas necessárias para formalizar a aliança, anunciada há quase quatro meses, junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Com o documento em mãos, a federação deve dar entrada no registro formal na Corte Eleitoral, o que deve ocorrer nos próximos dias.
Chamada de União Progressista, a aliança será a maior força partidária do país. A federação terá a maior bancada de deputados na Câmara, o maior número de prefeitos e as maiores fatias de recursos públicos para campanhas e despesas partidárias.
Ainda nesta semana, com a filiação da senadora Margareth Buzetti ao PP, a aliança deve ultrapassar PL e PSD e alcançar 15 senadores — a maior bancada na Casa.
Dirigentes da federação afirmam que a aliança deverá se posicionar de forma crítica ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Os presidentes do PP (Ciro Nogueira) e do União Brasil (Antonio de Rueda) têm defendido o lançamento de uma candidatura de centro-direita em 2026.
O União tem um pré-candidato: o governador de Goiás Ronaldo Caiado. Mas Ciro Nogueira é um dos defensores de uma costura em torno do nome de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo e filiado ao Republicanos, para o Planalto.
Sem vetos a estar no governo
Internamente, membros das siglas defendem que a federação discuta — mais à frente — a presença da União Progressista no governo Lula.
Hoje, os partidos possuem indicados em diversas camadas da administração pública. União e PP também contam com quatro ministros na gestão Lula.
O estatuto aprovado pelas siglas não traz qualquer veto à participação de membros no atual governo petista. Segundo dirigentes, o tema deve ser, no entanto, discutido em outra oportunidade.
Em 2026, segundo o documento, as candidaturas da federação para presidente e vice-presidente serão feitas pela direção nacional da aliança, a partir de indicações de cada partido.
Eventual coligação do grupo a outra candidatura ao Planalto também será decidida pela direção, ainda de acordo com o estatuto.
As federações partidárias são um modelo de aliança que une duas ou mais siglas. Segundo as regras, os partidos passam a atuar como um só por, no mínimo, quatro anos.
Também devem ter alinhamento nas campanhas — ou seja, a federação deve caminhar de forma unificada nas disputas, definindo conjuntamente as candidaturas.
O manifesto de lançamento da federação afirma que o grupo terá como objetivo a “responsabilidade fiscal e responsabilidade social”.
Divisão de comando
O estatuto da federação estabelece que, até o fim de 2025, o comando será compartilhado entre Rueda e Ciro.
Além deles, nestes primeiros meses de funcionamento, a “superfederação” também terá em sua direção nacional:
ACM Neto;
Arthur Lira;
Davi Alcolumbre;
Ronaldo Caiado;
Pedro Lucas Fernandes;
Dr. Luizinho;
Cláudio Cajado; e
Ricardo Barros.
O estatuto também estabelece que, entre 2026 e 2029, a presidência será exercida exclusivamente por Antonio de Rueda. Ciro Nogueira ficará com a vice-presidência do grupo.
‘Superfederação’ em números
As tratativas entre União Brasil e PP são acompanhadas de perto por outros dirigentes partidários, que tentam projetar o tamanho do impacto da aliança nas campanhas de 2026.
A “superfederação”, como tem sido chamada por lideranças de outros partidos, terá direito a receber a maior fatia, entre os 29 partidos registrados pelo TSE, do fundo público de financiamento de campanhas.
Levando em conta os valores distribuídos em 2024, a federação entre PP e União deve fazer jus a quase R$ 1 bilhão em recursos públicos.
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Câmara define comissão para analisar processo de cassação da vereadora Brisa Bracchi (PT); veja nomes
19/08/2025

Os vereadores Anne Lagartixa (presidente), Fúlvio Saulo (relator) e Daniel Valença (membro) formarão a comissão responsável pela análise do pedido de cassação da vereadora Brisa Bracchi (PT), cujo processo foi aprovado nesta terça-feira (19). A escolha foi feita via sorteio. Os três nomes sorteados confirmaram a permanência na comissão.
A abertura do processo foi aprovada pelo placar de 23 votos pela abertura contra três pelo arquivamento da denúncia.
Com a comissão formada, o próximo passo é a instalação do grupo em até cinco dias. A partir daí, a vereadora terá 10 dias úteis para apresentar defesa prévia. O prazo máximo para conclusão dos trabalhos é de 90 dias, quando o relatório final será votado em plenário. Para que haja cassação, são necessários 19 votos dos 29 vereadores.
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Moraes autoriza saída de Bolsonaro para ir em hospital fazer exames
13/08/2025

Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo
O ministro Alexandre de Moraes do STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou nesta terça-feira (12) o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a deixar a prisão domiciliar para fazer exames médicos em um hospital particular de Brasília.
A defesa do ex-presidente terá até 48 horas após a realização dos exames para apresentar o atestado médico. Os exames estão marcados para o próximo sábado (16), no DF Star, e a liberação deverá ocorrer em, no máximo, oito horas.
O pedido para que Bolsonaro fosse liberado a ir ao hospital foi feito pela defesa do ex-presidente.
Segundo os advogados, os exames são necessários para dar “seguimento de tratamento de medicamentos em curso, da necessidade de reavaliação dos sintomas de refluxo e soluços refratários, bem como da verificação das condições atuais de saúde”.
Em abril deste ano, Bolsonaro passou por mais uma cirurgia por complicações decorrentes da facada que sofreu em 2018. Ele teve alta somente duas semanas depois.
Na mesma decisão, o ministro também autorizou visitas a Bolsonaro nas seguintes datas:
Senador Rogério Marinho (PL-RN), no dia 22 de agosto;
Deputado federal Altineu Côrtes (PL-RJ), no dia 25 de agosto;
Vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Augusto (Pl-SP), no dia 26 de agosto;
Deputado estadual, Tomé Abduch (Republicanos-SP), no dia 27 de agosto.
CNN
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PF abre novo inquérito contra Bolsonaro por fake news sobre Lula
11/08/2025

Foto: Reprodução
A Polícia Federal (PF) abriu inquérito, nesta segunda-feira (11/8), que tem como alvo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por suposta propagação de fake news e crimes contra a honra contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A investigação foi instaurada após o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, encaminhar pedido ao diretor-geral da PF, Andrei Passos, para apurar a divulgação, no canal de WhatsApp de Bolsonaro, de conteúdo que vinculava Lula à morte de pessoas LGBTQIA+.
O caso chegou aos investigadores por meio de uma notícia-crime apresentada ao Ministério Público Federal (MPF) por um cidadão russo-brasileiro, que denunciou a postagem do ex-presidente acusando Lula de envolvimento nos crimes. O MPF, então, encaminhou a demanda ao Ministério da Justiça.
Em análise preliminar, investigadores detalharam ao Metrópoles que a publicação, de fato, associava o petista ao regime de Bashar al-Assad, na Síria, na execução de pessoas LGBTQIA+. A postagem teria sido feita em 15 de janeiro deste ano, porém, já não está disponível nos canais de Bolsonaro.
O inquérito tem como base suspeitas de crimes contra a honra do presidente da República e de disseminação de fake news. Investigadores avaliam a extensão do alcance da postagem e o contexto em que ela foi divulgada.
Metrópoles
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OS INTERESSES DO POVO QUE LUTE: “Não vou parar até Bolsonaro ser livre”, diz conselheiro de Trump
10/08/2025

Foto: Reprodução
Jason Miller, conselheiro do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, declarou neste domingo (10/8) que “não vai parar” ou “desistir” até que o ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro (PL) esteja “livre”. Ele está em prisão domiciliar desde a última segunda-feira (4/8), decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
A declaração na rede social X (ex-Twitter) foi em resposta a um internauta que declarou que “é mais importante o impeachment de [Alexandre de] Moraes do que libertar Bolsonaro”.
Em tom de ameaça em uma primeira publicação, mas sem citar Moraes, o ex-estrategista da campanha de comunicação de Trump, escreveu: “Libertem Bolsonaro… ou então”, em resposta a uma reportagem do jornal O Globo, na qual afirma que outros ministros da Corte estão “apavorados” com a possibilidade de serem enquadrados na Lei Magnistky.
Este é mais um episódio na escalada de tensão entre o Brasil e os Estados Unidos. Em 30 de julho, Moraes foi sancionado pelo governo dos Estados Unidos. As medidas bloqueiam bens e contas nos EUA e proíbe a entrada em território norte-americano.
Dessa forma, Moraes torna-se alvo da legislação norte-americana criada em 2021, com o objetivo de punir autoridades internacionais acusadas de violação aos direitos humanos.
Na noite de sábado (9/8), o governo brasileiro rebateu a nova postagem da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, nas redes sociais, na qual o vice-secretário de Estado norte-americano, Christopher Landau, fez ataques indiretos ao magistrado.
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) disse que essa manifestação caracteriza um “novo ataque frontal à soberania brasileira e a uma democracia que, recentemente, derrotou uma tentativa de golpe de Estado”. A pasta reiterou, ainda, que o Brasil “não se curvará a pressões, venham de onde vierem”.
O governo brasileiro manifestou, também, “absoluto rechaço às reiteradas ingerências do governo norte-americano em assuntos internos do Brasil”, e que sempre se posicionará contra ataques falsos, como as da postagem do subsecretário de Estado dos EUA.
Metrópoles
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Bolsonaro preso em casa tem crises de soluço, mudança de humor e visitante sem celular
09/08/2025

Na primeira semana em prisão domiciliar, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu visitas de parentes e aliados, demonstrando contrariedade com sua situação política e exibindo variações de humor. A notícia é da Folha de São Paulo.
Interlocutores dos visitantes que estiveram com Bolsonaro desde a ordem de prisão, na segunda-feira (4), relataram a frustração dele com o que descrevem como uma decisão desproporcional do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Segundo um desses relatos, Bolsonaro estava abatido, cansado e chateado —despertando preocupação de amigos com seu estado de espírito. Outra pessoa ouvida sob reserva diz que o ex-presidente já aparentava estar um pouco mais tranquilo com a nova condição e sem sinais de depressão.
As crises de soluço, que já estavam presentes antes da prisão domiciliar, continuam sendo um incômodo para Bolsonaro. A condição impede que ele fale, durma e, às vezes, leva a vômitos.
“Voltaram os episódios de soluço de forma intermitente. Ele já está se tratando do refluxo”, afirma Leandro Echenique, cardiologista que faz parte da equipe médica de Bolsonaro —autorizada por Moraes a acompanhá-lo em casa.
“Ele já teve outras crises em pós-operatórios, mas os períodos eram menores”, diz o médico, descartando relação entre o mal-estar e a prisão domiciliar.
O quadro de saúde do ex-presidente é um dos principais argumentos de aliados para evitar que ele, num momento pós-julgamento da trama golpista, no qual já é esperada a condenação, vá para uma prisão.
Para evitar o descumprimento das regras impostas por Moraes, amigos e aliados autorizados a visitar Bolsonaro deixam o celular no carro, de acordo relatos —o magistrado proíbe qualquer acesso do ex-presidente a telefone.
A senadora e ex-ministra Damares Alves (Republicanos-DF) avalia que Bolsonaro terá que encontrar uma nova rotina para se distrair.
Ela afirma que o ex-presidente tinha uma rotina que incluía tarefas corriqueiras fora de casa. Como exemplo, ela cita o fato de que, horas antes da decisão de Moraes, no dia em que foi preso, Bolsonaro foi a uma loteria fazer uma aposta.
“Entendo que a prisão para ele é uma tortura. Ele gosta de fazer coisas. Não tem o que fazer, ele inventa. Ficar dentro de casa para ele não vai ser fácil. Mas claro que vai criar toda uma rotina, dar banho em cachorro, cuidar da casa, ajudar”, afirma.
Próxima à ex-primeira-dama, Damares afirma que Michelle Bolsonaro precisaria contratar uma auxiliar para ajudar nos afazeres domésticos. Michelle tem o hábito de cozinhar em casa, mas, às vezes, almoçava com o marido na sede do PL.
A ex-primeira-dama não deve abrir mão da rotina nem do cargo de presidente do PL Mulher. No segundo dia de prisão de Bolsonaro, ela saiu para trabalhar e publicou um vídeo no Instagram de pantufas, com os dizeres: “Não podemos deixar que os dias tristes tirem nossa alegria. A alegria do Senhor é nossa força!”.
Damares também pediu autorização a Moraes para visitar Bolsonaro. Amigos do ex-presidente querem intercalar as agendas para fazer companhia a ele durante o dia.
O fato de o ministro do STF ter autorizado a ida de familiares e aliados trouxe alívio às pessoas que conviviam com ele, sobretudo pela questão dos filhos.
Assim que saiu a decisão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi à casa do pai. Já o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) chegou a Brasília na quinta-feira (7). Segundos relatos, Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente, também o acompanha.
Além deles e das demais moradoras da casa —Michelle, a filha Laura e a enteada Letícia—, estão autorizados a frequentar o local advogados e médicos do ex-presidente.
O senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-chefe da Casa Civil de Bolsonaro, foi o primeiro do mundo político a visitá-lo. Ao deixar a casa, onde ficou por cerca de meia hora, ele gravou um vídeo: “Vi que, apesar de triste, nosso capitão continua inabalável, acreditando no nosso Brasil e confiando em Deus”.
No dia seguinte, foi a vez do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Com o ex-presidente, ele ficou quase duas horas. Após o encontro, o ex-ministro da Infraestrutura disse que Bolsonaro estava bem e sereno.
Moraes também autorizou a ida da vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), amiga de Michelle; dos deputados federais Junio do Amaral (PL-MG), Marcelo Moraes (PL-RS) e Luciano Zucco (PL-RS); e do empresário e candidato derrotado à prefeitura de Angra dos Reis Renato de Araújo Corrêa (PL).
Também foram autorizados os deputados Domingos Sávio (PL-MG), Joaquim Passarinho (PL-PA), Capitão Alden (PL-BA) e Júlia Zanatta (PL-SC). Outros aliados, como o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), também pediram autorização.
Moraes tem estabelecido as datas das visitas. Celina, por exemplo, tinha compromisso em São Paulo nesta sexta-feira (8) e não pôde ir. O magistrado remarcou a visita para o dia 15.
O ministro do STF determinou a prisão por observar descumprimento de medidas cautelares. Bolsonaro participou de um ato no Rio de Janeiro por videochamada e fez uma fala aos apoiadores.
Desde então, o ex-presidente, que ficou conhecido por ter atuação forte nas redes sociais, está proibido de utilizar qualquer telefone. Ele passa os seus dias em sua casa de alto padrão, num condomínio do Jardim Botânico, em Brasília.
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CASA CAIU: prefeito de Canguaretama deve ser cassado por ação de denuncia de esquema de caixa 2 com doações via Pix
09/08/2025

A Coligação “Unidos pelo Trabalho” ajuizou Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra o atual prefeito de Canguaretama, Leandro Varela, seu vice, Erivan de Souza Lima, e outros envolvidos, por suposto abuso de poder econômico e arrecadação ilícita de recursos para campanha, através de doações via Pix não declaradas à Justiça Eleitoral.
De acordo com a ação, os investigados teriam financiado eventos de grande porte, com estrutura de trios elétricos, paredões de som, combustível e outros sem que os gastos fossem devidamente registrados na prestação de contas oficial da campanha. A denúncia aponta que recursos teriam sido enviados por eleitores à conta de uma empresa de fachada através de chave Pix ligada ao operador financeiro da campanha, hoje secretário do município.
Além da ausência de registros desses valores e serviços na prestação de contas — que declarou gastos incompatíveis com a magnitude dos eventos —, os autores da ação sustentam que houve tentativa de ocultar a origem dos recursos e que o esquema foi articulado com a colaboração de pessoas próximas ao candidato, as quais formavam o núcleo da sua equipe de campanha e agora ocupam posições estratégicas na atual gestão.
A coligação busca a cassação dos mandatos eletivos do prefeito e do vice-prefeito, bem como, a decretação da inelegibilidade dos envolvidos por oito anos, por abuso de poder e fraude à legislação eleitoral. Também foi solicitada medida liminar para quebra de sigilo bancário e fiscal, além de busca e apreensão de documentos e aparelhos eletrônicos dos investigados, a fim de comprovar a suposta prática de caixa dois e ocultação de despesas de campanha.
A ação tramita na 11ª Zona Eleitoral do Rio Grande do Norte.
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Motta envia pedido de afastamento de 15 deputados após motim na Câmara
09/08/2025

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, enviou à Corregedoria da Casa os pedidos de afastamento, por até seis meses, de 14 deputados da oposição que participaram do motim no Congresso Nacional e de uma deputada acusada de agressão.
As medidas precisam ser votadas pelo Conselho de Ética da Casa.
Os oposicionistas são, em maioria, do Partido Liberal (PL), legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, e do Novo, e participaram da ocupação da Mesa Diretora da Câmara, obstruindo a retomada dos trabalhos legislativos. Já a deputada do PT é acusada de agredir o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).
Os deputados citados são:
Marcos Pollon (PL-MS);
Zé Trovão (PL-SC);
Júlia Zanatta (PL-SC);
Marcel van Hattem (Novo-RS);
Paulo Bilynskyj (PL-SP);
Sóstenes Cavalcante (PL-RJ);
Nikolas Ferreira (PL-MG);
Zucco (PL-RS);
Allan Garcês (PL-TO);
Caroline de Toni (PL-SC);
Marco Feliciano (PL-SP);
Bia Kicis (PL-DF);
Domingos Sávio (PL-MG);
Carlos Jordy (PL-RJ); e
Camila Jara (PT-MS).
A decisão foi tomada pela Mesa Diretora da Câmara após reunião na tarde desta sexta-feira (8).
“A Mesa da Câmara dos Deputados se reuniu nesta sexta-feira, 8 de agosto, para tratar das condutas praticadas por diversos deputados federais nos dias 5 e 6. A fim de permitir a devida apuração do ocorrido, decidiu-se pelo imediato encaminhamento de todas as denúncias à Corregedoria Parlamentar para a devida análise”, informou em nota a Secretaria-Geral da Mesa da Câmara.
Após passarem pela corregedoria, onde as imagens serão analisadas, os processos voltarão à Mesa Diretora para, então, irem ao Conselho de Ética.
Acusações e defesas
Nesta manhã, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), apresentou à Mesa Diretora um ofício em que pedia a abertura de processo disciplinar e a suspensão cautelar de cinco parlamentares bolsonaristas. A suspensão de Camila Jara foi pedida por deputados oposicionistas.
Último a levantar-se da cadeira da Presidência da Câmara, Pollon é acusado de impedir a retomada dos trabalhos e de xingar Motta dias antes. Em postagem nas redes sociais, Pollon alega ser “autista” e não entender o que estava acontecendo, sentando-se momentaneamente na cadeira de Motta para pedir conselhos a Van Hattem, que estava ao lado.
Zé Trovão, segundo o PT, o PSB e o PSOL, é acusado de tentar impedir fisicamente o retorno de Motta à Mesa Diretora.
Zanatta é acusada de usar a filha de quatro meses como “escudo”, além de colocar a bebê em ambiente de risco e de tensão.
Bilynskyj é acusado de “tomar de assalto e sequestrar” a Mesa Diretora do Plenário e de ocupar a Mesa da Comissão de Direitos Humanos, impedindo o presidente da comissão de exercer suas funções. O ofício também citou a agressão ao jornalista Guga Noblat, flagrada por câmeras.
Zé Trovão, Zanatta e Bilynskyj não tinham se manifestado nas redes sobre a decisão de Motta até o momento.
Na sessão de quinta-feira (7), Zé Trovão disse não ter incentivado a violência, apenas tentado impedir a retirada de parlamentares à força. Em postagem anterior, a parlamentar disse que parlamentares de esquerda “odeiam as mulheres e a maternidade”.
Van Hattem é acusado de tomar de assalto e “sequestrar” a cadeira da presidência. Van Hattem postou um trecho do Hino Nacional. Em vídeo anterior, disse que uma eventual suspensão do mandato pedida pelo PT seria golpe.
Os demais parlamentares do PL foram incluídos em uma representação individual do deputado João Daniel (PT-SE).
Em relação a Camila Jara, a parlamentar é acusada de empurrar Nikolas Ferreira durante uma discussão para a retomada do controle do plenário da Câmara.
A assessoria da deputada nega qualquer agressão e afirma ter havido um “empurra-empurra” em que a parlamentar afastou Nikolas, que teria se desequilibrado.
Com informações da Agência Brasil e Folha Vitória
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EXATUS: Em Natal, Allyson tem 25%, e Rogério e Álvaro empatam em 2º lugar
08/08/2025

Pesquisa aponta equilíbrio na disputa para o Governo do Estado na capital potiguar, mas prefeito de Mossoró tem o maior crescimento em relação a levantamento realizado em maio
Levantamento realizado em Natal pelo Instituto Exatus, que integra o GRUPO AGORA RN, mostra um cenário de equilíbrio na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte nas eleições de 2026. A pesquisa ouviu 819 eleitores entre os dias 29 e 30 de julho na capital potiguar. Tem margem de erro de 3,43 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
No cenário estimulado (quando os nomes dos possíveis candidatos são apresentados), o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), lidera com 25,52% das intenções de voto. Em seguida, está o senador Rogério Marinho (PL), com 20,76%. Como a margem de erro é de 3,43 pontos, os dois estão tecnicamente empatados. Em terceiro lugar, está o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos), com 18,8%, empatado tecnicamente com Rogério.
Na sequência, aparecem o secretário estadual de Fazenda, Cadu Xavier (PT), com 7,57%, e o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), com 1,34%. Outros 20,27% disseram que não votariam em nenhum dos candidatos e 5,74% não souberam responder.
No cenário espontâneo (quando o eleitor cita o nome sem estímulo), Allyson também lidera com 16,97%; seguido por Rogério (11,48%) e Álvaro (4,40%). Cadu Xavier aparece com 3,05%, Fátima Bezerra (PT) com 1,22% e Styvenson Valentim (PSDB) com 0,49%.
Também foram citados: Ezequiel Ferreira (0,37%), Jair Bolsonaro (0,37%), “algum que não seja do PT” (0,37%), Natália Bonavides (0,24%) e Tarcísio (0,12%). Os indecisos somam 49,08%.
Evolução das candidaturas
O mesmo cenário havia sido testado pelo Instituto Exatus em maio. No cenário estimulado daquela pesquisa, também havia um empate técnico na liderança, mas com distâncias mais apertadas entre os pré-candidatos. As posições dos nomes, porém, se manteve inalterada.
Em maio, Allyson Bezerra tinha 18,6%; Rogério Marinho, 17,38%; Álvaro Dias, 15,18%; Cadu Xavier, 5,88%; e Ezequiel Ferreira, 2,2%. Além deles, 33,9% disseram que não pretendem votar em ninguém e 6,85% não souberam ou não quiseram responder.
Isso significa que, em menos de três meses, Allyson Bezerra evoluiu 6,92 pontos percentuais, enquanto Rogério Marinho cresceu 3,38 pontos. Álvaro Dias, por sua vez, aumentou suas intenções de voto em 3,62 pontos percentuais. Os demais tiveram oscilações dentro da margem de erro.
A definição do eleitor está aumentando à medida que se aproxima o período eleitoral. Prova disso é que, em maio, 40,75% haviam dito que não votarão em ninguém ou não souberam ou não quiseram responder. Agora, são 26,01%.
A pesquisa de maio foi realizada entre os dias 13 e 15 daquele mês, ouvindo 817 eleitores em Natal. A margem de erro também era de 3,43 pontos percentuais, para mais ou menos, com intervalo de confiança de 95%.
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Daniel Silveira coloca tornozeleira para fazer tratamento fora de presídio
07/08/2025

Foto: reprodução
O ex-deputado federal Daniel Silveira está usando tornozeleira eletrônica para fazer o tratamento pós-operatório fora do presídio Colônia Agrícola de Magé, no Rio de Janeiro. A instalação do equipamento foi feita na quarta-feira (6) pela equipe da Coordenação de Monitoração Eletrônica.
A informação consta em um documento enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio.
A saída do ex-parlamentar para realizar tratamento foi liberada por Moraes na última terça-feira (5), após um parecer favorável da PGR (Procuradoria-Geral da República).
Silveira fez uma cirurgia no joelho no dia 26 de julho e, de acordo com atestado médico, precisa de fisioterapia e cuidados diários na fase de recuperação. Segundo a determinação do ministro, todas as saídas devem ser comunicadas à Corte no prazo de 24 horas.
Desde a data da cirurgia, a defesa tem enviado diversos pedidos de conversão para prisão domiciliar ao ministro relator do caso — situação que não foi atendida pelo relator do caso.
Daniel Silveira foi condenado pelo STF em 2022 a oito anos e nove meses de prisão por ameaças ao Estado Democrático de Direito e tentativa de interferência em processo judicial.
CNN
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‘Nem com 81 assinaturas pauto o impeachment de um ministro do Supremo’, diz Alcolumbre a líderes
07/08/2025

Requerimento do vereador Flávio Sami sobre câmeras de segurança é aprovado na Câmara Municipal de João Câmara
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), evitou entrelinhas. Numa reunião com os líderes partidários da base do governo Lula e da oposição, ele afirmou que não dará andamento ao pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de jeito nenhum. A Casa tem 81 senadores.
“Nem se tiver 81 assinaturas, ainda assim não pauto impeachment de ministro do STF para votar”, afirmou, de acordo com relatos feitos à Coluna do Estadão. Estavam na reunião os líderes governistas, além dos senadores Rogério Marinho (PL-RN), Tereza Cristina (PP-MS) e Marcos Rogério (PL-RO).
O senador deu a declaração em tom elevado. Tamanha a irritação, até se incluiu na conta para expor que, nem se o Senado inteiro pedisse a abertura do processo, ele daria andamento.
Os bolsonaristas que anunciaram nesta quinta-feira, 7, que conseguiram as 41 assinaturas. Esse é o número necessário para aprovar a admissibilidade do processo, caso o presidente do Senado desse andamento ao pedido.
“Um processo de impeachment não é fruto de vontade do presidente da Casa. É um movimento de maturação e tempo. O ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, também não ia votar o impeachment de Dilma Rousseff. Mas uma hora o vento muda”, rebateu o senador Carlos Portinho (PL-RJ).
“Uma coisa de cada vez. Agora tem 41 assinaturas. Depois conseguiremos apoio para ter 54 votos. Vamos comemorar a vitória de hoje”, continuou Portinho.
O rito do processo de impeachment de ministro do STF
Cabe ao presidente do Senado dar o aval para o início do processo.
Caso a denúncia seja aceita por ele, é lida no plenário da Casa na sessão seguinte. Depois é criada uma comissão especial, com 21 senadores, para avaliar o caso de forma preliminar. Esse colegiado tem dez dias para decidir se o processo segue adiante.
Se os parlamentares derem parecer favorável, o processo de instauração formal é votado em plenário por todos os senadores. É preciso obter maioria simples dos votos (41 dos 81 senadores), do contrário, o pedido é arquivado.
Sendo aprovado, o passo seguinte é a instauração formal do processo pela comissão especial. Novos prazos são cumpridos e o processo de impeachment precisa ser aprovado por maioria qualificada – ou seja, dois terços dos senadores (54 votos).
Embora a Constituição permita que o Senado Federal julgue e afaste membros do STF por cinco tipos de crime de responsabilidade, nunca ocorreu no Brasil o impeachment de ministros da Corte.
Em 134 anos, o STF só teve um integrante demovido do cargo por decisão do Poder Legislativo. Em 1894, o Senado negou a indicação de Cândido Barata Ribeiro para uma das cadeiras na Corte. Os senadores avaliaram que Barata Ribeiro, que era médico, não possuía o “notório saber” previsto na Constituição para o exercício do cargo de juiz da Suprema Corte.
Estadão
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Oposição consegue 41 assinaturas necessárias para pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes
07/08/2025

Foto: Reprodução
A oposição conseguiu reunir as 41 assinaturas necessárias para protocolar no Senado um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento deve ser formalmente apresentado à Mesa Diretora da Casa nos próximos dias.
Ainda não foram divulgados oficialmente os nomes de todos os senadores que assinaram o requerimento. Até o momento, o ministro não se pronunciou sobre o pedido.
Nikolas Ferreira ainda explicou sobre o restante dos processos burocráticos para atender à vontade da oposição de tirar Moraes do poder. A denúncia ainda precisa passar pela avaliação de Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, que definirá se dará ou não prosseguimento ao pedido da oposição.
Para que Moraes seja efetivamente afastado do cargo, o julgamento exigiria os votos de 54 senadores — o equivalente a dois terços da Casa. No momento, os parlamentares bolsonaristas devem pressionar Alcolumbre para que o processo de impeachment dê continuidade, afinal, a decisão cabe a ele.
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